Convido aos amigos a acompanharem o Domingo Esportivo especial sobre a final do Campeonato Paulista 2008.
Vamos relembrar dos títulos paulistas de 93 e 96 do Palmeiras, com gols e entrevistas.
Teremos também gols históricos das finais paulistas disputadas pela Ponte Preta.
Ainda, retrospectiva da semana com os principais fatos e um raio-x completo do duelo entre Verdão e Macaca.
E também muitos prêmios no nosso palpitão.
Jornada esportiva especial - final do campeonato paulista 2008. Não perca!
Domingo Esportivo
Todo domingo, das 12h às 14h, na Rádio Azul Celeste AM 1440 - ou pelo site www.azulceleste.com.br
sábado, 3 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Ufa!
Sufocante! Como se pensava – ou até mais.
Assim como foi claudicante a arbitragem do chileno Rubén Selman, conivente com a violência, especialmente no segundo tempo. Ao menos Fábio Santos e Cadarcio mereciam ser expulsos. Ao final, o resultado foi satisfatório pelo ambiente, mas o São Paulo poderia ter tentado mais e sair vencedor pela falta de qualidade do adversário.
A partida esteve equilibrada até os 25 do primeiro tempo, com o Tricolor chegando bem através de Jorge Wagner e Adriano. O Nacional pouco tentou a alardeada bola aérea para Richard Morales e quando tentou, o atacante sequer finalizou corretamente, bem marcado que estava por Alex Silva.
A pressão finalmente se pronunciou entre os 27 e os 32, com cinco minutos de bola nos pés dos uruguaios. Entretanto, o máximo que se conseguiu foi um chute à queima roupa de Fornaroli que Rogério quase aceitou, mas Pirulito afastou.
Na segunda etapa, Muricy trocou Zé Luís por Fábio Santos e segurou mais os alas. O Nacional intensificou os cruzamentos e o posicionamento de Hernanes na cabeça de área, em duas oportunidades, gerou contra-ataques que por pouco não resultaram em gols. Adriano, apagado, ao menos segurou dois zagueiros consigo.
O critério do árbitro era muito simples: a primeira pancada era por conta da casa. Nos três cartões amarelos que aplicou, fez questão de contar com os dedos as faltas que o jogador cometeu. Ao menos contar sabia. Fábio Santos entrou duro em Cadarcio, que revidou. A partir deste momento, a bola passou a ser um detalhe, tanto que Jorge Wagner foi substituído aos 20 minutos após falta violenta.
Gerardo Pessulo lançou o time todo ao ataque com as entradas de Bertolo e do jovem Vera, mas a partida tinha muito mais aparência de guerra do que verdadeiramente era. No fim, Borges poderia ter marcado em um contra-ataque, não tivesse demorado tanto para decidir se passava ou chutava.
Foi talvez a melhor apresentação são-paulina na Libertadores, tanto na parte tática quanto na fibra defensiva. Fica a confiança de que a atuação será superada na próxima quarta, quando a qualidade deve suplantar a violência. E que venha o Fluminense!
Assim como foi claudicante a arbitragem do chileno Rubén Selman, conivente com a violência, especialmente no segundo tempo. Ao menos Fábio Santos e Cadarcio mereciam ser expulsos. Ao final, o resultado foi satisfatório pelo ambiente, mas o São Paulo poderia ter tentado mais e sair vencedor pela falta de qualidade do adversário.
A partida esteve equilibrada até os 25 do primeiro tempo, com o Tricolor chegando bem através de Jorge Wagner e Adriano. O Nacional pouco tentou a alardeada bola aérea para Richard Morales e quando tentou, o atacante sequer finalizou corretamente, bem marcado que estava por Alex Silva.
A pressão finalmente se pronunciou entre os 27 e os 32, com cinco minutos de bola nos pés dos uruguaios. Entretanto, o máximo que se conseguiu foi um chute à queima roupa de Fornaroli que Rogério quase aceitou, mas Pirulito afastou.
Na segunda etapa, Muricy trocou Zé Luís por Fábio Santos e segurou mais os alas. O Nacional intensificou os cruzamentos e o posicionamento de Hernanes na cabeça de área, em duas oportunidades, gerou contra-ataques que por pouco não resultaram em gols. Adriano, apagado, ao menos segurou dois zagueiros consigo.
O critério do árbitro era muito simples: a primeira pancada era por conta da casa. Nos três cartões amarelos que aplicou, fez questão de contar com os dedos as faltas que o jogador cometeu. Ao menos contar sabia. Fábio Santos entrou duro em Cadarcio, que revidou. A partir deste momento, a bola passou a ser um detalhe, tanto que Jorge Wagner foi substituído aos 20 minutos após falta violenta.
Gerardo Pessulo lançou o time todo ao ataque com as entradas de Bertolo e do jovem Vera, mas a partida tinha muito mais aparência de guerra do que verdadeiramente era. No fim, Borges poderia ter marcado em um contra-ataque, não tivesse demorado tanto para decidir se passava ou chutava.
Foi talvez a melhor apresentação são-paulina na Libertadores, tanto na parte tática quanto na fibra defensiva. Fica a confiança de que a atuação será superada na próxima quarta, quando a qualidade deve suplantar a violência. E que venha o Fluminense!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Papo com Sérgio Guedes
Conversei com Sérgio Guedes, técnico da Ponte Preta, antes da primeira partida da final do Campeonato Paulista.
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Copa Libertadores: Confrontos das oitavas

Definidos os confrontos das oitavas-de-final da Libertadores, é hora de uma breve análise dos duelos. Vamos a eles, e opine você também.
Fluminense x Atlético Nacional-COL
Apesar de ser o dono da melhor campanha da primeira fase, o Flu não chega às oitavas no melhor momento da temporada. A derrota para o Botafogo na final da Taça Rio colocou em dúvida a verdadeira capacidade da equipe. Caso Dodô possa jogar, a coisa muda. Apesar da campanha, o time colombiano não é de fato o pior entre os 16 classificados. Mostrou isso dando muito trabalho ao São Paulo nos dois jogos. Uma derrota por 2 a 0, por exemplo, pode acabar cedo demais com as pretensões do Tricolor.
Palpite: Fluminense
Flamengo x América-MEX
Seria mais fácil se o Fla não estivesse envolvido na final do Campeonato Carioca. No ano passado, o time viajou ao Uruguai com a cabeça no Rio e acabou eliminado. Talvez seja a hora de priorizar a competição continental, que afinal vale muito mais. O América é perigoso, mas sempre é difícil saber o quanto os mexicanos estão realmente focados na Libertadores. A despedida de Joel pode ser uma grande motivação para que os jogadores dêem o sangue.
Palpite: Flamengo
River Plate x San Lorenzo
Único duelo nacional das oitavas. O San Lorenzo vem motivado pela comemoração do centenário e conta com a experiência de Ramón Díaz, técnico do River Plate na última conquista continental das Gallinas, e com a habilidade de Andrés D'Alessandro. O River, por sua vez, aposta no melhor ataque da primeira fase (14 gols) e no vice-artilheiro da competição, Sebastian Abreu.
Palpite: San Lorenzo
Atlas x Lanús
O Atlas pode ser considerado uma pequena surpresa, já que o Colo Colo era apontado como favorito à outra vaga no grupo do Boca. O atacante Bruno Marioni, ex-Boca, tem surpreendido com suas boas atuações e o time é de muita pegada: foi o que mais cartões levou na primeira fase. E por falar em pegada, o Lanús é, dos argentinos, a equipe com mais cara de copeira desta edição. É um time que morde bastante na marcação, com jogadores como Pelletieri, Fritzler. Deve dar muito trabalho ainda.
Palpite: Lanús
Cruzeiro x Boca Juniors
Uma pena que este cruzamento aconteça tão cedo. Mas a culpa é inteiramente do Cruzeiro (ou da altitude?), que perdeu a melhor campanha da 1ª fase graças à inexplicável goleada para o Potosí. O time também está na final do estadual, e talvez querer ganhar tudo pode significar não ganhar nada. Qualidade, o time tem e pega um Boca que se faz de morto: sua melhor característica.
Palpite: Boca (sempre!).
Estudiantes x LDU
Pouca gente dá atenção para o Estudiantes, mas este é, a meu ver, o melhor time da competição até aqui. Possui uma chave mais fácil e conta com a experiência de Verón e muita garra, no melhor estilo argentino. A LDU acaba sendo uma surpresa, pois o esperado era que o Libertad avançasse. Duelo menos equilibrado, ao meu ver.
Palpite: Estudiantes
Cúcuta x Santos
Único duelo que repete a primeira fase e jogo muito interessante devido à imprevisibilidade dos dois times: o Cúcuta começou muito mal e melhorou sensivelmente, vencendo o grupo. Possui uma defesa sólida, mas é tão inconstante quanto o Santos, que se continua invencível na Vila, longe dela é muito vulnerável. Mas dá pra passar, coisa que há pouco tempo não se imaginaria.
Palpite: Santos
São Paulo x Nacional-URU
Dizem os torcedores são-paulinos que agora é que começa de verdade a Libertadores. Mas nunca foi tão difícil chegar até aqui. Os problemas do São Paulo são mais do que conhecidos, assim como a solução: se Adriano ainda quer ser um grande jogador, esta é sua última chance. Time mordido contra um adversário complicadíssimo, que pressiona demais em casa e morde muito. Jogo complicado lá.
Palpite: São Paulo
Seguindo meus palpites, as quartas ficariam assim (o da esquerda decidindo em casa):
Fluminense x São Paulo
Boca Juniors x Lanús
Flamengo x Santos
Estudiantes x San Lorenzo
O que significa, pelo regulamento da Conmebol, que teríamos uma semifinal brasileira e uma argentina, e uma final entre brasileiros e argentinos.
E você, o que acha?
Fluminense x Atlético Nacional-COL
Apesar de ser o dono da melhor campanha da primeira fase, o Flu não chega às oitavas no melhor momento da temporada. A derrota para o Botafogo na final da Taça Rio colocou em dúvida a verdadeira capacidade da equipe. Caso Dodô possa jogar, a coisa muda. Apesar da campanha, o time colombiano não é de fato o pior entre os 16 classificados. Mostrou isso dando muito trabalho ao São Paulo nos dois jogos. Uma derrota por 2 a 0, por exemplo, pode acabar cedo demais com as pretensões do Tricolor.
Palpite: Fluminense
Flamengo x América-MEX
Seria mais fácil se o Fla não estivesse envolvido na final do Campeonato Carioca. No ano passado, o time viajou ao Uruguai com a cabeça no Rio e acabou eliminado. Talvez seja a hora de priorizar a competição continental, que afinal vale muito mais. O América é perigoso, mas sempre é difícil saber o quanto os mexicanos estão realmente focados na Libertadores. A despedida de Joel pode ser uma grande motivação para que os jogadores dêem o sangue.
Palpite: Flamengo
River Plate x San Lorenzo
Único duelo nacional das oitavas. O San Lorenzo vem motivado pela comemoração do centenário e conta com a experiência de Ramón Díaz, técnico do River Plate na última conquista continental das Gallinas, e com a habilidade de Andrés D'Alessandro. O River, por sua vez, aposta no melhor ataque da primeira fase (14 gols) e no vice-artilheiro da competição, Sebastian Abreu.
Palpite: San Lorenzo
Atlas x Lanús
O Atlas pode ser considerado uma pequena surpresa, já que o Colo Colo era apontado como favorito à outra vaga no grupo do Boca. O atacante Bruno Marioni, ex-Boca, tem surpreendido com suas boas atuações e o time é de muita pegada: foi o que mais cartões levou na primeira fase. E por falar em pegada, o Lanús é, dos argentinos, a equipe com mais cara de copeira desta edição. É um time que morde bastante na marcação, com jogadores como Pelletieri, Fritzler. Deve dar muito trabalho ainda.
Palpite: Lanús
Cruzeiro x Boca Juniors
Uma pena que este cruzamento aconteça tão cedo. Mas a culpa é inteiramente do Cruzeiro (ou da altitude?), que perdeu a melhor campanha da 1ª fase graças à inexplicável goleada para o Potosí. O time também está na final do estadual, e talvez querer ganhar tudo pode significar não ganhar nada. Qualidade, o time tem e pega um Boca que se faz de morto: sua melhor característica.
Palpite: Boca (sempre!).
Estudiantes x LDU
Pouca gente dá atenção para o Estudiantes, mas este é, a meu ver, o melhor time da competição até aqui. Possui uma chave mais fácil e conta com a experiência de Verón e muita garra, no melhor estilo argentino. A LDU acaba sendo uma surpresa, pois o esperado era que o Libertad avançasse. Duelo menos equilibrado, ao meu ver.
Palpite: Estudiantes
Cúcuta x Santos
Único duelo que repete a primeira fase e jogo muito interessante devido à imprevisibilidade dos dois times: o Cúcuta começou muito mal e melhorou sensivelmente, vencendo o grupo. Possui uma defesa sólida, mas é tão inconstante quanto o Santos, que se continua invencível na Vila, longe dela é muito vulnerável. Mas dá pra passar, coisa que há pouco tempo não se imaginaria.
Palpite: Santos
São Paulo x Nacional-URU
Dizem os torcedores são-paulinos que agora é que começa de verdade a Libertadores. Mas nunca foi tão difícil chegar até aqui. Os problemas do São Paulo são mais do que conhecidos, assim como a solução: se Adriano ainda quer ser um grande jogador, esta é sua última chance. Time mordido contra um adversário complicadíssimo, que pressiona demais em casa e morde muito. Jogo complicado lá.
Palpite: São Paulo
Seguindo meus palpites, as quartas ficariam assim (o da esquerda decidindo em casa):
Fluminense x São Paulo
Boca Juniors x Lanús
Flamengo x Santos
Estudiantes x San Lorenzo
O que significa, pelo regulamento da Conmebol, que teríamos uma semifinal brasileira e uma argentina, e uma final entre brasileiros e argentinos.
E você, o que acha?
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Ah, os ares do sul...
Quando aposentar, Edmundo deveria se mudar para Santa Catarina. Os ares catarinenses definitivamente fazem bem a ele, que resgatado pelo Figueirense, foi o único responsável pela classificação vascaína em Criciúma. Jogando novamente no ataque, como nos ótimos tempos de Vasco, fez o que dele não mais se esperava.
Mas não precisava ser tão sofrido. Fica claro a cada jogo que o Vasco é um time limitado, e transparente que possui sérios problemas defensivos. Talvez por isso a contratação de Antônio Lopes: se é pra depender de Edmundo, ninguém melhor que o treinador que melhor se deu bem com ele até hoje.
O jogo
Muito recuado no início, o Vasco foi sufocado pelo Criciúma. A estratégia de Leandro Machado de escalar Beto e Jean Coral abertos, para jogar nas costas de Wagner Diniz e Pablo, não deu certo porque os alas não passavam do meio-de-campo.
O recuo excessivo deixou Edmundo e Jean isolados e Morais sozinho na armação. Mesmo abafando, o Criciúma tinha dificuldades em criar pois Wendell, coringa do elenco, não substituía Valdeir à altura. Assim, aos poucos o Vasco conseguiu acertar a saída de bola e equilibrou o jogo.
Escalado como centro-avante, Edmundo começou a aparecer quando perdeu um gol incrível aos 29. Morais recebeu frente a frente com o goleiro Pedro Paulo, mas decidiu não finalizar e tocar para o Animal, que limpou bem dois zagueiros, mas chutou por cima do travessão com o gol aberto.
No lance seguinte, o troco. Beto finalmente encontrou espaço com os avanços de Wagner Diniz e cruzou na medida para Jael cabecear sem chances para Tiago. Aos 39, nova jogada de Edmundo, deixando Jean livre para finalizar. Mas a gentileza foi retribuída e Jean errou ao tentar devolver.
Um minuto depois, Edmundo preferiu resolver sozinho. Matou no peito e deu dois dribles curtos na área, deixando três adversários caídos para somente completar para o fundo das redes. Um gol digno dos tempos de centro-avante, do craque que não se achava que poderia ser mais.
Satisfeito com o resultado, Lopes sacou Morais para a entrada de Rodrigo Antônio na zaga e lançou Alan Kardec para ser referência na área. Mas a bola aérea foi novamente simpática aos donos da casa e Zulu, que ao entrar tornou-se o quarto atacante do time, devolveu a esperança ao já taciturno torcedor catarinense.
Quando a pressão era intensa, novamente Edmundo decidiu. Brigando pela bola como há muito não se via, lançou bola perfeita para Wagner Diniz, que só rolou para Alan Kardec marcar. O Criciúma já estava eliminado, mas ainda assim o dez vascaíno quase marcou duas vezes, em cobranças de falta.
Por ora, o Vasco avança. Pena que Edmundo tenha cada vez menos dias de Edmundo.
Mas não precisava ser tão sofrido. Fica claro a cada jogo que o Vasco é um time limitado, e transparente que possui sérios problemas defensivos. Talvez por isso a contratação de Antônio Lopes: se é pra depender de Edmundo, ninguém melhor que o treinador que melhor se deu bem com ele até hoje.
O jogo
Muito recuado no início, o Vasco foi sufocado pelo Criciúma. A estratégia de Leandro Machado de escalar Beto e Jean Coral abertos, para jogar nas costas de Wagner Diniz e Pablo, não deu certo porque os alas não passavam do meio-de-campo.
O recuo excessivo deixou Edmundo e Jean isolados e Morais sozinho na armação. Mesmo abafando, o Criciúma tinha dificuldades em criar pois Wendell, coringa do elenco, não substituía Valdeir à altura. Assim, aos poucos o Vasco conseguiu acertar a saída de bola e equilibrou o jogo.
Escalado como centro-avante, Edmundo começou a aparecer quando perdeu um gol incrível aos 29. Morais recebeu frente a frente com o goleiro Pedro Paulo, mas decidiu não finalizar e tocar para o Animal, que limpou bem dois zagueiros, mas chutou por cima do travessão com o gol aberto.
No lance seguinte, o troco. Beto finalmente encontrou espaço com os avanços de Wagner Diniz e cruzou na medida para Jael cabecear sem chances para Tiago. Aos 39, nova jogada de Edmundo, deixando Jean livre para finalizar. Mas a gentileza foi retribuída e Jean errou ao tentar devolver.
Um minuto depois, Edmundo preferiu resolver sozinho. Matou no peito e deu dois dribles curtos na área, deixando três adversários caídos para somente completar para o fundo das redes. Um gol digno dos tempos de centro-avante, do craque que não se achava que poderia ser mais.
Satisfeito com o resultado, Lopes sacou Morais para a entrada de Rodrigo Antônio na zaga e lançou Alan Kardec para ser referência na área. Mas a bola aérea foi novamente simpática aos donos da casa e Zulu, que ao entrar tornou-se o quarto atacante do time, devolveu a esperança ao já taciturno torcedor catarinense.
Quando a pressão era intensa, novamente Edmundo decidiu. Brigando pela bola como há muito não se via, lançou bola perfeita para Wagner Diniz, que só rolou para Alan Kardec marcar. O Criciúma já estava eliminado, mas ainda assim o dez vascaíno quase marcou duas vezes, em cobranças de falta.
Por ora, o Vasco avança. Pena que Edmundo tenha cada vez menos dias de Edmundo.
sábado, 19 de abril de 2008
Sinal dos tempos*
* Coluna publicada originalmente no Olheiros.
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Em uma ensolarada tarde carioca, um gaúcho de cabelo estilo militar troca e-mails com seu assistente sobre o desempenho de jogadores brasileiros no exterior quando, de súbito, sente um arrepio que não vem do gélido ar condicionado.
Ao clicar por engano num link para o site da FIFA, Dunga percebe que por lá existe, sim, uma seção dedicada ao futebol nas Olimpíadas, com notícias e até perfil das seleções classificadas para Pequim. “Meu Deus. Eles dão mesmo valor para o torneio olímpico”, suspira.
E qual não é a surpresa de Dunga ao ler a seguinte declaração do presidente da entidade, o suíço Joseph Blatter: “Sou da opinião de que os Jogos Olímpicos são um evento destinado à juventude. Quando o futebol envia seus jogadores de menos de 23 anos, temos um torneio de boa qualidade. A tendência na Fifa é que nos afastemos inclusive dos sub-23 e que participem apenas as seleções juvenis”. Silêncio e consternação. Dunga, em seguida, faz alguns telefonemas.
A cena, obviamente, é fictícia, mas a fala de Blatter não. Ela foi proferida na segunda-feira, durante uma entrevista coletiva na sede da FIFA. Às vésperas do sorteio das chaves para o torneio olímpico de futebol (que acontece no domingo), a possibilidade de mudança do limite de idade dos jogadores pega de surpresa até mesmo gente que acompanha muito mais de perto o futebol olímpico do que Dunga.
Tradicionalmente conservadora quanto às regras do jogo, a postura da FIFA é sintomática do momento de mudança que atravessa o futebol mundial. Afinal, não há dúvida de que rodadas e mais rodadas de discussão foram travadas antes de Blatter revelar uma intenção como essa durante uma entrevista coletiva. Não foi um insight pessoal. Foi fruto de muita conversa e negociação.
Alterar a idade limite de certas competições é uma medida que já foi adotada desde o ano passado na Copa São Paulo pela Federação Paulista, que às vezes acerta nas inovações, por mais que elas não sejam acatadas pela FIFA – spray da barreira que o diga. Perceber que hoje o atleta já é profissional mais cedo não demanda muita observação. O fenômeno é mundial e o Olheiros faz parte disso.
Mas afinal, o que isso muda? O futebol nos Jogos Olímpicos, assim como o Mundial Interclubes, tem fama de ser valorizado apenas por sul-americanos e talvez africanos, mas não pelos europeus. Pode ser. Mas por trás do argumento de que atualmente atletas com 19 anos já são titulares clubes, e que assim o nível seria excelente, existe um interesse muito maior – e nesse a FIFA não é nada conservadora.
O anúncio é uma vitória dos clubes europeus, o que surpreende, já que na maioria das vezes eles são oposição a qualquer idéia da entidade. Mas o que fala mais alto é, como sempre, o bolso. Vale lembrar que as Olimpíadas acontecem em agosto, portanto, início de temporada na Europa. Liberar jogadores de 22 anos que já desempenham papel de liderança nas equipes faz com que os clubes percam dinheiro em excursões internacionais.
Sem contar o antigo discurso aplicado às seleções principais, mas que se aplica aqui com mais veemência: e se o meu atleta se machucar, quem paga a conta? E os jogos que ele ficar de fora durante a temporada, alguém me empresa um substituto de graça, e à altura? E a pré-temporada dele, que vai ser prejudicada com esse torneio em agosto, como é que fica?
Pois bem. Desta vez a FIFA parece ter ouvido o lamurio dos clubes, mesmo que isso signifique praticamente uma nova edição de Mundial Sub-20 – contra o qual eles têm brigado bastante, diga-se de passagem. Ninguém discute que os torneios serão igualmente emocionantes e terão atletas de qualidade, afinal a modernização do trabalho de base tem entregado jogadores praticamente prontos ao técnico de cima com 17, 18 anos. Mas vale também – e como! – a questão mercadológica. Sinal dos tempos.
Ao clicar por engano num link para o site da FIFA, Dunga percebe que por lá existe, sim, uma seção dedicada ao futebol nas Olimpíadas, com notícias e até perfil das seleções classificadas para Pequim. “Meu Deus. Eles dão mesmo valor para o torneio olímpico”, suspira.
A cena, obviamente, é fictícia, mas a fala de Blatter não. Ela foi proferida na segunda-feira, durante uma entrevista coletiva na sede da FIFA. Às vésperas do sorteio das chaves para o torneio olímpico de futebol (que acontece no domingo), a possibilidade de mudança do limite de idade dos jogadores pega de surpresa até mesmo gente que acompanha muito mais de perto o futebol olímpico do que Dunga.
Tradicionalmente conservadora quanto às regras do jogo, a postura da FIFA é sintomática do momento de mudança que atravessa o futebol mundial. Afinal, não há dúvida de que rodadas e mais rodadas de discussão foram travadas antes de Blatter revelar uma intenção como essa durante uma entrevista coletiva. Não foi um insight pessoal. Foi fruto de muita conversa e negociação.
Alterar a idade limite de certas competições é uma medida que já foi adotada desde o ano passado na Copa São Paulo pela Federação Paulista, que às vezes acerta nas inovações, por mais que elas não sejam acatadas pela FIFA – spray da barreira que o diga. Perceber que hoje o atleta já é profissional mais cedo não demanda muita observação. O fenômeno é mundial e o Olheiros faz parte disso.
Mas afinal, o que isso muda? O futebol nos Jogos Olímpicos, assim como o Mundial Interclubes, tem fama de ser valorizado apenas por sul-americanos e talvez africanos, mas não pelos europeus. Pode ser. Mas por trás do argumento de que atualmente atletas com 19 anos já são titulares clubes, e que assim o nível seria excelente, existe um interesse muito maior – e nesse a FIFA não é nada conservadora.
O anúncio é uma vitória dos clubes europeus, o que surpreende, já que na maioria das vezes eles são oposição a qualquer idéia da entidade. Mas o que fala mais alto é, como sempre, o bolso. Vale lembrar que as Olimpíadas acontecem em agosto, portanto, início de temporada na Europa. Liberar jogadores de 22 anos que já desempenham papel de liderança nas equipes faz com que os clubes percam dinheiro em excursões internacionais.
Sem contar o antigo discurso aplicado às seleções principais, mas que se aplica aqui com mais veemência: e se o meu atleta se machucar, quem paga a conta? E os jogos que ele ficar de fora durante a temporada, alguém me empresa um substituto de graça, e à altura? E a pré-temporada dele, que vai ser prejudicada com esse torneio em agosto, como é que fica?
Pois bem. Desta vez a FIFA parece ter ouvido o lamurio dos clubes, mesmo que isso signifique praticamente uma nova edição de Mundial Sub-20 – contra o qual eles têm brigado bastante, diga-se de passagem. Ninguém discute que os torneios serão igualmente emocionantes e terão atletas de qualidade, afinal a modernização do trabalho de base tem entregado jogadores praticamente prontos ao técnico de cima com 17, 18 anos. Mas vale também – e como! – a questão mercadológica. Sinal dos tempos.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
O garçom
No melhor momento da carreira, Edmundo teve em Evair o companheiro ideal: um artilheiro que virou garçom para que ele pudesse marcar 29 gols e levar o Vasco ao tricampeonato brasileiro. Agora, quem lhe dá oportunidades é alguém com menos brilho, mas que lhe deixa ainda mais próximo do gol: seis dos sete gols marcados pelo Animal na temporada foram de pênalti. Quatro deles, em faltas sobre o lateral-direito.
Se o Vasco deu a impressão que fez seu máximo na semifinal da Taça Rio contra o Fluminense, a impressão se aproximou da certeza após a apagada atuação do primeiro tempo. Um time sonolento, sem criatividade e que jogava como seu treinador pensava: não tomar gol em casa era lucro.
Uma escalação exageradamente cautelosa, com três zagueiros mais Jonílson e Souza presos, deixou a equipe do delegado Lopes sem opções. Faltava alguém para dividir a responsabilidade com Morais, já que Souza não aparecia e Wagner Diniz, apesar do 3-5-2 a seu favor, inexistiu.
Como o ataque não era alimentado, Jean voltava demais para buscar a bola e Alan Kardec ficava isolado. A primeira boa chance foi um rebote perdido sabe-se lá como pelo artilheiro dos gols espíritas, após bom chute de fora da área de Pablo.
O garoto, aliás, mostrou personalidade e foi o menos pior dos vascaínos na primeira etapa. Já nos acréscimos, a dobradinha se repetiu: Pablo fez ótima jogada na grande área e Alan Kardec, sozinho, fez a parte dele: chutou fraco, nas mãos do goleiro.
Já o Criciúma não tinha do que reclamar. Focado na rodada decisiva do Catarinense no final de semana, o time de Leandro Machado marcou com os onze homens no campo de defesa e mesmo quando tinha oportunidade, saía lentamente com a bola para o ataque, deixando claro que jogava pelo empate para decidir no intimidador Heriberto Hulse.
Insatisfeito, Lopes fez duas alterações no intervalo. Sacou Alan Kardec para preservá-lo das vaias – e tentar garantir que a bola entrasse. Edmundo, que seria poupado, exerceu a liderança que faltava dentro de campo.
A saída de Vilson poderia ter sido boa, caso fosse substituído por alguém que povoasse o meio. Lopes, contudo, preferiu não arriscar contra um time que não atacava e lançou Rodrigo Antônio, lateral de origem, como zagueiro pela direita.
Logo a um minuto, Luiz André fez falta dura e, como já tinha amarelo, foi expulso. Em dez minutos, o goleiro Zé Carlos fez mais defesas do que em toda a primeira etapa. A pressão que se anunciava com a vantagem numérica não durou muito e esfriou com a fina chuva que caía.
As principais chances aconteceram pelo lado esquerdo do ataque e Jean quase marcou duas vezes. Alex Teixeira tentou dois chutes logo que entrou mas, como a maioria do time, acabou sumindo. Até que aos 37, quando o empate parecia irreversível, deu certo a jogada ensaiada exaustivamente durante a semana: Wagner Diniz corre, toca a bola de lado e o zagueiro chega – mostrando que não faltou ao ensaio – atrasado. Edmundo marca e o Vasco vence. Tá, foi de pênalti. Mas pode anotar a assistência para Wagner Diniz.
Se o Vasco deu a impressão que fez seu máximo na semifinal da Taça Rio contra o Fluminense, a impressão se aproximou da certeza após a apagada atuação do primeiro tempo. Um time sonolento, sem criatividade e que jogava como seu treinador pensava: não tomar gol em casa era lucro.
Uma escalação exageradamente cautelosa, com três zagueiros mais Jonílson e Souza presos, deixou a equipe do delegado Lopes sem opções. Faltava alguém para dividir a responsabilidade com Morais, já que Souza não aparecia e Wagner Diniz, apesar do 3-5-2 a seu favor, inexistiu.
Como o ataque não era alimentado, Jean voltava demais para buscar a bola e Alan Kardec ficava isolado. A primeira boa chance foi um rebote perdido sabe-se lá como pelo artilheiro dos gols espíritas, após bom chute de fora da área de Pablo.
O garoto, aliás, mostrou personalidade e foi o menos pior dos vascaínos na primeira etapa. Já nos acréscimos, a dobradinha se repetiu: Pablo fez ótima jogada na grande área e Alan Kardec, sozinho, fez a parte dele: chutou fraco, nas mãos do goleiro.
Já o Criciúma não tinha do que reclamar. Focado na rodada decisiva do Catarinense no final de semana, o time de Leandro Machado marcou com os onze homens no campo de defesa e mesmo quando tinha oportunidade, saía lentamente com a bola para o ataque, deixando claro que jogava pelo empate para decidir no intimidador Heriberto Hulse.
Insatisfeito, Lopes fez duas alterações no intervalo. Sacou Alan Kardec para preservá-lo das vaias – e tentar garantir que a bola entrasse. Edmundo, que seria poupado, exerceu a liderança que faltava dentro de campo.
A saída de Vilson poderia ter sido boa, caso fosse substituído por alguém que povoasse o meio. Lopes, contudo, preferiu não arriscar contra um time que não atacava e lançou Rodrigo Antônio, lateral de origem, como zagueiro pela direita.
Logo a um minuto, Luiz André fez falta dura e, como já tinha amarelo, foi expulso. Em dez minutos, o goleiro Zé Carlos fez mais defesas do que em toda a primeira etapa. A pressão que se anunciava com a vantagem numérica não durou muito e esfriou com a fina chuva que caía.
As principais chances aconteceram pelo lado esquerdo do ataque e Jean quase marcou duas vezes. Alex Teixeira tentou dois chutes logo que entrou mas, como a maioria do time, acabou sumindo. Até que aos 37, quando o empate parecia irreversível, deu certo a jogada ensaiada exaustivamente durante a semana: Wagner Diniz corre, toca a bola de lado e o zagueiro chega – mostrando que não faltou ao ensaio – atrasado. Edmundo marca e o Vasco vence. Tá, foi de pênalti. Mas pode anotar a assistência para Wagner Diniz.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Choque-rei eletrizante
As chaves do clássico de domingo:
- Não dá para crucificar a assistente ou o árbitro, afinal quem pode provar que ambos tinham condições de perceber o toque de onde estavam? A pessoa teria que estar olhando diretamente para o lance para perceber, e no momento todos olhavam o lance como um todo, não uma parte específica. É preciso mudar o foco. Haverá erros em todos os jogos.
- Muricy marcou atrás da linha da bola, sacrificou Zé Luís para a segunda partida para anular Valdívia e conseguiu deixar Adriano e Dagoberto livres no mano-a-mano.
- Alex Silva jogou 60 minutos, não apareceu, mas sua volta foi fundamental para acertar o posicionamento da defesa. Com André Dias na sobra, a chance de erros é bem menor.
- O São Paulo entrou muito mais ligado. Ganhou quase todas as divididas. Com isso, equilibrou um duelo que pendia para o lado alviverde.
Chaves do próximo jogo:
- Zé Luís e Richarlyson farão mais falta que Pierre - e Zé Luís mais que Richarlyson. Fábio Santos deve voltar, mesmo a contragosto.
- O Palmeiras precisa jogar mais pelos lados. Como resolver isso, já que os alas são-paulinos ficaram (e devem continuar) plantados, é problema para Luxemburgo.
- Ou Diego Souza aparece para o jogo, ou fica no banco. Jogar com um a menos não dá.
- Muricy deve armar a equipe da mesma maneira. Fechado, em um campo menor, o São Paulo tem ótimas chances de um novo triunfo.
- A entrada de Martinez melhorou o time. Mas seria suicídio jogar sem alguém à frente da zaga para frear os contra-ataques são-paulinos.
- Não dá para crucificar a assistente ou o árbitro, afinal quem pode provar que ambos tinham condições de perceber o toque de onde estavam? A pessoa teria que estar olhando diretamente para o lance para perceber, e no momento todos olhavam o lance como um todo, não uma parte específica. É preciso mudar o foco. Haverá erros em todos os jogos.
- Muricy marcou atrás da linha da bola, sacrificou Zé Luís para a segunda partida para anular Valdívia e conseguiu deixar Adriano e Dagoberto livres no mano-a-mano.
- Alex Silva jogou 60 minutos, não apareceu, mas sua volta foi fundamental para acertar o posicionamento da defesa. Com André Dias na sobra, a chance de erros é bem menor.
- O São Paulo entrou muito mais ligado. Ganhou quase todas as divididas. Com isso, equilibrou um duelo que pendia para o lado alviverde.
Chaves do próximo jogo:
- Zé Luís e Richarlyson farão mais falta que Pierre - e Zé Luís mais que Richarlyson. Fábio Santos deve voltar, mesmo a contragosto.
- O Palmeiras precisa jogar mais pelos lados. Como resolver isso, já que os alas são-paulinos ficaram (e devem continuar) plantados, é problema para Luxemburgo.
- Ou Diego Souza aparece para o jogo, ou fica no banco. Jogar com um a menos não dá.
- Muricy deve armar a equipe da mesma maneira. Fechado, em um campo menor, o São Paulo tem ótimas chances de um novo triunfo.
- A entrada de Martinez melhorou o time. Mas seria suicídio jogar sem alguém à frente da zaga para frear os contra-ataques são-paulinos.
terça-feira, 8 de abril de 2008
As semifinais do Paulista

Não surpreende a classificação de Guará e Ponte para as semifinais do Campeonato Paulista. Não digo isso pelas campanhas, claramente merecedoras, mas pelo que é sempre esperado por torcedores e boa parte da imprens: a classificação dos quatro grandes.
De fato, há oito anos os quatro não se classificam para as semifinais. A última vez foi em 2000, quando Santos e São Paulo decidiram o campeonato após eliminarem, respectivamente, Palmeiras e Corinthians (o São Paulo foi campeão). Um ano antes, curiosamente, a final foi exatamente contrária: o Corinthians venceu o Palmeiras, após eliminarem São Paulo e Santos.
Ainda na década de 90, em 98 a Portuguesa tirou o Santos da semi para ser garfada por Castrilli. De 90 a 97, não houve semifinais em mata-mata.
Já na década atual, sem considerar os anos de 2002, em que os grandes disputaram a Liga Rio-São Paulo, e 2005 e 2006, quando o Paulistão foi disputado por pontos corridos, as outras três edições também apresentaram azarões na semifinal.
Em 2001, a situação foi idêntica a deste ano: uma semifinal entre grandes e outra entre pequenos. Curioso que os grandes envolvidos eram exatamente os eliminados de hoje, Santos e Corinthians. A Ponte apareceu de novo, mas contra o Botafogo de Ribeirão.
Em 2003, a intrusa foi a Portuguesa Santista de Souza, Rico e Adriano, que perdeu na semi para o São Paulo. Só o Santos ficou de fora. E em 2004, na final caipira, Palmeiras e Santos foram eliminados por Paulista e São Caetano.
Confira quem ficou de fora nos últimos anos em que houve semifinal:
2008 - Corinthians e Santos
2007 - Corinthians e Palmeiras
2004 - Corinthians e São Paulo
2003 - Santos
2001 - Palmeiras e São Paulo
1998 - Santos
Corinthians e Santos ficaram de fora três vezes, São Paulo e Palmeiras duas.
De fato, há oito anos os quatro não se classificam para as semifinais. A última vez foi em 2000, quando Santos e São Paulo decidiram o campeonato após eliminarem, respectivamente, Palmeiras e Corinthians (o São Paulo foi campeão). Um ano antes, curiosamente, a final foi exatamente contrária: o Corinthians venceu o Palmeiras, após eliminarem São Paulo e Santos.
Ainda na década de 90, em 98 a Portuguesa tirou o Santos da semi para ser garfada por Castrilli. De 90 a 97, não houve semifinais em mata-mata.
Já na década atual, sem considerar os anos de 2002, em que os grandes disputaram a Liga Rio-São Paulo, e 2005 e 2006, quando o Paulistão foi disputado por pontos corridos, as outras três edições também apresentaram azarões na semifinal.
Em 2001, a situação foi idêntica a deste ano: uma semifinal entre grandes e outra entre pequenos. Curioso que os grandes envolvidos eram exatamente os eliminados de hoje, Santos e Corinthians. A Ponte apareceu de novo, mas contra o Botafogo de Ribeirão.
Em 2003, a intrusa foi a Portuguesa Santista de Souza, Rico e Adriano, que perdeu na semi para o São Paulo. Só o Santos ficou de fora. E em 2004, na final caipira, Palmeiras e Santos foram eliminados por Paulista e São Caetano.
Confira quem ficou de fora nos últimos anos em que houve semifinal:
2008 - Corinthians e Santos
2007 - Corinthians e Palmeiras
2004 - Corinthians e São Paulo
2003 - Santos
2001 - Palmeiras e São Paulo
1998 - Santos
Corinthians e Santos ficaram de fora três vezes, São Paulo e Palmeiras duas.
domingo, 6 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Chupa, Luqueño
Não sou são-paulino.
Tampouco é de meu feitio manifestações como esta.
Mas não posso aplaudir o anti-futebol e o anti-jogo, por mais que seja uma tática para vencer.
Tampouco é de meu feitio manifestações como esta.
Mas não posso aplaudir o anti-futebol e o anti-jogo, por mais que seja uma tática para vencer.
segunda-feira, 31 de março de 2008
A hora seria agora*
Renovar faz parte do ciclo da vida. Para os clubes de futebol, então, é o principal elo deste ciclo. Manter o alto nível (ou alcançá-lo) depende da observação diária e prospecção de novas figuras. Entretanto, um certo clube de Milão desafia este paradigma mostrando que é possível permanecer no topo deixando praticamente de lado a substituição de engrenagens fadigadas por outras novas e afiadas.
O Milan campeão europeu tinha em campo, na final contra o Liverpool, seis jogadores acima dos trinta anos de idade. Uma média que sobe ainda mais se considerarmos os suplentes – de fato, Kaká era o mais jovem dos dezoito relacionados. É totalmente possível, sim, ser vitorioso com um time experiente. O Brasil mostrou isso duas vezes, em 62 e 94, e na própria Liga dos Campeões da Europa o Bayern, em 2002, e a Juventus, em 96, usaram deste expediente.
Surpreende, entretanto, o fato de que mesmo com um elenco veterano, o Milan pouco mudou para esta temporada – veio Pato, apareceu Paloschi e Costacurta aposentou-se, mas o time titular permaneceu quase inalterado. Ou melhor, pensando bem, isso não surpreendeu. Conhecendo a filosofia de Ancelotti e a metodologia de trabalho rossonera, pouco se poderia esperar em termos de renovação. Mas a eliminação precoce para o Arsenal (um time cheio de garotos!) na UCL e a ofegante campanha na Serie A já acenderam a luz amarela em San Siro.
Um argumento recorrente para a pouca utilização dos garotos milaneses é que falta qualidade na base. Na última edição do Viareggio, a equipe foi eliminada nas oitavas-de-final pela sempre produtiva base do Vicenza, nos pênaltis. Paloschi e Aubameyang se destacaram, mas é muito pouco para um clube como o Milan. Tamanha é a cegueira de Ancelotti para a base que nem mesmo seu filho, o meio-campista Davide, consegue aspirar grande participação num futuro próximo.
Mas dizer que a base é ruim e que, por isso, não pode ser utilizada, é um argumento no mínimo burro. Com o dinheiro que possui, o Milan poderia - e deve - investir mais não só na formação, como também na captação de talentos. Já que não forma, ao menos que amplie a rede de contatos para alistar mais cedo jogadores com mais potencial. Parece lógico, e é. Mas é uma lógica que não se quer seguir.
A atual geração pode, de fato, até não ser tão boa assim, mas alguns jovens emprestados pelo Milan, por falta de espaço na equipe principal, têm feito boa figura com outras camisas. O lateral-esquerdo Leandro Grimi, argentino com cidadania italiana, foi cedido ao Siena, voltou e agora faz boa temporada no Sporting Lisboa. Comprado junto ao Racing de Avellaneda no início de 2007, pode ficar em definitivo em Portugal mesmo tendo vestido a camisa rossonera poucas vezes.
Outro zagueiro, Lino Marzoratti, temporário no Empoli, é titular absoluto da seleção sub-21 e dificilmente ficará de fora das Olimpíadas. Estes são dois exemplos de jogadores que Ancelotti poderia muito bem ter lançado para ganhar experiência, afinal é no setor defensivo que residem as principais preocupações rossoneras: Maldini (finalmente) se despede ao final da temporada e Cafu, Favalli, e Serginho logo vão fazer o mesmo. Uma das poucas exceções, Matteo Darmian é titular da equipe sub-19 e aos poucos vai sendo lançado. É pouco.
Para atestar a falta de valorização da base, basta ver que a supracitada equipe sub-21 italiana não possui nenhum jogador rossonero. Pelo contrário: o clube tenta comprar jogadores que fazem parte dela. Já surgem especulações de que Gilardino poderia ser trocado por Montolivo, da Fiorentina, ao final da temporada. Será esta a estratégia correta? Diz o ditado que em time que está ganhando não se mexe. Mas... Até quando? A hora de mudar seria agora.
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* Coluna publicada originalmente no Olheiros.
O Milan campeão europeu tinha em campo, na final contra o Liverpool, seis jogadores acima dos trinta anos de idade. Uma média que sobe ainda mais se considerarmos os suplentes – de fato, Kaká era o mais jovem dos dezoito relacionados. É totalmente possível, sim, ser vitorioso com um time experiente. O Brasil mostrou isso duas vezes, em 62 e 94, e na própria Liga dos Campeões da Europa o Bayern, em 2002, e a Juventus, em 96, usaram deste expediente.
Surpreende, entretanto, o fato de que mesmo com um elenco veterano, o Milan pouco mudou para esta temporada – veio Pato, apareceu Paloschi e Costacurta aposentou-se, mas o time titular permaneceu quase inalterado. Ou melhor, pensando bem, isso não surpreendeu. Conhecendo a filosofia de Ancelotti e a metodologia de trabalho rossonera, pouco se poderia esperar em termos de renovação. Mas a eliminação precoce para o Arsenal (um time cheio de garotos!) na UCL e a ofegante campanha na Serie A já acenderam a luz amarela em San Siro.
Mas dizer que a base é ruim e que, por isso, não pode ser utilizada, é um argumento no mínimo burro. Com o dinheiro que possui, o Milan poderia - e deve - investir mais não só na formação, como também na captação de talentos. Já que não forma, ao menos que amplie a rede de contatos para alistar mais cedo jogadores com mais potencial. Parece lógico, e é. Mas é uma lógica que não se quer seguir.
A atual geração pode, de fato, até não ser tão boa assim, mas alguns jovens emprestados pelo Milan, por falta de espaço na equipe principal, têm feito boa figura com outras camisas. O lateral-esquerdo Leandro Grimi, argentino com cidadania italiana, foi cedido ao Siena, voltou e agora faz boa temporada no Sporting Lisboa. Comprado junto ao Racing de Avellaneda no início de 2007, pode ficar em definitivo em Portugal mesmo tendo vestido a camisa rossonera poucas vezes.
Outro zagueiro, Lino Marzoratti, temporário no Empoli, é titular absoluto da seleção sub-21 e dificilmente ficará de fora das Olimpíadas. Estes são dois exemplos de jogadores que Ancelotti poderia muito bem ter lançado para ganhar experiência, afinal é no setor defensivo que residem as principais preocupações rossoneras: Maldini (finalmente) se despede ao final da temporada e Cafu, Favalli, e Serginho logo vão fazer o mesmo. Uma das poucas exceções, Matteo Darmian é titular da equipe sub-19 e aos poucos vai sendo lançado. É pouco.
Para atestar a falta de valorização da base, basta ver que a supracitada equipe sub-21 italiana não possui nenhum jogador rossonero. Pelo contrário: o clube tenta comprar jogadores que fazem parte dela. Já surgem especulações de que Gilardino poderia ser trocado por Montolivo, da Fiorentina, ao final da temporada. Será esta a estratégia correta? Diz o ditado que em time que está ganhando não se mexe. Mas... Até quando? A hora de mudar seria agora.
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* Coluna publicada originalmente no Olheiros.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Que jogo!
Tinha tudo o Santos x Corinthians desta quarta para ser um jogo insosso: defesas bem postadas, meios-de-campo pouco criativos e ataques improdutivos em um campo pequeno.
Mas tinha tudo também para ser um jogaço: clássico de uma equipe que se encontrou cedo no campeonato contra outra que vem se encontrando a cada jogo, ambas brigando pela classificação.
E que jogo!
As defesas oscilaram, os meios-de-campo produziram e os ataques marcaram, mas também desperdiçaram chances inacreditáveis, como a de André Santos no primeiro tempo. Houve de tudo que precisa um clássico para ser um clássico: briga, expulsão, arbitragem polêmica (e com erros, mas sempre os há), entrega e muita vontade, como há muito não via.
Não há, em nenhum dos dois times, craques. Mas há bons jogadores capazes de momentos de craque, como a jogada de Molina no primeiro gol, e há bons jogadores capazes de momentos de bagre, como a pisada na bola de Perdigão no mesmo lance. Um jogo como há muito tempo não via, e que, como há muito tempo não acontecia, torcia para que o fim não chegasse.
Mas tinha tudo também para ser um jogaço: clássico de uma equipe que se encontrou cedo no campeonato contra outra que vem se encontrando a cada jogo, ambas brigando pela classificação.
E que jogo!
As defesas oscilaram, os meios-de-campo produziram e os ataques marcaram, mas também desperdiçaram chances inacreditáveis, como a de André Santos no primeiro tempo. Houve de tudo que precisa um clássico para ser um clássico: briga, expulsão, arbitragem polêmica (e com erros, mas sempre os há), entrega e muita vontade, como há muito não via.
Não há, em nenhum dos dois times, craques. Mas há bons jogadores capazes de momentos de craque, como a jogada de Molina no primeiro gol, e há bons jogadores capazes de momentos de bagre, como a pisada na bola de Perdigão no mesmo lance. Um jogo como há muito tempo não via, e que, como há muito tempo não acontecia, torcia para que o fim não chegasse.
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Para ficar por dentro dos resultados desta quarta-feira de eliminatórias para a Copa de 2010, acesse o Febre Mundialista.
terça-feira, 25 de março de 2008
Cem, dez, zero
Ficam hoje os parabéns ao Galo pelo centenário. O Atlético que, dos grandes, é o que há mais tempo não conquista títulos de expressão. Quando dirigentes brigam em pleno dia de comemorações, entende-se melhor porquê. Contratações como as de Marques e Petkovic colocam ainda mais dúvida no sucesso da equipe, que após a queda à série B parecia ter entendido que a resposta está na base. Que os próximos cem anos sejam melhor que os últimos dez.
Vale também a lembrança dos dez anos da Lei Pelé, que não é tão culpada pela situação atual dos clubes brasileiros como se quer fazer crer. Falta profissionalismo para romper com estruturas deficitárias e inchadas, acabar com vícios administrativos e pensar no clube mais como uma marca - afinal o futebol-negócio de hoje demanda muito mais marketing, já que o que manda é o dinheiro. Só assim os clubes terão como brigar com os gringos pela permanência dos jogadores. Em tempo: como essa mudança de mentalidade é um processo demorado, são necessárias e bem-vindas as revisões que a lei deverá sofrer. Medidas protecionistas são tomadas na Europa - por que aqui não?
Finalmente, promete marcar ainda mais, por mexer com a segunda maior torcida do país, as decisões da reunião de ontem do Conselho corintiano. Não só os sócios com mais de cinco anos poderão votar para presidente do clube, como também foi vetada a reeleição - prática já adotada no São Paulo e fundamental para a transparência e sucesso dos trabalhos. É um marco zero para o Corinthians, há muito envolto em espessas nuvens no que tange sua administração.
Vale também a lembrança dos dez anos da Lei Pelé, que não é tão culpada pela situação atual dos clubes brasileiros como se quer fazer crer. Falta profissionalismo para romper com estruturas deficitárias e inchadas, acabar com vícios administrativos e pensar no clube mais como uma marca - afinal o futebol-negócio de hoje demanda muito mais marketing, já que o que manda é o dinheiro. Só assim os clubes terão como brigar com os gringos pela permanência dos jogadores. Em tempo: como essa mudança de mentalidade é um processo demorado, são necessárias e bem-vindas as revisões que a lei deverá sofrer. Medidas protecionistas são tomadas na Europa - por que aqui não?
Finalmente, promete marcar ainda mais, por mexer com a segunda maior torcida do país, as decisões da reunião de ontem do Conselho corintiano. Não só os sócios com mais de cinco anos poderão votar para presidente do clube, como também foi vetada a reeleição - prática já adotada no São Paulo e fundamental para a transparência e sucesso dos trabalhos. É um marco zero para o Corinthians, há muito envolto em espessas nuvens no que tange sua administração.
quinta-feira, 20 de março de 2008
quarta-feira, 19 de março de 2008
A mina de ouro do PPV
A mina de ouro para os clubes brasileiros é a TV. São as transmissões que pagam contratações, salários e quase tudo que envolve o futebol brasileiro. No momento em que se discute a venda dos direitos para 2009, 2010 e 2011, vale lembrar que o segredo não é diversificar os canais que irão transmitir o campeonato, mas sim diversificar os pacotes negociados. Na Europa, cada país negocia de um jeito: pacotes completos, pacotes separados...depende do que a pesquisa de mercado aponta como mais viável.
No Brasil, a TV aberta corresponde a uma fatia ainda grande do faturamento, pois a venda de PPV ainda não se compara aos europeus. Mais de uma emissora transmitindo significaria, a princípio, mais dinheiro entrando, mas é a lei da oferta e da procura: mais gente comprando muito do mesmo produto, o preço abaixa. É por isso que a exclusividade aumenta os valores.
Falta oferecer ao torcedor o que ele quer: pacotes individuais de clubes. Se alguem quiser comprar o campeonato todo, paga um valor. Mas se quiser comprar os jogos só do seu time, paga outro. Isso agrega receita, porque o valor vai ser menor e as vendas vão aumentar. Existem até pacotes só para os jogos fora de casa, para aquele torcedor que não perde uma partida do seu time no estádio.
E mais: foi até bom para os clubes a desistência da Record, que recentemente vinha fazendo propostas astronômicas que seriam extremamente prejudiciais: criaria-se uma bolha de investimentos, afinal quem paga a conta da TV são os patrocinadores. Uma hora eles não iriam aguentar, porque ficaria muito caro anunciar no futebol, tornando-se inviável. Assim, as propostas despencariam de um dia para o outro e os clubes, já apertados com o orçamento atual, teriam que se virarm com cotas minúsculas de TV.
No Brasil, a TV aberta corresponde a uma fatia ainda grande do faturamento, pois a venda de PPV ainda não se compara aos europeus. Mais de uma emissora transmitindo significaria, a princípio, mais dinheiro entrando, mas é a lei da oferta e da procura: mais gente comprando muito do mesmo produto, o preço abaixa. É por isso que a exclusividade aumenta os valores.
Falta oferecer ao torcedor o que ele quer: pacotes individuais de clubes. Se alguem quiser comprar o campeonato todo, paga um valor. Mas se quiser comprar os jogos só do seu time, paga outro. Isso agrega receita, porque o valor vai ser menor e as vendas vão aumentar. Existem até pacotes só para os jogos fora de casa, para aquele torcedor que não perde uma partida do seu time no estádio.
E mais: foi até bom para os clubes a desistência da Record, que recentemente vinha fazendo propostas astronômicas que seriam extremamente prejudiciais: criaria-se uma bolha de investimentos, afinal quem paga a conta da TV são os patrocinadores. Uma hora eles não iriam aguentar, porque ficaria muito caro anunciar no futebol, tornando-se inviável. Assim, as propostas despencariam de um dia para o outro e os clubes, já apertados com o orçamento atual, teriam que se virarm com cotas minúsculas de TV.
segunda-feira, 17 de março de 2008
É pênalti!
Sete pênaltis foram marcados em três jogos neste final de semana.
Os dois do clássico carioca foram bem marcados por Marcelo de Souza Pinto, que apesar de ter ido bem tecnicamente, deixou a desejar na hora de conter os ânimos de um jogo que acabou violento.
Outros dois também foram assinalados no Rio, mas em São Januário. Físicos já demonstraram interesse em analisar o campo magnético do gramado, afinal a gravidade parece atuar de maneira mais intensa na equipe da Colina, especialmente sobre Wagner Diniz: foram doze pênaltis no campeonato estadual e um na Copa do Brasil. Cinco nos últimos três jogos. A atitude exagerada do lateral-direito faz os árbitros duvidarem da existência da falta, e acaba valendo a lei da compensação: muitos pênaltis inexistentes foram marcados, mas outros tantos que deveriam acabaram por não ser assinalados. Dos últimos quatro, teria marcado apenas o primeiro do jogo de ontem. O segundo até falta foi, mas fora da área.
Surpreendente mesmo foi a coragem de Flávio Rodrigues Guerra, apitando três penalidades para o Palmeiras. Confesso que, em clássicos, não me lembro de nada parecido. E mais: a única vez que me recordo de três penalidades na mesma partida foi na fatídica atuação de Palermo pela Argentina, contra a Colômbia, na Copa América de 99 (ele perdeu todos). O Palmeiras converteu todos e, curiosamente, o primeiro pênalti foi o único discutível (ainda que efetivamente tenha sido falta). Talvez fosse ele o terceiro lance, Guerra não teria apitado. Mas vale ressaltar o destempero são-paulino, demonstrado principalmente por Adriano e RIcharlyson, que deveriam ter sido expulsos.
Retratos de um final de semana a 9,15m do gol.
Os dois do clássico carioca foram bem marcados por Marcelo de Souza Pinto, que apesar de ter ido bem tecnicamente, deixou a desejar na hora de conter os ânimos de um jogo que acabou violento.
Outros dois também foram assinalados no Rio, mas em São Januário. Físicos já demonstraram interesse em analisar o campo magnético do gramado, afinal a gravidade parece atuar de maneira mais intensa na equipe da Colina, especialmente sobre Wagner Diniz: foram doze pênaltis no campeonato estadual e um na Copa do Brasil. Cinco nos últimos três jogos. A atitude exagerada do lateral-direito faz os árbitros duvidarem da existência da falta, e acaba valendo a lei da compensação: muitos pênaltis inexistentes foram marcados, mas outros tantos que deveriam acabaram por não ser assinalados. Dos últimos quatro, teria marcado apenas o primeiro do jogo de ontem. O segundo até falta foi, mas fora da área.
Surpreendente mesmo foi a coragem de Flávio Rodrigues Guerra, apitando três penalidades para o Palmeiras. Confesso que, em clássicos, não me lembro de nada parecido. E mais: a única vez que me recordo de três penalidades na mesma partida foi na fatídica atuação de Palermo pela Argentina, contra a Colômbia, na Copa América de 99 (ele perdeu todos). O Palmeiras converteu todos e, curiosamente, o primeiro pênalti foi o único discutível (ainda que efetivamente tenha sido falta). Talvez fosse ele o terceiro lance, Guerra não teria apitado. Mas vale ressaltar o destempero são-paulino, demonstrado principalmente por Adriano e RIcharlyson, que deveriam ter sido expulsos.
Retratos de um final de semana a 9,15m do gol.
segunda-feira, 10 de março de 2008
O novo Cruzeiro e a seleção das Filipinas
Convido a todos a acessarem duas colunas de minha autoria, publicadas recentemente no Olheiros e na Trivela. Deixo aqui o início de cada um dos textos e o convite para acompanharem o restante.
Celeste Olímpica
O Cruzeiro é hoje, ao lado do Internacional, a equipe que joga o melhor futebol do Brasil. Só não arrisco dizer que é o melhor time por ter visto pouquíssimo do ótimo Colorado de Abelão até agora. Fato é que a Raposa acumula 100% de aproveitamento em cinco rodadas no Campeonato Mineiro e faz, até aqui, campanha irrepreensível na Libertadores.
Disponível em: http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=294
Filipinas: de pioneiros a desconhecidos
“Dirijo-me às ilhas filipinas”, respondia o almirante Ruy López de Villalobos a quem o perguntasse, em suas expedições. Era assim que ele chamava as ilhas localizadas ao sul do Pacífico que, no século 16, eram colonizadas por ordem do Rei Felipe II de Espanha. Reafirmando a autoridade do monarca em suas cartas, Villalobos acabou por dar nome ao arquipélago.
DIsponível em: http://www.trivela.com.br/index.asp?Fuseaction=Extra&id_secao=54
Celeste Olímpica
O Cruzeiro é hoje, ao lado do Internacional, a equipe que joga o melhor futebol do Brasil. Só não arrisco dizer que é o melhor time por ter visto pouquíssimo do ótimo Colorado de Abelão até agora. Fato é que a Raposa acumula 100% de aproveitamento em cinco rodadas no Campeonato Mineiro e faz, até aqui, campanha irrepreensível na Libertadores.
Disponível em: http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=294
Filipinas: de pioneiros a desconhecidos
“Dirijo-me às ilhas filipinas”, respondia o almirante Ruy López de Villalobos a quem o perguntasse, em suas expedições. Era assim que ele chamava as ilhas localizadas ao sul do Pacífico que, no século 16, eram colonizadas por ordem do Rei Felipe II de Espanha. Reafirmando a autoridade do monarca em suas cartas, Villalobos acabou por dar nome ao arquipélago.
DIsponível em: http://www.trivela.com.br/index.asp?Fuseaction=Extra&id_secao=54
quinta-feira, 6 de março de 2008
Os brazucas na Libertadores
Supera as expectativas, até o momento, a campanha dos clubes brasileiros na Copa Libertadores. Até aqui, sem exceções, todas as cinco equipes empataram fora de casa e venceram seus compromissos diante da torcida.
O Cruzeiro mantém a seqüência a mais tempo, por ter disputado a fase preliminar. E fez mais: venceu também fora de casa o Cerro Porteño. As duas vitórias por 3 a 0 fazem do clube mineiro o mais forte do futebol brasileiro no início de 2008 (falo mais sobre a Raposa amanhã, no Olheiros).
A goleada do Fluminense, maior de um brasileiro sobre argentinos em Libertadores, queiram ou não, faz com que a equipe passe de desacreditada para candidata a, no mínimo, surpresa. A saída de Leandro Amaral deixou Renato à vontade para montar o time como gosta e fez no Vasco, num 4-2-2-2 bastante dinâmico. O grupo que parecia difícil começa a clarear.
O Flamengo, que coloca o retrospecto brasileiro à prova ainda hoje, contra o Nacional, aparecia como time com mais condições, ao lado do São Paulo, de brigar pelo título. Mas o insosso empate diante do Bolognesi e as inesperadas dificuldades para bater o Cienciano em casa colocaram em dúvida a real capacidade do time de Joel Santana.
Se a Libertadores é a cara do São Paulo, hoje o torcedor tem feito caretas. Tanto o empate na estréia diante do Nacional de Medelin quanto a vitória de ontem aconteceram de forma muito mais dramática do que se poderia imaginar. É fato que a equipe tem problemas - e muitos -, mas quando se encontrar novamente deve continuar forte. Não é mais, ao menos por ora, favorita ao título.
E por último, mas não menos importante, o Santos é quem mais surpreendeu, por jogar bem na competição continental, quando se esperava o contrário. O problema é que no Paulista, quando se imagina que o time engrene, acaba empacando. Mas o Cúcuta, semifinalista em 2007, dá mostras de estar muito enfraquecido (empatou os dois jogos em casa) e o Chivas também não apresentou ainda o futebol ofensivo de costume.
Chegamos ainda à metade da fase de grupos e, nos mata-matas, o estilo de jogo muda muito e a experiência da cancha pode fazer a diferença. Mas a considerarmos o início, os brazucas vão muito bem, obrigado.
A goleada do Fluminense, maior de um brasileiro sobre argentinos em Libertadores, queiram ou não, faz com que a equipe passe de desacreditada para candidata a, no mínimo, surpresa. A saída de Leandro Amaral deixou Renato à vontade para montar o time como gosta e fez no Vasco, num 4-2-2-2 bastante dinâmico. O grupo que parecia difícil começa a clarear.
O Flamengo, que coloca o retrospecto brasileiro à prova ainda hoje, contra o Nacional, aparecia como time com mais condições, ao lado do São Paulo, de brigar pelo título. Mas o insosso empate diante do Bolognesi e as inesperadas dificuldades para bater o Cienciano em casa colocaram em dúvida a real capacidade do time de Joel Santana.
Se a Libertadores é a cara do São Paulo, hoje o torcedor tem feito caretas. Tanto o empate na estréia diante do Nacional de Medelin quanto a vitória de ontem aconteceram de forma muito mais dramática do que se poderia imaginar. É fato que a equipe tem problemas - e muitos -, mas quando se encontrar novamente deve continuar forte. Não é mais, ao menos por ora, favorita ao título.
E por último, mas não menos importante, o Santos é quem mais surpreendeu, por jogar bem na competição continental, quando se esperava o contrário. O problema é que no Paulista, quando se imagina que o time engrene, acaba empacando. Mas o Cúcuta, semifinalista em 2007, dá mostras de estar muito enfraquecido (empatou os dois jogos em casa) e o Chivas também não apresentou ainda o futebol ofensivo de costume.
Chegamos ainda à metade da fase de grupos e, nos mata-matas, o estilo de jogo muda muito e a experiência da cancha pode fazer a diferença. Mas a considerarmos o início, os brazucas vão muito bem, obrigado.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Chatos de plantão
Impressiona os pormenores que têm recebido importância desnecessária, ultimamente, em mesas redondas ou até mesmo nas transmissões esportivas. É o fênomeno que já abordei neste espaço: a impressão que se tem é que faz-se de tudo para deixar o futebol mais chato. Tudo é mais importante que a bola rolando.
Uma hora são os puristas e saudosistas que reclamam que "tudo na minha época era melhor e o nível era outro" e, por isso, não se sentem motivados a acompanhar mais o futebol. Solução: deixem o espaço para quem quer ver os jogos e, principalmente, sabe analisar melhor.
Outra turma é a que reclama ininterruptamente da arbitragem. Todos os jogos foram decididos por erros do juiz! Nenhum árbitro presta! Profissionalismo já! Mas os mesmos acreditam que o futebol não pode depender da televisão para decidir os lances polêmicos, como faz o tênis, pois isso "acabaria com a graça do futebol". Baita coerência no discurso.
Há também os que acham que o futebol está violento demais, que está corrido demais, que a bola é muito redonda e que os jogadores falam sempre as mesmas coisas. Mas estes são exatamente aqueles que levantam o dedo quando se faz uma comemoração diferente ou quando se dá uma declaração mais polêmica. Novamente, a atitude difere do discurso.
É fato que os grandes jogadores não ficam mais nos clubes brasileiros e que, hoje, jogadores que estão nas principais equipes não teriam espaço se os craques cá estivessem. Mas ao invés de lamentar apenas, que sejam apresentadas soluções. Ou corre-se o risco de virarem todos chatos de plantão.
Uma hora são os puristas e saudosistas que reclamam que "tudo na minha época era melhor e o nível era outro" e, por isso, não se sentem motivados a acompanhar mais o futebol. Solução: deixem o espaço para quem quer ver os jogos e, principalmente, sabe analisar melhor.
Outra turma é a que reclama ininterruptamente da arbitragem. Todos os jogos foram decididos por erros do juiz! Nenhum árbitro presta! Profissionalismo já! Mas os mesmos acreditam que o futebol não pode depender da televisão para decidir os lances polêmicos, como faz o tênis, pois isso "acabaria com a graça do futebol". Baita coerência no discurso.
Há também os que acham que o futebol está violento demais, que está corrido demais, que a bola é muito redonda e que os jogadores falam sempre as mesmas coisas. Mas estes são exatamente aqueles que levantam o dedo quando se faz uma comemoração diferente ou quando se dá uma declaração mais polêmica. Novamente, a atitude difere do discurso.
É fato que os grandes jogadores não ficam mais nos clubes brasileiros e que, hoje, jogadores que estão nas principais equipes não teriam espaço se os craques cá estivessem. Mas ao invés de lamentar apenas, que sejam apresentadas soluções. Ou corre-se o risco de virarem todos chatos de plantão.
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