sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Justiça!




E não foi pênalti.

Poucas vezes vi polêmica tão grande em torno de algo nada polêmico. Vi o lance ao vivo e em nenhum momento me pareceu pênalti - sob nenhum ângulo. Léo Fortunato SEQUER toca em Tardelli.

A resposta que me chega é que a maior parte da imprensa esportiva, na necessidade de atrair a atenção, veste a camisa dos times mais populares como o Flamengo, cujos dirigentes (leia-se Kléber Leite e Márcio Braga) tendem a inventar polêmicas para mascarar seus erros.

Infelizmente, mais uma vez a maioria da imprensa embarcou. O inacreditável é que a CBF até puniu Simon - e ele estava certo desde o começo! E pra completar, Fábio Luciano e Diego Tardelli não foram punidos. Impressionante!

Às vezes, chego a achar que as leis da Física mudaram. Na maioria dos lances polêmicos onde o pênalti não é marcado, tendo a concordar com o árbitro. Porque não são pênaltis. Porque a regra é a regra. E porque poucos a conhecem.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Seleção da 36ª rodada


O São Paulo praticamente garantiu o título, mas a briga pelas vagas remanescentes na Libertadores e a fuga do descenso continuam emocionantes! Confira a seleção da 36ª rodada do Brasileirão 2008:

Fábio (CRU): Seguro quando exigido, não teve culpa nos gols e fez duas grandes defesas.

Fabinho Capixaba (PAL): Esteve bem no apoio, discreto na marcação.
André Dias (SAP): Apesar da tarde são-paulina abaixo da média, demonstrou com eficiência como se cobre os espaços e marca à distância.
Thiago Silva (FLU): O melhor em campo na vitória tricolor. Absoluto na marcação, ganhou todas.
Jorge Wagner (SAP): Um gol de falta e uma assistência. Discreto, a cara do estilo de jogo do São Paulo.

Pierre (PAL): Tem sido o melhor do time nas ausências seguidas de Kleber. Muita garra e um gol.
Ramires (CRU): O de sempre: disposição, marcação, qualidade no passe e habilidade na frente. Fez um gol de matador.
Madson (VAS): Em um elenco tão fraco, se sobressai. Ainda assim, corre muito, luta o tempo todo e tem alguma qualidade.
Marlos (COT): 

Keirrison (COT): Melhor atuação individual do campeonato. Quatro gols em um jogo pela primeira vez no Brasileirão 2008.
Kléber (PAL): Com ele em campo, a garra do time é outra. Luta, briga e invariavelmente guarda o seu.

Técnico: Muricy Ramalho (SAP): Agüentou a pressão, teve tranqüilidade e, mesmo jogando mal, conseguiu sair com a vitória.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Brasileirão - 90%


Faltando três rodadas para o final do campeonato, os candidatos ao título e ao rebaixamento diminuíram desde nossa última análise - mas nem por isso a disputa está menos emocionante. Enquanto São Paulo e Grêmio polarizam a briga pelo caneco, sete equipes ainda lutam contra o descenso. Vamos a última análise antes do final do campeonato.

Melhores: São Paulo, Atlético-PR e Atlético-MG
Piores: Botafogo, Figueirense e Vitória

Altos...

O São Paulo mostrou o que é ser chamado de "time de chegada" e venceu as últimas cinco partidas - a última vez que perdeu pontos foi no clássico com o Palmeiras, quando estava a dois pontos do Alviverde. Hoje, a diferença é de sete a favor do Tricolor.

Desde o início das análises, o São Paulo foi o único a vencer as quatro partidas de um mesmo período. Melhor que isso, apenas o Botafogo da virada de turno, que venceu seis jogos seguidos. Além do entrosamento que veio pela definição de uma equipe titular em um sistema coeso, o nome da arrancada é Borges: o atacante fez seis gols nas últimas três partidas.

Quem também subiu bastante foi o Atlético-PR, impulsionado principalmente por Alan Bahia, o líder da equipe, e Rafael Moura, que finalmente parece ter aprendido a fazer gols. O time que sofria pela falta de pontaria começou a marcar e foi quem mais subiu nas últimas rodadas: quatro posições, da 18ª para a 14ª. Já o Galo, impulsionado pela liderança de Leandro Almeida e a habilidade de Renan Oliveira (dois meninos), venceu três seguidas e chegou a uma digna 10ª colocação.

O Palmeiras arrancou uma suada vitória sobre o Santos na Vila, mas a derrota em casa no confronto direto para o Grêmio, seguida da goleada no Maracanã, resultaram em reclamações da torcida e ataques a Luxemburgo e à diretoria. Dentro de campo, um time mal escalado e jogadores completamente perdidos, especialmente na defesa.

Com isso, Grêmio e Flamengo se aproveitaram e, enquanto o tricolor gaúcho segue firme na briga pelo título, o Rubro-Negro se vê com boas chances de garantir uma vaga na Libertadores. O Cruzeiro, por sua vez, permanece oscilando e sendo goleado com a mesma facilidade que goleia. Na próxima rodada, confronto direto com o Fla no Mineirão pode definir a sorte de todos os cinco primeiros.

...e baixos

Chama a atenção a disparidade de desempenho das equipes que ainda buscam algo no campeonato, daquelas que apenas cumprem tabela. O Botafogo perdeu as quatro últimas partidas, enquanto o Vitória fez apenas um ponto. Inter, Santos, Sport e Coritiba tiveram performances irregulares, somando quatro pontos cada.

Por outro lado, o Figueirense somou apenas um ponto nas últimas quatro rodadas - justamente no jogo mais difícil, diante do Grêmio no Olímpico - e está em situação desesperadora. Mesmo que vença o Náutico num jogo de seis pontos, chegará à penúltima rodada na zona de rebaixamento. E mesmo o Ipatinga, que conseguiu duas vitórias sobre os desinteressados Sport e Coritiba, precisa de um milagre: pega o Palmeiras no Palestra e, se perder, estará rebaixado.

Com oito pontos, o Náutico deu uma boa subida e respira, mas ainda corre riscos . se vencer o Figueirense fora, afunda o rival e se livra. As contas mostram que, com 44 pontos, é muito provável que qualquer time escape. Até por isso, o Vasco, que somou sete, precisa desesperadamente vencer as duas que faltam em casa, diante de São Paulo e Vitória. A torcida espera reviver 2004, quando o time venceu o Atlético-PR, escapou da degola e tirou o título do Furacão. Por fim, o Flu voltou a vencer e tem boas chances de escapar. A Lusa tem dois jogos fáceis em casa e, pelo futebol que tem demonstrado, deve escapar.

Abaixo, as estatísticas do período e a seleção da 35ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (71 gols)
2008 - Flamengo e São Paulo (62)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (15)
2008 - Grêmio (30)

Pior ataque
2007 - América-RN (24)
2008 - Ipatinga (35)

Pior defesa
2007 - América-RN (71)
2008 - Figueirense e Vasco (68)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR) e Acosta (NAU): 19 gols
2008 - Kléber Pereira (SAN): 21 gols

Seleção da 35ª rodada

Fernando (IPA): Fez grandes defesas no segundo tempo, garantindo a vitória.

Joílson (SAP): Aproveitou a marcação fraca e foi bastante ao ataque. Deu o passe para o gol de Hugo.
Fábio Luciano (FLA): Seguro na defesa, participou decisivamente em dois gols.
Leandro Almeida (ATM): Um líder dentro de campo, apesar da pouca idade. Grudou em Leandro Amaral e fez dois de pênalti.
Jorge Wagner (SAP): Marcou bem e deu mais um de seus cruzamentos açucarados para Borges abrir o placar.

Aírton (FLA): Deu estabilidade ao meio-campo e cobertura à defesa.
Kléberson (FLA): Assistências em três lances e o quarto gol. Sua melhor atuação desde 2002.
Ibson (FLA): Fez gol de rebote, de letra e de primeira. Ainda participou do gol de Kléberson. Tarde de craque.
Paulo Baier (GOI): Fez os três da vitória sobre o Botafogo – um deles um golaço de prima.

Gilmar (NAU): Dois gols na inesperada goleada do Timbu sobre o Cruzeiro. Deu muito trabalho à defesa.
Borges (SAP): Cresceu na reta decisiva, simbolizando a arrancada final do Tricolor.

T.: Caio Júnior (FLA): Plantou Aírton à frente da zaga e montou uma linha de quatro no meio – esquema parecido com o do São Paulo. Foi muito feliz nas apostas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O artilheiro da Europa



Cristiano Ronaldo? Messi? Ibrahimovic? Fernando Torres? Anelka? Não, nenhum destes.

O artilheiro da Europa neste início de temporada é Marc Janko, austríaco de 25 anos que defende desde 2005 o Red Bull Salzburg. O desconhecido atacante alcançou neste meio de semana a incrível marca de 22 gols em 17 rodadas da Bundesliga (foram doze nos últimos quatro jogos). A média é de 1,29 gols por jogo, já que Janko na verdade disputou 16 partidas - ficou de fora apenas da vitória sobre o Altach, time de Zé Elias, na terceira rodada. Detalhe: apenas dois gols foi de pênalti.

Os números deste vienense impressionam. Nos 16 jogos em que atuou, marcou quatro gols em duas oportunidades e três em outras três. Quando entrou em campo, Janko só não balançou as redes seis vezes. E apesar de seus 1,95m, não foram apenas gols de cabeça. Arrancadas, chutes de longa distância, voleios, rebotes. Janko marca de qualquer jeito. E já fez quatro a mais que se companheiro de equipe, o veterano Alexander Zickler, marcou em 2007/08, quando terminou na artilharia com 16.

Seus 22 gols respondem por 48% dos 45 tentos marcados pelo Red Bull, líder do campeonato, até aqui.

Somadas três partidas pela seleção austríaca nas Eliminatórias para a Copa de 2010, mais dois gols entram na conta - um deles na surpreendente vitória por 3 a 1 sobre a França, na estréia. Com mais uma partida contra o Sevilla pela Copa da Uefa, o total de Janko na temporada até aqui são 24 gols em 20 jogos - média de 1,2. Perto dele, o bósnio Vedad Ibisevic tem 13 gols marcados em 12 rodadas da Bundesliga alemã. Os números são melhores até do que no Campeonato Russo, onde Vágner Love marcou 17 em 28 rodadas.

Não à toa, clubes de centros europeus maiores já o assediam. Até o momento, já ligaram para Salzburg querendo saber o preço do jogador Tottenham, Sunderland, Hull City, Middlesbrough, Roma, Everton, La Corunã, Racing Santander, Celtic e Hertha Berlim. A resposta foi animadora: Janko tem contrato até 2011 e a multa está estipulada em 2,5 milhões de euros, mas como ele já cumpriu três anos de contrato, pode sair por um valor bem menor, equivalente aos salários que teria de receber até o fim do vínculo.

Com clubes grandes como Chelsea, Barcelona e Real Madrid precisando de centro-avantes para compor o elenco, não será difícil vê-lo mudando de ares já no meio do ano. Pode ser que, inicialmente, para equipes de menor expressão, afinal o campeonato austríaco não é lá dos mais fortes. Mas números como estes não podem ser desprezados.

Confira os gols de Janko jogo-a-jogo pela Bundesliga austríaca:

Red Bull Salzburg 6x0 Mattersburg (3)
Rapid Vienna 2x2 Red Bull Salzburg (2)
Red Bull Salzburg 1x0 LASK Linz (1)
Austria Vienna 3x2 Red Bull Salzburg (1)
Sturm Graz 2x2 Red Bull Salzburg (1)
Red Bull Salzburg 3x1 Sturm Graz (2)
SCR Altach 3x4 Red Bull Salzburg (4)
Red Bull Salzburg 7x3 SV Kapfenberg (4)
Red Bull Salzburg 5x1 Austria Vienna (3)
SV Ried 2x2 Red Bull Salzburg (2)

Saiba mais sobre o futebol austríaco na coluna Futebol Alpino da Trivela.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Avalanche tricolor

Foi tricolor o final de semana do Campeonato Brasileiro. Enquanto o São Paulo mostrou novamente a força do conjunto ao sair de uma situação complicada - por mais que, ironicamente, Borges tenha brilhado em um time sem destaques solo -, o Grêmio superou os desfalques e um Palmeiras carente de inteligência, criatividade e comando.

Por mais que se dê repercussão exagerada ao caso Marcos-Luxemburgo (que, para quem foi ao estádio, percebeu que nada aconteceu, afinal a torcida em nenhum momento ficou contra o técnico, como se quer fazer crer), o que decidiu o jogo foi mesmo a ausência de Kléber, em maior porcentagem, e de Diego Souza. Não ter alguém capaz de carregar a bola e enfrentar a forte e dura defesa gremista foi um preço muito caro a se pagar - e que custa a briga pelo título.

Ao que parece, teremos agora a repetição de 2007, com o São Paulo administrando a vantagem (coisa que sabe fazer muito bem) e os outros brigando pelo vice-campeonato.

Abaixo, a seleção da 34ª rodada:

Bruno (FLA): Fez no mínimo quatro defesas difíceis

Wagner Diniz (VAS): De volta à boa forma, levou perigo constante nas costas de Kleber, jogando ao lado de Madson.
Héverton (GRE): O menos comentado, mas o melhor do trio de zaga gremista. Ofereceu cobertura e fechou os espaços.
Léo Fortunato (CRU): Bem nas antecipações, grudou em Washington o jogo todo.
Netinho (ATP): Bem no apoio, cobrou a falta que originou o segundo gol do Atlético.

Ramires (CRU): Mais uma vez perfeito nos desarmes e decisivo no ataque.
Rafael Carioca (GRE): Eficiente no primeiro combate, levou a equipe à frente com os espaços no meio.
Tcheco (GRE): Foi o cérebro da equipe gremista, controlando a bola e marcando o gol da vitória.
Taison (INT): Rápido, deu velocidade ao time e marcou um belo gol no contra-ataque.

Jonas (POR): Levou muito perigo e conseguiu marcar duas vezes na forte defesa são-paulina.
Borges (SAP): Fez dois gols e foi presenteado pelo juiz com um terceiro, apesar do toque ter sido de Zé Luís.

T.: Celso Roth (GRE): Conseguiu armar uma equipe forte na defesa apesar dos desfalques.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

LÍDER!


Faltam cinco rodadas e o campeonato continua aberto. Graças aos confrontos diretos, até mesmo o Flamengo, cinco pontos atrás do São Paulo, ainda tem chances. Mas por que, agora, a sensação é de que o líder é mais líder do que antes?

O São Paulo, três pontos à frente do Grêmio, já esteve a onze, mas é sem dúvidas o líder que desperta mais confiança desde o início do campeonato. Obviamente também porque faltam menos rodadas, mas principalmente porque o time tem jogado melhor a cada rodada - e a atuação diante do Inter foi a melhor no ano, em qualquer campeonato.

O São Paulo é mais líder que os demais porque soma os melhores números do campeonato - melhor ataque, segunda melhor defesa e menor número de derrotas - e porque tem, na teoria, a tabela menos complicada. Mas também deveria ter sido fácil o jogo do Grêmio contra o Figueirense, e nem tão difícil o do Cruzeiro diante do Goiás.

Como já dito há duas rodadas, na oitava análise do Brasileirão, o Tricolor segue firme rumo ao hexa.

Abaixo, a seleção da 33ª rodada. Publicaremos a da 32ª após o jogo Figueirense x Fluminense.

Rafael (VAS): Com grandes defesas, foi responsável direto pela vitória.

Wagner Diniz (VAS): Finalmente voltou a ser titular e a jogar bem. Premiado com o gol.
Leandro Almeida (ATM): O líder da equipe dentro de campo. Dois gols no mesmo jogo para um zagueiro não é sempre que acontece.
Henrique (GOI): Bem na marcação, dificultou a chegada dos atacantes e ainda marcou o seu.
Athirson (POR): Brigou, lutou, correu e foi recompensado com um importante gol.

Rodrigo Souto (SAN): Apesar do time ter saído derrotado, fez novamente grande partida, combatendo e distribuindo o jogo.
Hernanes (SAP): Comandou o show são-paulino e por pouco não guarda o dele.
Preto (POR): Insistiu o tempo todo, comandou o meio com velocidade e foi o motorzinho da virada da Lusa.
Paulo Baier (GOI): Aproveitou a liberdade no meio-de-campo e fez a festa, com dois gols.

Dagoberto (SAP): O chato de sempre no ataque, desta vez foi objetivo e fez um lindo gol.
Ferreira (IPA): Esperto no primeiro gol e oportunista no segundo. Ligado o tempo todo no jogo.

T.: Hélio dos Anjos (GOI): Não modificou a equipe para enfrentar um dos melhores times do campeonato, mas exigiu determinação e marcação forte.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Calvário


Um empate bom para o Atlético por ter jogado fora e ruim para o Vasco por ter jogado em casa. Mas um empate ruim para o Atlético por ter sofrido o gol aos 43 minutos e bom para o Vasco por ter conseguido reagir mesmo sem qualidade alguma – um alento para as últimas rodadas.

Para o jogo, Renato Gaúcho sacou Eduardo Luiz do time titular e lançou Leandro Bonfim, saindo do esquema com três zagueiros e plantando Jonílson em frente à dupla de zaga, apostando na velocidade da saída de bola com Madson. Já Geninho manteve o trio de zaga que deu certo contra o Cruzeiro, fixou Pedro Oldoni no ataque e abriu Julio dos Santos e Ferreira para puxarem contra-ataques nas costas dos avançados laterais vascaínos.

Com a força da torcida, o Vasco foi para cima como esperado nos primeiros minutos, mas o ataque esbarrava na bem postada defesa atleticana. Aos poucos, o time paranaense passou a controlar a posse de bola e assustou em chutes de fora da área e bolas aéreas para Pedro Oldoni, único atacante do time.

Com Alex Teixeira e Edmundo insistindo em tabelas pelo meio e Leandro Bonfim totalmente fora de sintonia, o Atlético chegava com facilidade através de Júlio dos Santos e Ferreira, levando muito perigo e deixando a torcida impaciente já na metade da primeira etapa.

As melhores chances vascaínas haviam sido pela direita, com Madson e Baiano. E foi exatamente por lá, em uma saída rápida, que Mateus encontrou Valmir livre na grande área para tocar de leve e quase dar chance a recuperação para Galatto. A torcida voltou a incentivar, o Atlético se retraiu e o Vasco controlou o ritmo do jogo até o intervalo. Ainda assim, numa falha grotesca de Jorge Luiz, o visitante encontrou um escanteio e, no bate-rebate, Julio dos Santos empatou.

A saída de Edmundo, lesionado, não deixou o Vasco só sem a qualidade de seus passes e uma referência na área que Alan Kardec não conseguiu ser – deixou o time sem uma liderança dentro de campo. A equipe passou a pressionar mais na vontade do que na qualidade e pagou pelos erros no contra-ataque bem puxado e concluído por Pedro Oldoni.

E se o Vasco já parecia sem forçar para desempatar sem Edmundo, não demonstrou reação alguma após o gol. Renato ainda errou ao sacar o voluntarioso Mateus e deixar Leandro Bonfim em campo e o Atlético quase ampliou em mais duas lambanças da zaga cruzmaltina. O gol de Madson saiu da única maneira que poderia ter saído: um chute de longe, tamanha a falta de qualidade para jogadas trabalhadas.

Cruz pesada demais para ser carregada apenas por Edmundo e Leandro Amaral. E que apesar da força que todos os torcedores vascaínos têm dado, não resistirá ao seu próprio peso e parece fadada à queda.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

“Quero ser campeão antes de sair"


Conversei, para o Olheiros, com Ramires, destaque do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Ele fala sobre sua carreira, expectativas para o futuro, passagem pela seleção olímpica e outros assuntos.

Imperdível, assim como o futebol do volante.

Confira!

http://www.olheiros.net

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Brasileirão - 80%

A oito rodadas do fim, o Campeonato Brasileiro nunca esteve tão indefinido na era dos pontos corridos. Cinco equipes ainda brigam pelo título e sete lutam para não cair - e tanto em cima quanto embaixo na tabela, todos os envolvidos têm chance. Vejamos mais uma análise, das rodadas 28 a 31.

Melhores: São Paulo, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio e Santos
Piores: Ipatinga, Náutico, Goiás e Atlético-PR

É impressionante o equilíbrio nas duas pontas da tabela. Apesar de o Grêmio ter se favorecido com os resultados da rodada e aberto três pontos, esta é uma vantagem ilusória: São Paulo, com 56, e Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras, todos com 55, estão firmes no páreo. Entretanto, enquanto o tricolor paulista, a raposa e o rubro-negro estão em fase de ascensão, o Grêmio continua oscilando e o Palmeiras teve um péssimo desempenho: duas derrotas e dois empates, sendo o time que mais caiu posições - quatro, da liderança para o quinto lugar.

Vale lembrar que nesta reta final acontecem ainda quatro confrontos diretos: Cruzeiro x Grêmio, Palmeiras x Grêmio, Flamengo x Palmeiras e Cruzeiro x Flamengo. Perceba-se, também, que dos quatro, o São Paulo é o único sem confrontos diretos e com a tabela mais fácil. O time de Muricy surge, portanto, como equipe com mais chances no momento. Sem contar o fato de ser o time que menos perdeu, ter o melhor ataque e a segunda melhor defesa. O São Paulo é, hoje, a equipe mais regular do campeonato.

Já na ponta de baixo, o Fluminense readquiriu a confiança e o bom jogo com Renê Simões. Com duas vitórias e dois empates, foi quem mais subiu no período, saindo da 19ª para a 14ª rodada. Saiu da zona de rebaixamento para não mais voltar. Por outro lado, o Ipatinga só somou um ponto e voltou à lanterna, ultrapassado pelo Vasco, que também foi muito mal e ficou dez rodadas, ou dois meses, sem vencer. O inesperado triunfo sobre o Goiás no Serra Dourada - Goiás que não é mais o melhor time do segundo turno - fez o time voltar a sonhar.

Se existem confrontos diretos pelo título, também há jogos decisivos na rabeira: Figueirense x Fluminense, Portuguesa x Ipatinga, Fluminense x Vasco, Vasco x Atlético-PR, Figueirense x Atlético-PR, Figueirense x Náutico, Náutico x Atlético-PR e Fluminense x Ipatinga. Emoção não vai faltar nesta reta final.

Meus palpites, considerados os resultados atuais:

Campeão: São Paulo / Vice: Flamengo / 3º: Cruzeiro / 4º: Grêmio / Palmeiras
Rebaixados: Ipatinga, Vasco, Atlético-PR e Portuguesa

Abaixo, estatísticas do período e, depois, a seleção da 31ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (65 gols)
2008 - Flamengo e São Paulo (51)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (12)
2008 - Grêmio (25)

Pior ataque
2007 - América-RN (23)
2008 - Atlético-PR e Ipatinga (30)

Pior defesa
2007 - América-RN (64)
2008 - Vasco (62)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 18 gols
2008 - Kléber Pereira (SAN): 20 gols

Seleção da 31ª rodada

Renan (BOT): Apesar da vitória aparentemente fácil, foi bastante exigido e fez grandes defesas, além de sair bem do gol na bola aérea.

Leonardo Moura (FLA): Completando 30 anos, mostrou a mesma disposição de sempre, correndo e atacando. Fez o seu de pênalti, no rebote.
Thiago Silva (FLU): Ganhou todas as divididas e marcou bem, tanto Alex Mineiro quanto Kleber.
Luiz Alberto (FLU): Antecipou-se bem, ganhou a maioria na bola aérea e anulou o ataque verde.
Júnior César (FLU): Preso na defesa no início, aos poucos foi mais à frente e fez belo gol.

Rodrigo Souto (SAN): Marcou, tocou, rodou a bola e ainda fez um belo gol.
Diguinho (BOT): Lutou como sempre, marcou e foi premiado com um gol chorado.
Molina (SAN): Distribuiu bem o jogo e facilitou as coisas com o primeiro gol.
Alex Teixeira (VAS): Correu, driblou e levou perigo constante à defesa do Goiás. Chuta bem de qualquer lugar do campo.

Edmundo (VAS): Voltou com disposição após quatro jogos parado e foi decisivo, marcando dois gols.
Obina (FLA): A noite foi sua. Marcou um gol, deu assistência, sofreu pênalti, fez de tudo no Maracanã.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Seleção da 30ª rodada

Rogério Ceni (SAP): Apesar dos dois gols no final, fez um primeiro tempo perfeito, com no mínimo três defesas dificílimas.

Jonathan (CRU): Eficiente no ataque, marcou primeiro gol e ainda anulou Marques.
Durval (SPO): Mais uma vez mostrou sua eficiência subindo ao ataque e marcando um gol, além de atuar firme na defesa.
Ediglê (POR): Excelente partida na retaguarda, grudou em Pereira e ainda abriu o placar de cabeça.
Leandro (PAL): Mais uma vez decisivo, fez seu segundo gol de falta no ano.

Marquinhos Paraná (CRU): Firme no desarme e na cobertura. Parou muitos ataques atleticanos.
Ramires (CRU): Abriu mão dos avanços para marcar, e além de defender bem ainda quase marcou o seu.
Alex (INT): Belo passe para o gol de Nilmar, perigoso durante todo o jogo, marcou o seu.
Molina (SAN): Um golaço de falta, suficiente para vencer um jogo no qual os goleiros se destacavam.

Kleber (PAL): Brigou, lutou e sempre levou perigo. Premiado com um gol cheio de raça.
Nilmar (INT): Um tormento para Galatto e a defesa atleticana, guardou mais um.

Técnico: Adílson Baptista (CRU): Anulou os ataques do Atlético e venceu com tranqüilidade.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O artilheiro triste


Com os dois gols que marcou contra o Sport, Leandro Amaral chegou a nove e enconstou em Edmundo na artilharia vascaína no Campeonato Brasileiro: foram 10 do Animal e 9 do camisa 11. No ano, Edmundo tem 21 em 36 jogos e Leandro 12 em 28 (16 nos mesmos 36, se somados os quatro que fez pelo Fluminense em oito jogos).

Nos números, este é o pior ano do atacante desde que ele chegou ao Vasco, em 2006, quando marcou sete vezes em doze jogos. Em 2007, fez 30. Em 2008, machucado seis partidas, poupado outras três, ficou sem jogar de 20 de fevereiro a 07 de maio, por conta da briga judicial em que foi envolvido.

Mas nas últimas semanas, Leandro Amaral transformou-se na única e última gota de esperança do já exasperado e fatigado torcedor vascaíno. Na seqüência negativa que o time entrou desde a vitória sobre a Portuguesa, esteve presente em seis destas oito partidas. Dos nove gols marcados nestes jogos, Leandro fez quatro - quatro dos últimos seis.

Não é só isso: com suas declarações quentes, mostra toda a indignação pela situação da equipe. Indignação que mostra dentro de campo, correndo, brigando e disputando bolas até quando a equipe está sendo goleada, como foi diante do Figueirense - mesmo com 0 a 4, brigou para marcar um gol de cabeça e correu para cobrar um escanteio em que Edmundo fez 2 a 4.

Quando chegou ao Vasco em 2006, Leandro Amaral estava esquecido e foi recuperado. O travessão na última rodada, em Florianópolis, negou a ele e ao clube a disputa da Libertadores de 2007. Por tudo que o clube fez, o atacante tinha uma dívida de gratidão. E por isso, agiu errado, mal orientado, quando foi para o Fluminense.

Aceitou a derrota na justiça, voltou e se empenhou como antes. Tem até proposta do Sport para jogar a Libertadores do ano que vem.

Agora, pode ir tranqüilo. Mesmo que seja rebaixado, o Vasco é quem deve a ele, por toda a entrega. Até agora, marcou 49 vezes com a camisa cruzmaltina. O artilheiro dos gols de honra. O homem que quando marca, não comemora: apenas pega a bola na rede e coloca na marca central.

Leandro ainda tem bola para gastar. E merece ser feliz em outra casa.


Abaixo, a seleção da 29ª rodada

Fábio (CRU): Seguro nas saídas do gol, salvou o time com duas defesas difíceis.

Felipe Mattioni (GRE): Apoiou com eficiência, deu bons passes e cruzamentos e ainda driblou bem.
Titi (NAU): Perfeito nas antecipações e desarmes pela direita.
André Luís (BOT): Sem culpa no gol do Vitória, foi bem na defesa e ainda marcou o seu.
Ricardinho (COT): Apoiou o tempo todo e foi a principal arma do Coritiba, especialmente no segundo tempo.

Serginho (ATM): Muito bem na marcação, deu bela arrancada e ótimo passe para o gol de Renan Oliveira.
Ramires (CRU): Fez o gol da difícil vitória cruzeirense sobre o Ipatinga.
Darío Conca (FLU): Habilidoso, comanda as ações ofensivas do time. Belo cruzamento para o terceiro gol.
Douglas Costa (GRE): Outra ótima partida do garoto. Correu, driblou, criou jogadas e merecia um gol.

Leandro Amaral (VAS): Grande talento e garra perdido em um time medíocre. Teve grande atuação no primeiro tempo e fez dois belos gols.
Washington (FLU): Três gols, ainda que dois tenham sido de pênalti, são certeza de grande atuação.

Técnico: Marcelo Oliveira (ATM): Anulou os pontos fortes do Flamengo e conquistou uma vitória imprevisível.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Zebra


Renato Gaúcho comemorou, Leandro Amaral elogiou a atitude da equipe, mas um resultado que em qualquer outra ocasião seria comemorado, deve ser lamentado – não só pelas circunstâncias como ele aconteceu, mas pelo momento que o time vive.

O Vasco jogou acertadamente como time pequeno, confessando sua inferioridade, fechando-se na defesa e esperando qualquer oportunidade. Renato Gaúcho corrigiu a escalação absurda do sábado, fechando o meio-campo com a volta de Jonílson, colocando Mateus para a saída de bola ao lado de Alex Teixeira e posicionando Leandro Amaral não à frente, isolado, onde pouco renderia, mas à direita, puxando os contra-ataques.

O Sport, com Júnior Maranhão e sem Andrade, tinha Kássio e Carlinhos Bala tentando as jogadas pelos lados, explorando a deficiente cobertura de Baiano e Valmir. Baiano que acertou o travessão com um minuto de jogo, em perigosa cobrança de falta, foi às redes aos 37. Escanteio pela direita, Valmir não acompanhou Kássio e o jovem meia chutou forte, de fora da área. A bola bateu em Baiano e enganou o bom Rafael, substituto de Roberto que se recuperava de uma gripe. O terceiro goleiro teve uma atuação de primeira, evitando mais uma goleada. Mas quando os ventos sopram contra, até desvios como o do lateral viram gol.

Já parecia o fim para o Vasco, apesar de todo o segundo tempo pela frente. Leandro Amaral, entretanto, mostrou sua garra de sempre – que tem faltado ao restante da equipe – e empatou dois minutos depois, após saída errada de Moacir, substituto de Andrade. No fim, com o Sport relaxado, outro contra-ataque e Baiano encontrou o camisa 11 vascaíno que, apesar de não ser Romário, fez um golaço de fora da área.

Para a segunda etapa, Nelsinho Baptista sacou Carlinhos Bala e lançou Sidny, para jogar mais incisivamente em cima de Valmir, e Fumagalli para melhorar a saída de bola. Não adiantou, e apesar da imensa superioridade na posse de bola, o Rubro-Negro não conseguia furar a impressionantemente bem postada defesa cruzmaltina. A entrada de Sandro Gaúcho mudou o esquema para um 4-2-2-2 e o ex-gremista ficou responsável pela saída de bola. A pressão aumentou e, mesmo com Ciro machucado, em campo apenas para fazer número, o Sport empatou com um gol também nos acréscimos.

Resultado merecido pelo volume de jogo, mas lamentável pela visível demonstração de garra e superação de um time que precisou de Odvan para se segurar. Em seu retorno, poderia ter cometido um pênalti se Seneme tivesse interpretado corretamente um jogo de corpo que, em seu caso, ganha proporções bem maiores.

Assim como maior é o desespero do torcedor a cada rodada. Com um clássico pela frente, a esperança é mais por um milagre do que por uma melhora. Difícil acreditar quando um resultado como o de ontem, para um clube como o Vasco, passa a ser zebra.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Brasileirão - 70%


Peço desculpa aos amigos, pois por puro erro de conta acabei deixando passar a sétima análise do Brasileirão na 27ª, achando que seria agora. Apesar de já termos passado a 28ª, vamos com a análise decorridos 70% do BR, para termos uma seqüência correta dos desempenhos.

Melhores: Goiás, Internacional, Palmeiras e São Paulo
Piores: Vasco, Grêmio, Botafogo, Figueirense e Fluminense

O Palmeiras assumiu a liderança do Brasileirão pela primeira vez, tirando o Grêmio da ponta após uma seqüência de 13 rodadas. Apesar da derrota em casa para o Sport, a primeira do campeonato, vitórias fora de casa como a sobre o Cruzeiro, adversário direto, garantiram ao Verde a primeira colocação, graças também ao pífio desempenho gremista: um empate e três derrotas.

Quem também teve bem desempenho foi o São Paulo, com três vitórias e um empate. Mas a manutenção dos pontos por Cruzeiro e Flamengo não permitiu que o Tricolor voltasse à zona da Libertadores, onde ficou apenas três vezes até aqui. A última rodada, aliás, devolvou são-paulinos, cruzeirenses e flamenguistas à briga pelo título, já que agora estão a apenas quatro pontos dos líderes.

Goiás e Internacional tiveram os melhores desempenhos, anotando nove pontos e subindo quatro posições cada. Hélio dos Anjos assumiu a equipe esmeraldina e reformulou o estilo de jogo, baseado principalmente nos laterais Vítor e Júlio César, em grande fase. Já o Inter colhe os frutos da subida de produção de D'Alessandro, que parece ter encaixado muito bem com Nilmar e Alex.

Por outro lado, a briga contra o rebaixamento fica mais agonizante. Os cariocas Vasco e Fluminense estão entre os piores das últimas quatro rodadas: os cruzmaltinos perderam todos os jogos e Tita foi embora, dando lugar a Renato Gaúcho. O time caiu cinco postos, de 14º para 19º. Já o Flu não conseguiu se arrumar com Cuca e continua sem vencer, amargando apenas um empate e aparecendo na lanterna. O Figueirense também vai mal e começa a ficar ameaçado.

Curiosamente, percebem-se três blocos distintos: do 1º ao 5º, diferença de quatro pontos e briga por título e Libertadores. No bloco intermediário, outros quatro pontos separam o Botafogo, 6º, de Sport, 11º. E na briga contra o rebaixamento, o Náutico, 13º, está a apenas quatro pontos do lanterna Flu. No meio desta confusão toda, o Atlético-MG aparece isolado com 34 pontos, mas ainda assim não muito tranqüilo.

Abaixo, estatísticas do período e, depois, a seleção da 28ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (63 gols)
2008 - Flamengo, São Paulo e Palmeiras (43)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (8)
2008 - Grêmio (22)

Pior ataque
2007 - América-RN (20)
2008 - Atlético-PR (27)

Pior defesa
2007 - América-RN (54)
2008 - Figueirense (55)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 17 gols
2008 - Kléber Pereira (SAN): 19 gols

Seleção da 28ª rodada

Bruno (FLA): Ótimas defesas, especialmente no segundo tempo, quando foi muito exigido.

Leonardo Moura (FLA): opção de ataque durante todo o jogo, marcou um golaço para aliviar a pressão do Timbu.
Rodrigo (SAP): Firme na marcação, fez um importante gol de falta em momento complicado do jogo.
Fabiano Eller (SAN): Ganhou todas as divididas e ainda marcou seu gol.
Leandro (PAL): Efetivo como sempre no ataque, foi recompensado com um belo gol.

Zé Luís (SAP): Alternando no papel de zagueiro, marcou bem tanto atrás quanto no meio.
Rafael Carioca (GRE): Fez bem novamente o seu papel, de dar cobertura aos avanços dos alas e de oferecer saída de bola rápida da defesa.
Douglas Costa (GRE): Estreou com toda a ousadia que era esperada. Bela partida, belo gol.
Marquinhos (FIG): Fez dois na goleada em cima da frágil equipe vascaína.

Denílson (PAL): Em sua melhor atuação pelo Verde, entortou Aguiar no segundo gol e fez o terceiro.
Keirrison (COT): Dois gols na vitória sobre o Inter: um, o da virada; outro, o da garantia da vitória.

Técnico: Vanderlei Luxemburgo (PAL): Mostrou estrela ao colocar Denílson em campo e mudar a história do jogo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O mapa da mina (da Copa)


Publicado originalmente no
Febre Mundialista.

Terminou nesta terça, no Rio de Janeiro, o seminário das cidades candidatas a sedes da Copa de 2014. Dezoito postulantes apresentaram os detalhes de infra-estrutura e estádios ao Comitê Organizador e aos representantes da Fifa. Responderam ainda a questionamentos do caderno de encargos da entidade.

Na teoria, tudo muito bonito, ético e transparente. Na prática, palestras inúteis. Afinal, o que decidirá as sedes é a força política e o lobby com Ricardo Teixeira, presidente do Comitê Organizador e da CBF - pela primeira vez na história, a mesma pessoa ocupa as duas funções.

A principal dúvida é o número de cidades. A Fifa recomenda e quer dez, mas a CBF pede doze ou até quatorze. A decisão, que deveria acontecer em novembro, foi adiada para março a pedido de Ricardo Teixeira, que disse querer evitar um tom político na escolha, que aconteceria um mês depois das eleições municipais.

A partir daí, começa a briga. Cinco cidades já foram confirmadas por Teixeira, por mais que ele diga que é a Fifa quem escolhe: Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. As últimas três, inclusive, disputam o direito de sediar a abertura, já que a final deve ser no Maracanã.

No Nordeste, Salvador e Recife já estariam garantidos. Restariam três cidades se fossem dez sedes. Cuiabá, graças a proximidade do governador Blairo Maggi com Teixeira, seria a sede pantaneira. Manaus e Belém brigam pela sede amazônica, com vantagem para a capital paraense. E Fortaleza e Natal disputam a terceira sede nordestina, com vantagem para os cearenses.

As outras candidatas, e que deverão ficar de fora, são Florianópolis, Campo Grande, Rio Branco, Maceió e Goiânia. Curitiba, talvez a cidade com melhor infra-estrutura dentre todas as dezoito, está praticamente descartada. E não é por já haver quatro sedes no Sul/Sudeste. O comentário que se ouviu foi de que a capital paranaense é uma cidade praticamente pronta, e teria muito pouco a se fazer. Por isso, ficaria de fora.

O raciocínio é simples - para eles. De todas as cidades-sede, apenas Porto Alegre e São Paulo terão estádios que receberão investimento da iniciativa privada. Todos os outros serão construídos ou reformados com dinheiro público. Toda a infra-estrutura das cidades também será assim. Será uma Copa bancada pelo contribuinte. E para quê fazer a Copa em Curitiba se não haverá a necessidade de obras?

Mais obras, mais licitações, mais dinheiro.

Tudo isso poucos dias depois da divulgação dos primeiros números do Pan pelo Tribunal de Contas da União - e o rombo foi enorme. Tudo isso com Salvador anunciando que a Fonte Nova será reformada, e dirigida pelo mesmo Bobô que dizia que o estádio estava em boas condições antes da tragédia do ano passado.

Realmente, a Copa 2014 será uma festa.

Abaixo, o provável mapa das sedes brasileiras.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Clássicos brasileiros


Um domingo à tarde com dois clássicos e vários outros jogos importantes pelo Campeonato Brasileiro. O dérbi de Milão quase no mesmo horário, a alguns canais de distância.

Brasileiros lá e aqui.

Um abismo de diferença.

Sete brasileiros em campo no San Siro/Giuseppe Meazza. Pouco mais de 200 em dez estádios.

Muitas diferenças.

Por mais brigado e truncado que seja, assistir a um clássico Milan-Inter e depois zapear para um Náutico-Palmeiras é qualquer coisa como dirigir um carro importado e depois andar de charrete. Sem medo de errar.

O dérbi mais brasileiro dos últimos anos (se não tiver sido o MAIS brasileiro até hoje) teve belas jogadas, tensão, emoção e muita disputa. Óbvio que o nível é diferente. Claro que aqui também há as mesmas características. Mas em proporções muito distintas.

Irrita profundamente o que só pode ser chamado de mania do brasileiro, jogador e torcedor, de reclamar de qualquer encontrão. Até por isso, Leandro Vuaden tornou-se o inimigo número 1 de treinadores, atletas e até comentaristas de TV.

Assista a uma disputa de bola entre Gattuso e Zanetti. Veja como Seedorf dá o bote. Perceba se existe falta.

Não há.

Pois isto é futebol.

Ao mesmo tempo, jogadores quase se esbofeteam num Gre-Nal. Excesso de vontade ou falta de qualidade? São dois dos melhores times do país.

Hora de repensar os clássicos brasileiros. Que neste domingo, estiveram mais bem representados na Itália do que aqui.

Abaixo, o que pôde ser extraído da rodada do final de semana.

André Luís (POR): Sem culpa no gol, foi bem em todos os momentos que foi exigido, especialmente contra Kleber Pereira.

Carlinhos Bala (SPO): Jogou improvisado na ala e participou muito no ataque, inclusive no gol do Sport.
André Dias (SAP): Jogou muito na defesa e mostrou a eficiência na bola aérea, abrindo o placar.
Adriano (NAU): Salvou um gol em cima da linha e mostrou disposição o jogo todo.
Júlio César (GOI): Dois gols e uma assistência para Paulo Baier. Grande partida.

Guiñazu (INT): Batalhou demais na marcação e roubou muitas bolas.
Leandro Salino (IPA): Brigou o jogo todo, defendendo e atacando com a mesma qualidade e intensidade.
Marcelinho Paraíba (FLA): Mais afastado da área, rendeu menos na frente mas rodou mais a bola. Lindo cruzamento para o gol de Vandinho.
D’Alessandro (INT): Comandou a avalanche colorada no primeiro tempo e marcou um golaço de longe, contabilizando ainda duas assistências.

Kleber Pereira (SAN): Novamente, uma ilha de talento num mar de mediocridade.
Vandinho (FLA): Entrou e mudou o jogo: uma assistência e o gol da virada.

Técnico: Tite (INT): Aproveitou o recuo do time gremista e colocou o Inter no ataque. Foi recompensado.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Seleção da 26ª rodada


Galatto (ATP): Com grande atuação, garantiu o empate em casa contra o líder Grêmio.

Vítor (GOI): Lançamento preciso no segundo gol, ainda marcou o seu. Ainda foi seguro na cobertura de Kléber.
Rafael Marques (GOI): Sem problemas na defesa, lançou-se ao ataque e marcou de cabeça.
Vinícius (ATM): Firme na marcação, marcou o gol da vitória no segundo tempo.
Júlio César (GOI): Com bastante espaço, anotou uma assistência e sofreu pênalti.

Henrique (CRU): Bem na marcação, subiu ao ataque para marcar um gol.
Alê (COT): Muito bem nos desarmes, foi uma boa opção de saída de bola.
Diego Souza (PAL): Fez um golaço e ainda participou de todo o jogo, com grandes chances.
Edno (POR): Bem posicionado, recebeu duas bolas para fazer os gols da virada da Lusa.

Guilherme (CRU): Oportunismo e inteligência para marcar dois gols importantíssimos para o Cruzeiro.
Keirrison (COT): Outra grande atuação, aproveitou os erros dos adversários e mostrou a competência de sempre.

Hélio dos Anjos (GOI): Consolidou a equipe com dois alas que avançam muito e bem. Aproveitou o melhor de Iarley e fez Paulo Baier voltar a render.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dança das cadeiras


Treinador ainda sofre mais do que mãe de juiz. Após 25 rodadas do Campeonato Brasileiro, já aconteceram 23 trocas de técnico - o maior número para tantas rodadas desde o início dos pontos corridos, em 2003. A última vítima foi PC Gusmão, demitido após a goleada sofrida pelo Figueirense para o Sport, na Ilha do Retiro.

Quem deve assumir é Mário Sérgio, que há poucos dias estava no Atlético-PR. O Furacão é, aliás, o recordista de trocas: já foram quatro até agora, média de um técnico novo a cada cinco rodadas (na ordem: Ney Franco, Roberto Fernandes, Tico dos Santos, Mário Sérgio e agora Geninho). Náutico e Ipatinga completam o top 3 com quatro nomes diferentes. Quanto aos treinadores, Cuca é o recordista: do Botafogo, para o Santos e agora no Flu, foram três times diferentes.

Das vinte equipes, oito mantém seus treinadores desde o início do campeonato: Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo, Vitória, Flamengo, Sport e Coritiba. Curiosamente, são os nove primeiros colocados - o Botafogo, quarto lugar, foi o único que mudou e está lá em cima.

É o famoso dilema de Tostines: os técnicos estão desde o início porque a campanha é boa ou a campanha é boa porque técnicos estão desde o começo? A resposta é igualmente dúbia: pelas duas razões.

Para se fazer uma boa campanha, é preciso muito planejamento. E isso significa, entre outras coisas, saber contratar bem com pouco dinheiro (Botafogo e Grêmio são os exemplos de elencos modestos, mas equilibrados), dar respaldo ao treinador (vide São Paulo, mesmo em momentos de turbulência) e lidar com a janela de transferências com sabedoria (o que o Cruzeiro parece finalmenter ter conseguido fazer este ano).

Obviamente, não há receita pronta. Os times, dependentes do dinheiro das transferências, dançam conforme a música. E os técnicos, ora seguros, ficam sem cadeira rapidamente.

Abaixo, a seleção da 25ª rodada

Harley (GOI): Segurou a pressão gremista com no mínimo duas defesas difíceis.

Vítor (GOI): Aproveitou os espaços, avançou bastante e fez o gol da virada.
Maurício (PAL): Ótima partida, atento nas coberturas e na marcação.
Índio (INT): Seguro, foi firme nas divididas e anulou Wellington Paulista.
Marcelo Cordeiro (VIT): Sempre bem no apoio, mostrou oportunismo no gol da vitória.

Zé Luís (SAP): Bem na marcação, cruzou as bolas que originaram os dois gols da equipe.
Bida (SAN): Muita vontade, correu o jogo todo e se posicionou bem para marcar.
D’Alessandro (INT): Grandes passes e um golaço. Finalmente mostrou do que é capaz.
Diego Souza (PAL): Sobe de produção quando joga mais à frente, e por isso marcou o gol da vitória.

Adeílson (IPA): Fez um gol e infernizou a defesa atleticana com grande movimentação.
Roger (SPO): Dois gols pelo segundo jogo seguido. Vive ótima fase.

V. Luxemburgo (PAL): Mesmo sem a dupla de ataque titular, conseguiu armar uma equipe brigadora e saiu de campo com uma vitória importantíssima.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Seleções



Impressionante a capacidade da seleção brasileira, historicamente, de perder quando dela muito se espera e de vencer quando nela não mais se acredita. Basta ver como foram quatro de suas conquistas mundiais - 62 foi exceção e, curiosamente, é o time menos lembrado, talvez até por isso.

Irrita-me profundamente, entretanto, a burrice egocêntrica da maioria das análises, que jamais valorizam o adversário. Quando o Brasil perde, é porque errou e NUNCA porque o oponente foi superior. Quando vence, é porque é o melhor futebol do mundo e NUNCA porque o adversário pode ter errado.

Mas foi isso o que aconteceu. O Brasil venceu porque o Chile errou.

Errou ao ser ofensivo demais, ao acreditar na vitória. Tivesse sido mais cauteloso, armado uma defesa mais sólida, teria ganho. Parece estranho - e é.

Basta ver qual a principal dificuldade da seleção brasileira: adversários que jogam fechados, retraídos. Ultrapassar duas linhas de quatro é tarefa mais difícil do que fazer Ronaldo emagrecer ou Ronaldinho reencontrar seu futebol.

Por isso, o Chile errou. O Brasil não evoluiu. Dunga não acordou. O 4-2-3-1 é, sim, a melhor forma de se montar o time com as peças atuais - e tem dado os melhores resultados. Mas só funciona porque o time continua jogando no contra-ataque, esperando o adversário. Foi assim até surgir a falta e a cabeçada de Luís Fabiano.

Por isso, imagino dificuldades maiores contra a Bolívia, em casa, do que contra o Chile fora. Por mais frágeis que sejam, os bolivianos terão até Evo Morales em campo, se defendendo.

Eventualmente, o Brasil acaba ganhando. Mas duas vitórias não podem mascarar os problemas.


Abaixo, a seleção da estranhíssima 24ª rodada do Brasileirão.

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Vanderlei (COT): Impressionante como pega este goleiro. Segunda grande exibição seguida, salvou o Coritiba de uma goleada. Sem culpa no gol.

Thiaguinho (BOT): Ótima descoberta de Ney Franco, se afirmou e fez um golaço.
Índio (INT): Não desgrudou de Washington e ainda atrapalhou a vida de Jonas.
Durval (SPO): Bem na marcação, ainda encontrou espaços para subir e marcar um gol.
Triguinho (BOT): Fundamental na defesa, salvou dois gols em cima da linha.

Andrade (SPO): Eficiente na cobertura, nos desarmes e nos chutes de longa distância.
Ramires (CRU): Sem Jadílson, jogou mais livre e subiu mais ao ataque, driblando Tiago e fazendo um belo gol.
Romerito (GOI): O cérebro e o pulmão do time do Goiás, a melhor equipe do segundo turno do Brasileirão.
Ibson (FLA): Voltou a jogar como vinha jogando no primeiro turno, mas agora um pouco mais recuado. Ótimas ligações defesa-ataque, fez a bola girar o tempo todo.

Kléber Pereira (SAN): Mostrou que basta a bola chegar, que ele faz sua parte. Mais dois gols, a artilharia e o Santos fora da zona do rebaixamento.
Roger (SPO): Calou o Parque Antarctica com dois gols de oportunismo. Belo retorno após ser humilhado pelos palmeirenses.

Nelsinho Baptista (SPO): Mostrou que tem estrela com este time do Sport e aprontou outra, anulando as peças do Palmeiras.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vitória anunciada



Uma vitória anunciada, pela forma como o Cruzeiro adiantou a marcação logo no início e dificultou a já complicada saída de bola cruzmaltina.

Um placar que poderia ter sido mais elástico se Adílson Batista soltasse mais o time, e se o time soltasse mais o pé nos chutes, especialmente quando Edmundo vestiu a camisa 1.

Um jogo de futebol sonolento, mas de momentos ímpares, como a expulsão de Tiago a quinze minutos do fim – e Tita já havia errada e precipitadamente feito as duas substituições restantes no intervalo, expondo a equipe a uma situação impensável exatamente no momento em que poderia ter empatado, pouco depois do gol de André.

No primeiro tempo, sem Jadílson, Ramires foi quem avançou mais pela esquerda e aproveitou o espaço deixado por Wagner Diniz. Do outro lado, Jajá aproveitava a insegurança de Edu e criava boas chances. Com Alex Teixeira e Madson muito abertos pelos lados, Edmundo via-se obrigado a voltar para compor o meio e deixar isolado o já deslocado Alan Kardec, que simplesmente não participa do jogo.

Em cinco minutos, o Cruzeiro recebeu de graça a vitória que teimava em não buscar, por mais fácil que estivesse: Wagner Diniz saiu machucado aos 23, após sofrer duas faltas duras no campo defensivo. Em seguida, Jonílson fez falta duríssima por trás e foi merecidamente expulso. Na cobrança, Cintra viu intenção de Mateus em tocar a mão com a bola e assinalou pênalti, desta vez bem batido por Guilherme.

Nem deu tempo para Tita montar as duas linhas de quatro que tinha em mente, recuando de vez Edmundo para o meio: Jajá aproveitou os espaços dados por Marquinho e encontrou Ramires, que driblou Tiago e ampliou.

Com duas mudanças no intervalo, o técnico vascaíno colocou Serginho para cobrir o espaço deixado pela saída de Joílson e puxou Madson para a ala esquerda, promovendo a estréia de André em uma espécie de 3-4-1-1, com Edmundo tentando alimentar Alan Kardec. Pouco adiantou, pois o Cruzeiro mesmo sem querer jogar, não era incomodado.

Madson, incansável, buscou o jogo e sofreu a falta que cobrou muito bem na cabeça de André, que diminuiu. O Vasco chegou a acreditar, mas após a inevitável expulsão de Tiago, Guilherme ampliou novamente de pênalti, maltratando o goleiro Edmundo com uma paradinha. Então, os cariocas abdiaram do jogo e foram respeitados pelo time mineiro, que não chutou.

Talvez em respeito a Edmundo, que chamou novamente a responsabilidade e assumiu o posto de goleiro. Talvez por saber que o Vasco não é seu adversário real, por não ter um time à altura dos duelos que as equipes já travaram no passado.

Talvez porque era uma vitória anunciada.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Brasileirão: 60%


Melhores: Palmeiras, Botafogo, Fluminense
Piores: Portuguesa, Náutico, Atlético-PR e Figueirense

Na primeira análise do Brasileirão no segundo turno, o quadro parece começar a se definir: o Grêmio mantém cinco pontos de vantagem na liderança, mas aumentou a distância para outros concorrentes diretos. O Palmeiras, melhor equipe do returno com nove pontos de doze possíveis, aparece agora como o principal - e único, para alguns - concorrente gremista. Curiosamente, a saída de Valdívia parece ter feito mais bem do que mal até agora ao alviverde.

Botafogo e Fluminense também tiveram bons inícios de returno. Enquanto o Fogão mantém a ascensão das rodadas anteriores, o Flu já demonstra melhoras com a chegada de Cuca. A saída de Thiago Neves, entretanto, ainda não foi sentida completamente.

Por outro lado, a Portuguesa marcou apenas um ponto nas últimas quatro rodadas. Com a pior defesa, o time ressente a perda de Diogo e parece caminhar novamente a passos largos à Série B. Quem também deve abrir os olhos é o Atlético-PR, que vem jogando de forma exageradamente defensiva com Mário Sérgio. O time ainda não venceu no returno, assim como o Figueirense, que não consegue mais mostrar força nem mesmo no Orlando Scarpelli.

Outras equipes que tiveram desempenho razoável foram Vasco e Goiás. Os cruzmaltinos venceram a primeira fora de casa e, apesar do defensivismo e das invenções de Tita, conseguiram respirar momentaneamente. Já o alviverde goiano também conseguiu sete pontos e dá mostras de que ficará na zona intermediária, graças ao clima especial para Hélio dos Anjos no clube.

Atlético-MG e Internacional são os times mais instáveis deste início de segundo turno: goleiam em casa, mas não conseguem opor resistência quando jogam fora de seus domínios. Desta forma, o Inter fez 4 a 1 no Palmeiras, mas sucumbiu diante de Sport e Vasco. Já o Galo goleou o Furacão, mas se viu envolto em uma crise pela eliminação na Sul-Americana com direito a vexame em pleno Mineirão.

O campeonato tem 617 gols em 230 jogos, com média de 2,68 inferior à de 2007: eram 649 em 228 (o Flamengo devia ainda dois jogos devido ao Pan) e média de 2,84. Quem mais subiu de posição foram Botafogo e Fluminense (quatro cada) e quem mais caiu foi a Portuguesa (também quatro).

Abaixo, os números do período e, depois, a seleção da 23ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (54 gols)
2008 - Grêmio, Palmeiras (40)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (7)
2008 - Grêmio (16)

Pior ataque
2007 - América-RN (18)
2008 - Ipatinga (22)

Pior defesa
2007 - América-RN (55)
2008 - Portuguesa (47)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 15 gols
2008 - Alex Mineiro (PAL) e Kléber Pereira (SAN): 15 gols

Seleção da 23ª rodada

Fernando (IPA): No mínimo quatro defesas dificílimas. Uma das melhores atuações de um goleiro no campeonato até aqui.

Leonardo Moura (FLA): A qualidade de sempre no apoio, fez Júnior César se preocupar com a marcação e sumir do jogo.
Miranda (SAP): Voltou mostrando o de costume: segurança, eficiência e comando da zaga.
Gustavo (PAL): Ganhou todas no alto e foi firme embaixo.
Dutra (SPO): Ganhou liberdade com o esquema de três zagueiros. Foi à frente e fez o gol da vitória em linda tabela.

Toró (FLA): Guerreiro, brigou pela bola e ainda foi ao ataque com objetividade.
Sandro Silva (PAL): Marcou o tempo todo e foi à frente, dando o passe para o primeiro gol.
Conca (FLU): Incansável, buscou o jogo e fez um belo gol de fora da área.
Diego Souza (PAL): Jogou mais perto do ataque e fez sua melhor partida pelo Verdão. Brigou, correu e foi recompensado com dois belos gols.

Iarley (GOI): O principal jogador do time. Marcou o primeiro gol em um momento complicado e levou muito perigo a partida toda.
Soares (GRE): Entrou no lugar de Perea, marcou um gol e deu a assistência para outro.

V. Luxemburgo (PAL): Avançou a marcação, colocou Martinez na cobertura pela esquerda e deixou Diego Souza na posição em que rende melhor.