sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

E se o Brasileirão 2009 fosse decidido no mata-mata?

Como seria? Confira: repetimos a brincadeira feita no ano passado e simulamos os jogos entre os oito primeiros colocados. A regra é simples: pega-se a classificação final do campeonato e arranja-se os oito primeiros na chave, da mesma forma que acontecia até 2002: 1º x 8º, 2º x 7º e assim por diante. Para sabermos os resultados, basta pegar os placares do primeiro e do segundo turno. Em caso de empate, prevalece a melhor campanha.

Vejamos como seria:

Quartas de final

Flamengo (1º) x Grêmio (8º)

Grêmio 4x1 Flamengo
Flamengo 2x1 Grêmio

O Flamengo fez uma campanha surpreendente e terminou a fase classificatória em primeiro lugar. Empurrado por Pet e Adriano, visitou o Grêmio, invicto como mandante e dono do melhor ataque. Mesmo com desfalques, o Tricolor abriu o placar com Perea, em falha do goleiro Bruno. O Fla empatou e pressionou, exigindo grandes defesas de Victor. Mas em grande jogada de Rever, Bruno falha novamente. Depois, Jonas marca dois de pênalti para praticamente classificar o time gaúcho. Na partida de volta, o técnico Marcelo Rospide deu-se ao luxo de poupar vários titulares e, apesar de um Maracanã lotado, o Flamengo venceu por apenas 2 a 1 e deu adeus ao título – mais um sinal de que nem sempre o melhor dos pontos corridos é o melhor do mata-mata.

Internacional (2º) x Atlético-MG (7º)

Atlético-MG 0x1 Internacional
Internacional 3x0 Atlético-MG

Inter e Galo se enfrentaram em momentos distintos: o Colorado vinha de uma reta final incrível e o Alvinegro, caindo de produção após liderar o campeonato. No jogo de ida, as mais de 40 mil pessoas lotaram o Mineirão viram um Internacional fechado na defesa encaixar um contra-ataque logo aos 15 minutos de jogo e, após grande jogada de Alecsandro, Giuliano completar para as redes. Diego Tardelli, artilheiro do campeonato não conseguiu furar a retranca gaúcha e, no Beira Rio, os donos da casa impuseram seu futebol ofensivo depois de um primeiro tempo truncado, com Edu (duas vezes) e D’Alessandro marcando os gols da vitória.

São Paulo (3º) x Avaí (6º)

Avaí 0x0 São Paulo
São Paulo 2x0 Avaí

Muito se falou sobre a sorte de campeão do São Paulo ao enfrentar o rival teoricamente mais fácil da segunda fase, já que a duas rodadas do fim o Tricolor estava na primeira colocação. A sorte, entretanto, não esteve presente no duelo na Ressacada: um jogo equilibrado, extremamente brigado no meio-campo e de poucas oportunidades, em que Eduardo Martini e Denis (substituindo Rogério Ceni, machucado) foram os destaques. Para o jogo do Morumbi, Ricardo Gomes apostou em uma formação mais ofensiva, com Marlos na criação. O primeiro tempo foi tenso, com o Avaí dominando as ações e forçando ao Tricolor abusar das bolas aéreas. E foi assim que veio o gol, no início do segundo tempo: Júnior César cruzou e a bola sobrou para Dagoberto abrir o placar. Com o gol, o Avaí partiu para o ataque e, num contragolpe, Dagoberto colocou na cabeça de Hugo para selar a classificação.

Cruzeiro (4º) x Palmeiras (5º)

Palmeiras 3x1 Cruzeiro
Cruzeiro 1x2 Palmeiras

Considerado por muitos o duelo mais equilibrado das quartas de final, Cruzeiro e Palmeiras fizeram dois jogos marcados pela polêmica da arbitragem. No Parque Antarctica, Bernardo colocou os visitantes em vantagem numa cobrança de falta, mas Marcão empatou pouco depois em uma cabeçada que não entrou, mas foi validada por Leandro Vuaden. Abatido, o time mineiro não se encontrou mais e permitiu a virada, com dois gols de Keirrison. A volta no Mineirão foi ainda mais polêmica: Thiago Ribeiro abriu o placar aos 8 minutos, mas Diego Souza empatou logo depois em linda cobrança de falta. No início da segunda etapa, Vagner Love dribou Fábio para garantir a passagem à semifinal, mas os cruzeirenses pressionaram o restante da partida e reclamaram – com razão – de três pênaltis não marcados.


Semifinais

Grêmio (8º) x Palmeiras (5º)

Grêmio 2x0 Palmeiras
Palmeiras 1x1 Grêmio

O Palmeiras perdeu a classificação à final ainda no jogo de ida, graças ao destempero do time, evidenciado pela briga entre Obina e Obina no intervalo. Tudo porque os dois discutiram após o primeiro gol do Grêmio, marcado por Rafael Marques após rebote de Marcos. Os palmeirenses foram expulsos e, com dois a mais, o tricolor gaúcho até poderia ter aberto maior vantagem, ficando apenas nos 2 a 0, graças a um gol de Máxi Lopez no segundo tempo. No jogo da volta, o Palmeiras abriu o placar aos 28 minutos do primeiro tempo com Cleiton Xavier, mas os gremistas se fecharam na defesa e conseguiram segurar a pressão inicial. O banho de água fria veio três minutos depois, quando Souza cruzou rasteiro e de novo Maxi Lopes, decisivo, empatou. Na etapa final, o Verdão tentou pressionar, mas foi o Grêmio que levou mais perigo à meta alviverde.


Internacional (2º) x São Paulo (3º)

São Paulo 1x0 Internacional
Internacional 2x2 São Paulo

Considerada por muitos a final antecipada, a semifinal entre Inter e São Paulo teve dois jogos muito tensos. No Morumbi, Bosco fechou o gol e Hernanes, encarregado da armação, parou na marcação adversária. Com uma proposta tática eficaz, Mário Sérgio travou o Tricolor com um 3-5-2, mas nos acréscimos Washington apareceu no segundo pau, após cobrança de escanteio, e garantiu a vantagem mínima para o jogo da volta. E que jogo! Alecsandro marcou duas vezes no primeiro tempo, ambas em impedimento, para desespero dos são-paulinos. Nos acréscimos, Lauro defendeu pênalti batido por Washington e um Gre-Nal na decisão do campeonato parecia próximo. Mas logo na volta do intervalo, Washington fez o papel de pivô e rolou para Hernanes, que arrematou com perfeição. O duelo ficou equilibrado até que, aos 24, Jean tentou cruzar na área e encobriu Lauro. O Tricolor estava de novo na final!


Final

São Paulo (3º) x Grêmio (8º)


Grêmio 1x1 São Paulo
São Paulo 2x1 Grêmio

A decisão teve tons de heroísmo para o torcedor do São Paulo. No Olímpico lotado, o time da casa abriu o placar com cabeçada certeira de Rafael Marques, mas a fama de recuperações eficazes foi comprovada pelos paulistas: oito minutos depois, Hernanes cruza na área, Dagoberto domina e chuta para empatar. O jogo ficou brigado no segundo tempo e Borges e Dagoberto foram expulsos em um intervalo de poucos minutos, levando o Grêmio para cima. Ao final, Jean também recebeu cartão vermelho, e o empate foi comemorado como vitória pelos são-paulinos ao apito final.

No Morumbi, Dagoberto jogou mesmo tendo sido expulso – fato similar ao que aconteceu com Edmundo na final entre Vasco e Palmeiras em 97. E o atacante foi novamente decisivo: marcou um gol em cada tempo para dar ao Tricolor seu sétimo título nacional, o quarto consecutivo. No primeiro, Hernanes levantou linda bola dentro da área e Dagol apenas completou. No segundo, puxou o contra-ataque, tabelou com Jorge Wagner e ampliou. A torcida gritava “olé” e “o campeão voltou” quando Tcheco diminuiu de pênalti, mas era tarde demais e o São Paulo foi novamente campeão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Balanço da Série B - parte 2

A análise da temporada dos dez melhores clubes da Série B 2009, com números, estatísticas e o quê deu certo ou errado em cada campanha. Confira na íntegra o texto publicado na coluna da Trivela, e reproduzido parcialmente aqui no blog:

Vasco

Colocação final: Campeão, com 76 pontos
Técnico: Dorival Junior (da 1ª à 38ª rodada)
Maior vitória: Vasco 4x0 Ipatinga (19ª rodada)
Maior derrota: Paraná 3x1 Vasco (4ª rodada)
Maior série de vitórias: 4 (da 23ª à 26ª rodada)
Maior série de derrotas: 2 (37ª e 38ª rodada)
Maior série invicta: 9 (da 28ª à 36ª rodada)
Maior série sem vencer: 6 (da 4ª à 9ª rodada)
Principal jogador: Carlos Alberto (meia)
Decepção: Aloísio (atacante)
Artilheiro: Élton, 17 gols

O torcedor comemorou, soltou o grito de campeão, declarou amor ao clube e aplaudiu Dinamite no Maracanã lotado. Mas o Vasco não fez mais que a obrigação ao voltar à primeira divisão com o título da Série A. Afinal, dos grandes que caíram recentemente apenas o Botafogo não conseguiu tal façanha, mas isto porque caiu junto ao Palmeiras. Após um Estadual promissor e uma participação positiva na Copa do Brasil, o time-base do primeiro semestre se desfez por contusões e o baque da Segundona foi sentido, com o acúmulo de cinco empates seguidos e seis partidas sem vitória. Mas a subida de garotos como Souza, o entrosamento entre Carlos Alberto e Alex Teixeira e os gols de Élton garantiram ao Vasco um segundo turno impecável, em alguns momentos igualando a campanha corintiana em 2008. A equipe termina o ano com a melhor defesa e uma base montada, mas um alerta: o elenco não é forte o suficiente para a Série A e com as saídas de Dorival Junior (confirmada) e Élton (muito provável), o trabalho pode ter que recomeçar do zero.

Guarani

Colocação final: Vice-campeão, com 69 pontos
Técnico: Vadão (da 1ª à 38ª rodada)
Maior vitória: Guarani 3x0 Campinense (22ª rodada)
Maior derrota: Juventude 4x1 Guarani (19ª rodada) e Atlético-GO 4x1 Guarani (34ª rodada)
Maior série de vitórias: 5 (da 1ª à 5ª rodada)
Maior série de derrotas: 3 (da 14ª à 16ª rodada)
Maior série invicta: 11 (da 1ª à 11ª rodada)
Maior série sem vencer: 6 (da 11ª à 16ª rodada)
Principal jogador: Walter Minhoca (meia)
Decepção: Adriano Gabiru (meia)
Artilheiro: Ricardo Xavier, 14 gols


Nenhum time mereceu mais o acesso que o Guarani: o Bugre conseguiu a proeza de manter-se no G-4 durante as 38 rodadas do campeonato, caindo no máximo para a quarta colocação durante uma queda de produção no final do primeiro turno que somou seis jogos sem vitória. Mas a gordura acumulada no início surpreendente, com oito vitórias em dez partidas, garantiu a Vadão o respaldo para encaminhar o clube campineiro de volta à elite. Após o rebaixamento no Paulistão, o acesso era muito improvável, e mesmo sem honrar a tradição de aproveitar jogadores da base nos melhores momentos de sua história, o Guarani conseguiu, impulsionado por nomes como Walter Minhoca, Ricardo Xavier e Fabinho, um vice-campeonato surpreendente. Resta saber como montar uma base para disputar a A-2 do Paulista e, em seguida, a Série A do Brasileiro.

Ceará

Colocação final: 3º lugar (promovido), com 68 pontos
Técnico: Zé Teodoro (1ª e 2ª rodada), Edmundo Silveira (interino, 3ª) e Paulo César Gusmão (a partir da 4ª)
Maior vitória: América-RN 1x5 Ceará (19ª rodada)
Maior derrota: Atlético-GO 4x1 Ceará (35ª rodada)
Maior série de vitórias: 5 (da 10ª à 14ª rodada)
Maior série de derrotas: 2 (2ª e 3ª rodada)
Maior série invicta: 11 (da 6ª à 16ª rodada)
Maior série sem vencer: 6 (da 1ª à 6ª rodada)
Principal jogador: Geraldo (meia)
Decepção: Sérgio Alves (atacante)
Artilheiro: Geraldo, 13 gols

O Ceará não estava cotado entre os candidatos ao acesso no início do campeonato. Vivendo uma fase de reestruturação, o clube alvinegro quase caiu no ano passado e planejava se manter na Série B neste ano, para então investir em 2010. Mas a conquista do tri estadual pelo Fortaleza foi a melhor coisa que aconteceu ao Vovô: colocou a mão no bolso, trouxe PC Gusmão e nomes de peso como Mota e Wellington Amorim e, principalmente, passou a pagar em dia. Foi a motivação necessária para o grupo que, de lanterna na sexta rodada, sofreu apenas uma derrota em 17 partidas (a melhor sequência do campeonato) e chegou ao G-4 na 16ª rodada, para não mais sair. Os destaques foram o meia Geraldo, o atacante Mota e a torcida, dona da segunda maior média de público – 22.617, menor apenas que a do Vasco. Se conseguir equacionar as contas, o Vozão já dá o primeiro passo para surpreender novamente em 2010.

Atlético-GO

Colocação final: 4º lugar (promovido), com 65 pontos
Técnico: Mauro Fernandes (até a 27ª rodada) e Artur Neto (a partir da 28ª)
Maior vitória: Atlético-GO 5x0 Paraná (10ª rodada)
Maior derrota: Duque de Caxias 5x1 Atlético-GO (33ª rodada)
Maior série de vitórias: 4 (da 12ª à 15ª rodada)
Maior série de derrotas: 2 (29ª e 30ª rodada)
Maior série invicta: 5 (da 6ª à 10ª rodada)
Maior série sem vencer: 3 (da 3ª à 5ª e da 21ª à 23ª rodada)
Principal jogador: Robston (volante)
Decepção: Anaílson (atacante)
Artilheiro: Marcão, 14 gols


Nos últimos anos, tem sido comum o chamado “efeito elevador”: clubes que engatam mais de um acesso ou rebaixamento seguido, como foram os casos de América-RN, Vitória e Santa Cruz. O mais novo a vestir a carapuça é o Atlético-GO, que chegou à Série B com pinta de azarão mas, desde o início, adotando o discurso da briga pela vaga. E foi assim em todas as 38 rodadas: apesar da pouca presença de público, um time muito forte dentro de casa (melhor campanha como mandante, com apenas uma derrota) e um ataque fulminante. Foram ao todo 73, marcados por 19 jogadores diferentes. Marcão, artilheiro da Série C passada, foi novamente o goleador, e na melhor sequência, foram 26 gols anotados em 10 jogos de invencibilidade. Mesmo com um segundo turno pior, culminando com a saída de Mauro Fernandes e até mesmo a ameaça de não subir, três goleadas seguidas no Serra Dourada – duas delas contra Guarani e Ceará – selaram o acesso do Dragão, de volta após 23 anos.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Brasileirão: 100%


Ao final do campeonato brasileiro, fazemos uma análise dos números da competição e, especificamente, da reta final, compreendida pelas últimas quatro rodadas.

Destaques (rodadas 35 a 38): Recuperação do Fluminense, que conseguiu escapar do rebaixamento, séries de Flamengo e Inter, que terminaram nas primeiras posições. Boa fase de Washington, que marcou seis gols.

Perebas: Atlético-MG, que perdeu quatro seguidas e ficou fora da Libertadores, e as defesas de Náutico e Santo André, que sofreram 10 e 12 gols, respectivamente.

O Brasileirão 2009 ficará marcado como o campeonato mais equilibrado da era dos pontos corridos, além da melhor média de gols (foram 1.094, 2,87 por jogo), da recuperação dos atacantes (Adriano e Diego Tardelli foram os artilheiros) e da luta incessante, qualquer que seja o objetivo.

A reta final do Brasileirão 2009 foi a mais emocionante da história dos pontos corridos - melhor até que a de 2004, quando a liderança mudou na penúltima rodada. Desta vez, foram quatro times que chegaram à última partida com chances de título, e até os 24 minutos do segundo tempo o Inter era campeão. O Flamengo tropeçou em casa contra o Goiás, mas teve o segundo melhor aproveitamento das quatro rodadas decisivas, com três vitórias e um empate, e foi beneficiado pelas duas derrotas fora de casa do São Paulo, assumindo a liderança na 37ª rodada.

A melhor sequência final foi do Inter, que na 34ª rodada aparecia na sexta colocação e, com 12 pontos conquistados em 12 disputados, ficou com o terceiro vice-campeonato em cinco anos. Não fosse uma série de tropeços ao longo da competição, como derrotas em casa para Botafogo, Cruzeiro e Corinthians, e o Colorado seria tetra no ano do centenário.

Centenário que ficará para sempre manchado para o Coritiba, que após 19 rodadas - todo o segundo turno - fora da zona de rebaixamento, acabou caindo novamente. Foram apenas nove rodadas entre os quatro últimos, fruto de um início ruim (a primeira vitória veio apenas na sexta rodada) e uma reta final irregular, em que os quatro pontos somados não foram suficientes, perante às reações de Botafogo e Fluminense. Foi o primeiro time a cair com 45 pontos nos pontos corridos com 20 clubes.

Falando em Fluminense, o Tricolor viveu o céu e o inferno neste Brasileirão. Amargou a lanterna por 13 rodadas - o maior período do campeonato mas, mas últimas 11 partidas, não perdeu nenhuma e venceu sete. Foi sem dúvida a maior recuperação da história dos pontos corridos, superando até mesmo a famosa arrancada do Goiás rumo à Libertadores.

Na reta final do Brasileiro, se os cariocas Fluminense e Flamengo comemoram conquistas até antes impensáveis, os paulistas São Paulo e Palmeiras terminaram com sabor amargo. Tropeços inesperados nos jogos finais custaram a ambos a disputa pelo título na última rodada e, no caso do Verdão, nem sequer a Libertadores veio. Nos dois casos, a falta de jogadores à altura para repor as perdas por contusão e suspensões foi fundamental para o insucesso da temporada. Também terminou melancólica a campanha do Atlético-MG, que ficou 24 rodadas no G-4 (oito delas na liderança) e, grças a uma tabela dificílima e a quatro derrotas consecutivas, amargou uma insossa sétima posição.

Por outro lado, a torcida cruzeirense teve muito que comemorar: o time lutou demais, se recuperou do baque da derrota para o Estudiantes e, após terminar o primeiro turno na 14ª colocação, fez a melhor campanha do segundo turno para entrar na zona de classificação para a Libertadores apenas na última rodada, ficando à frente do Palmeiras somente no número de vitórias. Também comemora o Avaí, que com a vitória sobre o já rebaixado Náutico terminou na sexta colocação, superando a campanha do Figueirense em 2006 para ser o melhor catarinense em uma edição do campeonato.

Há, ainda, a turma que apenas cumpria tabela: Corinthians, Santos, Vitória, Barueri, Goiás e Atlético-PR. Mesmo assim, em muitos casos eles foram decisivos no campeonato, como a derrota corintiana para o Flamengo, combinada à vitória goiana sobre o São Paulo; ou ainda a derrota santista para o Cruzeiro, tirando o Palmeiras da Libertadores na última rodada. Para todos eles - e para você, também! - um feliz 2010 e até o Brasileirão do ano que vem.

38ª rodada

Melhor ataque

2009: Grêmio (67 gols)
2008: Flamengo (67)
2007: Cruzeiro (73)
2006: São Paulo (66)

Melhor defesa
2009: São Paulo (42 gols)
2008: Grêmio (35)
2007: São Paulo (19)
2006: São Paulo (32)

Pior ataque
2009: Atlético-PR (42 gols)
2008: Ipatinga (37)
2007: América-RN (24)
2006: São Caetano (37)

Pior defesa
2009: Náutico, Sport (71 gols)
2008: Figueirense (73)
2007: América-RN (80)
2006: Santa Cruz (76)

Gols e média
2009: 1094 (2,87)
2008: 1035 (2,72)
2007: 1056 (2,77)
2006: 1030 (2,71)

Artilheiros
2009: Adriano (Flamengo) e Diego Tardelli (Atlético-MG) - 19 gols
2008: Kléber Pereira (Santos), Kerrison (Coritiba) e Washington (Fluminense) - 21 gols
2007: Josiel (Paraná) - 20 gols
2006: Souza (Goiás) - 17 gols

Séries

Série de vitórias atual: Internacional (4)
Série invicta atual: Fluminense (11)
Série de derrotas atual: Atlético-MG (5)
Série sem vencer: Sport (8)

Maior série de vitórias do campeonato: São Paulo -7 (da 14ª à 20ª rodada)
Maior série invicta do campeonato: Avaí e Fluminense - 11 (da 11ª à 21ª e da 28ª à 38ª rodada)
Maior série de derrotas: Náutico - 6 (da 5ª à 10 rodada)
Maior série sem vencer: Náutico - 13 (da 4ª à 16ª rodada)

domingo, 6 de dezembro de 2009

17 dos 48 jogos da primeira fase da Copa já aconteceram em outros Mundiais

Dos 48 jogos da primeira fase da Copa 2010, 17 deles já aconteceram em outros Mundiais. Confira a lista completa, grupo a grupo, com os resultados e links para as fichas técnicas de cada partida:

Grupo A


Por ter sido quase o mesmo grupo 1 da Copa de 66, este é o grupo com mais jogos repetidos. Mas a partida mais marcante foi em 2002: Uruguai e França, derrotados na estreia, se enfrentaram em Busan já sabendo do empate entre Dinamarca e Senegal. Quem perdesse, estaria eliminado. Um jogo tenso, em que Henry foi expulso aos 25 minutos do primeiro tempo por agressão, e o 0 a 0 significaria o adeus aos dois campeões mundiais ainda na primeira fase. Veja um compacto daquele jogo:

11/06 Uruguai x França
15/07/1966 - Uruguai 2x1 França (Rocha, Cortés / De Bourgoing) (ficha)
06/06/2002 - França 0x0 Uruguai (ficha)


17/06 - França x México
13/07/1930 - França 4x1 México (Laurent, Langiller, Maschinot (2) / Carreno) (ficha)
19/06/1954 - França 3x2 México (Vincent, Cardena (c), Kopa / Lamadrid, Balcazar) (ficha)
13/07/1966 - França 1x1 México (Hausser / Borja) (ficha)

22/06 - México x Uruguai
19/07/1966 - México 0x0 Uruguai (ficha)

22/06 França x África do Sul
12/06/1998 - França 3x0 África do Sul (Dugarry, Issa (c), Henry) (ficha)

Grupo B


O grupo B também é parecido com outro: o grupo D de 1994. Jogos de muita história: os 4 a 0 da Argentina sobre a Grécia, na famosa partida de um Maradona enfurecido comemorando um gol. Os 2 a 1 sobre a Nigéria, marcando a última partida de Diego em Copas. E a estreia argentina na Copa de 86 contra a Coreia do Sul - a Copa do bicampeonato. Veja resumos dos três jogos citados:

12/06 Argentina x Nigéria
25/06/1994 - Argentina 2x1 Nigéria (Rocha, Cortés / De Bourgoing) (ficha)
02/06/2002 - Argentina 1x0 Nigéria (Batistuta) (ficha)


17/06 Grécia x Nigéria
30/06/1994 - Grécia 0x2 Nigéria (Finidi, Amokachi) (ficha)

17/06 Argentina x Coreia do Sul
02/06/1986 - Argentina 3x1 Coreia do Sul (Valdano (2), Ruggeri / Sun Park) (ficha)


22/06 Grécia x Argentina
21/06/1994 - Argentina 4x0 Grécia (Batistuta (3), Maradona) (ficha)


Grupo C


Um dos jogos mais famosos da história das Copas acontecerá novamente: em 1950, no estádio Independência, em Belo Horizonte, os Estados Unidos, formados por um time completamente amador, venceram os ingleses, inventores do futebol e àquela época considerados o melhor time do mundo - tanto que, nas primeiras Copas, o país recusou-se a participar. O gol da vitória foi marcado pelo haitiano Gaetjens, único negro na equipe estadunidense.

12/06 Inglaterra x Estados Unidos
29/06/1950 - Estados Unidos 1x0 Inglaterra (Gaetjens) (ficha)


Grupo D


A partida entre Alemanha e Sérvia entrará para a história: como o retrospecto da seleção iugoslava é herdado pelos sérvios, este será o sétimo encontro entre as duas equipes, igualando-se a Brasil e Suécia como a partida que mais vezes aconteceu em todos os Mundiais. Curiosamente, nas três vezes em que a Alemanha foi campeã, encontrou a Iugoslávia pelo caminho. O jogo mais lembrado é o da Copa da Suíça, quando os alemães venceram nas quartas de final e rumaram para o primeiro título. Abaixo, cenas dos dois últimos jogos, em 1990 e 98:

18/06 Alemanha x Sérvia
27/06/1954 - Alemanha 2x0 Iugoslávia (Horvat (c), Rahn) (ficha)
19/06/1958 - Alemanha 1x0 Iugoslávia (Rahn) (ficha)
10/06/1962 - Iugoslávia 1x0 Alemanha (Radakovic) (ficha)
26/06/1974 - Iugoslávia 0x2 Alemanha (Breitner, Muller) (ficha)
10/06/1990 - Alemanha 4x1 Iugoslávia (Matthaus (2), Klinsmann, Voeller / Jozic) (ficha)
21/06/1998 - Alemanha 2x2 Iugoslávia (Mihajlovic (c), Bierhoff / Mijatovic, Stojkovic) (ficha)



Grupo F


Praticamente não há registros do único jogo já realizado pelo Grupo F. Itália e Paraguai se enfrentaram no Pacaembu com os italianos já eliminados e os paraguaios precisando vencer para avançarem ao quadrangular final. Com a vitória da Azzurra, a Suécia classificou-se para a próxima etapa.

14/06 Itália x Paraguai
02/07/1950 - Itália 2x0 Paraguai (Carapellese, Pandolfini) (ficha)

Grupo G


Dois jogos de muita história remontando à Copa de 1966: a vitória portuguesa sobre o Brasil no último jogo da fase de grupos, eliminando os então atuais bicampeões mundiais - o Brasil sem Pelé, machucado após ser caçado pelos búlgaros. E nas quartas de final, a surpreendente Coreia do Norte abriu 3 a 0 no primeiro tempo, mas com três gols de Eusébio os portugueses avançaram às semifinais.

21/06 Portugal x Coreia do Norte
23/07/1966 - Portugal 5x3 Coreia do Norte (Eusébio (4), José Augusto / Zin Pak, Woon Li, Kook Yang) (ficha)


25/06 Portugal x Brasil
19/07/1966 - Portugal 3x1 Brasil (Simões, Eusébio (2) / Rildo) (ficha)


Grupo H


Outro grupo com vários jogos que já aconteceram, mas todos na primeira fase das respectivas Copas. Destacamos, então, Espanha 1x1 Honduras - a estreia espanhola no Mundial por ela sediado e um jogo muito complicado: Zelaya marcou para os estreantes em Copas logo aos 7 minutos e o empate só veio aos 23 do segundo tempo, graças a um gol de pênalti de Ufarte.

16/06 Espanha x Suíça
15/07/1966 - Espanha 2x1 Suíça (Sanchis, Amancio / Quentin) (ficha)

21/06 Chile x Suíça
30/05/1962 - Chile 3x1 Suíça (Sanchez (2), Ramirez / Wuethrich) (ficha)

21/06 Espanha x Honduras
16/06/1962 - Espanha 1x1 Honduras (Lopez Ufarte / Zelaya) (ficha)


25/06 Chile x Espanha
29/06/1950 - Espanha 2x0 Chile (Basora, Zarra) (ficha)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cadê você? - Felipe

Apresentamos a partir de hoje jogadores que saíram do Brasil há algum tempo para tentar a sorte nos exterior. Esta coluna começou a ser publicada em setembro no semanário Jornal da Cidade, de Americana, e trazemos agora para o blog.

FELIPE

CRIADO no futebol de salão do Vasco, Felipe Jorge Loureiro nasceu em 02 de setembro de 1977, no Rio de Janeiro. O lateral-esquerdo caracterizava-se por dribles rápidos e desconcertantes, além de muita velocidade no ataque. Tinha também fama de bad boy: extremamente problemático, vivia envolvido em brigas e discussões com a diretoria.

FELIPE chegou ao profissional do Vasco no início de 97, conquistando o Brasileirão daquele ano. Sua primeira convocação para a seleção veio em 99, na estreia de Vanderlei Luxemburgo. Foram quatro anos de Vasco, coroados com a conquista da Libertadores em 98, Copa Mercosul e outro Brasileiro em 2000.

SAIU brigado do clube e, em 2001, teve passagens apagadas por Palmeiras e Atlético-MG. Passou uma temporada na Turquia, mas jogou apenas 14 vezes pelo Galatasaray, retornando ao Brasil em 2003 para defender o Flamengo. Viveu boa fase e foi convocado por Parreira para disputar a Copa América de 2004, sua última aparição pelo Brasil.

APÓS passagem menos gloriosa pelo Fluminense, transferiu-se em 2005 para o Al-Sadd, do Catar. Lá, passou a jogar como meia e conquistou dois campeonatos e duas copas nacionais, tornando-se o brasileiro há mais tempo no Oriente Médio. Aos 32 anos, frequentemente tem sua volta especulada nos clubes cariocas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Os grupos da Copa 2010

Veja como ficaram os grupos da Copa 2010:

Estes serão os grupos da Copa de 2010. O Brasil pegou um grupo mais difícil que nas últimas Copas, que pode ser considerado o da morte, ou ainda o segundo mais difícil, atrás apenas do Grupo D, único com três times que avançaram às oitavas-de-final em 2006.

Grupo A

A África do Sul fará milagre se conseguir se classificar para as oitavas de final. Pegou México, o segundo time mais forte do Pote 2, o Uruguai e a França. Uruguaios e franceses se enfrentaram em 2002, e ficaram de fora já na primeira fase - caíram para Dinamarca e Senegal. Já França e México se enfrentaram em três oportunidades: 1930, 1954 e 1966. Em 98, quando a França foi sede, também pegou a África do Sul na fase de grupos e goleou por 4 a 0. E Uruguai e México empataram sem gols na Copa de 66. Outra curiosidade: o Grupo A é idêntico ao Grupo 1 da Copa de 1966. A mudança é a África do Sul, que no caso em 66 era a Inglaterra - também o dono da casa. A França desponta como favorita ao primeiro lugar, apesar das dificuldades demonstradas pelo time nas Eliminatórias. Inicialmente, o Uruguai briga pela segunda vaga com o México, mas como anfitriões, os sul-africanos podem, por que não, surpreender.
Palpite: França e Uruguai

Grupo B

Penalizada com o grupo da morte nas duas últimas Copas, a Argentina pegou adversários bem mais fáceis desta vez. A Nigéria não é de longe a seleção que encantou o mundo na década de 90, contando agora com um futebol mais de força que de habilidade. A Coreia do Sul só teve força em 2002, quando foi sede, e a Grécia é uma equipe de defesa forte, mas pouca qualidade. Curioso é que, em 1994, a Argentina de Maradona teve grupo semelhante, ao cair com Nigéria e Grécia. Os hermanos enfrentaram os sul-coreanos em 1986, na campanha do bicampeonato, e os nigerianos em 2002, no Grupo da Morte: vitória argentina por 1 a 0.
Palpite: Argentina e Grécia

Grupo C

A Inglaterra deu sorte novamente, assim como em 2006, quando enfrentou Paraguai, Suécia e Trinidad & Tobago. O English Team enfrenta dois dos piores times de seus continentes: a Argélia, de volta a um Mundial após 24 anos (o pior dos africanos) e a Eslovênia, europeia pior classificada no Ranking da Fifa que chega apenas à sua segunda Copa do Mundo. O outro integrante são os Estados Unidos, que têm grande chance de voltar a se classificar e são os favoritos ao segundo posto. Ingleses e norte-americanos fizeram um duelo histórico em 1950: amadores, os jogadores estadunidenses derrotaram os assoberbados adversários, inventores do futebol.
Palpite: Inglaterra e Estados Unidos

Grupo D


Considerado por alguns o verdadeiro grupo da morte, apesar de não possuir seleções de tanto nome. É, na verdade, o único a reunir três equipes que se classificaram para as oitavas de final em 2006: a Alemanha foi terceiro lugar em casa, e Gana e Austrália surpreenderam ao avançar em seus grupos em suas primeiras participações. A Sérvia chega com o retrospecto de uma das melhores campanhas da Europa e excelentes jogadores. Por ser uma Copa na África, Gana deve levar certa vantagem na briga pela segunda vaga. Entretanto, é uma chave aberta e a Alemanha pode muito bem acabar em segundo lugar. Não há histórico de confrontos entre essas seleções - a não ser que a Sérvia seja considerada herdeira dos resultados da antiga Iugoslávia. Aí, foram cinco jogos (o último na fase de grupos da Copa de 98: 2 a 2). Os alemães, pode não parecer, são supersticiosos: as três vezes em que foram campeões, eles enfrentaram os iugoslavos, em 54, 74 e 90.
Palpite: Alemanha e Gana

Grupo E

O Grupo E foi o menos comentado do sorteio, pelo fato de ter um cabeça de chave menos tradicional - a Holanda. Dentro de seus continentes, as quatro equipes são grandes potências, mas na Copa eram consideradas forças medianas. A Holanda chega com moral de ser terceira lugar no Ranking da Fifa e ter conquistado 100% de aproveitamentonas eliminatórias, mas aparentemente mais fraca que, por exemplo, em 1998. A Dinamarca venceu um grupo difícil, que tinha Portugal e Suécia, e é considerada surpresa, afinal viveu fase boa também em 98 e na década de 80. E Camarões, da mesma forma, não está no melhor momento: depende demais de Samuel Eto'o, estrela da Inter de Milão, e sequer lembra a seleção que encantou o mundo em 90. Finalmente, o Japão já foi a melhor seleção da Ásia, mas possui um elenco envelechido e poucos jogadores jovens de qualidade. Deve, assim como em 2006, brigar muito mas terminar na última posição. Não houve confronto entre essas equipes na história dos Mundiais.
Palpite: Holanda e Dinamarca

Grupo F

Se os constantes tropeços da Itália nas fases de grupos se repetirem em 2010, será a prova final de que não é coincidência: o Grupo D é o mais fácil das últimas Copas, mais tranquilo até que a chave brasileira em 2002, que tinha Turquia, China e Costa Rica. Os italianos pegam paraguaios, neozelandeses e eslovacos - grupo para conquistar 100% de aproveitamento. Neste grupo, o único confronto que já aconteceu anteriormente foi Itália e Paraguai, na longínqua Copa de 50, no Brasil: 2x0 para a Itália, pela primeira fase, no Pacaembu. Inicialmente, imagina-se que o Paraguai saia na frente pela segunda vaga, mas a Eslováquia venceu um grupo equilibrado nas eliminatórias europeias e tem jogadores com experiência em clubes de ponta na Europa. A Nova Zelândia, com um futebol ainda semi-amador, corre por fora.
Palpite: Itália e Paraguai

Grupo G

O Grupo da Morte, segundo muitos - afinal tem a melhor seleção, a melhor europeia não-cabeça de chave e a melhor africana. Duas vagas para três seleções...e mais a Coreia do Norte. Qualquer resultado que três goleadas será surpresa, ainda que os norte-coreanos tenham alcançado a classficação através de uma defesa forte. Mas, ainda assim, deve ser como em 2002, quando o Brasil pegou a estreante China. O Brasil, normalmente com grupos fáceis, só teve chaves mais difíceis em 1958 (União Soviética, Inglaterra e Áustria, três potências europeias à época) e em 1966 (Hungria, Portugal e Bulgária, todas seleções fortes então - e a única vez que o Brasil caiu nas oitavas. A Copa de 66, aliás, traz também dois confrontos anteriores entre essas seleções: o Brasil foi eliminado por Portugal, ao perder por 3 a 1, e Portugal bateu a surpreendente Coreia do Norte, que havia despachado a Itália na primeira fase.
Palpite: Brasil e Costa do Marfim

Grupo H

O privilégio dos grupos fáceis passou do Brasil para a Espanha: pegou África do Sul, Paraguai e Eslovênia em 2002; Ucrânia, Arábia Saudita e Tunísia em 2006; e agora Suíça, Honduras e Chile. A Espanha já pegou os três adversários em Copas: na outra participação de Honduras, em 82, quando foi sede, a Fúria também enfrentou os Catrachos e empataram em 1 a 1; em 50, vitória espanhola sobre o Chile por 2 a 0, em Curitiba; em 66, vitória por 2 a 1 sobre a Suíça. O Chile é uma seleção emergente, de futebol absurdamente ofensivo, e comandada pelo argentino Marcelo "El Loco" Bielsa. A Suíça, por outro lado, é forte na defesa - tanto que foi eliminada em 2006 sem sofrer um gol sequer, algo histórico. Os dois já se pegaram na Copa do Chile, em 62, e os donos da casa venceram por 3 a 1. E Honduras é uma seleção parecida com a Costa Rica: muita velocidade e habilidade, mas pouca força física, disciplina tática e consistência defensiva. O Chile desponta como favorito à segunda vaga, mas é uma disputa aberta.
Palpite: Espanha e Chile