sábado, 5 de dezembro de 2009

Cadê você? - Felipe

Apresentamos a partir de hoje jogadores que saíram do Brasil há algum tempo para tentar a sorte nos exterior. Esta coluna começou a ser publicada em setembro no semanário Jornal da Cidade, de Americana, e trazemos agora para o blog.

FELIPE

CRIADO no futebol de salão do Vasco, Felipe Jorge Loureiro nasceu em 02 de setembro de 1977, no Rio de Janeiro. O lateral-esquerdo caracterizava-se por dribles rápidos e desconcertantes, além de muita velocidade no ataque. Tinha também fama de bad boy: extremamente problemático, vivia envolvido em brigas e discussões com a diretoria.

FELIPE chegou ao profissional do Vasco no início de 97, conquistando o Brasileirão daquele ano. Sua primeira convocação para a seleção veio em 99, na estreia de Vanderlei Luxemburgo. Foram quatro anos de Vasco, coroados com a conquista da Libertadores em 98, Copa Mercosul e outro Brasileiro em 2000.

SAIU brigado do clube e, em 2001, teve passagens apagadas por Palmeiras e Atlético-MG. Passou uma temporada na Turquia, mas jogou apenas 14 vezes pelo Galatasaray, retornando ao Brasil em 2003 para defender o Flamengo. Viveu boa fase e foi convocado por Parreira para disputar a Copa América de 2004, sua última aparição pelo Brasil.

APÓS passagem menos gloriosa pelo Fluminense, transferiu-se em 2005 para o Al-Sadd, do Catar. Lá, passou a jogar como meia e conquistou dois campeonatos e duas copas nacionais, tornando-se o brasileiro há mais tempo no Oriente Médio. Aos 32 anos, frequentemente tem sua volta especulada nos clubes cariocas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Os grupos da Copa 2010

Veja como ficaram os grupos da Copa 2010:

Estes serão os grupos da Copa de 2010. O Brasil pegou um grupo mais difícil que nas últimas Copas, que pode ser considerado o da morte, ou ainda o segundo mais difícil, atrás apenas do Grupo D, único com três times que avançaram às oitavas-de-final em 2006.

Grupo A

A África do Sul fará milagre se conseguir se classificar para as oitavas de final. Pegou México, o segundo time mais forte do Pote 2, o Uruguai e a França. Uruguaios e franceses se enfrentaram em 2002, e ficaram de fora já na primeira fase - caíram para Dinamarca e Senegal. Já França e México se enfrentaram em três oportunidades: 1930, 1954 e 1966. Em 98, quando a França foi sede, também pegou a África do Sul na fase de grupos e goleou por 4 a 0. E Uruguai e México empataram sem gols na Copa de 66. Outra curiosidade: o Grupo A é idêntico ao Grupo 1 da Copa de 1966. A mudança é a África do Sul, que no caso em 66 era a Inglaterra - também o dono da casa. A França desponta como favorita ao primeiro lugar, apesar das dificuldades demonstradas pelo time nas Eliminatórias. Inicialmente, o Uruguai briga pela segunda vaga com o México, mas como anfitriões, os sul-africanos podem, por que não, surpreender.
Palpite: França e Uruguai

Grupo B

Penalizada com o grupo da morte nas duas últimas Copas, a Argentina pegou adversários bem mais fáceis desta vez. A Nigéria não é de longe a seleção que encantou o mundo na década de 90, contando agora com um futebol mais de força que de habilidade. A Coreia do Sul só teve força em 2002, quando foi sede, e a Grécia é uma equipe de defesa forte, mas pouca qualidade. Curioso é que, em 1994, a Argentina de Maradona teve grupo semelhante, ao cair com Nigéria e Grécia. Os hermanos enfrentaram os sul-coreanos em 1986, na campanha do bicampeonato, e os nigerianos em 2002, no Grupo da Morte: vitória argentina por 1 a 0.
Palpite: Argentina e Grécia

Grupo C

A Inglaterra deu sorte novamente, assim como em 2006, quando enfrentou Paraguai, Suécia e Trinidad & Tobago. O English Team enfrenta dois dos piores times de seus continentes: a Argélia, de volta a um Mundial após 24 anos (o pior dos africanos) e a Eslovênia, europeia pior classificada no Ranking da Fifa que chega apenas à sua segunda Copa do Mundo. O outro integrante são os Estados Unidos, que têm grande chance de voltar a se classificar e são os favoritos ao segundo posto. Ingleses e norte-americanos fizeram um duelo histórico em 1950: amadores, os jogadores estadunidenses derrotaram os assoberbados adversários, inventores do futebol.
Palpite: Inglaterra e Estados Unidos

Grupo D


Considerado por alguns o verdadeiro grupo da morte, apesar de não possuir seleções de tanto nome. É, na verdade, o único a reunir três equipes que se classificaram para as oitavas de final em 2006: a Alemanha foi terceiro lugar em casa, e Gana e Austrália surpreenderam ao avançar em seus grupos em suas primeiras participações. A Sérvia chega com o retrospecto de uma das melhores campanhas da Europa e excelentes jogadores. Por ser uma Copa na África, Gana deve levar certa vantagem na briga pela segunda vaga. Entretanto, é uma chave aberta e a Alemanha pode muito bem acabar em segundo lugar. Não há histórico de confrontos entre essas seleções - a não ser que a Sérvia seja considerada herdeira dos resultados da antiga Iugoslávia. Aí, foram cinco jogos (o último na fase de grupos da Copa de 98: 2 a 2). Os alemães, pode não parecer, são supersticiosos: as três vezes em que foram campeões, eles enfrentaram os iugoslavos, em 54, 74 e 90.
Palpite: Alemanha e Gana

Grupo E

O Grupo E foi o menos comentado do sorteio, pelo fato de ter um cabeça de chave menos tradicional - a Holanda. Dentro de seus continentes, as quatro equipes são grandes potências, mas na Copa eram consideradas forças medianas. A Holanda chega com moral de ser terceira lugar no Ranking da Fifa e ter conquistado 100% de aproveitamentonas eliminatórias, mas aparentemente mais fraca que, por exemplo, em 1998. A Dinamarca venceu um grupo difícil, que tinha Portugal e Suécia, e é considerada surpresa, afinal viveu fase boa também em 98 e na década de 80. E Camarões, da mesma forma, não está no melhor momento: depende demais de Samuel Eto'o, estrela da Inter de Milão, e sequer lembra a seleção que encantou o mundo em 90. Finalmente, o Japão já foi a melhor seleção da Ásia, mas possui um elenco envelechido e poucos jogadores jovens de qualidade. Deve, assim como em 2006, brigar muito mas terminar na última posição. Não houve confronto entre essas equipes na história dos Mundiais.
Palpite: Holanda e Dinamarca

Grupo F

Se os constantes tropeços da Itália nas fases de grupos se repetirem em 2010, será a prova final de que não é coincidência: o Grupo D é o mais fácil das últimas Copas, mais tranquilo até que a chave brasileira em 2002, que tinha Turquia, China e Costa Rica. Os italianos pegam paraguaios, neozelandeses e eslovacos - grupo para conquistar 100% de aproveitamento. Neste grupo, o único confronto que já aconteceu anteriormente foi Itália e Paraguai, na longínqua Copa de 50, no Brasil: 2x0 para a Itália, pela primeira fase, no Pacaembu. Inicialmente, imagina-se que o Paraguai saia na frente pela segunda vaga, mas a Eslováquia venceu um grupo equilibrado nas eliminatórias europeias e tem jogadores com experiência em clubes de ponta na Europa. A Nova Zelândia, com um futebol ainda semi-amador, corre por fora.
Palpite: Itália e Paraguai

Grupo G

O Grupo da Morte, segundo muitos - afinal tem a melhor seleção, a melhor europeia não-cabeça de chave e a melhor africana. Duas vagas para três seleções...e mais a Coreia do Norte. Qualquer resultado que três goleadas será surpresa, ainda que os norte-coreanos tenham alcançado a classficação através de uma defesa forte. Mas, ainda assim, deve ser como em 2002, quando o Brasil pegou a estreante China. O Brasil, normalmente com grupos fáceis, só teve chaves mais difíceis em 1958 (União Soviética, Inglaterra e Áustria, três potências europeias à época) e em 1966 (Hungria, Portugal e Bulgária, todas seleções fortes então - e a única vez que o Brasil caiu nas oitavas. A Copa de 66, aliás, traz também dois confrontos anteriores entre essas seleções: o Brasil foi eliminado por Portugal, ao perder por 3 a 1, e Portugal bateu a surpreendente Coreia do Norte, que havia despachado a Itália na primeira fase.
Palpite: Brasil e Costa do Marfim

Grupo H

O privilégio dos grupos fáceis passou do Brasil para a Espanha: pegou África do Sul, Paraguai e Eslovênia em 2002; Ucrânia, Arábia Saudita e Tunísia em 2006; e agora Suíça, Honduras e Chile. A Espanha já pegou os três adversários em Copas: na outra participação de Honduras, em 82, quando foi sede, a Fúria também enfrentou os Catrachos e empataram em 1 a 1; em 50, vitória espanhola sobre o Chile por 2 a 0, em Curitiba; em 66, vitória por 2 a 1 sobre a Suíça. O Chile é uma seleção emergente, de futebol absurdamente ofensivo, e comandada pelo argentino Marcelo "El Loco" Bielsa. A Suíça, por outro lado, é forte na defesa - tanto que foi eliminada em 2006 sem sofrer um gol sequer, algo histórico. Os dois já se pegaram na Copa do Chile, em 62, e os donos da casa venceram por 3 a 1. E Honduras é uma seleção parecida com a Costa Rica: muita velocidade e habilidade, mas pouca força física, disciplina tática e consistência defensiva. O Chile desponta como favorito à segunda vaga, mas é uma disputa aberta.
Palpite: Espanha e Chile

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Simulação do sorteio dos grupos da Copa

Chegou o grande dia! É nesta sexta-feira que serão conhecidos os destinos dos 32 classificados para a Copa do Mundo 2010, o momento mais importante antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho.

Como fã de bandeirinhas e sorteios, fiz minha própria simulação, seguindo os critérios anunciados pela FIFA nesta quarta. O Brasil ficou no grupo da morte, ao lado de Nigéria, Estados Unidos e Portugal. Já a Espanha pegou uma chave mais fácil, com Eslováquia, Honduras e Uruguai.

Apesar de este ser o meu sorteio, continuo apostando em um grupo com Brasil, Eslováquia, Argélia e Honduras - é impressionante a sorte do Brasil nas últimas Copas.

Veja então como ficou o sorteio, dê seu palpite e volte amanhã para ver se acertamos ou não:


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Copa de 2010 é a sétima com menos renovação de participantes

A Copa de 2010 será a sétima da história com menos renovação de participantes em relação ao Mundial anterior. Dos 32 classificados para a África do Sul, 19 estavam na Alemanha há quatro anos - ou 59,37%. Desde que o número de seleções subiu para 32, esta será a edição com mais novidades: em 2006 e 2002, foram 20 os repetentes, o maior número absoluto.

Em percentuais, as duas Copas mais parecidas quanto aos participantes foram as de 1962 e 66: dos 16 times que jogaram no Chile, 13 voltaram quatro anos depois na Inglaterra (apenas Colômbia, Iugoslávia e Tchecoslováquia falharam em se classificar, sendo substituídas por Coreia do Norte, França e Portugal), o que dá uma renovação de apenas 18,75%.

Por outro lado, a Copa de 50 foi a que apresentou mais novidades: em relação aos 16 classificados para França 1938, apenas quatro estiveram no Brasil - o próprio Brasil, evidentemente, a campeã Itália e a dupla Suécia e Suíça. O principal fator para a grande mudança foi a Segunda Guerra Mundial, que levou a Copa para a América do Sul e, com os europeus ainda arrasados pela destruição, muitos abriram mão, deixando espaço para os sul-americanos jogarem (cinco dos 13 times eram da América do Sul, já que Índia, Escócia e Turquia se classificaram mas desistiram).

O percentual de renovação das seleções a cada Mundial baixou consideravelmente após a mudança para 24 e, depois, para 32 equipes, afinal aumentou o número de vagas e as chances de surpresa são menores.

Ainda assim, seleções tradicionais e de certa força em seus continentes como Rússia, Turquia, Croácia, Arábia Saudita, Irã e Costa Rica não estarão na África do Sul.

E você, vai sentir falta de quais seleções na Copa?

Confira as seleções que conseguiram se classificar para a Copa seguinte:

Copa - seleções repetidas - percentual de repetição
1966: 13 (81,25%)
1998: 18 (75%)
1938: 11 (68,75%)
2006: 20 (62,5%)
2002: 20 (62,5%)
1958: 10 (62,5%)
2010: 19 (59,37%)
1986: 14 (58,3%)
1962: 9 (56,25%)
1978: 8 (50%)
1970: 8 (50%)
1994: 15 (46,87%)
1990: 11 (45,83%)
1982: 11 (45,83%)
1954: 7 (43,75%)
1974: 6 (37,5%)
1934: 6 (37,5%)
1950: 4 (25%)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

JABULANI, a bola da Copa



O Jornalismo Esporte Clube adiantou na sexta-feira, e hoje fotos vazaram na internet: esta é a bola da Copa 2010: JABULANI.

O desenho dos gomos (são apenas oito no total, com estrutura em EVA e paineis de TPU) é praticamente o mesmo comentado no post de sexta, e a suposição estava correta: o nome é a tradução de "celebrar" em isiZulu, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul. Onze também é o número de cores utilizadas na bola, predominantemente branca, preta e amarela.

E aí, gostou?

Comente!


Balanço da Série B - parte 1

Inicio hoje na coluna semanal da Trivela a análise completa da Série B 2009. Na primeira parte, a metade de baixo da tabela - os times classificados entre 11º e 20º lugares. Posto aqui os textos, mas as estatísticas completas de cada equipe você confere clicando aqui.

Ponte Preta

O torcedor da Ponte deve ser um dos mais nervosos ao final desta Série B, mais até que dos rebaixados, muitos deles tristes ou conformados. Afinal, no ano passado a Ponte ficou em 5º e quase subiu; em 2009, rondou o G-4 o campeonato inteiro, esteve nele em apenas cinco rodadas e, quando parecia que finalmente entraria na briga, tropeçava. Foi assim, por exemplo, nas derrotas em casa para São Caetano e Figueirense, e nos dois dérbis. É verdade que o time sentiu demais as saídas de Aranha e Gum, mas nada justifica alguns resultado como o empate no Majestoso com o Paraná após virar o intervalo vencendo por 3 a 1. Some-se isso a jogadores instáveis como Fabiano Gadelha e Danilo Neco, e treinadores desastrados como Pintado e Márcio Bittencourt, e o desfecho é algo impensado até pouco tempo: Bugre na primeira, Macaca na segunda.

Bahia

O Bahia foi talvez o time que mais oscilou durante todo o campeonato. Cotado para brigar pelo acesso, chegou a figurar no G-4 nas rodadas iniciais mas, com Paulo Comelli e Sérgio Guedes, despencou a ponto de encontrar-se na zona de rebaixamento a quatro jogos do fim. Com nomes como Rubens Cardoso, Nen, Léo Medeiros e Nadson, poucos entenderam como o Tricolor conseguiu amargar nove partidas sem vencer. A mudança veio com Bonamigo: mudou o esquema para o 3-5-2 e recuperou o experiente Paulo Isidoro, que passou a marcar gols importantes, assim como Jael – cada um marcou quatro vezes nos últimos oito jogos, quando o Bahia alcançou seis vitórias. A 12ª colocação final parece até boa demais para o sufoco que a torcida passou durante o ano. A renovação com Bonamigo para 2010 dá sinais de que o trabalho deve continuar. Só não se pode correr o risco de esquecer os problemas e ter de enfrentá-los novamente.

Vila Nova

Os mais desavisados terão dificuldade em se lembrar que o Vila Nova disputou a Série B deste ano. Os goianos foram desde o início um time previsível, burocrático e sem inspiração: ganhava fora, perdia em casa. Não à toa, passou o campeonato todo sem ganhar um jogo sequer por mais de um gol de diferença. Mesmo sem sonhar com o acesso ou flertar com o rebaixamento, trocou de técnico três vezes e chegou a viver raro momento de sobressalto com Vagner Benazzi, na única rodada em que esteve no Z-4. De positivo, fica a boa temporada de William, cujo contrato termina em dezembro e pode ser negociado. Duro mesmo será lembrar de como a equipe refugou no ano passado, quando tinha o acesso em mãos, e ver Goiás e Atlético duelando na Série A do ano que vem.

Brasiliense

Mais uma vez a história se repete: o Brasiliense chega com um elenco recheado de figurões, aparece como candidato ao acesso mas acaba mesmo é lutando contra o rebaixamento. Sob o comando de Roberval Davino, o Jacaré brigou pelo G-4 e chegou a ser vice-líder por quatro rodadas, mas logo caiu de produção e emendou cinco derrotas consecutivas. Vieram Heriberto da Cunha e Reinaldo Gueldini e o desempenho só piorava, fazendo do amarelão a segunda pior campanha do returno. A duas rodadas do fim, Luiz Estevão trouxe Mauro Fernandes, que barrou titulares que não vinham rendendo e lançou bons jogadores que só esquentavam o banco, como Rodriguinho e Coquinho. Resultado: duas vitórias, descenso espantado e sensação de dever cumprido, por mais que as expectativas geradas tenham sido bem maiores. Resta saber se no ano que vem o script será o mesmo.

Ipatinga

O Ipatinga sentiu a clara diferença entre disputar uma segunda divisão estadual e a Segundona nacional. Lanterna do Brasileirão passado, o Tigre começou o ano conquistando o Módulo II e chegou a sonhar com novo “efeito elevador”, mas percebeu que era melhor dar um passo por vez. Em uma das campanhas mais medianas, começou bem com Marcelo Oliveira mas depois foi alternando boas e más atuações ao longo da temporada, ao ponto de não ter conseguido engrenar grandes sequências nem de vitórias, nem de derrotas. Mas quando o veterano Marcelo Ramos parou de fazer gols no segundo turno, a equipe caiu de produção e foi necessária uma troca de comando a seis rodadas do fim. Flávio Lopes conseguiu no Vale do Aço o que falhou em alcançar no ABC, de onde saiu: venceu Atlético-GO e Vasco em casa e, beneficiado pelos tropeços dos adversários, manteve o time na Série B.

América-RN

A temporada acabou sendo mais positiva que negativa para o América, apesar de ter escapado do rebaixamento apenas na última rodada. Foram sete treinadores no ano, uma campanha horrível no Estadual e poucas perspectivas. Mas o time surpreendeu e chegou a ficar duas rodadas no G-4 ainda no primeiro turno. As saídas de Alexandre e Sandro Hiroshi, e a ausência constante de Souza resultaram numa queda de produção repentina, acumulando cinco derrotas consecutivas. Numa fase conturbada, o Mecão ganhou apenas uma de treze partidas e bateu na lanterna na 20ª rodada, mas a chegada de Francisco Diá – que mexeu na estrutura da equipe – deu resultado e as vitórias nas últimas cinco partidas em casa garantiram a permanência. De quebra, nomes como Somália e Lúcio terminaram o ano elogiados e ligados a transferências ao Vasco, enquanto o rival ABC amargou a última posição.

Juventude

Dez anos separam o Juventude do melhor e do pior momento de sua história: o time que foi rebaixado na última rodada não lembra em nada o que, há uma década, comemorou a conquista da Copa do Brasil. A única semelhança entre as duas equipes é que Lauro estava em ambas. Desta vez, entretanto, a presença do experiente volante não foi suficiente para emular o espírito de 99 em um elenco limitadíssimo, que dependia mais do que devia do ainda muito jovem meia Zezinho. Se a troca é às vezes criticada, aqui a manutenção de Ivo Wortmann desde a rodada 11 foi prejudicial: o time chegou a alternar duas vitórias e duas derrotas, dando a impressão de que a campanha era razoável. Mas bastou uma reta final absurdamente difícil, com apenas quatro pontos conquistados em 18 possíveis, para colocar o Ju na zona de rebaixamento apenas pela segunda vez no returno – exatamente quando não podia.

Fortaleza

O Fortaleza escapou do descenso apenas na última rodada em 2008. Houve reestruturação, a frutífera base foi aproveitada e o time rumou ao tricampeonato estadual, além de ter começado o campeonato ainda vivo na Copa do Brasil. Cenário favorável para sonhar até com o acesso, certo? Errado. O início ruim, com quatro derrotas seguidas, comprometeu todo o trabalho, mas foi mesmo a campanha do segundo turno que decretou o rebaixamento: apenas 16 pontos, a pior dentre os 20 clubes. Em um elenco sem referências, promessas como Adaílton e Bambam não seguraram o rojão e uma falta de sorte incrível, com gols sofridos nos minutos finais, foram minando a confiança da equipe. Foi uma campanha tão esquisita que até agora os torcedores não conseguem entender como o time caiu.

Campinense

O objetivo claro do Campinense na temporada era lutar contra o rebaixamento. E o time lutou com todas as suas forças, que acabaram não sendo suficientes – ficou de fora do Z-4 apenas na primeira rodada e passou 21 delas na lanterna. A equipe parece ter sentido o baque inicial, perdendo 13 em 16 jogos, e terminou o primeiro turno com apenas 14 pontos. Com a chegada de Freitas nascimento, o time até reagiu e conseguiu bons resultados, como goleadas sobre Ipatinga e Duque de Caxias, mas já era tarde demais. A Raposa despede-se da Série B com a pior defesa (79 gols, 2,07 por partida) e com a certeza de que faltou elenco para encarar a disputa.

ABC

O ABC foi rebaixado com justiça, pois falhou na correção dos problemas que já eram conhecidos desde o Estadual: com pouco dinheiro para contratar, a falta de jogadores de qualidade do meio para frente continuou fazendo do ataque do Mais Querido um deserto de criatividade e o time marcou míseros 13 gols no primeiro turno. As deficiências do elenco têm relação direta com a pior campanha como visitante: apenas uma vitória, dois empates e dezesseis derrotas, contando também com o clássico diante do América. A inconsistência passa também pela falta de comando: Heriberto da Cunha saiu logo na segunda rodada e o alvinegro foi quem mais trocou de técnico no ano – cinco nomes diferentes. Se serve de consolo, quando o rebaixamento já estava concretizado o ABC conseguiu a maior goleada do campeonato: 6 a 2 sobre o Brasiliense.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O fim das peneiras?*


Publicado originalmente no Olheiros.

Imagine a seguinte cena: ao olhar para uma arquibancada cheia de ansiosos garotos esperando pelo início da “peneira”, o observador, em vez de dividi-los em times e mandar todos para o gramado, pergunta quem tem em mãos um currículo, portfólio ou ainda carta de apresentação. Parece estranho, mas é uma das propostas do professor Alcides Scaglia, mestre em pedagogia do esporte, coordenador pedagógico do Paulínia Futebol Clube, clube emergente do interior de São Paulo, e pró-reitor acadêmico da Universidade do Futebol.

Co-autor do livro “Educação como prática corporal”, Scaglia defende o fim das peneiras como as conhecemos, substituindo os simples “todos contra todos” de quinze minutos por processos mais contínuos de avaliação, buscando detectar atletas potencialmente inteligentes e não apenas garotos extremamente habilidosos. Dessa forma seria possível, afirma, acabar finalmente com a tese de que jogador bom já nasce com o dom para o futebol, o popular talento nato.

A ideia por trás da proposta é oferecer mais oportunidades para que o menino, às vezes nervoso naquele momento, mostre seu potencial. Como exemplo famoso de vítima das peneiras temos Kaká, mais de uma vez criticado na base por seu porte físico franzino. Nesse verdadeiro processo seletivo, são avaliados outros critérios além da pura habilidade com a bola no pé: a capacidade de organizar o jogo, de adaptar-se a mudanças rápidas (tomada de decisão e reações imediatas), a concentração, atenção, controle emocional e até mesmo comunicação não verbal, o chamado entrosamento.

À primeira vista, podem parecer exigências demais para meninos de quinze, doze, às vezes até dez anos. Afinal, se alguns garotos não possuem porte físico ou habilidade destacada tão jovens, também podem não possuir aspectos tão cognitivos do jogo desenvolvidos em tão pouca idade. Mas Scaglia lembra que cada faixa etária possui seu nível de exigência. “É preciso ter por referências a idade dos jogadores, pois é dela que dependerá a seleção dos jogos e os objetivos mais específicos exigidos em cada uma das etapas do processo de especialização”, afirma.

Segundo ele, o maior empecilho para a aplicação deste novo sistema não é, como se poderia pensar, a infraestrutura precária de clubes menores ou das peneiras realizadas no interior dos estados – mais ou menos a mesma justificativa que a FIFA usa para vetar as novidades tecnológicas no esporte. “Este método pode ser aplicado em qualquer lugar, pois depende mais do conhecimento pedagógico do que da estrutura em si”, explica.

O problema, diz Scaglia, é a grande presença de ex-jogadores de futebol, sem formação técnica ou acadêmica alguma, nas divisões de base dos clubes. “Vejo isto com muitos problemas. Entendo que um ex-jogador até poderia estar no profissional ou mesmo nos juniores, causando menos estragos, pois os jogadores já estão "formados", mas não abaixo disso. Muito menos nas escolinhas de iniciação, onde o estrago seria muito maior, e em muitos casos irreparável”, diz.

Para selecionar e formar, então, é preciso primeiro estar formado, informado e atualizado. Colocar em prática um método como este é um desafio quase intangível, grande parte pela insistência dos clubes em manter o sistema considerado eficiente, mas também devido à escassez de profissionais realmente preparados para trabalhar com a base da maneira que os garotos merecem e precisam.

Mas se a cobrança por resultados e a exigência pela perfeição dos jogadores aumentam a cada dia, por que não subir a barra também na fonte, garantindo menos foguetes molhados no futuro? Questão de custo-benefício, inteligência e atualização.

Para ler o artigo completo de Alcides Scaglia, clique aqui

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A bola da Copa?

Pois é, voltamos. Depois de um longo e tenebroso verão, mas voltamos - não sabemos se, ainda, definitivamente.

Acontece que estamos há uma semana do sorteio dos grupos da Copa e também do lançamento oficial da bola da Copa de 2010. A Adidas, fornecedora oficial de material esportivo, faz mistério e abre seção especial no site com a contagem regressiva:



Entretanto, dá pra ter uma ideia de como será a bola. Conhecendo as estratégias dos fornecedores de material esportivo, sabemos que tudo é uma questão de PADRÃO. Os uniformes, por exemplo, possuem diferenças, mas todos seguem um padrão parecido, seja nos detalhes, seja nos próprios layouts, ou ofamoso template.

Percebe-se, então, que a bola da vez é um triângulo de cantos arrendodados, presente em todo lugar no site da bola:
Veja, também, que o triângulo aparece no desenho da bola utilizada na Uefa Champions League desse ano:


Mas a bola da UCL ainda é a Teamgeist, a dos 14 gomos lançada para a Copa de 2006. Além do desenho e das cores, que já se prometeu que seriam branco, preto e amarelo, a Adidas deve mudar novamente a ESTRUTURA da bola.

Sabendo disso, prestemos atenção nas chamadas dos uniformes das seleções que estarão na Copa:

Reparou? Não? Tente de novo, agora com mais zoom:


Parece uma bola diferente, não é? E deve ser mesmo: a bola da Copa. Veja uma simulação bem grosseira, feita apenas para ilustrar como deve ficar:

Quanto ao nome, é difícil chutar. Mas como a chamada do site fala em "celebrar", podemos traduzir o termo "celebrate", em inglês, para algumas das línguas oficiais do pais:

Em Southern Sotho, língua utilizada na bola Kopanya, ficaria "keteka".
Em Zulu, "gubha".
Em Xhosa, "ukubhiyoza".
Em Northern Sotho, "tuma".

De todas, preferi keteka.

Mas é claro, tudo isso é uma suposição.

Veremos na sexta-feira o quanto acertamos.

E você, o que acha?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Brasileirão: 70%


O Brasileirão vai chegando em sua reta decisiva e, para descobrir melhor quem tem chances do quê, nada melhor que uma análise aprofundada das últimas quatro rodadas. Então, vamos a ela.

O Palmeiras abriu cinco pontos de vantagem para o segundo colocado (que era de um na 24ª) graças à segunda melhor série do período: três vitórias e nove pontos de doze possíveis. Diego Souza foi o grande nome do líder do campeonato, que começa a apresentar a sorte que, curiosamente, era do São Paulo no ano passado - sinal do fator Muricy. Os melhores pontuadores foram Atlético-MG e Flamengo, invictos há mais tempo (seis jogos) e que somaram dez pontos. O Rubro Negro, aliás, foi quem mais subiu: cinco posições, da 11ª para a 6ª.

Por outro lado, a fase não anda boa para o Náutico: há mais tempo sem vencer (cinco jogos), somou apenas um ponto e voltou à zona de rebaixamento. O Internacional acusou o golpe da temporada extenuante e cheia de pressão e só empatou uma vez, saindo do G-4. O Corinthians também vai mal, perdeu duas em casa e só fez dois pontos, caindo da 6ª para a 10ª colocação (maior queda do período).

Com relação ao desempenho geral na competição, a onze rodadas do fim o Palmeiras tem uma vantagem considerável, mas que ainda pode ser alcançada. São Paulo e Atlético-MG configuram-se, no momento, como os principais adversários, mas vale lembrar que o Goiás, não fosse a inesperada derrota em casa para o Botafogo, estaria na vice-liderança. Tem mostrado futebol, portanto, para voltar à briga, ainda mais que joga contra os três que estão à frente: Palmeiras fora e São Paulo e Atlético em casa.

O Internacional deve mudar consideravelmente nas próximas rodadas após a demissão de Tite, e a quatro pontos do G-4, o Flamengo torna-se um candidato à quarta vaga da Libertadores. As chegadas de Álvaro e Maldonado corrigiram os problemas defensivos que o time apresentava desde a aposentadoria de Fábio Luciano, Petkovic tem rendido surpreendentemente bem (e demonstrado muito mais fôlego do que se imaginava) e, com Adriano fazendo os gols, pode-se ver uma ascensão parecida com a de 2007.

Na parte de baixo, o Fluminense parece ter fixado-se na lanterna e está a sete pontos do 16º colocado. A última rodada foi terrível para o Tricolor, com vitórias de Santo André, Botafogo e empate do Sport. A situação era pior na 23ª rodada, mas qualquer reação agora parece tardia demais. A briga, aliás, parece reduzida a cinco equipes: Atlético-PR e Coritiba venceram seus últimos compromissos e abriram boa margem para o Santo André. Com isso, os quatro rebaixados devem ficar mesmo entre Ramalhão, Botafogo, Náutico, Sport e Fluminense. Aparentemente, quem possui mais força de reação é o Fogão, que tem agora dois jogos em casa.

Destaques (rodadas 24 a 27): Defesa do Flamengo (invicta há seis jogos), retomada do Atlético-MG e Diego Souza, responsável direto pelas difíceis vitórias contra Cruzeiro e Santos.

Perebas: Defesas de Santos e Náutico e o goleiro Felipe, que frangou na derrota para o Atlético-PR e sofreu 9 gols nas últimas quatro partidas.

27ª rodada

Melhor ataque
2009: Grêmio (52 gols)
2008: Flamengo, Palmeiras, São Paulo (43)
2007: Cruzeiro (63)
2006: Grêmio (47)

Melhor defesa
2009: Palmeiras, São Paulo (26 gols)
2008: Grêmio (22)
2007: São Paulo (8)
2006: Santos(24)

Pior ataque
2009: Fluminense (26 gols)
2008: Atlético-PR (27)
2007: América-RN (20)
2006: Corinthians (25)

Pior defesa
2009: Sport (49 gols)
2008: Figueirense (55)
2007: América-RN (54)
2006: Ponte Preta (50)

Gols e média
2009: 769 (2,84)
2008: 721 (2,67)
2007: 759 (2,82)
2006: 712 (2,63)

Artilheiros
2009: Adriano (Flamengo) - 15 gols
2008: Kléber Pereira (Santos) - 19 gols
2007: Josiel (Paraná) - 17 gols
2006: Souza (Goiás) - 14 gols

Números inéditos
Série de vitórias atual: Palmeiras (3)
Série invicta atual: Atlético-MG, Flamengo (6)
Série de derrotas atual: Barueri (3)
Série sem vencer: Náutico (5)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Por que não Bojan?*


* Publicado originalmente no Olheiros.

Clique aqui e confira a tabela completa do Mundial Sub-20. E não perca o segundo jogo do Brasil nesta quarta-feira, às 13h45, contra a República Tcheca. O Olheiros faz transmissão em tempo real: www.olheiros.net/artigo.aspx?id=1507

As ausências nesta edição do Mundial Sub-20 são muitas – o Olheiros já falou sobre isso e apresentou as principais. Se contarmos então a ausência da Argentina, podemos até afirmar que este é, talvez, o campeonato que mais se ressente da falta das estrelas de sua geração. A dispensa de uma delas, aliás, tem gerado discussão acima da média, pelo menos para o nível de importância com o qual estamos acostumados no Brasil.

Bojan Krkic foi dispensado da seleção espanhola devido a uma lesão. Entretanto, deverá ter condições de jogo, se não já neste final de semana, no máximo na terça-feira, quando o Barcelona recebe o Dínamo de Kiev pela segunda rodada da Liga dos Campeões. Tempo suficiente, portanto, para se recuperar e atuar nas duas partidas restantes desta fase de grupos do Mundial do Egito. Sendo assim, sua liberação foi contestada por muitos.

A questão é: como comparar a importância de cada jogador para seu clube? Quanto Bojan é mais fundamental para o Barcelona que o goleiro Asenjo e o lateral-esquerdo Dominguez, por exemplo, são para o Atlético de Madri? Os três são titulares em suas equipes, e mesmo assim os dois colchoneros estavam em campo nesta sexta -feirano Cairo. A queixa da imprensa espanhola é justamente essa: dois pesos e duas medidas prejudicam as chances da seleção no torneio.

Não há como negar que Bojan não fez falta na goleada por 8 a 0 sobre o fraquíssimo Tahiti na estreia. Nsue, Niguez, Kike e Mérida deram conta do recado muito bem e, a não ser que venham derrotas para Nigéria e Venezuela, a Espanha chegará tranquilamente ao menos às oitavas-de-final. Se parar antes da semifinal, será pouco para uma das categorias de base mais fortes da Europa nos últimos anos, e para uma geração que foi vice-campeã mundial sub-17 há dois anos, na Coreia do Sul.

É verdade que a raiz do problema foi mesmo a mudança do calendário pela Fifa, tirando o Mundial da costumeira data de julho por causa da concorrência com a Copa das Confederações e o forte calor que faz no Egito no meio do ano. Como essas competições de base não aparecem no calendário oficial da entidade, não há obrigação dos clubes em liberar os atletas. A briga acaba sendo maior no sub-20 que no sub-17 por se tratarem estes garotos, hoje, na maioria titulares em seus clubes.

É por isso que a Inglaterra terá apenas jogadores dos times B e não dos elencos principais, que o Brasil não tem nomes que atuam na Europa ou que a Alemanha entra em campo com um time mais para C do que para B. Mas na maioria dos casos, concessões poderiam ter sido feitas, afinal, o Mundial Sub-20 ainda é uma Copa do Mundo de jovens, repleto de jogos emocionantes (vide 2007) e grandes revelações como Figo, Maradona, Prosinecki e Messi.

A repercussão da ausência de Bojan será tão grande quanto o desempenho espanhol em gramados egípcios. Se o time for campeão, poderá se dizer que esta é uma geração excepcional, que sequer sentiu falta de seu principal nome. Qualquer outro resultado e a opinião será de que, na hora decisiva, faltou o toque especial da estrela da companhia. Difícil imaginar que, se tivesse ido, o meia-atacante teria feito tanta falta assim ao Barcelona. Que tivesse, então, desfilado sua habilidade mais uma vez pelos mundiais.

Primeiras impressões

Os dois primeiros dias de Mundial Sub-20 tiveram um pouco de tudo: goleadas, zebras, expulsões, jogos ótimos e outros fracos. O anfitrião Egito mostrou sua força e a fraqueza de Trinidad & Tobago, vencendo por 4 a 1, para alegria dos mais de 80 mil torcedores que lotaram o Estádio do Exército, em Alexandria. O destaque foi Hussam Arafat, com dois gols.

Na outra partida da chave, o Paraguai bateu muito, criou mais mas não saiu do zero com uma Itália enfraquecida pelos desfalques. Com um quarto integrante tão fraco como os trinitários, a tendência é que ambos juntem-se ao Egito e se classifiquem para a próxima fase.

Já pelo Grupo B a emoção foi maior. Nigéria e Venezuela fizeram um ótimo jogo e cheio de alternativas no Estádio Al Salam, no Cairo. Somente nos quinze minutos iniciais, foram duas excelentes chances para cada lado. Os venezuelanos surpreenderam e, num lance de bola parada, Yonathan Del Valle completou cruzamento de Peña para marcar o gol da vitória. Foi a estreia vinotinto em Mundiais, ao passo que a Nigéria, campeã sub-17 há dois anos, decepciona de novo – Lukman Haruna foi expulso no lance que originou o gol e, apesar das vinte finalizações, a equipe de Samson Siasia não conseguiu bater o excelente goleiro Rafael Romo.

E a primeira goleada de fato veio com a Espanha: 8 a 0 sobre o Tahiti, candidatíssimo a bater todos os recordes negativos dos Mundiais Sub-20. Foram dois gols de Aaron Niguez e dois de Emilio Nsue no primeiro tempo, e mais quatro no segundo, com Fran Mérida, Ander Herrera e Kike (duas vezes). Com os resultados, a Venezuela praticamente garante a classificação – é difícil imaginar que vá perder para o Tahiti – e coloca a pressão sobre os nigerianos, que fazem um jogo de vida ou morte contra a Espanha na segunda-feira.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mundial Sub-20


A categoria sub-20 vai perdendo espaço aos poucos, já que os principais nomes de cada geração já estão totalmente integrados aos clubes e dão as costas para as seleções de base.

Ainda assim, a cada dois anos o Mundial Sub-20 reúne diversos talentos numa verdadeira Copa do Mundo de jovens. Mais uma vez, o Olheiros sai na frente e apresenta a maior cobertura da competição

- Apresentação das 24 seleções, os destaques, pontos fortes e fracos

- Os 21 jogadores do Brasil, analisados por quem entende

- Tabela completa

- Retrospectiva dos Mundiais

- As zebras históricas

Acompanhe ainda, no domingo, a partir das 10h45, transmissão em tempo real da estreia brasileira.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Primeira rodada da Liga dos Campeões da Europa - parte 2

Vamos à apresentação das partidas desta quarta, com os resultados dos clubes no final de semana.

Grupo E
Liverpool x Debreceni
Lyon x Fiorentina

Com grande atuação de Benayoun, autor de três gols, o Liverpool goleou o caçula Burnley por 4 a 0 e chega empolgado para receber o campeão húngaro, que também venceu: 1 a 0 fora de casa sobre o Paksi FC. Na França, o não mais campeão Lyon recebe a Fiorentina após ambos ganharem em casa pelo placar mínimo - 1 a 0 sobre Lorient e Caglari, respectivamente.


Grupo F
Internazionale x Barcelona
Dínamo Kiev x Rubin Kazan

O grande jogo da rodada acontece em Milão, entre os campeões italiano e espanhol. O início de temporada de ambos é muito bom, e Parma e Getafe sentiram na pele - triunfos por 2 a 0, em casa para a Inter e fora para o Barça. Correndo totalmente por fora, o Dínamo de Kiev, que venceu o FC Metalist Kharkiv pela Copa da Ucrânia recebe o Rubin Kazan, que destroçou o Saturn por 5 a 1. Destaque para Bukharov e Ryazantsev, que marcaram dois gols cada.


Grupo G
Stuttgart x Rangers
Sevilla x Unirea Urziceni

O Stuttgart ressente a ausência de Mário Gomez, e recebe o Rangers para se reabilitar após a derrota para o empolgado Hamburgo por 3 a 1. O campeão escocês também tropeçou: empate sem gols fora de casa com o Motherwell. Já o Sevilla tem Luís Fabiano em grande fase. Após dois gols contra a Argentina em pleno estádio de Rosario, Fabuloso marcou mais dois na goleada por 4 a 1 sobre o Zaragoza. Pior para o campeão romeno, que venceu o FC Unirea Alba Iulia, vice-lanterna, apenas por 1 a 0.


Grupo H
Olympiacos x AZ Alkmaar
Standard Liege x Arsenal

Finalizando, o Arsenal viaja até a Bélgica após amargar mais uma derrota no campeonato inglês - e que derrota. Os 4 a 2 do Manchester City ainda não foram bem digeridos em Londres, e a hora da recuperação é agora. O Liège, por outro lado, chega empolgado após a boa apresentação na vitória por 3 a 0 sobre o KV Mechelen, com direito a dois gols de Carcela-González. O outro duelo é o único da primeira rodada em que os dois times não venceram: o Olympiacos, que empatou sem gols em casa com o FC Kavala, pega o AZ Alkmaar que perdeu para o ADO den Haag por 2 a 1.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Primeira rodada da Liga dos Campeões da Europa - parte 1


O mundo do futebol volta a girar nesta terça, com a primeira rodada da fase de grupos da Uefa Champions League. Veja como os 32 melhores times da Europa se saíram no final de semana nas ligas domésticas, e acompanhe a rodada completa.


Grupo A

Juventus x Bordeaux
Maccabi Haifa x Bayern Munique

A Juventus segue irresistível no campeonato italiano, somando três vitórias em três jogos. A vítima do final de semana foi a Lazio, em Roma: 2 a 0, gols de Cáceres e Trezeguet. Diego, que saiu machucado, não joga. O Bayern de Munique se recuperou do mau começo em grande estilo, goleando o Borussia Dortmund por 5 a 1 fora de casa. O Bordeaux segue na liderança do Francês com a vitória simples sobre o Grenoble e o Maccabi bateu o Hapoel Ramat-Gan por 3 a 1.

Grupo B

Wolfsburg x CSKA Moscou
Besiktas x Manchester United

O Wolfsburg começou mal a temporada de defesa do título alemão: perdeu a terceira seguida, desta vez em casa para o Bayer Leverkusen. Em um grande jogo, o Manchester United saiu atrás logo com um minuto mas virou o placar para cima do Tottenham, com direito a gol de Anderson. O CSKA fez 3 a 0 Krylya Sovetov, com dois gols de Guilherme, ex-Cruzeiro - mesmo placar da derrota do Besiktas para o Galatasaray num dos clássicos do campeonato turco.

Grupo C
FC Zürich x Real Madrid
Olympique Marseille x Milan

A estreia do Real Madrid só perde em expectativa nesta primeira rodada para o confronto entre Inter e Barça. Com gols de Guti, Granero e Cristiano Ronaldo, os merengues bateram o Espanyol com facilidade e pegam um Zürich que abriu mão do campeonato suíço para focar a UCL. Ainda assim, a grande vitória por 4 a 3 sobre o Grasshoppers mostra que o time está entrosado. O Marselha venceu o Le Mans fora de casa por 2 a 1 e segue na cola dos líderes, enquanto o Milan ainda não se encontrou na temporada e empatou sem gols, fora de casa, com o Livorno.

Grupo D

Chelsea x Porto
Atlético de Madrid x APOEL

O Chelsea está irresistível na Premier League - bateu o Stoke City de virada, fora de casa, e lidera isolado com 100% de aproveitamento. O Porto goleou o Leixões por 4 a 1 com um gol de Hulk, e tem uma campanha quase perfeita na Liga Sagres. Atlético de Madrid e APOEL, no entanto, vão mal. Os colchoneros empataram novamente, desta vez com o Racing Santander, e ainda não venceram na Liga; e os cipriotas não sairam do zero diante do AEP Paphos FC.

Confira nesta quarta os jogos dos grupos E, F, G e H.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Solução e confirmação


O baile que transformou a classificação argentina no mais dramático tango garantiu o Brasil na Copa, mas não foi tão importante para Dunga e a sequência da seleção quanto a vitória de ontem sobre o Chile no mais modesto estádio em que o Brasil já atuou em terras tupiniquins.

Sem cinco titulares, Dunga teve (intencionalmente ou não) algumas confirmações na partida de ontem:

- O 4-2-3-1 é, até segunda ordem, o esquema da seleção brasileira. Em vez de mudar a estrutura da equipe, como fez em outras oportunidades, Dunga abriu Nilmar na esquerda, colocou Daniel Alves na direita e deixou Adriano isolado. É a forma como a equipe tem jogado, e jogado bem, que é o mais importante.

- André Santos firmou-se como titular da lateral-esquerda. Isso é bom? Não se pode dizer ainda. Ele não tem tanta função tática como tinha no Corinthians, até porque fica mais preso para liberar o lado direito. Até e exatamente por isso, Fábio Aurélio deve sim ser testado.

- Daniel Alves e Maicon podem SIM jogar juntos. Ontem, atuaram das duas formas possíveis: primeiro, com D. Alves aberto pela direita, exatamente na função que Dunga busca o último titular: nem Elano, nem Ramires cravaram presença. Seria uma solução extraordinária para a escalação dos dois laterais. Ou ainda, com o jogador do Barcelona fazendo o lado esquerdo, como jogou nos minutos finais diante do Chile ou como tão bem entrou diante da África do Sul, na semifinal da Copa das Confederações.

- Miranda não barrou Juan, como boa parte da imprensa erroneamente falou. Miranda entrou pela direita, já que Luisão já joga pela esquerda. Juan, titularíssimo, não tem sua posição ameaçada se recuperar-se logo de contusão. Do contrário, o ex-cruzeirense pode assumir.

- Nilmar mostrou que merece vaga no time titular. Não pelos gols, mas pela movimentação e participação extremamente superior à de Robinho. Ele é veloz, oportunista e brigador. Só não tem a moral e a mídia que o ex-santista possui.

- Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves, Kaká e Robinho; Luís Fabíano. Se ninguém se machucar ou ter uma péssima temporada, deve ser essa a escalação brasileira na estreia da Copa. Mas Nilmar e Fábio Aurélio poderiam entrar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Portugal ou Alemanha - quem fica de fora da Copa?


Um dos grandes baratos da Copa do Mundo são os recordes, tabus, histórias e...superstições. Várias teorias tentam explicar a ordem dos eventos dos Mundiais, algumas com coincidências impressionantes, e todas, na maioria, muito curiosas.

Uma das mais famosas era a pirâmide dos campeões, que tinha como pico a Itália de 1982 - a partir daí, as Copas tinham o mesmo campeão andando uma edição para frente ou para trás (Argentina campeã em 1978 e 1986; Alemanha campeã em 1974 e 1990; Brasil campeão em 1970 e 1994). Havia até a exceção que comprovava a regra: em 1996 e 1998, edições opostas segundo a pirâmide, o campeão era o país da casa (Inglaterra e França). Mas a teoria ruiu em 2006, quando a regra mandaria o Brasil vencer novamente - e todos sabemos o que aconteceu.

A nova "maldição" que surge assombra portugueses e alemães, e tem se comprovado desde a Copa de 86: a cada edição, um dos perdedores da semifinal anterior sequer se classifica para a Copa.

No Mundial do México, a França de Platini foi eliminada pela Alemanha e sequer se classificou para a Copa de 90, ficando atrás de Iugoslávia e Escócia nas Eliminatórias.

Na Itália, a Inglaterra de Gascoigne perdeu a vaga na final apenas nos pênaltis, mas uma campanha ruim, que contou com derrotas para Holanda e Noruega, fez o time da rainha assistir a Copa de 94 pela telinha.

A Copa dos Estados Unidos teve Suécia e Bulgária como grandes surpresas. Os suecos deram trabalho para o Brasil duas vezes, mas falharam ao se classificar para a Copa da França num grupo que tinha Áustria e Escócia.

A maldição continou e a Holanda, que perdeu a decisão do terceiro lugar para a incrível Croácia, perdeu jogos-chave para Irlanda e Portugal e não participou da Copa de 2002.

Nosso último exemplo é a Turquia: após surpreender e chegar à semifinal no Oriente, perdeu a vaga na Copa da Alemanha numa turbulenta repescagem contra a Suíça.

Sendo assim, Alemanha e Portugal têm muito com o que se preocupar, afinal foram os perdedores da semifinal de 2006. Apesar dos alemães liderarem o Grupo 4 com certa tranquilidade, têm ainda um confronto direto com a Rússia em Moscou e, caso saiam derrotados, podem enterrar uma campanha sólida arriscando-se na repescagem.

Mas o perigo ronda mesmo a seleção portuguesa. Após amargar três empates sem gols em casa com Dinamarca, Albânia e Suécia, os lusitanos viram a Dinamarca se distanciar na liderança do Grupo 1 e têm, nesta quarta, o primeiro de uma série de três jogos decisivos. Para conseguirem chegar à repescagem, precisam vencer a Hungria duas vezes e Malta dentro de casa, além de torcer por pelo menos um tropeço dos suecos, que visitam hoje a fraquíssima Malta e jogam ainda contra dinamarqueses e albaneses.

Sem contar que, pela sequência, a ordem do eliminado se alterna: em uma Copa, é o terceiro lugar; em outra, o quarto. Se a tendência se confirmar, é a vez do quarto lugar em 2006. Exatamente Portugal, país do melhor jogador do mundo em 2008, candidatíssimo a próxima vítima da maldição da decisão do terceiro lugar.

Confira quem sucumbiu à maldição:

1990 - França (3º em 1986)
1994 - Inglaterra (4º em 1990)
1998 - Suécia (3º em 1994)
2002 - Holanda (4º em 1998)
2006 - Turquia (3º em 2002)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Brasileirão: 60%


Lá se foram mais quatro rodadas e é hora de nossa primeira análise do segundo turno, agora com muito mais facilidade, já que os jogos adiados foram realizados.

Os dois extremos da tabela no início do returno têm, até aqui, as melhores campanhas: Palmeiras e Sport conquistaram sete dos doze pontos disputados no período, um dos menores índices de nossas análises. Isto prova o equilíbrio em que se encontra o campeonato neste momento, em que elencos se reajustam após a janela de transferências e alguns "viram" de fase.

O problema do Sport é que a equipe vinha de onze jogos sem vitória (maior série do campeonato), e mesmo com sete pontos permanece na zona de rebaixamento, tendo subido apenas uma posição. O Palmeiras, por sua vez, venceu o confronto direto com o Inter numa demonstração de força, tendo agora um ponto de vantagem sobre o Colorado, segundo lugar.

Quem mais subiu posições no período foi o Grêmio, de 10º para 8º, o que mostra novamente o equilíbrio: dos vinte times, nove permaneceram na mesma colocação e muitos apenas trocaram de lugar, como Vitória e Flamengo, 11º e 12º. O Barueri caiu duas, e foi a pior evolução do início do segundo turno. Junto com o Abelhão, Fluminense, Botafogo e Vitória marcaram apenas dois pontos até aqui e têm as piores campanhas da volta.

O campeonato tem tido uma média de gols excelente: apenas a última rodada destoou, reduzindo para 2,89. Mas nas duas rodadas anteriores, foram no mínimo trinta gols e três jogos que terminaram em 3 a 3. O curioso é que a lista de artilheiros só aumenta e todos pararam nos onze gols: são quatro, e mais cinco com dez cada. Já é o menor número de gols marcados até a 23ª rodada desde 2006.

Enquanto Palmeiras, Internacional e São Paulo despontam como os times que realmente brigarão pelo títuilo, a última vaga na Libertadores fica em aberto. O Atlético-MG já começou a cair de produção, como muito se falava a respeito de Celso Roth, e o Goiás tropeçou em casa e foi goleado pelo Inter, mostrando estar um estágio abaixo. A principal aposta no momento é o Grêmio, que tem conseguido bons resultados dentro de casa mas ainda não conseguiu vencer a primeira fora. Com Jonas em grande fase, tem ótima chance ao reviver a Batalha dos Aflitos no próximo domingo.

Finalmente, a parte de baixo da tabela mostra um Fluminense com campanha pior que a do Santa Cruz em 2006 (17 contra 18 pontos), e melhor apenas que a do América-RN, que em 2007 tinha somado dez pontos. Com o Botafogo também na zona de rebaixamento, as chances de que ao menos um carioca caia são de 99% - e muito dificilmente o Flu escapará dessa vez. Em grande fase, o Sport respira, e o Náutico tem conseguido alguns bons resultados que ainda dão esperança. Quem vem mal é o Santo André, que levou uma virada nos minutos finais do Atlético-MG e foi facilmente dominado pelo Flamengo no Maracanã. É, desde já, sério candidato ao descenso.

Confira os números do início do segundo turno:

Destaques (rodadas 20 a 23): Retomada do Corinthians e boa fase de Jonas - quatro gols em quatro jogos.

Perebas: Defesa do Botafogo e o Atlético-MG de Celso Roth, que já começa a despencar na tabela.

23ª rodada

Melhor ataque
2009: Barueri (43 gols)
2008: Grêmio, Palmeiras (40)
2007: Cruzeiro (54)
2006: Grêmio, São Paulo (37)

Melhor defesa
2009: Palmeiras (20 gols)
2008: Grêmio (16)
2007: São Paulo (7)
2006: Santos, Internacional (22)

Pior ataque
2009: Fluminense (22 gols)
2008: Ipatinga (22)
2007: América-RN (18)
2006: Flamengo (21)

Pior defesa
2009: Náutico (42 gols)
2008: Portuguesa (47)
2007: América-RN (55)
2006: Ponte Preta (43)

Gols e média
2009: 656 (2,89)
2008: 617 (2,68)
2007: 649 (2,84)
2006: 605 (2,63)

Artilheiros
2009: Jonas (Grêmio), Marceliho Paraíba (Coritiba), Roger (Vitória) e Val Baiano (Barueri) - 11 gols
2008: Alex Mineiro (Palmeiras) e Kléber Pereira (Santos) - 15 gols
2007: Josiel (Paraná) - 15 gols
2006: Soares e Schwenck (Figueirense) e Souza (Goiás) - 10 gols

Números inéditos
Série de vitórias atual: Internacional (2)
Série invicta atual: Corinthians (5)
Série de derrotas atual: Avaí, Santo André (2)
Série sem vencer: Botafogo (7)

domingo, 6 de setembro de 2009

As zebras dos Mundiais Sub-20


República Tcheca, Chile e Áustria certamente não apareciam em nenhuma lista de favoritos antes do início do Mundial Sub-20 do Canadá, em 2007. Mas mundiais de seleções não são mundiais de seleções se não tiverem uma ou outra zebra. Quando se juntam estilos e jogadores tão diferentes em um torneio de tiro curto, a surpresa é quando não acontecem resultados como as eliminações de França e Argentina na Copa de 2002 ou ainda a incrível derrota italiana para a Coreia do Norte em 1966.

Em campeonatos limitados pela faixa etária, tal regra é elevada a maiores potências. Uma jornada inspirada, um mês de sorte ou até mesmo a certeza antecipada da vitória podem resultar – e normalmente resultam – em uma enxurrada de placares improváveis.

Por isso, antecipando uma nova série de decepções e alegrias nos gramados egípcios, Olheiros apresenta as dez maiores zebras da história dos Mundiais Sub-20: cinco campanhas surpreendentes e cinco jogos chocantes. Relaxe, leia e comemora a vitória de Davi sobre Golias em sua mais plena forma.

Confira a lista completa no
Olheiros.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Brasil x Argentina – números do clássico


O maior clássico mundial de seleções chega à sua edição 94, quando a Argentina de Maradona precisa vencer o Brasil de Dunga para não depender da repescagem. Confira alguns números do grande jogo deste sábado:

93 – O número de partidas realizadas entre as duas equipes. O equilíbrio é grande: o Brasil venceu 35, a Argentina 34 e houve 24 empates. No número de gols marcados, entretanto, os hermanos lideram: 149 a 145.

13 – O número de jogadores dos dois países convocados para este confronto que atuam na Europa pelos mesmos clubes: Lionel Messi e Daniel Alves (Barcelona); Tevez e Robinho (Manchester City); Fernando Gago e Kaká (Real Madrid); Javier Mascherano e Lucas (Liverpool). A Internazionale é a campeã: Lúcio, Júlio Cesar e Maicon são companheiros de Diego Milito e Javier Zanetti.

9 – O número de vezes que Maradona e Dunga se encontraram enquanto jogadores, sendo três pelas seleções e seis com seus clubes. O técnico argentino venceu seis, empatou uma e perdeu apenas duas.

8 – No sábado completa-se exatamente oito anos do primeiro jogo entre as duas seleções por uma Eliminatória de Copa. Na mesma data, em 2001, a equipe de Marcelo Bielsa bateu o time de um então questionado Luiz Felipe Scolari por 2 a 1. No mesmo dia, oito anos antes, em 1993, a Argentina sofreu a maior derrota em casa de sua história: 5 a 0 para a Colômbia, a única derrota da albiceleste em casa até hoje pelas Eliminatórias.

7 – O número somado de títulos da Copa do Mundo das duas equipes. O Brasil tem larga vantagem: cinco contra dois.

2 – Até aqui, foram dois jogos entre Argentina e Brasil na cidade de Rosario. O primeiro, na Copa America de 1975, com vitória brasileira por 1 a 0. Na outra, jogo de Copa do Mundo: 0 a 0 no Mundial de 78.

1 – Nos últimos doze anos, a Argentina jogou apenas uma partida fora do Monumental de Nuñez. Foi em 16 de novembro de 1997, no empate em 1 a 1 com a Colômbia em La Bombonera. Foi a estreia de Juan Roman Riquelme's pela seleção principal, treinada à época por Daniel Passarella.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ranking Olheiros das categorias de base - Setembro 2009


Quem possui a melhor categoria de base do Brasil? Desde o início de 2009, esta pergunta finalmente tem uma resposta. Em uma iniciativa pioneira, o Ranking Olheiros traçou um panorama dos principais campeonatos de base e quebrou paradigmas. Agora, apresenta sua terceira atualização, compilando os resultados de junho a agosto. Torneios importantes como Taça BH, Manchester United Premier Cup, Milk Cup e vários estaduais foram somados para sabermos quem tem feito o trabalho de casa nos últimos meses.

O maior pontuador do período foi o Atlético-MG, que com a conquista da Taça Belo Horizonte de Futebol Júnior, uma das três principais competições do calendário do ranking, somou 50 pontos e voltou ao Top 10, assumindo a sétima colocação. Com a participação ruim em 2009 e a desvalorização das pontuações anteriores, o Corinthians perdeu terreno e foi ultrapassado também pelo Santos, que pela primeira vez nos últimos três anos chegou às quartas-de-final.

Dos dez primeiros da edição anterior do Ranking, apenas o Corinthians não chegou ao menos às oitavas da Taça BH. O Inter, vice-campeão, ampliou sua liderança, já que Cruzeiro e São Paulo sequer alcançaram as semifinais. Ainda assim, esta atualização aumentou a vantagem dos quatro primeiros (Inter, Cruzeiro, São Paulo e Grêmio) para os demais, em um cenário que dificilmente mudará até o final do ano.

A Taça BH foi responsável também por um dos cinco novos clubes que aparecem nesta edição: o Valério-MG, exatamente do grupo corintiano, foi às oitavas e somou cinco pontos. Os outros estreantes do ranking são o CSA, campeão alagoano sub-18, o Ferroviário, vice-campeão cearense sub-18, e dois gaúchos: Cerâmica, vice-campeão júnior, e Garibaldi, semifinalista.

O fraco desempenho no estadual deste ano, aliás, fez o Grêmio perder terreno frente ao São Paulo, que brilhou novamente em gramados ingleses para conquistar o bicampeonato da Manchester United Premier Cup. Com isso, o tricolor diminuiu a distância para o Cruzeiro, que só não foi ultrapassado graças ao vice-campeonato no Sub-15 de Londrina – derrota para o bicho-papão Internacional, quase 100 pontos à frente.

Os clubes que mais subiram no período são dois dos maiores do país, que apareciam em colocações mais do que modestas: o Botafogo subiu 20 posições, chegando ao ainda ruim 66º posto, enquanto o Palmeiras subiu 19, parando no 71º lugar. A pontuação somada foi pequena (10 para o Bota e 5 para o Verdão, ambos na Taça BH), mas como os dois estavam muito abaixo na tabela, conseguiram subir bastante. Por outro lado, Caxias e CRB caíram 27 lugares, graças à desvalorização de suas campanhas nos estaduais passados, somada ao fato de que nenhum dos dois repetiu o desempenho em 2009.

Outros destaques: o Bahia voltou aos 25 melhores com os cinco pontos da Taça BH; o Fortaleza, campeão cearense, somou 30 pontos e chegou à 18ª colocação, seguido de perto pelo Juventude, que novamente parou nas semifinais do Gaúcho de Juniores, o suficiente para anotar mais 20 pontos.

As outras modificações foram reflexo de desvalorização de pontuações anteriores, nos campeonatos terminados nos últimos meses. Vale lembrar que os times empatados em pontos aparecem todos na mesma colocação, relacionados em ordem alfabética.

Como o Ranking será permanentemente atualizado, a cada competição terminada, fique de olho nas informações sobre os campeonatos, que você só encontra no Olheiros. O Campeonato Brasileiro Sub-20 e a conclusão da maioria dos estaduais estão próximos, fechando com chave de ouro as competições de base em 2009. Você torce para o seu time ser campeão, revelar novos craques e chegar – ou permanecer – no topo.

Confira o ranking completo em
http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=1439.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pela metade

Com a vitória do Bragantino sobre o ABC por 3 a 0 na noite do sábado (22), terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série B. Hora de analisar como foi a caminhada dos vinte clubes até a metade desta que é considerada, por quem já conhece e até mesmo por quem nunca caiu ou subiu, uma das jornadas mais difíceis do futebol nacional.

A compreensão da Segundona de 2009 é importante para saber qual o impacto causado pela participação do Corinthians no ano passado. De fato, a competição não desperta tanto a atenção, mesmo tendo um clube de massa como o Vasco. Mas, ainda assim, cada presença de um dos grandes faz com que a importância da Série B aumente consideravelmente, junto com sua dificuldade. Até por isso, a CBF mudou a Série C e criou a Série D, ajudando a conferir à segunda divisão um status inédito de torneio rentável e atrativo.

Confira uma análise completa do primeiro turno da Série B na
Trivela.