domingo, 6 de dezembro de 2009

17 dos 48 jogos da primeira fase da Copa já aconteceram em outros Mundiais

Dos 48 jogos da primeira fase da Copa 2010, 17 deles já aconteceram em outros Mundiais. Confira a lista completa, grupo a grupo, com os resultados e links para as fichas técnicas de cada partida:

Grupo A


Por ter sido quase o mesmo grupo 1 da Copa de 66, este é o grupo com mais jogos repetidos. Mas a partida mais marcante foi em 2002: Uruguai e França, derrotados na estreia, se enfrentaram em Busan já sabendo do empate entre Dinamarca e Senegal. Quem perdesse, estaria eliminado. Um jogo tenso, em que Henry foi expulso aos 25 minutos do primeiro tempo por agressão, e o 0 a 0 significaria o adeus aos dois campeões mundiais ainda na primeira fase. Veja um compacto daquele jogo:

11/06 Uruguai x França
15/07/1966 - Uruguai 2x1 França (Rocha, Cortés / De Bourgoing) (ficha)
06/06/2002 - França 0x0 Uruguai (ficha)


17/06 - França x México
13/07/1930 - França 4x1 México (Laurent, Langiller, Maschinot (2) / Carreno) (ficha)
19/06/1954 - França 3x2 México (Vincent, Cardena (c), Kopa / Lamadrid, Balcazar) (ficha)
13/07/1966 - França 1x1 México (Hausser / Borja) (ficha)

22/06 - México x Uruguai
19/07/1966 - México 0x0 Uruguai (ficha)

22/06 França x África do Sul
12/06/1998 - França 3x0 África do Sul (Dugarry, Issa (c), Henry) (ficha)

Grupo B


O grupo B também é parecido com outro: o grupo D de 1994. Jogos de muita história: os 4 a 0 da Argentina sobre a Grécia, na famosa partida de um Maradona enfurecido comemorando um gol. Os 2 a 1 sobre a Nigéria, marcando a última partida de Diego em Copas. E a estreia argentina na Copa de 86 contra a Coreia do Sul - a Copa do bicampeonato. Veja resumos dos três jogos citados:

12/06 Argentina x Nigéria
25/06/1994 - Argentina 2x1 Nigéria (Rocha, Cortés / De Bourgoing) (ficha)
02/06/2002 - Argentina 1x0 Nigéria (Batistuta) (ficha)


17/06 Grécia x Nigéria
30/06/1994 - Grécia 0x2 Nigéria (Finidi, Amokachi) (ficha)

17/06 Argentina x Coreia do Sul
02/06/1986 - Argentina 3x1 Coreia do Sul (Valdano (2), Ruggeri / Sun Park) (ficha)


22/06 Grécia x Argentina
21/06/1994 - Argentina 4x0 Grécia (Batistuta (3), Maradona) (ficha)


Grupo C


Um dos jogos mais famosos da história das Copas acontecerá novamente: em 1950, no estádio Independência, em Belo Horizonte, os Estados Unidos, formados por um time completamente amador, venceram os ingleses, inventores do futebol e àquela época considerados o melhor time do mundo - tanto que, nas primeiras Copas, o país recusou-se a participar. O gol da vitória foi marcado pelo haitiano Gaetjens, único negro na equipe estadunidense.

12/06 Inglaterra x Estados Unidos
29/06/1950 - Estados Unidos 1x0 Inglaterra (Gaetjens) (ficha)


Grupo D


A partida entre Alemanha e Sérvia entrará para a história: como o retrospecto da seleção iugoslava é herdado pelos sérvios, este será o sétimo encontro entre as duas equipes, igualando-se a Brasil e Suécia como a partida que mais vezes aconteceu em todos os Mundiais. Curiosamente, nas três vezes em que a Alemanha foi campeã, encontrou a Iugoslávia pelo caminho. O jogo mais lembrado é o da Copa da Suíça, quando os alemães venceram nas quartas de final e rumaram para o primeiro título. Abaixo, cenas dos dois últimos jogos, em 1990 e 98:

18/06 Alemanha x Sérvia
27/06/1954 - Alemanha 2x0 Iugoslávia (Horvat (c), Rahn) (ficha)
19/06/1958 - Alemanha 1x0 Iugoslávia (Rahn) (ficha)
10/06/1962 - Iugoslávia 1x0 Alemanha (Radakovic) (ficha)
26/06/1974 - Iugoslávia 0x2 Alemanha (Breitner, Muller) (ficha)
10/06/1990 - Alemanha 4x1 Iugoslávia (Matthaus (2), Klinsmann, Voeller / Jozic) (ficha)
21/06/1998 - Alemanha 2x2 Iugoslávia (Mihajlovic (c), Bierhoff / Mijatovic, Stojkovic) (ficha)



Grupo F


Praticamente não há registros do único jogo já realizado pelo Grupo F. Itália e Paraguai se enfrentaram no Pacaembu com os italianos já eliminados e os paraguaios precisando vencer para avançarem ao quadrangular final. Com a vitória da Azzurra, a Suécia classificou-se para a próxima etapa.

14/06 Itália x Paraguai
02/07/1950 - Itália 2x0 Paraguai (Carapellese, Pandolfini) (ficha)

Grupo G


Dois jogos de muita história remontando à Copa de 1966: a vitória portuguesa sobre o Brasil no último jogo da fase de grupos, eliminando os então atuais bicampeões mundiais - o Brasil sem Pelé, machucado após ser caçado pelos búlgaros. E nas quartas de final, a surpreendente Coreia do Norte abriu 3 a 0 no primeiro tempo, mas com três gols de Eusébio os portugueses avançaram às semifinais.

21/06 Portugal x Coreia do Norte
23/07/1966 - Portugal 5x3 Coreia do Norte (Eusébio (4), José Augusto / Zin Pak, Woon Li, Kook Yang) (ficha)


25/06 Portugal x Brasil
19/07/1966 - Portugal 3x1 Brasil (Simões, Eusébio (2) / Rildo) (ficha)


Grupo H


Outro grupo com vários jogos que já aconteceram, mas todos na primeira fase das respectivas Copas. Destacamos, então, Espanha 1x1 Honduras - a estreia espanhola no Mundial por ela sediado e um jogo muito complicado: Zelaya marcou para os estreantes em Copas logo aos 7 minutos e o empate só veio aos 23 do segundo tempo, graças a um gol de pênalti de Ufarte.

16/06 Espanha x Suíça
15/07/1966 - Espanha 2x1 Suíça (Sanchis, Amancio / Quentin) (ficha)

21/06 Chile x Suíça
30/05/1962 - Chile 3x1 Suíça (Sanchez (2), Ramirez / Wuethrich) (ficha)

21/06 Espanha x Honduras
16/06/1962 - Espanha 1x1 Honduras (Lopez Ufarte / Zelaya) (ficha)


25/06 Chile x Espanha
29/06/1950 - Espanha 2x0 Chile (Basora, Zarra) (ficha)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cadê você? - Felipe

Apresentamos a partir de hoje jogadores que saíram do Brasil há algum tempo para tentar a sorte nos exterior. Esta coluna começou a ser publicada em setembro no semanário Jornal da Cidade, de Americana, e trazemos agora para o blog.

FELIPE

CRIADO no futebol de salão do Vasco, Felipe Jorge Loureiro nasceu em 02 de setembro de 1977, no Rio de Janeiro. O lateral-esquerdo caracterizava-se por dribles rápidos e desconcertantes, além de muita velocidade no ataque. Tinha também fama de bad boy: extremamente problemático, vivia envolvido em brigas e discussões com a diretoria.

FELIPE chegou ao profissional do Vasco no início de 97, conquistando o Brasileirão daquele ano. Sua primeira convocação para a seleção veio em 99, na estreia de Vanderlei Luxemburgo. Foram quatro anos de Vasco, coroados com a conquista da Libertadores em 98, Copa Mercosul e outro Brasileiro em 2000.

SAIU brigado do clube e, em 2001, teve passagens apagadas por Palmeiras e Atlético-MG. Passou uma temporada na Turquia, mas jogou apenas 14 vezes pelo Galatasaray, retornando ao Brasil em 2003 para defender o Flamengo. Viveu boa fase e foi convocado por Parreira para disputar a Copa América de 2004, sua última aparição pelo Brasil.

APÓS passagem menos gloriosa pelo Fluminense, transferiu-se em 2005 para o Al-Sadd, do Catar. Lá, passou a jogar como meia e conquistou dois campeonatos e duas copas nacionais, tornando-se o brasileiro há mais tempo no Oriente Médio. Aos 32 anos, frequentemente tem sua volta especulada nos clubes cariocas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Os grupos da Copa 2010

Veja como ficaram os grupos da Copa 2010:

Estes serão os grupos da Copa de 2010. O Brasil pegou um grupo mais difícil que nas últimas Copas, que pode ser considerado o da morte, ou ainda o segundo mais difícil, atrás apenas do Grupo D, único com três times que avançaram às oitavas-de-final em 2006.

Grupo A

A África do Sul fará milagre se conseguir se classificar para as oitavas de final. Pegou México, o segundo time mais forte do Pote 2, o Uruguai e a França. Uruguaios e franceses se enfrentaram em 2002, e ficaram de fora já na primeira fase - caíram para Dinamarca e Senegal. Já França e México se enfrentaram em três oportunidades: 1930, 1954 e 1966. Em 98, quando a França foi sede, também pegou a África do Sul na fase de grupos e goleou por 4 a 0. E Uruguai e México empataram sem gols na Copa de 66. Outra curiosidade: o Grupo A é idêntico ao Grupo 1 da Copa de 1966. A mudança é a África do Sul, que no caso em 66 era a Inglaterra - também o dono da casa. A França desponta como favorita ao primeiro lugar, apesar das dificuldades demonstradas pelo time nas Eliminatórias. Inicialmente, o Uruguai briga pela segunda vaga com o México, mas como anfitriões, os sul-africanos podem, por que não, surpreender.
Palpite: França e Uruguai

Grupo B

Penalizada com o grupo da morte nas duas últimas Copas, a Argentina pegou adversários bem mais fáceis desta vez. A Nigéria não é de longe a seleção que encantou o mundo na década de 90, contando agora com um futebol mais de força que de habilidade. A Coreia do Sul só teve força em 2002, quando foi sede, e a Grécia é uma equipe de defesa forte, mas pouca qualidade. Curioso é que, em 1994, a Argentina de Maradona teve grupo semelhante, ao cair com Nigéria e Grécia. Os hermanos enfrentaram os sul-coreanos em 1986, na campanha do bicampeonato, e os nigerianos em 2002, no Grupo da Morte: vitória argentina por 1 a 0.
Palpite: Argentina e Grécia

Grupo C

A Inglaterra deu sorte novamente, assim como em 2006, quando enfrentou Paraguai, Suécia e Trinidad & Tobago. O English Team enfrenta dois dos piores times de seus continentes: a Argélia, de volta a um Mundial após 24 anos (o pior dos africanos) e a Eslovênia, europeia pior classificada no Ranking da Fifa que chega apenas à sua segunda Copa do Mundo. O outro integrante são os Estados Unidos, que têm grande chance de voltar a se classificar e são os favoritos ao segundo posto. Ingleses e norte-americanos fizeram um duelo histórico em 1950: amadores, os jogadores estadunidenses derrotaram os assoberbados adversários, inventores do futebol.
Palpite: Inglaterra e Estados Unidos

Grupo D


Considerado por alguns o verdadeiro grupo da morte, apesar de não possuir seleções de tanto nome. É, na verdade, o único a reunir três equipes que se classificaram para as oitavas de final em 2006: a Alemanha foi terceiro lugar em casa, e Gana e Austrália surpreenderam ao avançar em seus grupos em suas primeiras participações. A Sérvia chega com o retrospecto de uma das melhores campanhas da Europa e excelentes jogadores. Por ser uma Copa na África, Gana deve levar certa vantagem na briga pela segunda vaga. Entretanto, é uma chave aberta e a Alemanha pode muito bem acabar em segundo lugar. Não há histórico de confrontos entre essas seleções - a não ser que a Sérvia seja considerada herdeira dos resultados da antiga Iugoslávia. Aí, foram cinco jogos (o último na fase de grupos da Copa de 98: 2 a 2). Os alemães, pode não parecer, são supersticiosos: as três vezes em que foram campeões, eles enfrentaram os iugoslavos, em 54, 74 e 90.
Palpite: Alemanha e Gana

Grupo E

O Grupo E foi o menos comentado do sorteio, pelo fato de ter um cabeça de chave menos tradicional - a Holanda. Dentro de seus continentes, as quatro equipes são grandes potências, mas na Copa eram consideradas forças medianas. A Holanda chega com moral de ser terceira lugar no Ranking da Fifa e ter conquistado 100% de aproveitamentonas eliminatórias, mas aparentemente mais fraca que, por exemplo, em 1998. A Dinamarca venceu um grupo difícil, que tinha Portugal e Suécia, e é considerada surpresa, afinal viveu fase boa também em 98 e na década de 80. E Camarões, da mesma forma, não está no melhor momento: depende demais de Samuel Eto'o, estrela da Inter de Milão, e sequer lembra a seleção que encantou o mundo em 90. Finalmente, o Japão já foi a melhor seleção da Ásia, mas possui um elenco envelechido e poucos jogadores jovens de qualidade. Deve, assim como em 2006, brigar muito mas terminar na última posição. Não houve confronto entre essas equipes na história dos Mundiais.
Palpite: Holanda e Dinamarca

Grupo F

Se os constantes tropeços da Itália nas fases de grupos se repetirem em 2010, será a prova final de que não é coincidência: o Grupo D é o mais fácil das últimas Copas, mais tranquilo até que a chave brasileira em 2002, que tinha Turquia, China e Costa Rica. Os italianos pegam paraguaios, neozelandeses e eslovacos - grupo para conquistar 100% de aproveitamento. Neste grupo, o único confronto que já aconteceu anteriormente foi Itália e Paraguai, na longínqua Copa de 50, no Brasil: 2x0 para a Itália, pela primeira fase, no Pacaembu. Inicialmente, imagina-se que o Paraguai saia na frente pela segunda vaga, mas a Eslováquia venceu um grupo equilibrado nas eliminatórias europeias e tem jogadores com experiência em clubes de ponta na Europa. A Nova Zelândia, com um futebol ainda semi-amador, corre por fora.
Palpite: Itália e Paraguai

Grupo G

O Grupo da Morte, segundo muitos - afinal tem a melhor seleção, a melhor europeia não-cabeça de chave e a melhor africana. Duas vagas para três seleções...e mais a Coreia do Norte. Qualquer resultado que três goleadas será surpresa, ainda que os norte-coreanos tenham alcançado a classficação através de uma defesa forte. Mas, ainda assim, deve ser como em 2002, quando o Brasil pegou a estreante China. O Brasil, normalmente com grupos fáceis, só teve chaves mais difíceis em 1958 (União Soviética, Inglaterra e Áustria, três potências europeias à época) e em 1966 (Hungria, Portugal e Bulgária, todas seleções fortes então - e a única vez que o Brasil caiu nas oitavas. A Copa de 66, aliás, traz também dois confrontos anteriores entre essas seleções: o Brasil foi eliminado por Portugal, ao perder por 3 a 1, e Portugal bateu a surpreendente Coreia do Norte, que havia despachado a Itália na primeira fase.
Palpite: Brasil e Costa do Marfim

Grupo H

O privilégio dos grupos fáceis passou do Brasil para a Espanha: pegou África do Sul, Paraguai e Eslovênia em 2002; Ucrânia, Arábia Saudita e Tunísia em 2006; e agora Suíça, Honduras e Chile. A Espanha já pegou os três adversários em Copas: na outra participação de Honduras, em 82, quando foi sede, a Fúria também enfrentou os Catrachos e empataram em 1 a 1; em 50, vitória espanhola sobre o Chile por 2 a 0, em Curitiba; em 66, vitória por 2 a 1 sobre a Suíça. O Chile é uma seleção emergente, de futebol absurdamente ofensivo, e comandada pelo argentino Marcelo "El Loco" Bielsa. A Suíça, por outro lado, é forte na defesa - tanto que foi eliminada em 2006 sem sofrer um gol sequer, algo histórico. Os dois já se pegaram na Copa do Chile, em 62, e os donos da casa venceram por 3 a 1. E Honduras é uma seleção parecida com a Costa Rica: muita velocidade e habilidade, mas pouca força física, disciplina tática e consistência defensiva. O Chile desponta como favorito à segunda vaga, mas é uma disputa aberta.
Palpite: Espanha e Chile

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Simulação do sorteio dos grupos da Copa

Chegou o grande dia! É nesta sexta-feira que serão conhecidos os destinos dos 32 classificados para a Copa do Mundo 2010, o momento mais importante antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho.

Como fã de bandeirinhas e sorteios, fiz minha própria simulação, seguindo os critérios anunciados pela FIFA nesta quarta. O Brasil ficou no grupo da morte, ao lado de Nigéria, Estados Unidos e Portugal. Já a Espanha pegou uma chave mais fácil, com Eslováquia, Honduras e Uruguai.

Apesar de este ser o meu sorteio, continuo apostando em um grupo com Brasil, Eslováquia, Argélia e Honduras - é impressionante a sorte do Brasil nas últimas Copas.

Veja então como ficou o sorteio, dê seu palpite e volte amanhã para ver se acertamos ou não:


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Copa de 2010 é a sétima com menos renovação de participantes

A Copa de 2010 será a sétima da história com menos renovação de participantes em relação ao Mundial anterior. Dos 32 classificados para a África do Sul, 19 estavam na Alemanha há quatro anos - ou 59,37%. Desde que o número de seleções subiu para 32, esta será a edição com mais novidades: em 2006 e 2002, foram 20 os repetentes, o maior número absoluto.

Em percentuais, as duas Copas mais parecidas quanto aos participantes foram as de 1962 e 66: dos 16 times que jogaram no Chile, 13 voltaram quatro anos depois na Inglaterra (apenas Colômbia, Iugoslávia e Tchecoslováquia falharam em se classificar, sendo substituídas por Coreia do Norte, França e Portugal), o que dá uma renovação de apenas 18,75%.

Por outro lado, a Copa de 50 foi a que apresentou mais novidades: em relação aos 16 classificados para França 1938, apenas quatro estiveram no Brasil - o próprio Brasil, evidentemente, a campeã Itália e a dupla Suécia e Suíça. O principal fator para a grande mudança foi a Segunda Guerra Mundial, que levou a Copa para a América do Sul e, com os europeus ainda arrasados pela destruição, muitos abriram mão, deixando espaço para os sul-americanos jogarem (cinco dos 13 times eram da América do Sul, já que Índia, Escócia e Turquia se classificaram mas desistiram).

O percentual de renovação das seleções a cada Mundial baixou consideravelmente após a mudança para 24 e, depois, para 32 equipes, afinal aumentou o número de vagas e as chances de surpresa são menores.

Ainda assim, seleções tradicionais e de certa força em seus continentes como Rússia, Turquia, Croácia, Arábia Saudita, Irã e Costa Rica não estarão na África do Sul.

E você, vai sentir falta de quais seleções na Copa?

Confira as seleções que conseguiram se classificar para a Copa seguinte:

Copa - seleções repetidas - percentual de repetição
1966: 13 (81,25%)
1998: 18 (75%)
1938: 11 (68,75%)
2006: 20 (62,5%)
2002: 20 (62,5%)
1958: 10 (62,5%)
2010: 19 (59,37%)
1986: 14 (58,3%)
1962: 9 (56,25%)
1978: 8 (50%)
1970: 8 (50%)
1994: 15 (46,87%)
1990: 11 (45,83%)
1982: 11 (45,83%)
1954: 7 (43,75%)
1974: 6 (37,5%)
1934: 6 (37,5%)
1950: 4 (25%)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

JABULANI, a bola da Copa



O Jornalismo Esporte Clube adiantou na sexta-feira, e hoje fotos vazaram na internet: esta é a bola da Copa 2010: JABULANI.

O desenho dos gomos (são apenas oito no total, com estrutura em EVA e paineis de TPU) é praticamente o mesmo comentado no post de sexta, e a suposição estava correta: o nome é a tradução de "celebrar" em isiZulu, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul. Onze também é o número de cores utilizadas na bola, predominantemente branca, preta e amarela.

E aí, gostou?

Comente!


Balanço da Série B - parte 1

Inicio hoje na coluna semanal da Trivela a análise completa da Série B 2009. Na primeira parte, a metade de baixo da tabela - os times classificados entre 11º e 20º lugares. Posto aqui os textos, mas as estatísticas completas de cada equipe você confere clicando aqui.

Ponte Preta

O torcedor da Ponte deve ser um dos mais nervosos ao final desta Série B, mais até que dos rebaixados, muitos deles tristes ou conformados. Afinal, no ano passado a Ponte ficou em 5º e quase subiu; em 2009, rondou o G-4 o campeonato inteiro, esteve nele em apenas cinco rodadas e, quando parecia que finalmente entraria na briga, tropeçava. Foi assim, por exemplo, nas derrotas em casa para São Caetano e Figueirense, e nos dois dérbis. É verdade que o time sentiu demais as saídas de Aranha e Gum, mas nada justifica alguns resultado como o empate no Majestoso com o Paraná após virar o intervalo vencendo por 3 a 1. Some-se isso a jogadores instáveis como Fabiano Gadelha e Danilo Neco, e treinadores desastrados como Pintado e Márcio Bittencourt, e o desfecho é algo impensado até pouco tempo: Bugre na primeira, Macaca na segunda.

Bahia

O Bahia foi talvez o time que mais oscilou durante todo o campeonato. Cotado para brigar pelo acesso, chegou a figurar no G-4 nas rodadas iniciais mas, com Paulo Comelli e Sérgio Guedes, despencou a ponto de encontrar-se na zona de rebaixamento a quatro jogos do fim. Com nomes como Rubens Cardoso, Nen, Léo Medeiros e Nadson, poucos entenderam como o Tricolor conseguiu amargar nove partidas sem vencer. A mudança veio com Bonamigo: mudou o esquema para o 3-5-2 e recuperou o experiente Paulo Isidoro, que passou a marcar gols importantes, assim como Jael – cada um marcou quatro vezes nos últimos oito jogos, quando o Bahia alcançou seis vitórias. A 12ª colocação final parece até boa demais para o sufoco que a torcida passou durante o ano. A renovação com Bonamigo para 2010 dá sinais de que o trabalho deve continuar. Só não se pode correr o risco de esquecer os problemas e ter de enfrentá-los novamente.

Vila Nova

Os mais desavisados terão dificuldade em se lembrar que o Vila Nova disputou a Série B deste ano. Os goianos foram desde o início um time previsível, burocrático e sem inspiração: ganhava fora, perdia em casa. Não à toa, passou o campeonato todo sem ganhar um jogo sequer por mais de um gol de diferença. Mesmo sem sonhar com o acesso ou flertar com o rebaixamento, trocou de técnico três vezes e chegou a viver raro momento de sobressalto com Vagner Benazzi, na única rodada em que esteve no Z-4. De positivo, fica a boa temporada de William, cujo contrato termina em dezembro e pode ser negociado. Duro mesmo será lembrar de como a equipe refugou no ano passado, quando tinha o acesso em mãos, e ver Goiás e Atlético duelando na Série A do ano que vem.

Brasiliense

Mais uma vez a história se repete: o Brasiliense chega com um elenco recheado de figurões, aparece como candidato ao acesso mas acaba mesmo é lutando contra o rebaixamento. Sob o comando de Roberval Davino, o Jacaré brigou pelo G-4 e chegou a ser vice-líder por quatro rodadas, mas logo caiu de produção e emendou cinco derrotas consecutivas. Vieram Heriberto da Cunha e Reinaldo Gueldini e o desempenho só piorava, fazendo do amarelão a segunda pior campanha do returno. A duas rodadas do fim, Luiz Estevão trouxe Mauro Fernandes, que barrou titulares que não vinham rendendo e lançou bons jogadores que só esquentavam o banco, como Rodriguinho e Coquinho. Resultado: duas vitórias, descenso espantado e sensação de dever cumprido, por mais que as expectativas geradas tenham sido bem maiores. Resta saber se no ano que vem o script será o mesmo.

Ipatinga

O Ipatinga sentiu a clara diferença entre disputar uma segunda divisão estadual e a Segundona nacional. Lanterna do Brasileirão passado, o Tigre começou o ano conquistando o Módulo II e chegou a sonhar com novo “efeito elevador”, mas percebeu que era melhor dar um passo por vez. Em uma das campanhas mais medianas, começou bem com Marcelo Oliveira mas depois foi alternando boas e más atuações ao longo da temporada, ao ponto de não ter conseguido engrenar grandes sequências nem de vitórias, nem de derrotas. Mas quando o veterano Marcelo Ramos parou de fazer gols no segundo turno, a equipe caiu de produção e foi necessária uma troca de comando a seis rodadas do fim. Flávio Lopes conseguiu no Vale do Aço o que falhou em alcançar no ABC, de onde saiu: venceu Atlético-GO e Vasco em casa e, beneficiado pelos tropeços dos adversários, manteve o time na Série B.

América-RN

A temporada acabou sendo mais positiva que negativa para o América, apesar de ter escapado do rebaixamento apenas na última rodada. Foram sete treinadores no ano, uma campanha horrível no Estadual e poucas perspectivas. Mas o time surpreendeu e chegou a ficar duas rodadas no G-4 ainda no primeiro turno. As saídas de Alexandre e Sandro Hiroshi, e a ausência constante de Souza resultaram numa queda de produção repentina, acumulando cinco derrotas consecutivas. Numa fase conturbada, o Mecão ganhou apenas uma de treze partidas e bateu na lanterna na 20ª rodada, mas a chegada de Francisco Diá – que mexeu na estrutura da equipe – deu resultado e as vitórias nas últimas cinco partidas em casa garantiram a permanência. De quebra, nomes como Somália e Lúcio terminaram o ano elogiados e ligados a transferências ao Vasco, enquanto o rival ABC amargou a última posição.

Juventude

Dez anos separam o Juventude do melhor e do pior momento de sua história: o time que foi rebaixado na última rodada não lembra em nada o que, há uma década, comemorou a conquista da Copa do Brasil. A única semelhança entre as duas equipes é que Lauro estava em ambas. Desta vez, entretanto, a presença do experiente volante não foi suficiente para emular o espírito de 99 em um elenco limitadíssimo, que dependia mais do que devia do ainda muito jovem meia Zezinho. Se a troca é às vezes criticada, aqui a manutenção de Ivo Wortmann desde a rodada 11 foi prejudicial: o time chegou a alternar duas vitórias e duas derrotas, dando a impressão de que a campanha era razoável. Mas bastou uma reta final absurdamente difícil, com apenas quatro pontos conquistados em 18 possíveis, para colocar o Ju na zona de rebaixamento apenas pela segunda vez no returno – exatamente quando não podia.

Fortaleza

O Fortaleza escapou do descenso apenas na última rodada em 2008. Houve reestruturação, a frutífera base foi aproveitada e o time rumou ao tricampeonato estadual, além de ter começado o campeonato ainda vivo na Copa do Brasil. Cenário favorável para sonhar até com o acesso, certo? Errado. O início ruim, com quatro derrotas seguidas, comprometeu todo o trabalho, mas foi mesmo a campanha do segundo turno que decretou o rebaixamento: apenas 16 pontos, a pior dentre os 20 clubes. Em um elenco sem referências, promessas como Adaílton e Bambam não seguraram o rojão e uma falta de sorte incrível, com gols sofridos nos minutos finais, foram minando a confiança da equipe. Foi uma campanha tão esquisita que até agora os torcedores não conseguem entender como o time caiu.

Campinense

O objetivo claro do Campinense na temporada era lutar contra o rebaixamento. E o time lutou com todas as suas forças, que acabaram não sendo suficientes – ficou de fora do Z-4 apenas na primeira rodada e passou 21 delas na lanterna. A equipe parece ter sentido o baque inicial, perdendo 13 em 16 jogos, e terminou o primeiro turno com apenas 14 pontos. Com a chegada de Freitas nascimento, o time até reagiu e conseguiu bons resultados, como goleadas sobre Ipatinga e Duque de Caxias, mas já era tarde demais. A Raposa despede-se da Série B com a pior defesa (79 gols, 2,07 por partida) e com a certeza de que faltou elenco para encarar a disputa.

ABC

O ABC foi rebaixado com justiça, pois falhou na correção dos problemas que já eram conhecidos desde o Estadual: com pouco dinheiro para contratar, a falta de jogadores de qualidade do meio para frente continuou fazendo do ataque do Mais Querido um deserto de criatividade e o time marcou míseros 13 gols no primeiro turno. As deficiências do elenco têm relação direta com a pior campanha como visitante: apenas uma vitória, dois empates e dezesseis derrotas, contando também com o clássico diante do América. A inconsistência passa também pela falta de comando: Heriberto da Cunha saiu logo na segunda rodada e o alvinegro foi quem mais trocou de técnico no ano – cinco nomes diferentes. Se serve de consolo, quando o rebaixamento já estava concretizado o ABC conseguiu a maior goleada do campeonato: 6 a 2 sobre o Brasiliense.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O fim das peneiras?*


Publicado originalmente no Olheiros.

Imagine a seguinte cena: ao olhar para uma arquibancada cheia de ansiosos garotos esperando pelo início da “peneira”, o observador, em vez de dividi-los em times e mandar todos para o gramado, pergunta quem tem em mãos um currículo, portfólio ou ainda carta de apresentação. Parece estranho, mas é uma das propostas do professor Alcides Scaglia, mestre em pedagogia do esporte, coordenador pedagógico do Paulínia Futebol Clube, clube emergente do interior de São Paulo, e pró-reitor acadêmico da Universidade do Futebol.

Co-autor do livro “Educação como prática corporal”, Scaglia defende o fim das peneiras como as conhecemos, substituindo os simples “todos contra todos” de quinze minutos por processos mais contínuos de avaliação, buscando detectar atletas potencialmente inteligentes e não apenas garotos extremamente habilidosos. Dessa forma seria possível, afirma, acabar finalmente com a tese de que jogador bom já nasce com o dom para o futebol, o popular talento nato.

A ideia por trás da proposta é oferecer mais oportunidades para que o menino, às vezes nervoso naquele momento, mostre seu potencial. Como exemplo famoso de vítima das peneiras temos Kaká, mais de uma vez criticado na base por seu porte físico franzino. Nesse verdadeiro processo seletivo, são avaliados outros critérios além da pura habilidade com a bola no pé: a capacidade de organizar o jogo, de adaptar-se a mudanças rápidas (tomada de decisão e reações imediatas), a concentração, atenção, controle emocional e até mesmo comunicação não verbal, o chamado entrosamento.

À primeira vista, podem parecer exigências demais para meninos de quinze, doze, às vezes até dez anos. Afinal, se alguns garotos não possuem porte físico ou habilidade destacada tão jovens, também podem não possuir aspectos tão cognitivos do jogo desenvolvidos em tão pouca idade. Mas Scaglia lembra que cada faixa etária possui seu nível de exigência. “É preciso ter por referências a idade dos jogadores, pois é dela que dependerá a seleção dos jogos e os objetivos mais específicos exigidos em cada uma das etapas do processo de especialização”, afirma.

Segundo ele, o maior empecilho para a aplicação deste novo sistema não é, como se poderia pensar, a infraestrutura precária de clubes menores ou das peneiras realizadas no interior dos estados – mais ou menos a mesma justificativa que a FIFA usa para vetar as novidades tecnológicas no esporte. “Este método pode ser aplicado em qualquer lugar, pois depende mais do conhecimento pedagógico do que da estrutura em si”, explica.

O problema, diz Scaglia, é a grande presença de ex-jogadores de futebol, sem formação técnica ou acadêmica alguma, nas divisões de base dos clubes. “Vejo isto com muitos problemas. Entendo que um ex-jogador até poderia estar no profissional ou mesmo nos juniores, causando menos estragos, pois os jogadores já estão "formados", mas não abaixo disso. Muito menos nas escolinhas de iniciação, onde o estrago seria muito maior, e em muitos casos irreparável”, diz.

Para selecionar e formar, então, é preciso primeiro estar formado, informado e atualizado. Colocar em prática um método como este é um desafio quase intangível, grande parte pela insistência dos clubes em manter o sistema considerado eficiente, mas também devido à escassez de profissionais realmente preparados para trabalhar com a base da maneira que os garotos merecem e precisam.

Mas se a cobrança por resultados e a exigência pela perfeição dos jogadores aumentam a cada dia, por que não subir a barra também na fonte, garantindo menos foguetes molhados no futuro? Questão de custo-benefício, inteligência e atualização.

Para ler o artigo completo de Alcides Scaglia, clique aqui

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A bola da Copa?

Pois é, voltamos. Depois de um longo e tenebroso verão, mas voltamos - não sabemos se, ainda, definitivamente.

Acontece que estamos há uma semana do sorteio dos grupos da Copa e também do lançamento oficial da bola da Copa de 2010. A Adidas, fornecedora oficial de material esportivo, faz mistério e abre seção especial no site com a contagem regressiva:



Entretanto, dá pra ter uma ideia de como será a bola. Conhecendo as estratégias dos fornecedores de material esportivo, sabemos que tudo é uma questão de PADRÃO. Os uniformes, por exemplo, possuem diferenças, mas todos seguem um padrão parecido, seja nos detalhes, seja nos próprios layouts, ou ofamoso template.

Percebe-se, então, que a bola da vez é um triângulo de cantos arrendodados, presente em todo lugar no site da bola:
Veja, também, que o triângulo aparece no desenho da bola utilizada na Uefa Champions League desse ano:


Mas a bola da UCL ainda é a Teamgeist, a dos 14 gomos lançada para a Copa de 2006. Além do desenho e das cores, que já se prometeu que seriam branco, preto e amarelo, a Adidas deve mudar novamente a ESTRUTURA da bola.

Sabendo disso, prestemos atenção nas chamadas dos uniformes das seleções que estarão na Copa:

Reparou? Não? Tente de novo, agora com mais zoom:


Parece uma bola diferente, não é? E deve ser mesmo: a bola da Copa. Veja uma simulação bem grosseira, feita apenas para ilustrar como deve ficar:

Quanto ao nome, é difícil chutar. Mas como a chamada do site fala em "celebrar", podemos traduzir o termo "celebrate", em inglês, para algumas das línguas oficiais do pais:

Em Southern Sotho, língua utilizada na bola Kopanya, ficaria "keteka".
Em Zulu, "gubha".
Em Xhosa, "ukubhiyoza".
Em Northern Sotho, "tuma".

De todas, preferi keteka.

Mas é claro, tudo isso é uma suposição.

Veremos na sexta-feira o quanto acertamos.

E você, o que acha?