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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Apresentação das seleções - Chile

O futebol chileno atravessa uma nova fase administrativa que começou a dar frutos com o histórico retorno à Copa do Mundo depois de 12 anos de ausência. Desde que Marcelo Salas e Iván Zamorano deixaram as suas marcas na França em 1998, o Chile via frustradas as tentativas de voltar à elite, mas esse período parece ter ficado para trás. O grupo atual, muito bem conduzido pelo argentino Marcelo Bielsa, conta com material humano para repetir o feito daquela seleção que em 1998 surpreendeu os chilenos e o resto do mundo.

Tendo em vista a facilidade com que o Chile se classificou, as expectativas no país são enormes. Principalmente depois das eliminatórias para 2002 e 2006, nas quais os chilenos ficaram em penúltimo e depois em sétimo lugar. Os tempos mudaram e, já sem a famosa dupla de atacantes, a seleção chilena está de cara nova e volta a sonhar com uma atuação de destaque.

O caminho à África do Sul
A seleção chilena assegurou uma vaga na África do Sul graças à segunda colocação nas Eliminatórias, apenas um ponto atrás do Brasil. A campanha do grupo de Bielsa, que teve a menor média de idade da competição, foi a melhor na história do país desde que o atual sistema de classificação foi adotado no continente. A passagem foi carimbada com uma rodada de antecedência, no dia 10 de outubro de 2009, quando os chilenos venceram a Colômbia por 4 a 2 e mais uma vez mostraram a sua força fora de casa, condição em que somaram 16 dos seus 33 pontos.

Outra prova clara do bom momento que atravessa o selecionado de Marcelo Bielsa é a personalidade de sair para o ataque dentro e fora de casa. O Chile teve o maior número de gols nas eliminatórias (32), venceu o maior número de jogos (dez) e teve o artilheiro da competição, Humberto Suazo, com dez gols.

As estrelas
Em um grupo compacto e de inquestionável vocação ofensiva, é preciso destacar o ataque chileno. É nesse setor que atuam Matías Fernández, Alexis Sánchez e Humberto Suazo, trio que fez os torcedores do Colo Colo delirarem na temporada de 2006 e que agora abrilhanta o futebol em diferentes latitudes. O dois primeiros pertencem a uma nova geração de jogadores chilenos que foram levados ainda jovens para o Velho Continente. Fernández é o cérebro da seleção, Sánchez é a explosão pelas laterais e Suazo, mais experiente, o implacável artilheiro que conclui as jogadas.

O técnico
É possível que o argentino Marcelo Bielsa seja lembrado pelos torcedores como o treinador que dirigiu a seleção argentina eliminada ainda na primeira fase da Copa de 2002. Mas também é verdade que, à frente do Chile, o técnico tem uma oportunidade histórica de dar a volta por cima.

Nascido em Rosário, Bielsa é chamado de "El Loco" por causa do seu jeito particular de viver o futebol e recebe reconhecimento assíduo de jogadores, colegas e jornalistas. Os motivos são a seriedade, a dedicação e a ética que ele mostra na hora de trabalhar. Apaixonado por tática e pelo futebol ofensivo, este treinador que teve uma rápida passagem como jogador profissional atingiu índices recordes de popularidade na sociedade chilena, que sonha em tê-lo no comando da seleção por muito mais tempo.

"Não vejo esta oportunidade como uma chance de redimir o que aconteceu comigo em 2002. Nenhuma alegria futura fará com que aquela tristeza desapareça. Em uma Copa do Mundo, o mais importante é atingir a forma ideal dos jogadores e isso passa por inúmeros fatores. É possível administrar o desempenho de alguns, mas outros são o resultado do que vivenciaram nos últimos dez meses. Tomara que tudo aconteça de forma positiva para o Chile", afirmou.

Participações anteriores

Esta será a oitava participação do Chile em uma Copa do Mundo. A melhor atuação aconteceu em 1962, ano em que o país sediou a competição e acabou em terceiro lugar. Guillermo Subiabre (1930), Leonel Ramírez (1962) e Marcelo Salas (1998) são os maiores goleadores chilenos em Copas, com quatro gols cada. Na última participação, em 98, ficaram em segundo no Grupo B, após empates com Itália e Áustria e vitória sobre Camarões, para depois serem goleados pelo Brasil nas oitavas de final.

Time-base
Bravo; Medel, Ponce, Vidal; Millar, Carmona, Beausejour; Fernández; Sánchez, Suazo e González.

Jogos
16/06 - 08h30 - Honduras x Chile (Mbombela)
21/06 - 11h - Chile x Suíça (Nelson Mandela Bay)
25/06 - 15h30 - Chile x Espanha (Loftus Versfeld)

Lista final de convocados

Goleiros
Claudio Bravo (Real Sociedad/ESP)
Miguel Pinto (U. de Chile)
Luis Marín (U. Española)

Defensores
Pablo Contreras (PAOK/GRE)
Ismael Fuentes (U. de Chile)
Mauricio Isla (Udinese/ITA)
Gonzalo Jara (West Bromwich/ING)
Gary Medel (Boca Juniors/ARG)
Waldo Ponce (U. Católica)
Arturo Vidal (Bayer Leverkusen/ALE)
Marco Estrada (U. de Chile)

Meias
Rodrigo Millar (Colo Colo)
Matías Fernandez (Sporting/POR)
Jorge Valdivia (Al Ain/EAU)
Carlos Carmona (Reggina/ITA)
Gonzalo Fierro (Flamengo/BRA)
Rodrigo Tello (Besiktas/TUR)

Atacantes
Alexis Sánchez (Udinese/ITA)
Humberto Suazo (Monterrey/MEX)
Mark González (CSKA Moscou/RUS)
Fabián Orellana (Xerez/ESP)
Jean Beausejour (América/MEX)
Esteban Paredes (Colo Colo)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Apresentação das seleções - Honduras

A seleção de Honduras se classificou pela segunda vez na história para uma Copa depois de uma trajetória dramática nas eliminatórias, já que terminou a sua última partida sem saber o que o futuro lhe reservava. A torcida hondurenha só pôde celebrar a vaga quando os Estados Unidos, que jogavam a milhares de quilômetros de distância, empataram o jogo contra a Costa Rica no último minuto dos acréscimos. A seleção de Reinaldo Rueda espera ser mais do que uma simples coadjuvante na competição.

O caminho à África do Sul
Honduras trabalhou duro desde a primeira fase das eliminatórias, quando encarou com humildade a seleção de Porto Rico, eliminada por 6 a 2 na soma dos placares. Depois, mesmo no grupo mais complicado da fase semifinal, os hondurenhos conseguiram avançar ao hexagonal final à frente do México, eliminando Jamaica e Canadá.

A última fase, porém, não poderia ter começado pior para os jogadores de Reinaldo Rueda. Uma derrota fora de casa para a arquirrival Costa Rica por 2 a 0 foi o prenúncio de uma batalha épica entre os dois países, que não se resolveria até o último suspiro. Um empate em um gol com Trinidad e Tobago e uma vitória em casa por 3 a 1 sobre o México garantiram a recuperação dos hondurenhos, mesmo com uma derrota fora para os Estados Unidos pelo placar de 2 a 1.

Os triunfos diante de El Salvador (1 x 0), Costa Rica (4 x 0) e Trinidad e Tobago (4 x 1) foram seguidos por um revés no México por 1 a 0, resultado que não impediu Honduras de chegar à penúltima rodada com tudo pronto para se classificar em casa contra os americanos. No entanto, a derrota em San Pedro Sula por 3 a 2 obrigou a seleção a vencer a última partida em El Salvador e ainda esperar um resultado favorável no jogo entre Estados Unidos e Costa Rica.

Superado o obstáculo em San Salvador pelo placar de 1 a 0, o selecionado de Honduras aguardou com angústia o dramático gol de empate dos americanos no último minuto, que garantiu a vaga na Copa do Mundo após 28 anos.

As estrelas
Apesar de o país contar com alguns jogadores em grandes clubes europeus, o principal nome de Honduras nas eliminatórias foi Carlos Pavón. Matador como sempre, o atacante de 36 anos marcou o gol decisivo em San Salvador e classificou a sua seleção para a Copa. Em companhia dos talentosos David Suazo, Wilson Palacios, Julio de León e Amado Guevara, Pavón deve fechar com chave de ouro na África do Sul a sua brilhante passagem pelo selecionado nacional.

"Ninguém mais acreditava. Terminamos a partida e tínhamos perdido as esperanças, mas aí vimos a agitação da torcida e então percebemos que os Estados Unidos tinham empatado com a Costa Rica. Estamos felizes com a vaga na África do Sul e não vamos decepcionar a todos que confiaram em nós", disse o jogador.

O técnico
Para Honduras, as eliminatórias tinham se transformado em uma tortura interminável. Sempre favoritos, os hondurenhos acabavam morrendo na praia nos momentos decisivos. O homem que mudou essa história foi Reinaldo Rueda, um colombiano de 52 anos. O treinador assumiu o cargo no começo de 2007 e, com a sua seriedade, impressionou de cara os dirigentes locais, que lhe deram mais tempo que os seus antecessores tiveram para trabalhar. Rueda retribuiu a confiança ao levar ao maior torneio do futebol mundial uma seleção eficiente no ataque e sólida na defesa.

Participação anterior

- Honduras volta a uma Copa do Mundo depois de 28 anos de ausência. A única vez em que os hondurenhos participaram do evento foi na Espanha 1982.

- Naquele torneio, a seleção dirigida por José de la Paz surpreendeu o mundo ao empatar em 1 a 1 com a anfitriã e com a Irlanda do Norte antes de ser eliminada pela antiga Iugoslávia nos minutos finais de jogo pela contagem mínima.

- Héctor Zelaya e Antonio Laing marcaram os gols hondurenhos contra os espanhóis e os irlandeses, respectivamente, naquela competição.

Números

- Jogando em casa, a seleção de Honduras conseguiu uma sequência de oito partidas sem perder nas eliminatórias para a África do Sul 2010, até ser derrotada pelos Estados Unidos por 3 a 2.

- Os hondurenhos tiveram a melhor defesa do hexagonal final da CONCACAF, com apenas 11 gols sofridos.

Time-base
Valladares; Sabillón, Osman Chávez, Figueroa e Izaguirre; Núñez (De León), Palacios, Guevara e Turcios (Thomas); Suazo e Pavón.

Jogos

16/06 - 08h30 - Honduras x Chile (Mbombela)
21/06 - 15h30 - Espanha x Honduras (Ellis Park)
25/06 - 15h30 - Suíça x Honduras (Free State)

Lista final de convocados

Goleiros
Noel Valladares (Olimpia)
Donis Escober (Olimpia)
Ricardo Canales (Motagua)

Zagueiros
Osman Chávez (Platense)
Maynor Figueroa (Wigan-ING)
Johnny Palacios (Olimpia)
Sergio Mendoza (Motagua)
Emilio Izaguirre (Motagua)
Mauricio Sabillón (Hangzhou Greentown-CHI)
Víctor Bernárdez (Anderlecht-BEL)
Bonieck García (Olimpia)

Meio-campistas
Hendry Thomas (Wigan-ING)
Wilson Palácios (Tottenham-ING)
Danilo Turcios (Olimpia)
Edgar Alvarez (Bari-ITA)
Amado Guevara (Motagua)
Ramón Núñez (Olimpia)
Julio César León (Torino-ITA)
Roger Espinoza (Kansas City Wizard-EUA)

Atacantes
David Suazo (Genoa-ITA)
Carlos Pavón (Deportivo España)
Walter Martínez (Marathón)
Georgie Welcome (Motagua)

Apresentação das seleções - Suíça

A Suíça disputará sua nona Copa do Mundo. O seu treinador, o alemão Ottmar Hitzfeld, quer chegar longe na África do Sul. O ex-técnico do Borussia Dortmund e do Bayern de Munique assumiu o comando da seleção helvética após a decepcionante campanha na Euro 2008 quando, jogando em casa, o país não passou da primeira fase, e conduziu a equipe ao seu segundo Mundial consecutivo. Na Alemanha, os suíços chegaram às oitavas de final e foram eliminados nos pênaltis pela Ucrânia com a incrível marca de primeira seleção da história a não sofrer um gol sequer.

O principal motivo do sucesso da seleção é a mescla entre jogadores jovens, como Eren Derdiyok, Tranquillo Barnetta e o goleiro Diego Benaglio, e outros mais experientes, como Alexander Frei e Blaise N'Kufo.

O caminho à África do Sul
O início do caminho de Hitzfeld e seus comandados não poderia ter sido pior. Após um empate em Israel, os suíços tiveram uma penosa derrota por 2 a 1 para Luxemburgo em Zurique, o momento mais complicado da seleção nas eliminatórias.

Mas o desempenho decepcionante contra a seleção do grão-ducado serviu como um alerta para que os suíços acordassem. Nas partidas seguintes, vieram cinco vitórias em seguida, contra Letônia (2 x 1), Grécia (2 x 1 e 2 x 0) e Moldávia (duas vezes 2 x 0). Apenas na sexta partida, contra a Letônia, a seleção da terra do chocolate e dos relógios interrompeu a sequência, empatando em 2 a 2. Uma vitória por 3 a 0 sobre Luxemburgo e o empate na partida final contra Israel em casa, na cidade da Basileia, garantiram para a seleção de Alexander Frei a primeira colocação no Grupo 2 da Europa.

As estrelas
Alexander Frei é indiscutivelmente o líder dentro de campo. O atacante do Basel é o maior goleador de todos os tempos da seleção e também ostenta a braçadeira de capitão. Ele marcou cinco gols nas eliminatórias. Blaise N'Kufo, do clube holandês Twente, é outro que costumar balançar as redes para os suíços. Nascido em Kinshasa, no Congo, ele forma a dupla de ataque com Frei e faz parte da seleção desde o ano 2000.

O técnico
Ottmar Hitzfeld, nascido em Lörrach, cidade quase na divisa entre Alemanha e Suíça, é um dos técnicos mais bem-sucedidos do futebol europeu. É um dos dois treinadores que conseguiram conquistar a Liga dos Campeões da UEFA por dois clubes diferentes, o Borussia Dortmund e o Bayern de Munique.

No dia 1º de julho de 2008, ele assumiu o comando da seleção suíça e, após alguns contratempos iniciais, conquistou a classificação direta para o maior evento do futebol mundial. Hitzfeld chegou a atuar pela seleção alemã como jogador, mas foi no futebol suíço que ele jogou durante a maior parte da carreira, defendendo o Basel (1971-75), o Lugano (1978-80) e o Lucerna (1980-83).

"Se o meu pai estivesse vivo para ver o sucesso que estou tendo como técnico da Suíça, e não do Bayern de Munique ou do Borussia Dortmund, ele teria pulado de alegria. É a nossa verdadeira pátria", resume bem o treinador.

Participações anteriores
- Na África do Sul, a Suíça estará participando pela nona vez de uma Copa do Mundo.

- A seleção helvética chegou às quartas de final nas edições de 1934, 1938 e 1954. Na Alemanha, venceu o grupo G, que tinha França e Coreia do Su, e parou nas oitavas de final.

Time-base
Benaglio; Lichtsteiner, Senderos, Grichting, Magnin; Padalino, Fernandes, Inler, Barnetta; Nkufo e Frei.

Jogos
16/06 - 11h - Espanha x Suíça (Moses Mabhida)
21/06 - 11h - Chile x Suíça (Nelson Mandela Bay)
25/06 - 15h30 - Suíça x Honduras (Free State)

Lista final de convocados


Goleiros

Diego Benaglio (Wolfsburg)
Marco Wolfli (Young Boys)
Johnny Leoni (Zurich)

Defensores
Stephan Lichtsteiner (Lazio)
Philippe Senderos (Everton)
Stephane Grichting (Auxerre)
Steve von Bergen (Hertha Berlin)
Mario Eggimann (Hannover 96)
Reto Ziegler (Sampdoria)
Christoph Spycher (Eintracht Frankfurt)

Meias
Valon Behrami (West Ham)
Gokhan Inler (Udinese)
Benjamin Huggel (Basel)
Pirmin Schwegler (Eintracht Frankfurt)
Gelson Fernandes (Saint-Etienne)
Tranquillo Barnetta (Bayer Leverkusen)
Xherdan Shaqiri (Basel)
Marco Padalino (Sampdoria)

Atacantes
Alexander Frei (Basel)
Blaise Nkufo (Twente)
Eren Derdiyok (Bayer Leverkusen)
Marco Streller (Basel)
Hakan Yakin (Luzern)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Apresentação das seleções - Espanha


As Eliminatórias presenciaram o passeio de uma seleção espanhola fantástica. O país garantiu a vaga de forma invicta, com dez vitórias em dez partidas e o segundo melhor ataque das eliminatórias europeias, com 28 gols marcados e apenas cinco sofridos. Além disso, a Fúria demonstrou ser uma equipe madura, que sabe se recuperar diante das adversidades.

A Espanha conta com uma lista de titulares espetacular e também com um banco de reservas excepcional. O técnico Vicente del Bosque não se contentou com os astros da Euro 2008 e foi buscar novas joias para ajudar a seleção a conquistar o seu primeiro título mundial.

Acabar com a escrita de que o campeão europeu jamais conseguiu conquistar a Copa na sequência é o objetivo deste talentoso grupo de jogadores. “Temos bons jogadores e uma equipe bem entrosada, mas há rivais muito fortes. A nossa aspiração é lutar pelo título mundial, mas sabemos que será muito difícil. Não somos os favoritos, porém estamos no grupo dos aspirantes", disse o treinador Vicente Del Bosque

O caminho à África do Sul
A Espanha iniciou a campanha rumo à Copa do Mundo já com a fama e o respeito conquistados junto com o título europeu. A estreia contra a Bósnia foi acirradíssima, mas o gol solitário de David Villa assegurou o triunfo espanhol. As vitórias seguintes, contra Armênia e Estônia, foram mais confortáveis.
A Fúria sofreu um pouco mais contra a Turquia, mas o primeiro gol de Gerard Piqué pela seleção garantiu os três pontos em Madri. Já em Istambul a equipe conquistou uma vitória apertada, com direito a virada.

A Espanha também venceu o jogo de ida contra a Bélgica, apesar de começar perdendo. No segundo confronto, os espanhóis golearam os belgas por 5 a 0. O indiscutível sucesso por 3 a 0 diante da Estônia em casa garantiu a vaga na África do Sul com duas rodadas de antecipação, mas nem assim a seleção espanhola arrefereceu: ganhou na Armênia e encerrou a campanha com um espetacular 5 a 1 sobre a Bósnia.

As estrelas
O sucesso do plantel espanhol se deve ao equilíbrio entre todas as partes do campo. O capitão Iker Casillas é um dos melhores goleiros do mundo, e os seus reflexos são um seguro de vida. O maestro do meio-campo é o elegante Xavi Hernández que, com a sua clarividência e visão de jogo, é a essência do grupo espanhol - que ainda se dá o luxo de contar com gente como Andrés Iniesta e Cesc Fàbregas. Na frente, David Villa e Fernando Torres formam uma dupla matadora.

O técnico
Vicente del Bosque assumiu as rédeas das mãos de Luis Aragonés após a Euro 2008, mas manteve a mesma filosofia e o mesmo grupo que conquistou aquele título. Del Bosque se destacou como técnico no Real Madrid, com quem ganhou em quatro anos a Liga dos Campeões da Europa (2000 e 2002), dois títulos do Campeonato Espanhol (2001 e 2003), uma Supercopa da Espanha (2001) e uma Supercopa Europeia (2002), além de um Mundial Interclubes (2002), tudo com a única geração de galáticos que deu certo.

Baseado no talento de um meio-campo recheado de craques, o treinador apostou no futebol de troca de passes da Espanha e terminou as Eliminatórias de forma invicta. A era Del Bosque apresenta um equilíbrio quase perfeito e, desde que ele assumiu o comando, a seleção venceu todas as suas partidas exceto uma: justamente a semifinal da Copa das Confederações contra os Estados Unidos, colocando em xeque a real competitividade desta equipe.

Participações anteriores
- A Espanha participou de 12 edições da Copa do Mundo. Desde a Alemanha 1974, a Fúria não esteve ausente de nenhum evento, sendo a recordista em classificações consecutivas através das eliminatórias.

- A melhor posição já alcançada pelos espanhóis no Mundial foi o quarto lugar no Brasil 1950.

Time-base
Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila (Arbeloa); Busquets (Xabi Alonso), Xavi, Iniesta e Fàbregas; Torres e Villa

Jogos
16/06 - 11h - Espanha x Suíça (Moses Mabhida)
21/06 - 15h30 - Espanha x Honduras (Ellis Park)
25/06 - 15h30 - Chile x Espanha (Loftus Versfeld)

Lista final de convocados

Goleiros
Casillas (Real Madrid)
Reina (Liverpool-ING)
Víctor Valdés (Barcelona)

Defensores
Albiol (Real Madrid)
Arbeloa (Real Madrid)
Capdevila (Villarreal)
Marchena (Valencia)
Piqué (Barcelona)
Puyol (Barcelona)
Sergio Ramos (Real Madrid)

Meias
Busquets (Barcelona)
Fábregas (Arsenal-ING)
Iniesta (Barcelona)
Javi Martínez (Athletic de Bilbao)
Xabi Alonso (Real Madrid)
Xavi (Barcelona)

Atacantes
David Silva (Valencia)
David Villa (Valencia)
Fernando Torres (Liverpool-ING)
Jesús Navas (Sevilla)
Llorente (Athletic de Bilbao)
Mata (Valencia)
Pedro (Barcelona)

Apresentação das seleções - Portugal

O vice-campeonato na Euro 2004 e o quarto lugar na Copa de 2006 demonstram o alto nível do futebol de Portugal nos últimos anos. No entanto, os portugueses nunca ganharam uma competição na sua história. Por isso, na África do Sul, com uma equipe talentosa como a que têm os portugueses, a meta não pode ser outra: conquistar o título.

Para superar esse desafio, Portugal contará com a experiência de Carlos Queiroz no comando da seleção. Nascido em Moçambique, o técnico é um profundo conhecedor do futebol sul-africano, pois já foi treinador do país que receberá a próxima Copa do Mundo. Agora, o técnico tem sob o seu comando o talento de jogadores como Cristiano Ronaldo, Pepe e Deco e, tentando fugir da sombra de Luiz Felipe Scolari, sabe que as expectativas dos torcedores são grandes.

O caminho para a África do Sul
Com apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos das eliminatórias, Portugal deixou de ser o favorito no grupo e correu sérios riscos de não se classificar para a Copa. Na segunda metade da campanha, porém, a seleção deu a volta por cima. Nas últimas quatro partidas, marcou oito gols e não sofreu nenhum, o que garantiu a presença na repescagem. Mesmo com a ausência de Cristiano Ronaldo, capitão e ídolo do país, os portugueses venceram os dois jogos decisivos contra a Bósnia, ambos por 1-0, e carimbaram o passaporte para o terceira Mundial consecutivo.

As estrelas
Apesar de os torcedores do mundo inteiro estarem animados com a presença de Cristiano Ronaldo no Mundial, o Jogador do Ano da FIFA em 2008 teve uma participação discreta na fase de qualificação e não marcou nenhum gol nos sete jogos que fez. Mesmo assim, com certeza vale a pena ficar de olho no craque do Real Madrid na África do Sul. "Portugal é candidato ao título. Temos jogadores excelentes, amadurecemos com a experiência de 2006 e mostramos categoria e determinação. Este é um momento único para nós", disse.

Além de ser perigosa no ataque, a equipe das Quinas também sabe defender e bem. Com Pepe recuperado de lesão e Bruno Alves bom na marcação e forte no jogo aéreo, o time oferecerá dificuldades para os badalados ataques de Brasil e Costa do Marfim. Ricardo Carvalho é a imagem perfeita da tranquilidade no último reduto da equipe e fundamental na organização defensiva. Já no meio-campo, o experiente Deco destaca-se pela qualidade técnica e capacidade de lançar o ataque, onde Liedson é, agora, a grande esperança. O brasileiro naturalizado foi a salvação para a seca de gols do país desde as aposentadorias de Pauleta e Nuno Gomes.

O técnico
Carloz Queiroz é considerado o mentor da "geração de ouro" de Portugal, a seleção que conquistou o bicampeonato mundial Sub-20 em 1989 e 1991, na qual jogavam estrelas como Luís Figo, Rui Costa e Fernando Couto. Queiroz também tem experiência em grandes clubes: o maior destaque da sua carreira foi a passagem pelo Manchester United, como assistente de Sir Alex Ferguson. Esteve, ainda, à frente do Real Madrid durante dez meses. Agora, é, pela segunda vez, treinador português. Entre 1991 e 1993, conduziu a equipe das Quinas numa caminhada decepcionante, que terminou com os portugueses fora da Euro 1992 e da Copa de 1994. Em 2008, voltou ao cargo após o fim da Euro, substituindo Luiz Felipe Scolari.

Participações anteriores
A África do Sul marcará a quinta participação de Portugal em Mundiais. A primeira foi em 1966, em Inglaterra, quando a seleção teve um desempenho excelente e terminou em terceiro lugar - a melhor classificação até hoje, graças a Eusébio, que recebeu a Chuteira de Ouro como artilheiro do torneio. Nos Mundiais de 1986 e 2002, os portugueses não passaram da primeira fase, mas, em 2006, voltaram aos bons desempenhos: com três vitórias na fase de grupos, superaram a Holanda e a Inglaterra no caminho às semifinais. O sonho do título só acabou com a derrota perante a França, por 1 a 0. Portugal terminou no quarto lugar, após perder a final de consolação com a Alemanha.

Time-base
Eduardo; Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão; Pedro Mendes, Miguel Veloso, Deco; Nani (Simão), Cristiano Ronaldo e Liédson.

Jogos
15/06 - 11h - Costa do Marfim x Portugal (Nelson Mandela Bay)
21/06 - 08h30 - Portugal x Coreia do Norte (Green Point)
25/06 - 11h - Portugal x Brasil (Moses Mabhida)

Lista final de convocados

Goleiros

Beto (Porto)
Daniel Fernandes (Iraklis)
Eduardo (Braga)

Defensores
Pedro Mendes (Sporting)
Fábio Coentrão (Benfica)
Rolando (Porto)
Bruno Alves (Porto)
Paulo Ferreira (Chelsea)
Ricardo Carvalho (Chelsea)
Ricardo Costa (Lille)
Duda (Málaga)
Miguel (Valencia)

Meio-campistas
Simão Sabrosa (Atlético de Madri)
Tiago (Atlético de Madri)
Deco (Chelsea)
Raul Meireles (Porto)
Danny (Zenit)
Pepe (Real Madrid)
Miguel Veloso (Sporting)

Atacantes
Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Liedson (Sporting)
Hugo Almeida (Werder Bremen)
Miguel Veloso (Sporting)
Nani (Manchester United)