quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O mapa da mina (da Copa)


Publicado originalmente no
Febre Mundialista.

Terminou nesta terça, no Rio de Janeiro, o seminário das cidades candidatas a sedes da Copa de 2014. Dezoito postulantes apresentaram os detalhes de infra-estrutura e estádios ao Comitê Organizador e aos representantes da Fifa. Responderam ainda a questionamentos do caderno de encargos da entidade.

Na teoria, tudo muito bonito, ético e transparente. Na prática, palestras inúteis. Afinal, o que decidirá as sedes é a força política e o lobby com Ricardo Teixeira, presidente do Comitê Organizador e da CBF - pela primeira vez na história, a mesma pessoa ocupa as duas funções.

A principal dúvida é o número de cidades. A Fifa recomenda e quer dez, mas a CBF pede doze ou até quatorze. A decisão, que deveria acontecer em novembro, foi adiada para março a pedido de Ricardo Teixeira, que disse querer evitar um tom político na escolha, que aconteceria um mês depois das eleições municipais.

A partir daí, começa a briga. Cinco cidades já foram confirmadas por Teixeira, por mais que ele diga que é a Fifa quem escolhe: Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. As últimas três, inclusive, disputam o direito de sediar a abertura, já que a final deve ser no Maracanã.

No Nordeste, Salvador e Recife já estariam garantidos. Restariam três cidades se fossem dez sedes. Cuiabá, graças a proximidade do governador Blairo Maggi com Teixeira, seria a sede pantaneira. Manaus e Belém brigam pela sede amazônica, com vantagem para a capital paraense. E Fortaleza e Natal disputam a terceira sede nordestina, com vantagem para os cearenses.

As outras candidatas, e que deverão ficar de fora, são Florianópolis, Campo Grande, Rio Branco, Maceió e Goiânia. Curitiba, talvez a cidade com melhor infra-estrutura dentre todas as dezoito, está praticamente descartada. E não é por já haver quatro sedes no Sul/Sudeste. O comentário que se ouviu foi de que a capital paranaense é uma cidade praticamente pronta, e teria muito pouco a se fazer. Por isso, ficaria de fora.

O raciocínio é simples - para eles. De todas as cidades-sede, apenas Porto Alegre e São Paulo terão estádios que receberão investimento da iniciativa privada. Todos os outros serão construídos ou reformados com dinheiro público. Toda a infra-estrutura das cidades também será assim. Será uma Copa bancada pelo contribuinte. E para quê fazer a Copa em Curitiba se não haverá a necessidade de obras?

Mais obras, mais licitações, mais dinheiro.

Tudo isso poucos dias depois da divulgação dos primeiros números do Pan pelo Tribunal de Contas da União - e o rombo foi enorme. Tudo isso com Salvador anunciando que a Fonte Nova será reformada, e dirigida pelo mesmo Bobô que dizia que o estádio estava em boas condições antes da tragédia do ano passado.

Realmente, a Copa 2014 será uma festa.

Abaixo, o provável mapa das sedes brasileiras.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Clássicos brasileiros


Um domingo à tarde com dois clássicos e vários outros jogos importantes pelo Campeonato Brasileiro. O dérbi de Milão quase no mesmo horário, a alguns canais de distância.

Brasileiros lá e aqui.

Um abismo de diferença.

Sete brasileiros em campo no San Siro/Giuseppe Meazza. Pouco mais de 200 em dez estádios.

Muitas diferenças.

Por mais brigado e truncado que seja, assistir a um clássico Milan-Inter e depois zapear para um Náutico-Palmeiras é qualquer coisa como dirigir um carro importado e depois andar de charrete. Sem medo de errar.

O dérbi mais brasileiro dos últimos anos (se não tiver sido o MAIS brasileiro até hoje) teve belas jogadas, tensão, emoção e muita disputa. Óbvio que o nível é diferente. Claro que aqui também há as mesmas características. Mas em proporções muito distintas.

Irrita profundamente o que só pode ser chamado de mania do brasileiro, jogador e torcedor, de reclamar de qualquer encontrão. Até por isso, Leandro Vuaden tornou-se o inimigo número 1 de treinadores, atletas e até comentaristas de TV.

Assista a uma disputa de bola entre Gattuso e Zanetti. Veja como Seedorf dá o bote. Perceba se existe falta.

Não há.

Pois isto é futebol.

Ao mesmo tempo, jogadores quase se esbofeteam num Gre-Nal. Excesso de vontade ou falta de qualidade? São dois dos melhores times do país.

Hora de repensar os clássicos brasileiros. Que neste domingo, estiveram mais bem representados na Itália do que aqui.

Abaixo, o que pôde ser extraído da rodada do final de semana.

André Luís (POR): Sem culpa no gol, foi bem em todos os momentos que foi exigido, especialmente contra Kleber Pereira.

Carlinhos Bala (SPO): Jogou improvisado na ala e participou muito no ataque, inclusive no gol do Sport.
André Dias (SAP): Jogou muito na defesa e mostrou a eficiência na bola aérea, abrindo o placar.
Adriano (NAU): Salvou um gol em cima da linha e mostrou disposição o jogo todo.
Júlio César (GOI): Dois gols e uma assistência para Paulo Baier. Grande partida.

Guiñazu (INT): Batalhou demais na marcação e roubou muitas bolas.
Leandro Salino (IPA): Brigou o jogo todo, defendendo e atacando com a mesma qualidade e intensidade.
Marcelinho Paraíba (FLA): Mais afastado da área, rendeu menos na frente mas rodou mais a bola. Lindo cruzamento para o gol de Vandinho.
D’Alessandro (INT): Comandou a avalanche colorada no primeiro tempo e marcou um golaço de longe, contabilizando ainda duas assistências.

Kleber Pereira (SAN): Novamente, uma ilha de talento num mar de mediocridade.
Vandinho (FLA): Entrou e mudou o jogo: uma assistência e o gol da virada.

Técnico: Tite (INT): Aproveitou o recuo do time gremista e colocou o Inter no ataque. Foi recompensado.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Seleção da 26ª rodada


Galatto (ATP): Com grande atuação, garantiu o empate em casa contra o líder Grêmio.

Vítor (GOI): Lançamento preciso no segundo gol, ainda marcou o seu. Ainda foi seguro na cobertura de Kléber.
Rafael Marques (GOI): Sem problemas na defesa, lançou-se ao ataque e marcou de cabeça.
Vinícius (ATM): Firme na marcação, marcou o gol da vitória no segundo tempo.
Júlio César (GOI): Com bastante espaço, anotou uma assistência e sofreu pênalti.

Henrique (CRU): Bem na marcação, subiu ao ataque para marcar um gol.
Alê (COT): Muito bem nos desarmes, foi uma boa opção de saída de bola.
Diego Souza (PAL): Fez um golaço e ainda participou de todo o jogo, com grandes chances.
Edno (POR): Bem posicionado, recebeu duas bolas para fazer os gols da virada da Lusa.

Guilherme (CRU): Oportunismo e inteligência para marcar dois gols importantíssimos para o Cruzeiro.
Keirrison (COT): Outra grande atuação, aproveitou os erros dos adversários e mostrou a competência de sempre.

Hélio dos Anjos (GOI): Consolidou a equipe com dois alas que avançam muito e bem. Aproveitou o melhor de Iarley e fez Paulo Baier voltar a render.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dança das cadeiras


Treinador ainda sofre mais do que mãe de juiz. Após 25 rodadas do Campeonato Brasileiro, já aconteceram 23 trocas de técnico - o maior número para tantas rodadas desde o início dos pontos corridos, em 2003. A última vítima foi PC Gusmão, demitido após a goleada sofrida pelo Figueirense para o Sport, na Ilha do Retiro.

Quem deve assumir é Mário Sérgio, que há poucos dias estava no Atlético-PR. O Furacão é, aliás, o recordista de trocas: já foram quatro até agora, média de um técnico novo a cada cinco rodadas (na ordem: Ney Franco, Roberto Fernandes, Tico dos Santos, Mário Sérgio e agora Geninho). Náutico e Ipatinga completam o top 3 com quatro nomes diferentes. Quanto aos treinadores, Cuca é o recordista: do Botafogo, para o Santos e agora no Flu, foram três times diferentes.

Das vinte equipes, oito mantém seus treinadores desde o início do campeonato: Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo, Vitória, Flamengo, Sport e Coritiba. Curiosamente, são os nove primeiros colocados - o Botafogo, quarto lugar, foi o único que mudou e está lá em cima.

É o famoso dilema de Tostines: os técnicos estão desde o início porque a campanha é boa ou a campanha é boa porque técnicos estão desde o começo? A resposta é igualmente dúbia: pelas duas razões.

Para se fazer uma boa campanha, é preciso muito planejamento. E isso significa, entre outras coisas, saber contratar bem com pouco dinheiro (Botafogo e Grêmio são os exemplos de elencos modestos, mas equilibrados), dar respaldo ao treinador (vide São Paulo, mesmo em momentos de turbulência) e lidar com a janela de transferências com sabedoria (o que o Cruzeiro parece finalmenter ter conseguido fazer este ano).

Obviamente, não há receita pronta. Os times, dependentes do dinheiro das transferências, dançam conforme a música. E os técnicos, ora seguros, ficam sem cadeira rapidamente.

Abaixo, a seleção da 25ª rodada

Harley (GOI): Segurou a pressão gremista com no mínimo duas defesas difíceis.

Vítor (GOI): Aproveitou os espaços, avançou bastante e fez o gol da virada.
Maurício (PAL): Ótima partida, atento nas coberturas e na marcação.
Índio (INT): Seguro, foi firme nas divididas e anulou Wellington Paulista.
Marcelo Cordeiro (VIT): Sempre bem no apoio, mostrou oportunismo no gol da vitória.

Zé Luís (SAP): Bem na marcação, cruzou as bolas que originaram os dois gols da equipe.
Bida (SAN): Muita vontade, correu o jogo todo e se posicionou bem para marcar.
D’Alessandro (INT): Grandes passes e um golaço. Finalmente mostrou do que é capaz.
Diego Souza (PAL): Sobe de produção quando joga mais à frente, e por isso marcou o gol da vitória.

Adeílson (IPA): Fez um gol e infernizou a defesa atleticana com grande movimentação.
Roger (SPO): Dois gols pelo segundo jogo seguido. Vive ótima fase.

V. Luxemburgo (PAL): Mesmo sem a dupla de ataque titular, conseguiu armar uma equipe brigadora e saiu de campo com uma vitória importantíssima.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Seleções



Impressionante a capacidade da seleção brasileira, historicamente, de perder quando dela muito se espera e de vencer quando nela não mais se acredita. Basta ver como foram quatro de suas conquistas mundiais - 62 foi exceção e, curiosamente, é o time menos lembrado, talvez até por isso.

Irrita-me profundamente, entretanto, a burrice egocêntrica da maioria das análises, que jamais valorizam o adversário. Quando o Brasil perde, é porque errou e NUNCA porque o oponente foi superior. Quando vence, é porque é o melhor futebol do mundo e NUNCA porque o adversário pode ter errado.

Mas foi isso o que aconteceu. O Brasil venceu porque o Chile errou.

Errou ao ser ofensivo demais, ao acreditar na vitória. Tivesse sido mais cauteloso, armado uma defesa mais sólida, teria ganho. Parece estranho - e é.

Basta ver qual a principal dificuldade da seleção brasileira: adversários que jogam fechados, retraídos. Ultrapassar duas linhas de quatro é tarefa mais difícil do que fazer Ronaldo emagrecer ou Ronaldinho reencontrar seu futebol.

Por isso, o Chile errou. O Brasil não evoluiu. Dunga não acordou. O 4-2-3-1 é, sim, a melhor forma de se montar o time com as peças atuais - e tem dado os melhores resultados. Mas só funciona porque o time continua jogando no contra-ataque, esperando o adversário. Foi assim até surgir a falta e a cabeçada de Luís Fabiano.

Por isso, imagino dificuldades maiores contra a Bolívia, em casa, do que contra o Chile fora. Por mais frágeis que sejam, os bolivianos terão até Evo Morales em campo, se defendendo.

Eventualmente, o Brasil acaba ganhando. Mas duas vitórias não podem mascarar os problemas.


Abaixo, a seleção da estranhíssima 24ª rodada do Brasileirão.

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Vanderlei (COT): Impressionante como pega este goleiro. Segunda grande exibição seguida, salvou o Coritiba de uma goleada. Sem culpa no gol.

Thiaguinho (BOT): Ótima descoberta de Ney Franco, se afirmou e fez um golaço.
Índio (INT): Não desgrudou de Washington e ainda atrapalhou a vida de Jonas.
Durval (SPO): Bem na marcação, ainda encontrou espaços para subir e marcar um gol.
Triguinho (BOT): Fundamental na defesa, salvou dois gols em cima da linha.

Andrade (SPO): Eficiente na cobertura, nos desarmes e nos chutes de longa distância.
Ramires (CRU): Sem Jadílson, jogou mais livre e subiu mais ao ataque, driblando Tiago e fazendo um belo gol.
Romerito (GOI): O cérebro e o pulmão do time do Goiás, a melhor equipe do segundo turno do Brasileirão.
Ibson (FLA): Voltou a jogar como vinha jogando no primeiro turno, mas agora um pouco mais recuado. Ótimas ligações defesa-ataque, fez a bola girar o tempo todo.

Kléber Pereira (SAN): Mostrou que basta a bola chegar, que ele faz sua parte. Mais dois gols, a artilharia e o Santos fora da zona do rebaixamento.
Roger (SPO): Calou o Parque Antarctica com dois gols de oportunismo. Belo retorno após ser humilhado pelos palmeirenses.

Nelsinho Baptista (SPO): Mostrou que tem estrela com este time do Sport e aprontou outra, anulando as peças do Palmeiras.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vitória anunciada



Uma vitória anunciada, pela forma como o Cruzeiro adiantou a marcação logo no início e dificultou a já complicada saída de bola cruzmaltina.

Um placar que poderia ter sido mais elástico se Adílson Batista soltasse mais o time, e se o time soltasse mais o pé nos chutes, especialmente quando Edmundo vestiu a camisa 1.

Um jogo de futebol sonolento, mas de momentos ímpares, como a expulsão de Tiago a quinze minutos do fim – e Tita já havia errada e precipitadamente feito as duas substituições restantes no intervalo, expondo a equipe a uma situação impensável exatamente no momento em que poderia ter empatado, pouco depois do gol de André.

No primeiro tempo, sem Jadílson, Ramires foi quem avançou mais pela esquerda e aproveitou o espaço deixado por Wagner Diniz. Do outro lado, Jajá aproveitava a insegurança de Edu e criava boas chances. Com Alex Teixeira e Madson muito abertos pelos lados, Edmundo via-se obrigado a voltar para compor o meio e deixar isolado o já deslocado Alan Kardec, que simplesmente não participa do jogo.

Em cinco minutos, o Cruzeiro recebeu de graça a vitória que teimava em não buscar, por mais fácil que estivesse: Wagner Diniz saiu machucado aos 23, após sofrer duas faltas duras no campo defensivo. Em seguida, Jonílson fez falta duríssima por trás e foi merecidamente expulso. Na cobrança, Cintra viu intenção de Mateus em tocar a mão com a bola e assinalou pênalti, desta vez bem batido por Guilherme.

Nem deu tempo para Tita montar as duas linhas de quatro que tinha em mente, recuando de vez Edmundo para o meio: Jajá aproveitou os espaços dados por Marquinho e encontrou Ramires, que driblou Tiago e ampliou.

Com duas mudanças no intervalo, o técnico vascaíno colocou Serginho para cobrir o espaço deixado pela saída de Joílson e puxou Madson para a ala esquerda, promovendo a estréia de André em uma espécie de 3-4-1-1, com Edmundo tentando alimentar Alan Kardec. Pouco adiantou, pois o Cruzeiro mesmo sem querer jogar, não era incomodado.

Madson, incansável, buscou o jogo e sofreu a falta que cobrou muito bem na cabeça de André, que diminuiu. O Vasco chegou a acreditar, mas após a inevitável expulsão de Tiago, Guilherme ampliou novamente de pênalti, maltratando o goleiro Edmundo com uma paradinha. Então, os cariocas abdiaram do jogo e foram respeitados pelo time mineiro, que não chutou.

Talvez em respeito a Edmundo, que chamou novamente a responsabilidade e assumiu o posto de goleiro. Talvez por saber que o Vasco não é seu adversário real, por não ter um time à altura dos duelos que as equipes já travaram no passado.

Talvez porque era uma vitória anunciada.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Brasileirão: 60%


Melhores: Palmeiras, Botafogo, Fluminense
Piores: Portuguesa, Náutico, Atlético-PR e Figueirense

Na primeira análise do Brasileirão no segundo turno, o quadro parece começar a se definir: o Grêmio mantém cinco pontos de vantagem na liderança, mas aumentou a distância para outros concorrentes diretos. O Palmeiras, melhor equipe do returno com nove pontos de doze possíveis, aparece agora como o principal - e único, para alguns - concorrente gremista. Curiosamente, a saída de Valdívia parece ter feito mais bem do que mal até agora ao alviverde.

Botafogo e Fluminense também tiveram bons inícios de returno. Enquanto o Fogão mantém a ascensão das rodadas anteriores, o Flu já demonstra melhoras com a chegada de Cuca. A saída de Thiago Neves, entretanto, ainda não foi sentida completamente.

Por outro lado, a Portuguesa marcou apenas um ponto nas últimas quatro rodadas. Com a pior defesa, o time ressente a perda de Diogo e parece caminhar novamente a passos largos à Série B. Quem também deve abrir os olhos é o Atlético-PR, que vem jogando de forma exageradamente defensiva com Mário Sérgio. O time ainda não venceu no returno, assim como o Figueirense, que não consegue mais mostrar força nem mesmo no Orlando Scarpelli.

Outras equipes que tiveram desempenho razoável foram Vasco e Goiás. Os cruzmaltinos venceram a primeira fora de casa e, apesar do defensivismo e das invenções de Tita, conseguiram respirar momentaneamente. Já o alviverde goiano também conseguiu sete pontos e dá mostras de que ficará na zona intermediária, graças ao clima especial para Hélio dos Anjos no clube.

Atlético-MG e Internacional são os times mais instáveis deste início de segundo turno: goleiam em casa, mas não conseguem opor resistência quando jogam fora de seus domínios. Desta forma, o Inter fez 4 a 1 no Palmeiras, mas sucumbiu diante de Sport e Vasco. Já o Galo goleou o Furacão, mas se viu envolto em uma crise pela eliminação na Sul-Americana com direito a vexame em pleno Mineirão.

O campeonato tem 617 gols em 230 jogos, com média de 2,68 inferior à de 2007: eram 649 em 228 (o Flamengo devia ainda dois jogos devido ao Pan) e média de 2,84. Quem mais subiu de posição foram Botafogo e Fluminense (quatro cada) e quem mais caiu foi a Portuguesa (também quatro).

Abaixo, os números do período e, depois, a seleção da 23ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (54 gols)
2008 - Grêmio, Palmeiras (40)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (7)
2008 - Grêmio (16)

Pior ataque
2007 - América-RN (18)
2008 - Ipatinga (22)

Pior defesa
2007 - América-RN (55)
2008 - Portuguesa (47)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 15 gols
2008 - Alex Mineiro (PAL) e Kléber Pereira (SAN): 15 gols

Seleção da 23ª rodada

Fernando (IPA): No mínimo quatro defesas dificílimas. Uma das melhores atuações de um goleiro no campeonato até aqui.

Leonardo Moura (FLA): A qualidade de sempre no apoio, fez Júnior César se preocupar com a marcação e sumir do jogo.
Miranda (SAP): Voltou mostrando o de costume: segurança, eficiência e comando da zaga.
Gustavo (PAL): Ganhou todas no alto e foi firme embaixo.
Dutra (SPO): Ganhou liberdade com o esquema de três zagueiros. Foi à frente e fez o gol da vitória em linda tabela.

Toró (FLA): Guerreiro, brigou pela bola e ainda foi ao ataque com objetividade.
Sandro Silva (PAL): Marcou o tempo todo e foi à frente, dando o passe para o primeiro gol.
Conca (FLU): Incansável, buscou o jogo e fez um belo gol de fora da área.
Diego Souza (PAL): Jogou mais perto do ataque e fez sua melhor partida pelo Verdão. Brigou, correu e foi recompensado com dois belos gols.

Iarley (GOI): O principal jogador do time. Marcou o primeiro gol em um momento complicado e levou muito perigo a partida toda.
Soares (GRE): Entrou no lugar de Perea, marcou um gol e deu a assistência para outro.

V. Luxemburgo (PAL): Avançou a marcação, colocou Martinez na cobertura pela esquerda e deixou Diego Souza na posição em que rende melhor.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Brasinternacional


Não há como negar a excelente fase de Nilmar, nem deixar de comemorar sua plena recuperação após duas contusões delicadíssimas que teriam feito muitos jamais voltarem - e que já fez Ronaldo deixar de ser Ronaldo.

Contudo, não há como não perceber a preferência de Dunga por jogadores vindos do Sul e, especialmente, do Inter. Renan, apesar de ter feito uma Olimpíada quase perfeita, era menos cotado que Diego Alves para ser titular da seleção que esteve em Pequim.

A insistência com Rafael Sobis, que há muito tempo não joga o que jogava no Inter - talvez, desde que tenha saído - já passou de teimosia para se tornar algo efetivamente irritante. Sobis não fez nada de produtivo durante todo o tempo em que foi convocado.

Pato, este sim, merecia uma atenção maior de Dunga. Parece, entretanto, que a preferência que ele tem pelo Inter encontra oposto no Milan: a maneira como trata Kaká, Ronaldinho e Pato só não é mais ríspida do que a postura que tem adotado perante a Globo - que aliás extrapolou, especialmente no jornal O Globo seguinte à derrota para a Argentina, na campanha pela queda do treinador.

Pode não ser nada, apenas uma preferência pela proximidade e vivência. Mas não custa nada perguntar o porquê. E nem desconfiar que esta é mais uma atitude de alguém que não tem capacidade para ser o técnico da seleção brasileira - mas também não tem culpa de ter sido o escolhido.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Opostos que não se atraem

Confira a íntegra na coluna Futebol Alpino, da Trivela.

Ao final da edição 2007/08 da Swiss Super League, duas campanhas chamaram a atenção – mais até do que a excelente performance do Young Boys, impulsionado pelas grandes atuações de Hakan Yakin: FC Aarau e FC Luzern, clubes bastante modestos, brigaram até as últimas rodadas por uma vaga nas copas européias e terminaram com números bem parecidos.

Pouco mais de três meses depois, a situação de ambos é bem diferente. Enquanto um perdeu vários jogadores graças à boa campanha, outro veio com um orçamento recorde para se consolidar entre as principais forças; enquanto um é vice-líder e único invicto passadas sete rodadas, outro amarga seis derrotas, um empate e o pior início de campeonato dos últimos vinte anos.

Agora responda: qual clube se encaixa em cada situação? O provável seria que aquele que investiu esteja na ponta, enquanto que o que perdeu peças importantes sofra as conseqüências. Mas, também na Suíça, onde normalmente reina o equilíbrio, o futebol prega das suas: ao mesmo tempo em que o Aarau, apesar das baixas, é a sensação do primeiro turno, o Luzern, que investiu pesado para os padrões do clube, pena na lanterna a cinco pontos do penúltimo colocado.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Seleções - 21ª e 22ª rodada

Peço desculpas pela ausência nos blogs dos amigos e até aqui mesmo - só tenho postado as seleções. Tentarei compensar nas próximas semanas.

21ª rodada

Edson (ATM): Foi decisivo ao defender pênalti cobrado por Iarley.

Carlinhos (FLU): Bem no apoio, cruzou na medida para o gol de cabeça de Washington.
Índio (INT): Firme na defesa e ainda fez dois gols de cabeça. Grande partida.
Fábio Luciano (FLA): Jogou com seriedade e não errou.
Juan (FLA): Responsável pelas duas jogadas que resultaram em gols do Flamengo.

Aírton (FLA): Grata surpresa, foi bem na cobertura e nos desarmes.
Túlio (BOT): Subindo demais de produção, bem na marcação e nas subidas ao ataque.
João Henrique (COT): Efetivo durante todo o jogo, foi premiado com o terceiro gol.
Alex (INT): Fez um golaço, apareceu em todo o campo e orientou o time.

Washington (FLU): Fez os três da vitória do Flu, dois de falta e um de cabeça. Um artilheiro nato.
Borges (SAP): Mostrou que está recuperado e foi fundamental na virada tricolor.

Cuca (FLU): Ousou na armação da equipe e foi recompensado com grande atuação de Washington.

22ª rodada

Victor (GRE) – Fez duas grandes defesas e salvou o time da derrota.

Rodrigo Heffner (COT) – Esperto no lance do primeiro gol, cruzou bem.
Rodrigo (SAP) – Apesar da desatenção da zaga, jogou sério e fez um gol para compensar as falhas.
Marcelo Batatais (VIT) – Fez um golaço de bicicleta que deu a vitória ao time.
Leandro (PAL) – Sempre bem no ataque, cruzou para dois gols.

Jean (SAP) – Vai se firmando aos poucos. Eficiente nos desarmes, cruzou para o gol de Rodrigo.
Serginho (ATM) – Objetivo, fez jogadas de efeito e marcou um golaço.
Carlos Alberto (BOT) – O melhor em campo no clássico. Buscou o jogo a todo momento.
Marlos (COT) – Veloz e habilidoso, deu muito trabalho à desatenta zaga são-paulina, além de mostrar oportunismo na cobrança de lateral.

Nilmar (INT) – Grande primeiro tempo, deu uma aula de determinação a qualquer atacante no lance do gol do Inter.
Kléber Pereira (SAN) – Mostrou que basta ser abastecido para marcar gols bonitos e importantes.

Tita (VAS) – Apesar de ser extremamente defensivo, conseguiu poupar Madson e ainda arrancar um empate contra um time bem melhor.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Seleção da 20ª rodada

Fábio (CRU): Duas defesas providenciais quando o Vitória pressionava, buscando o empate.

Leonardo Moura (FLA): Salvou o Flamengo na Vila, marcando os dois gols no empate.
Eduardo Luiz (VAS): O mais seguro da ainda atrapalhada zaga vascaína, subiu para marcar o terceiro gol e afundar o Inter.
Rever (GRE): Anulou o ataque são-paulino pelo seu lado do campo, sempre bem nas antecipações.
Nei (ATP): Sempre presente no ataque, quase marcou em três oportunidades.

Rafael Carioca (GRE): Muita garra, brigou lealmente pela bola e ganhou a maioria das divididas.
Túlio (BOT): O único volante de marcação jogando fora de casa, teve bastante trabalho e se saiu muito bem.
Ferreira (ATP): O principal armador da equipe, fez um gol e deu passe para outro.
Evandro (PAL): Movimentou-se bastante e fez um belo cruzamento para o gol de Alex Mineiro.

Pedro Oldoni (ATP): Desencantou e fez três na goleada sobre o Ipatinga.
Kleber Pereira (SAN): Mais uma vez, fez sua parte – faltou o resto do time ajudar.

Ney Franco (BOT): Montou um esquema diferente, com três jogadores ofensivos no meio, e foi recompensado com mais uma vitória e a chegada ao G-4.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Brasileirão - 50%


Chegamos ao final do primeiro turno do campeonato brasileiro, e é hora de uma análise mais aprofundada. Em 190 jogos, as redes balançaram 519 vezes (média de 2,73 gols por partida, a segunda desde o início dos pontos corridos - perde apenas para os 2,63 de 2006). Foram 119 de cabeça, 24 de falta, 61 de pênalti e 47 de fora da área. 75 cartões vermelhos foram mostrados, um a cada quatro jogos. Já o amarelo foi aplicado 1075 vezes, média de 5,6 por partida.

A média de público vem confirmando o crescimento e, com 15.538, fica atrás apenas dos 17.255 do ano passado (sempre desde 2003). Os mandantes têm ampla vantagem: 113 vitórias, contra 44 empates e apenas 33 vitórias dos visitantes.

Foram quatro líderes diferentes: o Náutico, apenas na segunda rodada; o Cruzeiro, na 3ª e na 4ª; o Flamengo, com dez, o maior número (1ª e 4ª a 13ª); e o Grêmio, campeão do turno, líder há seis rodadas. Por outro lado, o Fluminense foi quem mais esteve na zona de rebaixamento: dezoito rodadas (só não esteve na primeira). O Ipatinga ficou entre os quatro piores em 16 rodadas.

Em comparação com 2007, o campeonato está mais equilibrado, apesar de a campanha do Grêmio ser a melhor de um líder do turno desde 2003 - fez 41 pontos contra 40 do São Paulo no ano passado. Entretanto, a diferença de pontos do líder para o lanterna é de 25, contra 30 na última edição. Além disso, três pontos separam o Palmeiras, 3º lugar, do Botafogo, 8º - no ano passado, as mesmas colocações eram divididas por cinco pontos. Os pontos estão mais distribuídos entre os clubes, como mostra a zona de rebaixamento: o Ipatinga, lanterna, estaria em 18ª com os mesmos 16 pontos.

Os maiores destaques do início do campeonato foram Flamengo, Cruzeiro, Grêmio e Náutico, que brigaram pelas primeiras posições. Fluminense, São Paulo e Santos, disputando a Libertadores, começaram mal. A partir da 6ª rodada, o Vitória começou a subir e o Náutico a descer.

Empurrado pelo veterano Ramon e pela revelação Marquinhos, o time baiano venceu quatro partidas seguidas e despontou. Ao mesmo tempo, o Flamengo abria cinco pontos sobre o vice-líder Cruzeiro, graças principalmente ao grande futebol apresentado por Marcinho, Ibson e Juan. Ao mesmo tempo, o Santos não conseguia melhorar de produção apesar da chegada de Cuca, e o Fluminense sofria com a traumática perda da final da Libertadores em casa. O Sport, campeão da Copa do Brasil, parecia também perder o foco.

Com a venda de Marcinho, Renato Augusto e Souza, o Flamengo começou a cair vertiginosamente de produção. Enquanto isso, Palmeiras e São Paulo se estabilizavam na competição e o Grêmio, na 9ª rodada, perderia sua última partida no 1º turno. Após empates fora e vitórias em casa, o tricolor assumiu a liderança na 14ª rodada com uma impressionante goleada por 7 a 1 no Figueirense, em pleno Orlando Scarpelli. Quem também era goleado era o Atlético-MG, por 4 a 0 para o Botafogo, chegando à zona de rebaixamento e agravando a crise.

O Internacional, apontado por muitos como candidato ao título, permaneceu irregular todo o turno, alternando grandes vitórias como os 2 a 0 sobre o São Paulo com resultados muito ruins, como derrotas para o Ipatinga fora e o Santos em casa. Já o Coritiba, com a volta de Keirrison, foi quem mais subiu na reta final, ao lado do Botafogo, que após rondar as últimas posições com Geninho, melhorou absurdamente com a chegada de Ney Franco.

O Grêmio se consolidou na liderança, vencendo em casa e fora. Mesmo sem Ramires, na seleção olímpica, o Cruzeiro fez boas exibições graças a Fabrício, Wagner e Guilherme, e terminou o turno na segunda posição. O Palmeiras terminou em terceiro graças a melhor campanha dentro de casa e o São Paulo fechou o G4 com uma campanha consistente, apesar de alguns percalços.

Vitória, Coritiba e Botafogo terminam o turno em alta, ao contrário de Atlético-PR, que jamais superou a 10ª colocação, Portuguesa, com uma defesa muito frágil, e Náutico. O Goiás, que brigava para não cair, melhorou com a chegada de Hélio dos Anjos e o Figueirense, após a goleada em casa, diminuiu o ritmo. Quem terminou o turno mais fragilizado foi o Vasco, que apesar da goleada por 6 a 1 sobre o Atlético-MG, sofreu três goleadas seguidas fora de casa (5x2 para o Santos, 4x0 para o São Paulo e 5x0 para o Vitória), encerrando com a pior defesa e na zona do descenso - sem contar os inúmeros problemas internos.

Abaixo, números do primeiro turno, bem como a seleção do torneio até aqui.

Gols
2007 - 520 marcados (média de 2,81, com cinco jogos adiados por causa do Pan)
2008 - 519 (média de 2,73)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 12 gols
2008 - Alex Mineiro (PAL) e Kléber Pereira (SAN): 11 gols

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (40 gols)
2008 - São Paulo (33)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (7)
2008 - Cruzeiro (12)

Pior ataque
2007 - América-RN (16)
2008 - Atlético-PR (17)

Pior defesa
2007 - América-RN (42)
2008 - Portuguesa e Vasco (39)

Seleção do primeiro turno

Victor (GRE): Remanescente da passagem de Vagner Mancini pelo Olímpico, atuou em todos os 19 jogos e só sofreu gol em nove deles, mantendo a média de 0,63 gol sofrido por partida.

Paulo Sérgio (GRE): Posição mais carente do campeonato. Entra por ter feito um bom número de assistências: cinco, além de um gol importante contra o Cruzeiro.

André Dias (SAP): Impressionante sua recuperação, ele que era considerado o zagueiro mais fraco do São Paulo. Com os problemas físicos de Miranda e a ausência de Alex Silva pela seleção, transformou-se em um líder.

Léo (GRE): Zagueiro-revelação do campeonato, merece a menção tanto quanto Rever e Pereira, seus companheiros de trio de zaga. Mas pelo potencial e pelas atuações firmes, é o escolhido.

Juan (FLA): Fundamental na primeira metade do turno, caiu de produção assim como o restante do time do Flamengo. Ainda assim, é o líder de assistências e o único jogador lúcido do Fla nas últimas partidas.

Fabrício (CRU): Subiu muito de produção na reta final do turno, fazendo gols importantes além da já antes presente liderança e eficiência na marcação, nos desarmes e nas coberturas.

Rafael Carioca (GRE): Outra grande revelação do Grêmio, faz ao lado de William Magrão uma jovem e competente dupla de volantes que sabem jogar muito bem, ao melhor estilo da moda atual. É o segredo do sucesso do Grêmio.

Marquinhos (VIT): O craque do primeiro turno. Desconhecido, atuou com maestria pela meia-esquerda do interessante esquema de Vagner Mancini. Sua habilidade e velocidade foram mortais aos adversários, além de ter marcado gols importantíssimos e dado seis assistências.

Wagner (CRU): Menos regular que Marquinhos, foi quando ele voltou a jogar bem que o Cruzeiro cresceu. Chamou a responsabilidade em jogos cruciais e tem abastecido Guilherme com lindas bolas, também marcando seus gols.

Nilmar (INT): Apesar da campanha irregular do Inter, aparece na vice-artilharia com dez gols. O mais importante, entretanto, é a entrega em todos os jogos, combinando velocidade, habilidade e garra e transformando-as em grandes atuações.

Alex Mineiro (PAL): Artilheiro ao lado de Kléber Pereira, foi bem mais consistente que o rival santista - além de ter marcado menos gols de pênalti. Talvez o melhor camisa nove de ofício do campeonato.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Seleção da 19ª rodada

Já atrasado, a última seleção do primeiro turno. Ainda esta semana, uma análise completa das primeiras 19 rodadas do Brasileirão.

Marcos (PAL): Sem culpa no gol, fez duas defesas dificílimas no primeiro tempo. Se dependesse só dele, o Palmeiras teria arrancado um empate.

Paulo Sérgio (GRE): Bem no apoio, participou de várias jogadas de perigo.
Rodrigo (SAP): Não cometeu o pênalti. Ainda assim, fez um golaço de falta para compensar.
Leonardo Silva (VIT): Não teve trabalho. Orientou a defesa e a saída para o meio.
Marcelo Cordeiro (VIT): Uma assistência, foi sempre perigoso no apoio.

Zé Luís (SAP): Foi mais um zagueiro, mas fechou bem o lado direito e fez um gol importante.
Jaílton (FLA): Tem atuado mais recuado, como zagueiro, mas fez o importante gol da vitória no fim do jogo.
Leandro Domingues (VIT): Entrou no segundo tempo e infernizou a já cansada defesa vascaína, marcando um gol.
Ramon (VIT): O maestro do time, comandando o ataque com sua experiência. Ainda fez um belo gol de oportunismo.

Keirrison (COT): Mais dois gols, já é o vice-artilheiro. Impressionante como evolui a cada rodada.
Reinaldo (GRE): Fez dois na goleada sobre o Atlético.

Celso Roth (GRE): Outra goleada fora de casa, graças principalmente à forma como monta a equipe.

sábado, 9 de agosto de 2008

Grêmio e Cruzeiro brigam pelo título do 1º turno

Apenas Grêmio e Cruzeiro ainda brigam pelo título do primeiro turno. Ambos jogam fora de casa na 19ª rodada: os gaúchos visitam o Atlético-MG, enquanto os mineiros vão a São Paulo pegar a Portuguesa. Dois adversários em mau momento. Quem será que vai aproveitar melhor? Será que a torcida cruzeirense irá vibrar com uma vitória atleticana? Motivo há: desde 2003, o campeão do primeiro turno sempre acabou vencendo o Brasileirão no final do ano.

Abaixo, a seleção da 18ª rodada:

Fábio (CRU): Pegou um pênalti quando ainda estava um a zero e fez defesas milagrosas.

Thiaguinho (BOT): Ajudou na marcação e ainda subiu para marcar o gol da vitória.
Luiz Alberto (FLU): Grudou em André Lima e ainda ofereceu cobertura eficiente aos laterais.
Leandro Almeida (ATM): Eficiente nas roubadas de bola, não teve culpa nos gols e grudou em Kleber Pereira.
Jadílson (CRU): O garçom do time, um lindo cruzamento para o gol de Gérson Magrão.

Túlio (BOT): Fez um golaço, participou do segundo e ainda salvou um do Figueira.
Sandro Silva (PAL): Fôlego na marcação, marcou um belo gol no final.
Gérson Magrão (CRU): Jogou quase como um terceiro atacante, apareceu bem para marcar.
Valdívia (PAL): O melhor do jogo, brigou, criou grandes jogadas e mostrou oportunismo no gol.

Washington (FLU): Incansável, fez os três gols da virada do Flu sobre o São Paulo.
Iarley (GOI): Decidiu o jogo na base da velocidade e do oportunismo.

Técnico: Ney Franco (BOT): O Botafogo é outro desde sua chegada. Mesmo com a expulsão de Carlos Alberto, conseguiu segurar a vitória com suas alterações inteligentes.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fonte

Uma das relações mais delicadas da vida de um jornalista é com sua fonte. Mais até do que com o público que lê, vê ou ouve suas notícias. A fonte é como um namoro: precisa ser conquistada, tratada com cuidado, pois uma vez perdida a confiança, jamais é recuperada.

Mas e num caso como esse?

"Lulinha pode ser trocado por Morais. A diretoria corintiana estaria analisado a possibilidade de envolver o jovem meia numa troca por empréstimo com o jogador do Vasco. A informação surgiu hoje no Rio de Janeiro". - divulgou uma rádio paulista.

"O meia Morais pode estar deixando São Januário. O destino seria o Corinthians, e Morais seria envolvido numa troca com Lulinha, revelação do Parque São Jorge. As especulações começaram hoje em São Paulo e chegaram até o Rio de Janeiro. - afirmou uma rádio carioca.

Informações desencontradas, despreparo, falta de tempo e de responsabilidade para apuração. Os motivos são muitos, mas é fato que a imprensa esportiva brasileira, que reclama tanto de profissionalismo dos clubes de futebol, é tão amadora quanto.

Por isso mesmo, os empresários, inteligentes, usam jornais, rádios e tevês para valorizarem seus jogadores e colocá-los no holofote.

Não duvido que esta possível troca seja mais uma brincadeira de mau gosto.

Ao invés do jornalista escolher suas fontes, parece mais apropriado a fonte começar a escolher os jornalistas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A rodada dos visitantes

Marcas do equilíbrio: seis dos dez jogos da 17ª rodada do Brasileirão terminaram com vitória dos visitantes, o recorde do campeonato. Afirmação para Cruzeiro, Botafogo e Palmeiras, recuperação para Coritiba, Figueirense e Internacional. Abaixo, a seleção da rodada, com a colaboração do amigo Dassler Marques, do Papo de Craque:

Rogério Ceni (SAP): Pouco exigido, voltou a marcar de falta e ainda fez um de pênalti.

Elder Granja (PAL): Melhor partida no ano. Dois gols e uma assistência.
Thiago Heleno (CRU): Eficiente nos desarmes, segurou as investidas rubro-negras.
Sorondo (INT): Firme na marcação, anulou Dodô e ainda perseguiu Conca.
Júlio César (GOI): Dois gols na goleada sobre a Portuguesa.

William Magrão (GRE): Volante que marca bem e sai com a bola melhor ainda. Premiado com um gol.
Túlio (BOT): Jogando mais livre com o novo esquema de Ney Franco, foi ao ataque com perigo e marcou seu terceiro gol em dois jogos.
Valdívia (PAL): Criticado no meio de semana, respondeu com grande atuação e dois gols.
Romerito (GOI): Ditou o ritmo do jogo com seus passes e ainda marcou um na goleada sobre a Lusa.

Nilmar (INT): Mais uma vez letal, combinou velocidade, habilidade e ótimos chutes.
Keirrison (COT): Três gols e uma atuação perfeita. Tem melhorado a cada jogo.

Técnico: Adílson Baptista (CRU): Armou bem o time e aproveitou os espaços dados pelo esquema de Caio Júnior para conseguir a virada sobre o Flamengo.

sábado, 2 de agosto de 2008

Quem será o campeão do primeiro turno?


A três rodadas do final do primeiro turno, chegamos a 40% do campeonato disputado e é hora de outra análise do Brasileirão 2008. Grêmio, Cruzeiro, Vitória, Flamengo, Palmeiras ou São Paulo: quem será o campeão do primeiro turno? A história dos pontos corridos mostra que quem termina a primeira perna na frente, acabou campeão. Por isto, a próxima semana pode mostrar a tendência.

Melhores: Grêmio, Vitória, Santos e Sport.
Piores: Náutico, Figueirense e Flamengo.

O Grêmio foi o melhor time das últimas quatro rodadas: o único que não perdeu, acumulando três vitórias (duas fora de casa) e um empate. O tricolor gaúcho aplicou a maior goleada do campeonato no Figueirense em pleno Orlando Scarpelli e assumiu a liderança. Vitória, Santos e Sport fizeram nove de doze pontos possíveis, emplacando três vitórias. O Leão subiu seis posições, a melhor evolução, enquanto o alvinegro praiano continua na zona de rebaixamento, mostrando quão complicada era sua situação.

Já o Flamengo, que perdeu Renato Augusto, Marcinho e Souza, não vence há quatro jogos. Foram apenas dois pontos, retrospecto igual ao do Figueira, goleado por 7 a 1, e melhor apenas que o do Náutico, que somou apenas um ponto, caindo da 9ª para a 15ª posição - a maior queda do período.

A média de gols tem melhorado e chega pela primeira vez à marca de 2,71 (ainda assim, a segunda pior desde 2003). A 14ª teve 35 gols, melhor até agora, graças às goleadas de Grêmio e Botafogo e ao empate em 3 a 3 no clássico carioca. A briga pela artilharia também esquentou: Alex Mineiro e Kléber Pereira, típicos camisa nove, aparecem empatados com dez gols, enquanto Guilherme tem nove e Cleiton Xavier, oito.

Equilíbrio em cima

Comparando com a 16ª rodada do Brasileirão 2007, há mais equilíbrio no topo da tabela - mais times brigam pela ponta. No ano passado, Botafogo e São Paulo polarizavam a disputa com 31 pontos cada, cinco a mais que o Vasco, terceiro colocado. Hoje, se o Grêmio tem campanha melhor, com 32, outras seis equipes aparecem logo abaixo, com o São Paulo fechando o primeiro bloco com 27 pontos.

Em 2007, o equilíbrio estava na parte do meio da tabela: dois pontos separavam o Cruzeiro, 6º, do Sport, 14º. Hoje, já há um bloco intermediário (Sport, 7º, 24 a Figueireinse, 11º, 21) e um inferior, que começa no Vasco e vai até o Goiás. O potencial dessas equipes tem sido demonstrada dentro de campo e, além de Santos e Fluminense, é difícil dizer que algum outro irá subir muito.

16ª rodada - Números 2007 vs. 2008:

Melhor ataque
2007: Botafogo (35 gols)
2008: Vasco (30)

Melhor defesa
2007: São Paulo (7)
2008: Grêmio (12)

Pior ataque
2007: América-RN e Grêmio (14)
2008: Atlético-PR (15)

Pior defesa
2007: América-RN (32)
2008: Portuguesa (32)

Seleção da 16ª rodada:

Wilson (FIG): Sem culpa no gol de Hugo, fez duas defesas providenciais à queima-roupa.

Wagner Diniz (VAS): Melhor partida no ano. Dois gols e uma assistência.
Fernando Eller (SAN): Bem demais na marcação, roubou várias bolas.
Marcelo (SAN): Não se confundiu com o posicionamento e foi perfeito na antecipação aos atacantes colorados.
Leandro (PAL): Sempre presente no ataque, foi bem nos cruzamentos e levou Jaílton à loucura.

Túlio (BOT): Fez dois belos gols, dando a vitória ao Botafogo.
Sandro Silva (PAL): Bem na cobertura e ainda teve tempo para fazer o gol da vitória.
Marquinhos (VIT): Um gol e uma assistência. O melhor jogador do campeonato até aqui.
Wagner (CRU): Mais um gol, agora mostrando muito entrosamento com Guilherme.

Jonas (POR): Muita vontade, foi recompensado com dois golaços de fora da área.
Guilherme (CRU): Dois gols e uma assistência. Voltou a jogar bem.

Técnico: Cuca (SAN): Escalou a equipe com três zagueiros e conseguiu uma impensável e importantíssima vitória no Beira-Rio.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A primeira vez a gente nunca esquece

A última sexta-feira marcou quinze anos da data mais importante da história do futebol boliviano, e uma das mais embaraçosas do futebol brasileiro. No dia 25 de julho de 1993, a Bolívia infligia ao Brasil sua primeira derrota na história das Eliminatórias, fazendo dois a zero na altitude de La Paz.

Relembre esta partida no Febre Mundialista.

Futebol Alpino e melhores da rodada

Na coluna de hoje da Trivela, a apresentação da Super Liga Suíça, e os nove times que tentam destronar o todo-poderoso FC Basel.

Abaixo, a seleção da 15ª rodada:

Wilson (FIG) – Após tomar sete gols em casa, se recuperou fechando a meta contra o Atlético-PR.
Felipe (GRE) – Ousado, foi muito perigoso mesmo com o gramado em péssimas condições.
Renato Silva (BOT) – Ótima atuação. Seguro e firme nos desarmes, salvou um gol em cima da linha.
Durval (SPO) – Incansável, marcou e ainda teve tempo de atacar, fazendo o gol da vitória.
Carlinhos (CRU) – Deu muito trabalho para a zaga nos contra-golpes. Fez o cruzamento do segundo gol.

Fabrício (CRU) – Eficiente na marcação e nos passes, ainda fez um gol de falta.
Rafael Carioca (GRE) – Novamente importantíssimo na marcação e na saída de bola. Excelente jogador.
Wagner (CRU) – Ditou o ritmo do jogo com seus passes. Marcou acertando um belo chute.
Hugo (SAP) – Fez um gol, participou de outro e ainda salvou um gol certo em cima da linha.

Maikon Leite (SAN) – Infernizou a defesa do Vasco e sofreu três pênaltis.
Dagoberto (SAP) – Um gol e participação decisiva nos outros dois. Cresceu muito de produção.

Técnico: Dorival Júnior (COT): Na rodada passada, mexeu bem demais na equipe. Agora, soube conciliar os desfalques e conseguiu uma excelente vitória.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Festa dos atacantes

Rodada boa para os atacantes: foram 34 gols em 10 jogos, a maior média do campeonato, ao lado da 6ª rodada. Entretanto, quatro jogos contribuíram com 24 gols, mostrando que na maioria dos jogos a rede anda balançando pouco (foram três 1 a 0 neste meio de semana).

Oito jogadores marcaram mais de um gol, um recorde no ano. E só um não é atacante: Marquinho (VIT), Edmundo (VAS), Nilmar (INT), Washington (FLU), Diogo (POR), além do lateral-esquerdo Leandro (PAL), intruso na lista, fizeram dois gols cada. A dupla do Grêmio, Perea e Reinaldo, guardou três vezes cada um.

A seleção da rodada:

Sérgio (POR): Sofreu dois gols irregulares. Defendeu as duas cobranças de Ibson, garantindo o empate.

Paulo Sérgio (GRE): Sempre bem no apoio, foi dele a jogada do primeiro gol.
Pereira (GRE): Eficiente nos desarmes e na bola aérea, segurou o ataque do Figueira.
Ernando (GOI): Firme na marcação, se desdobrou para compensar a expulsão de Júlio César.
Leandro (PAL): Destaque do clássico, fez dois gols, um dele um golaço de falta.

Giñazu (INT): Um monstro no meio, correndo e marcando o campo todo.
Rafael Carioca (GRE): Grudou em Cleiton Xavier e foi fundamental nas saídas de bola.
Carlinhos Paraíba (COT): Todas as jogadas do Coxa passam por seus pés. Fez um merecido gol da vitória.
Diego Souza (PAL): Brigou muito, ganhou quase todas as divididas e ainda deu um passe para gol.

Nilmar (INT): O dono da noite no Beira Rio. Velocidade, posicionamento e oportunismo.
Perea (GRE): Em noite de gala, fez três gols, assim como seu companheiro Reinaldo, mas foi mais decisivo por ter aberto o placar.

Técnico: Celso Roth (GRE): Suas equipes sempre marcam a saída de bola do rival. Deu mais do que certo.