quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Calvário


Um empate bom para o Atlético por ter jogado fora e ruim para o Vasco por ter jogado em casa. Mas um empate ruim para o Atlético por ter sofrido o gol aos 43 minutos e bom para o Vasco por ter conseguido reagir mesmo sem qualidade alguma – um alento para as últimas rodadas.

Para o jogo, Renato Gaúcho sacou Eduardo Luiz do time titular e lançou Leandro Bonfim, saindo do esquema com três zagueiros e plantando Jonílson em frente à dupla de zaga, apostando na velocidade da saída de bola com Madson. Já Geninho manteve o trio de zaga que deu certo contra o Cruzeiro, fixou Pedro Oldoni no ataque e abriu Julio dos Santos e Ferreira para puxarem contra-ataques nas costas dos avançados laterais vascaínos.

Com a força da torcida, o Vasco foi para cima como esperado nos primeiros minutos, mas o ataque esbarrava na bem postada defesa atleticana. Aos poucos, o time paranaense passou a controlar a posse de bola e assustou em chutes de fora da área e bolas aéreas para Pedro Oldoni, único atacante do time.

Com Alex Teixeira e Edmundo insistindo em tabelas pelo meio e Leandro Bonfim totalmente fora de sintonia, o Atlético chegava com facilidade através de Júlio dos Santos e Ferreira, levando muito perigo e deixando a torcida impaciente já na metade da primeira etapa.

As melhores chances vascaínas haviam sido pela direita, com Madson e Baiano. E foi exatamente por lá, em uma saída rápida, que Mateus encontrou Valmir livre na grande área para tocar de leve e quase dar chance a recuperação para Galatto. A torcida voltou a incentivar, o Atlético se retraiu e o Vasco controlou o ritmo do jogo até o intervalo. Ainda assim, numa falha grotesca de Jorge Luiz, o visitante encontrou um escanteio e, no bate-rebate, Julio dos Santos empatou.

A saída de Edmundo, lesionado, não deixou o Vasco só sem a qualidade de seus passes e uma referência na área que Alan Kardec não conseguiu ser – deixou o time sem uma liderança dentro de campo. A equipe passou a pressionar mais na vontade do que na qualidade e pagou pelos erros no contra-ataque bem puxado e concluído por Pedro Oldoni.

E se o Vasco já parecia sem forçar para desempatar sem Edmundo, não demonstrou reação alguma após o gol. Renato ainda errou ao sacar o voluntarioso Mateus e deixar Leandro Bonfim em campo e o Atlético quase ampliou em mais duas lambanças da zaga cruzmaltina. O gol de Madson saiu da única maneira que poderia ter saído: um chute de longe, tamanha a falta de qualidade para jogadas trabalhadas.

Cruz pesada demais para ser carregada apenas por Edmundo e Leandro Amaral. E que apesar da força que todos os torcedores vascaínos têm dado, não resistirá ao seu próprio peso e parece fadada à queda.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

“Quero ser campeão antes de sair"


Conversei, para o Olheiros, com Ramires, destaque do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Ele fala sobre sua carreira, expectativas para o futuro, passagem pela seleção olímpica e outros assuntos.

Imperdível, assim como o futebol do volante.

Confira!

http://www.olheiros.net

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Brasileirão - 80%

A oito rodadas do fim, o Campeonato Brasileiro nunca esteve tão indefinido na era dos pontos corridos. Cinco equipes ainda brigam pelo título e sete lutam para não cair - e tanto em cima quanto embaixo na tabela, todos os envolvidos têm chance. Vejamos mais uma análise, das rodadas 28 a 31.

Melhores: São Paulo, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio e Santos
Piores: Ipatinga, Náutico, Goiás e Atlético-PR

É impressionante o equilíbrio nas duas pontas da tabela. Apesar de o Grêmio ter se favorecido com os resultados da rodada e aberto três pontos, esta é uma vantagem ilusória: São Paulo, com 56, e Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras, todos com 55, estão firmes no páreo. Entretanto, enquanto o tricolor paulista, a raposa e o rubro-negro estão em fase de ascensão, o Grêmio continua oscilando e o Palmeiras teve um péssimo desempenho: duas derrotas e dois empates, sendo o time que mais caiu posições - quatro, da liderança para o quinto lugar.

Vale lembrar que nesta reta final acontecem ainda quatro confrontos diretos: Cruzeiro x Grêmio, Palmeiras x Grêmio, Flamengo x Palmeiras e Cruzeiro x Flamengo. Perceba-se, também, que dos quatro, o São Paulo é o único sem confrontos diretos e com a tabela mais fácil. O time de Muricy surge, portanto, como equipe com mais chances no momento. Sem contar o fato de ser o time que menos perdeu, ter o melhor ataque e a segunda melhor defesa. O São Paulo é, hoje, a equipe mais regular do campeonato.

Já na ponta de baixo, o Fluminense readquiriu a confiança e o bom jogo com Renê Simões. Com duas vitórias e dois empates, foi quem mais subiu no período, saindo da 19ª para a 14ª rodada. Saiu da zona de rebaixamento para não mais voltar. Por outro lado, o Ipatinga só somou um ponto e voltou à lanterna, ultrapassado pelo Vasco, que também foi muito mal e ficou dez rodadas, ou dois meses, sem vencer. O inesperado triunfo sobre o Goiás no Serra Dourada - Goiás que não é mais o melhor time do segundo turno - fez o time voltar a sonhar.

Se existem confrontos diretos pelo título, também há jogos decisivos na rabeira: Figueirense x Fluminense, Portuguesa x Ipatinga, Fluminense x Vasco, Vasco x Atlético-PR, Figueirense x Atlético-PR, Figueirense x Náutico, Náutico x Atlético-PR e Fluminense x Ipatinga. Emoção não vai faltar nesta reta final.

Meus palpites, considerados os resultados atuais:

Campeão: São Paulo / Vice: Flamengo / 3º: Cruzeiro / 4º: Grêmio / Palmeiras
Rebaixados: Ipatinga, Vasco, Atlético-PR e Portuguesa

Abaixo, estatísticas do período e, depois, a seleção da 31ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (65 gols)
2008 - Flamengo e São Paulo (51)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (12)
2008 - Grêmio (25)

Pior ataque
2007 - América-RN (23)
2008 - Atlético-PR e Ipatinga (30)

Pior defesa
2007 - América-RN (64)
2008 - Vasco (62)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 18 gols
2008 - Kléber Pereira (SAN): 20 gols

Seleção da 31ª rodada

Renan (BOT): Apesar da vitória aparentemente fácil, foi bastante exigido e fez grandes defesas, além de sair bem do gol na bola aérea.

Leonardo Moura (FLA): Completando 30 anos, mostrou a mesma disposição de sempre, correndo e atacando. Fez o seu de pênalti, no rebote.
Thiago Silva (FLU): Ganhou todas as divididas e marcou bem, tanto Alex Mineiro quanto Kleber.
Luiz Alberto (FLU): Antecipou-se bem, ganhou a maioria na bola aérea e anulou o ataque verde.
Júnior César (FLU): Preso na defesa no início, aos poucos foi mais à frente e fez belo gol.

Rodrigo Souto (SAN): Marcou, tocou, rodou a bola e ainda fez um belo gol.
Diguinho (BOT): Lutou como sempre, marcou e foi premiado com um gol chorado.
Molina (SAN): Distribuiu bem o jogo e facilitou as coisas com o primeiro gol.
Alex Teixeira (VAS): Correu, driblou e levou perigo constante à defesa do Goiás. Chuta bem de qualquer lugar do campo.

Edmundo (VAS): Voltou com disposição após quatro jogos parado e foi decisivo, marcando dois gols.
Obina (FLA): A noite foi sua. Marcou um gol, deu assistência, sofreu pênalti, fez de tudo no Maracanã.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Seleção da 30ª rodada

Rogério Ceni (SAP): Apesar dos dois gols no final, fez um primeiro tempo perfeito, com no mínimo três defesas dificílimas.

Jonathan (CRU): Eficiente no ataque, marcou primeiro gol e ainda anulou Marques.
Durval (SPO): Mais uma vez mostrou sua eficiência subindo ao ataque e marcando um gol, além de atuar firme na defesa.
Ediglê (POR): Excelente partida na retaguarda, grudou em Pereira e ainda abriu o placar de cabeça.
Leandro (PAL): Mais uma vez decisivo, fez seu segundo gol de falta no ano.

Marquinhos Paraná (CRU): Firme no desarme e na cobertura. Parou muitos ataques atleticanos.
Ramires (CRU): Abriu mão dos avanços para marcar, e além de defender bem ainda quase marcou o seu.
Alex (INT): Belo passe para o gol de Nilmar, perigoso durante todo o jogo, marcou o seu.
Molina (SAN): Um golaço de falta, suficiente para vencer um jogo no qual os goleiros se destacavam.

Kleber (PAL): Brigou, lutou e sempre levou perigo. Premiado com um gol cheio de raça.
Nilmar (INT): Um tormento para Galatto e a defesa atleticana, guardou mais um.

Técnico: Adílson Baptista (CRU): Anulou os ataques do Atlético e venceu com tranqüilidade.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O artilheiro triste


Com os dois gols que marcou contra o Sport, Leandro Amaral chegou a nove e enconstou em Edmundo na artilharia vascaína no Campeonato Brasileiro: foram 10 do Animal e 9 do camisa 11. No ano, Edmundo tem 21 em 36 jogos e Leandro 12 em 28 (16 nos mesmos 36, se somados os quatro que fez pelo Fluminense em oito jogos).

Nos números, este é o pior ano do atacante desde que ele chegou ao Vasco, em 2006, quando marcou sete vezes em doze jogos. Em 2007, fez 30. Em 2008, machucado seis partidas, poupado outras três, ficou sem jogar de 20 de fevereiro a 07 de maio, por conta da briga judicial em que foi envolvido.

Mas nas últimas semanas, Leandro Amaral transformou-se na única e última gota de esperança do já exasperado e fatigado torcedor vascaíno. Na seqüência negativa que o time entrou desde a vitória sobre a Portuguesa, esteve presente em seis destas oito partidas. Dos nove gols marcados nestes jogos, Leandro fez quatro - quatro dos últimos seis.

Não é só isso: com suas declarações quentes, mostra toda a indignação pela situação da equipe. Indignação que mostra dentro de campo, correndo, brigando e disputando bolas até quando a equipe está sendo goleada, como foi diante do Figueirense - mesmo com 0 a 4, brigou para marcar um gol de cabeça e correu para cobrar um escanteio em que Edmundo fez 2 a 4.

Quando chegou ao Vasco em 2006, Leandro Amaral estava esquecido e foi recuperado. O travessão na última rodada, em Florianópolis, negou a ele e ao clube a disputa da Libertadores de 2007. Por tudo que o clube fez, o atacante tinha uma dívida de gratidão. E por isso, agiu errado, mal orientado, quando foi para o Fluminense.

Aceitou a derrota na justiça, voltou e se empenhou como antes. Tem até proposta do Sport para jogar a Libertadores do ano que vem.

Agora, pode ir tranqüilo. Mesmo que seja rebaixado, o Vasco é quem deve a ele, por toda a entrega. Até agora, marcou 49 vezes com a camisa cruzmaltina. O artilheiro dos gols de honra. O homem que quando marca, não comemora: apenas pega a bola na rede e coloca na marca central.

Leandro ainda tem bola para gastar. E merece ser feliz em outra casa.


Abaixo, a seleção da 29ª rodada

Fábio (CRU): Seguro nas saídas do gol, salvou o time com duas defesas difíceis.

Felipe Mattioni (GRE): Apoiou com eficiência, deu bons passes e cruzamentos e ainda driblou bem.
Titi (NAU): Perfeito nas antecipações e desarmes pela direita.
André Luís (BOT): Sem culpa no gol do Vitória, foi bem na defesa e ainda marcou o seu.
Ricardinho (COT): Apoiou o tempo todo e foi a principal arma do Coritiba, especialmente no segundo tempo.

Serginho (ATM): Muito bem na marcação, deu bela arrancada e ótimo passe para o gol de Renan Oliveira.
Ramires (CRU): Fez o gol da difícil vitória cruzeirense sobre o Ipatinga.
Darío Conca (FLU): Habilidoso, comanda as ações ofensivas do time. Belo cruzamento para o terceiro gol.
Douglas Costa (GRE): Outra ótima partida do garoto. Correu, driblou, criou jogadas e merecia um gol.

Leandro Amaral (VAS): Grande talento e garra perdido em um time medíocre. Teve grande atuação no primeiro tempo e fez dois belos gols.
Washington (FLU): Três gols, ainda que dois tenham sido de pênalti, são certeza de grande atuação.

Técnico: Marcelo Oliveira (ATM): Anulou os pontos fortes do Flamengo e conquistou uma vitória imprevisível.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Zebra


Renato Gaúcho comemorou, Leandro Amaral elogiou a atitude da equipe, mas um resultado que em qualquer outra ocasião seria comemorado, deve ser lamentado – não só pelas circunstâncias como ele aconteceu, mas pelo momento que o time vive.

O Vasco jogou acertadamente como time pequeno, confessando sua inferioridade, fechando-se na defesa e esperando qualquer oportunidade. Renato Gaúcho corrigiu a escalação absurda do sábado, fechando o meio-campo com a volta de Jonílson, colocando Mateus para a saída de bola ao lado de Alex Teixeira e posicionando Leandro Amaral não à frente, isolado, onde pouco renderia, mas à direita, puxando os contra-ataques.

O Sport, com Júnior Maranhão e sem Andrade, tinha Kássio e Carlinhos Bala tentando as jogadas pelos lados, explorando a deficiente cobertura de Baiano e Valmir. Baiano que acertou o travessão com um minuto de jogo, em perigosa cobrança de falta, foi às redes aos 37. Escanteio pela direita, Valmir não acompanhou Kássio e o jovem meia chutou forte, de fora da área. A bola bateu em Baiano e enganou o bom Rafael, substituto de Roberto que se recuperava de uma gripe. O terceiro goleiro teve uma atuação de primeira, evitando mais uma goleada. Mas quando os ventos sopram contra, até desvios como o do lateral viram gol.

Já parecia o fim para o Vasco, apesar de todo o segundo tempo pela frente. Leandro Amaral, entretanto, mostrou sua garra de sempre – que tem faltado ao restante da equipe – e empatou dois minutos depois, após saída errada de Moacir, substituto de Andrade. No fim, com o Sport relaxado, outro contra-ataque e Baiano encontrou o camisa 11 vascaíno que, apesar de não ser Romário, fez um golaço de fora da área.

Para a segunda etapa, Nelsinho Baptista sacou Carlinhos Bala e lançou Sidny, para jogar mais incisivamente em cima de Valmir, e Fumagalli para melhorar a saída de bola. Não adiantou, e apesar da imensa superioridade na posse de bola, o Rubro-Negro não conseguia furar a impressionantemente bem postada defesa cruzmaltina. A entrada de Sandro Gaúcho mudou o esquema para um 4-2-2-2 e o ex-gremista ficou responsável pela saída de bola. A pressão aumentou e, mesmo com Ciro machucado, em campo apenas para fazer número, o Sport empatou com um gol também nos acréscimos.

Resultado merecido pelo volume de jogo, mas lamentável pela visível demonstração de garra e superação de um time que precisou de Odvan para se segurar. Em seu retorno, poderia ter cometido um pênalti se Seneme tivesse interpretado corretamente um jogo de corpo que, em seu caso, ganha proporções bem maiores.

Assim como maior é o desespero do torcedor a cada rodada. Com um clássico pela frente, a esperança é mais por um milagre do que por uma melhora. Difícil acreditar quando um resultado como o de ontem, para um clube como o Vasco, passa a ser zebra.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Brasileirão - 70%


Peço desculpa aos amigos, pois por puro erro de conta acabei deixando passar a sétima análise do Brasileirão na 27ª, achando que seria agora. Apesar de já termos passado a 28ª, vamos com a análise decorridos 70% do BR, para termos uma seqüência correta dos desempenhos.

Melhores: Goiás, Internacional, Palmeiras e São Paulo
Piores: Vasco, Grêmio, Botafogo, Figueirense e Fluminense

O Palmeiras assumiu a liderança do Brasileirão pela primeira vez, tirando o Grêmio da ponta após uma seqüência de 13 rodadas. Apesar da derrota em casa para o Sport, a primeira do campeonato, vitórias fora de casa como a sobre o Cruzeiro, adversário direto, garantiram ao Verde a primeira colocação, graças também ao pífio desempenho gremista: um empate e três derrotas.

Quem também teve bem desempenho foi o São Paulo, com três vitórias e um empate. Mas a manutenção dos pontos por Cruzeiro e Flamengo não permitiu que o Tricolor voltasse à zona da Libertadores, onde ficou apenas três vezes até aqui. A última rodada, aliás, devolvou são-paulinos, cruzeirenses e flamenguistas à briga pelo título, já que agora estão a apenas quatro pontos dos líderes.

Goiás e Internacional tiveram os melhores desempenhos, anotando nove pontos e subindo quatro posições cada. Hélio dos Anjos assumiu a equipe esmeraldina e reformulou o estilo de jogo, baseado principalmente nos laterais Vítor e Júlio César, em grande fase. Já o Inter colhe os frutos da subida de produção de D'Alessandro, que parece ter encaixado muito bem com Nilmar e Alex.

Por outro lado, a briga contra o rebaixamento fica mais agonizante. Os cariocas Vasco e Fluminense estão entre os piores das últimas quatro rodadas: os cruzmaltinos perderam todos os jogos e Tita foi embora, dando lugar a Renato Gaúcho. O time caiu cinco postos, de 14º para 19º. Já o Flu não conseguiu se arrumar com Cuca e continua sem vencer, amargando apenas um empate e aparecendo na lanterna. O Figueirense também vai mal e começa a ficar ameaçado.

Curiosamente, percebem-se três blocos distintos: do 1º ao 5º, diferença de quatro pontos e briga por título e Libertadores. No bloco intermediário, outros quatro pontos separam o Botafogo, 6º, de Sport, 11º. E na briga contra o rebaixamento, o Náutico, 13º, está a apenas quatro pontos do lanterna Flu. No meio desta confusão toda, o Atlético-MG aparece isolado com 34 pontos, mas ainda assim não muito tranqüilo.

Abaixo, estatísticas do período e, depois, a seleção da 28ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (63 gols)
2008 - Flamengo, São Paulo e Palmeiras (43)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (8)
2008 - Grêmio (22)

Pior ataque
2007 - América-RN (20)
2008 - Atlético-PR (27)

Pior defesa
2007 - América-RN (54)
2008 - Figueirense (55)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 17 gols
2008 - Kléber Pereira (SAN): 19 gols

Seleção da 28ª rodada

Bruno (FLA): Ótimas defesas, especialmente no segundo tempo, quando foi muito exigido.

Leonardo Moura (FLA): opção de ataque durante todo o jogo, marcou um golaço para aliviar a pressão do Timbu.
Rodrigo (SAP): Firme na marcação, fez um importante gol de falta em momento complicado do jogo.
Fabiano Eller (SAN): Ganhou todas as divididas e ainda marcou seu gol.
Leandro (PAL): Efetivo como sempre no ataque, foi recompensado com um belo gol.

Zé Luís (SAP): Alternando no papel de zagueiro, marcou bem tanto atrás quanto no meio.
Rafael Carioca (GRE): Fez bem novamente o seu papel, de dar cobertura aos avanços dos alas e de oferecer saída de bola rápida da defesa.
Douglas Costa (GRE): Estreou com toda a ousadia que era esperada. Bela partida, belo gol.
Marquinhos (FIG): Fez dois na goleada em cima da frágil equipe vascaína.

Denílson (PAL): Em sua melhor atuação pelo Verde, entortou Aguiar no segundo gol e fez o terceiro.
Keirrison (COT): Dois gols na vitória sobre o Inter: um, o da virada; outro, o da garantia da vitória.

Técnico: Vanderlei Luxemburgo (PAL): Mostrou estrela ao colocar Denílson em campo e mudar a história do jogo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O mapa da mina (da Copa)


Publicado originalmente no
Febre Mundialista.

Terminou nesta terça, no Rio de Janeiro, o seminário das cidades candidatas a sedes da Copa de 2014. Dezoito postulantes apresentaram os detalhes de infra-estrutura e estádios ao Comitê Organizador e aos representantes da Fifa. Responderam ainda a questionamentos do caderno de encargos da entidade.

Na teoria, tudo muito bonito, ético e transparente. Na prática, palestras inúteis. Afinal, o que decidirá as sedes é a força política e o lobby com Ricardo Teixeira, presidente do Comitê Organizador e da CBF - pela primeira vez na história, a mesma pessoa ocupa as duas funções.

A principal dúvida é o número de cidades. A Fifa recomenda e quer dez, mas a CBF pede doze ou até quatorze. A decisão, que deveria acontecer em novembro, foi adiada para março a pedido de Ricardo Teixeira, que disse querer evitar um tom político na escolha, que aconteceria um mês depois das eleições municipais.

A partir daí, começa a briga. Cinco cidades já foram confirmadas por Teixeira, por mais que ele diga que é a Fifa quem escolhe: Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. As últimas três, inclusive, disputam o direito de sediar a abertura, já que a final deve ser no Maracanã.

No Nordeste, Salvador e Recife já estariam garantidos. Restariam três cidades se fossem dez sedes. Cuiabá, graças a proximidade do governador Blairo Maggi com Teixeira, seria a sede pantaneira. Manaus e Belém brigam pela sede amazônica, com vantagem para a capital paraense. E Fortaleza e Natal disputam a terceira sede nordestina, com vantagem para os cearenses.

As outras candidatas, e que deverão ficar de fora, são Florianópolis, Campo Grande, Rio Branco, Maceió e Goiânia. Curitiba, talvez a cidade com melhor infra-estrutura dentre todas as dezoito, está praticamente descartada. E não é por já haver quatro sedes no Sul/Sudeste. O comentário que se ouviu foi de que a capital paranaense é uma cidade praticamente pronta, e teria muito pouco a se fazer. Por isso, ficaria de fora.

O raciocínio é simples - para eles. De todas as cidades-sede, apenas Porto Alegre e São Paulo terão estádios que receberão investimento da iniciativa privada. Todos os outros serão construídos ou reformados com dinheiro público. Toda a infra-estrutura das cidades também será assim. Será uma Copa bancada pelo contribuinte. E para quê fazer a Copa em Curitiba se não haverá a necessidade de obras?

Mais obras, mais licitações, mais dinheiro.

Tudo isso poucos dias depois da divulgação dos primeiros números do Pan pelo Tribunal de Contas da União - e o rombo foi enorme. Tudo isso com Salvador anunciando que a Fonte Nova será reformada, e dirigida pelo mesmo Bobô que dizia que o estádio estava em boas condições antes da tragédia do ano passado.

Realmente, a Copa 2014 será uma festa.

Abaixo, o provável mapa das sedes brasileiras.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Clássicos brasileiros


Um domingo à tarde com dois clássicos e vários outros jogos importantes pelo Campeonato Brasileiro. O dérbi de Milão quase no mesmo horário, a alguns canais de distância.

Brasileiros lá e aqui.

Um abismo de diferença.

Sete brasileiros em campo no San Siro/Giuseppe Meazza. Pouco mais de 200 em dez estádios.

Muitas diferenças.

Por mais brigado e truncado que seja, assistir a um clássico Milan-Inter e depois zapear para um Náutico-Palmeiras é qualquer coisa como dirigir um carro importado e depois andar de charrete. Sem medo de errar.

O dérbi mais brasileiro dos últimos anos (se não tiver sido o MAIS brasileiro até hoje) teve belas jogadas, tensão, emoção e muita disputa. Óbvio que o nível é diferente. Claro que aqui também há as mesmas características. Mas em proporções muito distintas.

Irrita profundamente o que só pode ser chamado de mania do brasileiro, jogador e torcedor, de reclamar de qualquer encontrão. Até por isso, Leandro Vuaden tornou-se o inimigo número 1 de treinadores, atletas e até comentaristas de TV.

Assista a uma disputa de bola entre Gattuso e Zanetti. Veja como Seedorf dá o bote. Perceba se existe falta.

Não há.

Pois isto é futebol.

Ao mesmo tempo, jogadores quase se esbofeteam num Gre-Nal. Excesso de vontade ou falta de qualidade? São dois dos melhores times do país.

Hora de repensar os clássicos brasileiros. Que neste domingo, estiveram mais bem representados na Itália do que aqui.

Abaixo, o que pôde ser extraído da rodada do final de semana.

André Luís (POR): Sem culpa no gol, foi bem em todos os momentos que foi exigido, especialmente contra Kleber Pereira.

Carlinhos Bala (SPO): Jogou improvisado na ala e participou muito no ataque, inclusive no gol do Sport.
André Dias (SAP): Jogou muito na defesa e mostrou a eficiência na bola aérea, abrindo o placar.
Adriano (NAU): Salvou um gol em cima da linha e mostrou disposição o jogo todo.
Júlio César (GOI): Dois gols e uma assistência para Paulo Baier. Grande partida.

Guiñazu (INT): Batalhou demais na marcação e roubou muitas bolas.
Leandro Salino (IPA): Brigou o jogo todo, defendendo e atacando com a mesma qualidade e intensidade.
Marcelinho Paraíba (FLA): Mais afastado da área, rendeu menos na frente mas rodou mais a bola. Lindo cruzamento para o gol de Vandinho.
D’Alessandro (INT): Comandou a avalanche colorada no primeiro tempo e marcou um golaço de longe, contabilizando ainda duas assistências.

Kleber Pereira (SAN): Novamente, uma ilha de talento num mar de mediocridade.
Vandinho (FLA): Entrou e mudou o jogo: uma assistência e o gol da virada.

Técnico: Tite (INT): Aproveitou o recuo do time gremista e colocou o Inter no ataque. Foi recompensado.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Seleção da 26ª rodada


Galatto (ATP): Com grande atuação, garantiu o empate em casa contra o líder Grêmio.

Vítor (GOI): Lançamento preciso no segundo gol, ainda marcou o seu. Ainda foi seguro na cobertura de Kléber.
Rafael Marques (GOI): Sem problemas na defesa, lançou-se ao ataque e marcou de cabeça.
Vinícius (ATM): Firme na marcação, marcou o gol da vitória no segundo tempo.
Júlio César (GOI): Com bastante espaço, anotou uma assistência e sofreu pênalti.

Henrique (CRU): Bem na marcação, subiu ao ataque para marcar um gol.
Alê (COT): Muito bem nos desarmes, foi uma boa opção de saída de bola.
Diego Souza (PAL): Fez um golaço e ainda participou de todo o jogo, com grandes chances.
Edno (POR): Bem posicionado, recebeu duas bolas para fazer os gols da virada da Lusa.

Guilherme (CRU): Oportunismo e inteligência para marcar dois gols importantíssimos para o Cruzeiro.
Keirrison (COT): Outra grande atuação, aproveitou os erros dos adversários e mostrou a competência de sempre.

Hélio dos Anjos (GOI): Consolidou a equipe com dois alas que avançam muito e bem. Aproveitou o melhor de Iarley e fez Paulo Baier voltar a render.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dança das cadeiras


Treinador ainda sofre mais do que mãe de juiz. Após 25 rodadas do Campeonato Brasileiro, já aconteceram 23 trocas de técnico - o maior número para tantas rodadas desde o início dos pontos corridos, em 2003. A última vítima foi PC Gusmão, demitido após a goleada sofrida pelo Figueirense para o Sport, na Ilha do Retiro.

Quem deve assumir é Mário Sérgio, que há poucos dias estava no Atlético-PR. O Furacão é, aliás, o recordista de trocas: já foram quatro até agora, média de um técnico novo a cada cinco rodadas (na ordem: Ney Franco, Roberto Fernandes, Tico dos Santos, Mário Sérgio e agora Geninho). Náutico e Ipatinga completam o top 3 com quatro nomes diferentes. Quanto aos treinadores, Cuca é o recordista: do Botafogo, para o Santos e agora no Flu, foram três times diferentes.

Das vinte equipes, oito mantém seus treinadores desde o início do campeonato: Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo, Vitória, Flamengo, Sport e Coritiba. Curiosamente, são os nove primeiros colocados - o Botafogo, quarto lugar, foi o único que mudou e está lá em cima.

É o famoso dilema de Tostines: os técnicos estão desde o início porque a campanha é boa ou a campanha é boa porque técnicos estão desde o começo? A resposta é igualmente dúbia: pelas duas razões.

Para se fazer uma boa campanha, é preciso muito planejamento. E isso significa, entre outras coisas, saber contratar bem com pouco dinheiro (Botafogo e Grêmio são os exemplos de elencos modestos, mas equilibrados), dar respaldo ao treinador (vide São Paulo, mesmo em momentos de turbulência) e lidar com a janela de transferências com sabedoria (o que o Cruzeiro parece finalmenter ter conseguido fazer este ano).

Obviamente, não há receita pronta. Os times, dependentes do dinheiro das transferências, dançam conforme a música. E os técnicos, ora seguros, ficam sem cadeira rapidamente.

Abaixo, a seleção da 25ª rodada

Harley (GOI): Segurou a pressão gremista com no mínimo duas defesas difíceis.

Vítor (GOI): Aproveitou os espaços, avançou bastante e fez o gol da virada.
Maurício (PAL): Ótima partida, atento nas coberturas e na marcação.
Índio (INT): Seguro, foi firme nas divididas e anulou Wellington Paulista.
Marcelo Cordeiro (VIT): Sempre bem no apoio, mostrou oportunismo no gol da vitória.

Zé Luís (SAP): Bem na marcação, cruzou as bolas que originaram os dois gols da equipe.
Bida (SAN): Muita vontade, correu o jogo todo e se posicionou bem para marcar.
D’Alessandro (INT): Grandes passes e um golaço. Finalmente mostrou do que é capaz.
Diego Souza (PAL): Sobe de produção quando joga mais à frente, e por isso marcou o gol da vitória.

Adeílson (IPA): Fez um gol e infernizou a defesa atleticana com grande movimentação.
Roger (SPO): Dois gols pelo segundo jogo seguido. Vive ótima fase.

V. Luxemburgo (PAL): Mesmo sem a dupla de ataque titular, conseguiu armar uma equipe brigadora e saiu de campo com uma vitória importantíssima.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Seleções



Impressionante a capacidade da seleção brasileira, historicamente, de perder quando dela muito se espera e de vencer quando nela não mais se acredita. Basta ver como foram quatro de suas conquistas mundiais - 62 foi exceção e, curiosamente, é o time menos lembrado, talvez até por isso.

Irrita-me profundamente, entretanto, a burrice egocêntrica da maioria das análises, que jamais valorizam o adversário. Quando o Brasil perde, é porque errou e NUNCA porque o oponente foi superior. Quando vence, é porque é o melhor futebol do mundo e NUNCA porque o adversário pode ter errado.

Mas foi isso o que aconteceu. O Brasil venceu porque o Chile errou.

Errou ao ser ofensivo demais, ao acreditar na vitória. Tivesse sido mais cauteloso, armado uma defesa mais sólida, teria ganho. Parece estranho - e é.

Basta ver qual a principal dificuldade da seleção brasileira: adversários que jogam fechados, retraídos. Ultrapassar duas linhas de quatro é tarefa mais difícil do que fazer Ronaldo emagrecer ou Ronaldinho reencontrar seu futebol.

Por isso, o Chile errou. O Brasil não evoluiu. Dunga não acordou. O 4-2-3-1 é, sim, a melhor forma de se montar o time com as peças atuais - e tem dado os melhores resultados. Mas só funciona porque o time continua jogando no contra-ataque, esperando o adversário. Foi assim até surgir a falta e a cabeçada de Luís Fabiano.

Por isso, imagino dificuldades maiores contra a Bolívia, em casa, do que contra o Chile fora. Por mais frágeis que sejam, os bolivianos terão até Evo Morales em campo, se defendendo.

Eventualmente, o Brasil acaba ganhando. Mas duas vitórias não podem mascarar os problemas.


Abaixo, a seleção da estranhíssima 24ª rodada do Brasileirão.

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Vanderlei (COT): Impressionante como pega este goleiro. Segunda grande exibição seguida, salvou o Coritiba de uma goleada. Sem culpa no gol.

Thiaguinho (BOT): Ótima descoberta de Ney Franco, se afirmou e fez um golaço.
Índio (INT): Não desgrudou de Washington e ainda atrapalhou a vida de Jonas.
Durval (SPO): Bem na marcação, ainda encontrou espaços para subir e marcar um gol.
Triguinho (BOT): Fundamental na defesa, salvou dois gols em cima da linha.

Andrade (SPO): Eficiente na cobertura, nos desarmes e nos chutes de longa distância.
Ramires (CRU): Sem Jadílson, jogou mais livre e subiu mais ao ataque, driblando Tiago e fazendo um belo gol.
Romerito (GOI): O cérebro e o pulmão do time do Goiás, a melhor equipe do segundo turno do Brasileirão.
Ibson (FLA): Voltou a jogar como vinha jogando no primeiro turno, mas agora um pouco mais recuado. Ótimas ligações defesa-ataque, fez a bola girar o tempo todo.

Kléber Pereira (SAN): Mostrou que basta a bola chegar, que ele faz sua parte. Mais dois gols, a artilharia e o Santos fora da zona do rebaixamento.
Roger (SPO): Calou o Parque Antarctica com dois gols de oportunismo. Belo retorno após ser humilhado pelos palmeirenses.

Nelsinho Baptista (SPO): Mostrou que tem estrela com este time do Sport e aprontou outra, anulando as peças do Palmeiras.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vitória anunciada



Uma vitória anunciada, pela forma como o Cruzeiro adiantou a marcação logo no início e dificultou a já complicada saída de bola cruzmaltina.

Um placar que poderia ter sido mais elástico se Adílson Batista soltasse mais o time, e se o time soltasse mais o pé nos chutes, especialmente quando Edmundo vestiu a camisa 1.

Um jogo de futebol sonolento, mas de momentos ímpares, como a expulsão de Tiago a quinze minutos do fim – e Tita já havia errada e precipitadamente feito as duas substituições restantes no intervalo, expondo a equipe a uma situação impensável exatamente no momento em que poderia ter empatado, pouco depois do gol de André.

No primeiro tempo, sem Jadílson, Ramires foi quem avançou mais pela esquerda e aproveitou o espaço deixado por Wagner Diniz. Do outro lado, Jajá aproveitava a insegurança de Edu e criava boas chances. Com Alex Teixeira e Madson muito abertos pelos lados, Edmundo via-se obrigado a voltar para compor o meio e deixar isolado o já deslocado Alan Kardec, que simplesmente não participa do jogo.

Em cinco minutos, o Cruzeiro recebeu de graça a vitória que teimava em não buscar, por mais fácil que estivesse: Wagner Diniz saiu machucado aos 23, após sofrer duas faltas duras no campo defensivo. Em seguida, Jonílson fez falta duríssima por trás e foi merecidamente expulso. Na cobrança, Cintra viu intenção de Mateus em tocar a mão com a bola e assinalou pênalti, desta vez bem batido por Guilherme.

Nem deu tempo para Tita montar as duas linhas de quatro que tinha em mente, recuando de vez Edmundo para o meio: Jajá aproveitou os espaços dados por Marquinho e encontrou Ramires, que driblou Tiago e ampliou.

Com duas mudanças no intervalo, o técnico vascaíno colocou Serginho para cobrir o espaço deixado pela saída de Joílson e puxou Madson para a ala esquerda, promovendo a estréia de André em uma espécie de 3-4-1-1, com Edmundo tentando alimentar Alan Kardec. Pouco adiantou, pois o Cruzeiro mesmo sem querer jogar, não era incomodado.

Madson, incansável, buscou o jogo e sofreu a falta que cobrou muito bem na cabeça de André, que diminuiu. O Vasco chegou a acreditar, mas após a inevitável expulsão de Tiago, Guilherme ampliou novamente de pênalti, maltratando o goleiro Edmundo com uma paradinha. Então, os cariocas abdiaram do jogo e foram respeitados pelo time mineiro, que não chutou.

Talvez em respeito a Edmundo, que chamou novamente a responsabilidade e assumiu o posto de goleiro. Talvez por saber que o Vasco não é seu adversário real, por não ter um time à altura dos duelos que as equipes já travaram no passado.

Talvez porque era uma vitória anunciada.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Brasileirão: 60%


Melhores: Palmeiras, Botafogo, Fluminense
Piores: Portuguesa, Náutico, Atlético-PR e Figueirense

Na primeira análise do Brasileirão no segundo turno, o quadro parece começar a se definir: o Grêmio mantém cinco pontos de vantagem na liderança, mas aumentou a distância para outros concorrentes diretos. O Palmeiras, melhor equipe do returno com nove pontos de doze possíveis, aparece agora como o principal - e único, para alguns - concorrente gremista. Curiosamente, a saída de Valdívia parece ter feito mais bem do que mal até agora ao alviverde.

Botafogo e Fluminense também tiveram bons inícios de returno. Enquanto o Fogão mantém a ascensão das rodadas anteriores, o Flu já demonstra melhoras com a chegada de Cuca. A saída de Thiago Neves, entretanto, ainda não foi sentida completamente.

Por outro lado, a Portuguesa marcou apenas um ponto nas últimas quatro rodadas. Com a pior defesa, o time ressente a perda de Diogo e parece caminhar novamente a passos largos à Série B. Quem também deve abrir os olhos é o Atlético-PR, que vem jogando de forma exageradamente defensiva com Mário Sérgio. O time ainda não venceu no returno, assim como o Figueirense, que não consegue mais mostrar força nem mesmo no Orlando Scarpelli.

Outras equipes que tiveram desempenho razoável foram Vasco e Goiás. Os cruzmaltinos venceram a primeira fora de casa e, apesar do defensivismo e das invenções de Tita, conseguiram respirar momentaneamente. Já o alviverde goiano também conseguiu sete pontos e dá mostras de que ficará na zona intermediária, graças ao clima especial para Hélio dos Anjos no clube.

Atlético-MG e Internacional são os times mais instáveis deste início de segundo turno: goleiam em casa, mas não conseguem opor resistência quando jogam fora de seus domínios. Desta forma, o Inter fez 4 a 1 no Palmeiras, mas sucumbiu diante de Sport e Vasco. Já o Galo goleou o Furacão, mas se viu envolto em uma crise pela eliminação na Sul-Americana com direito a vexame em pleno Mineirão.

O campeonato tem 617 gols em 230 jogos, com média de 2,68 inferior à de 2007: eram 649 em 228 (o Flamengo devia ainda dois jogos devido ao Pan) e média de 2,84. Quem mais subiu de posição foram Botafogo e Fluminense (quatro cada) e quem mais caiu foi a Portuguesa (também quatro).

Abaixo, os números do período e, depois, a seleção da 23ª rodada.

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (54 gols)
2008 - Grêmio, Palmeiras (40)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (7)
2008 - Grêmio (16)

Pior ataque
2007 - América-RN (18)
2008 - Ipatinga (22)

Pior defesa
2007 - América-RN (55)
2008 - Portuguesa (47)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 15 gols
2008 - Alex Mineiro (PAL) e Kléber Pereira (SAN): 15 gols

Seleção da 23ª rodada

Fernando (IPA): No mínimo quatro defesas dificílimas. Uma das melhores atuações de um goleiro no campeonato até aqui.

Leonardo Moura (FLA): A qualidade de sempre no apoio, fez Júnior César se preocupar com a marcação e sumir do jogo.
Miranda (SAP): Voltou mostrando o de costume: segurança, eficiência e comando da zaga.
Gustavo (PAL): Ganhou todas no alto e foi firme embaixo.
Dutra (SPO): Ganhou liberdade com o esquema de três zagueiros. Foi à frente e fez o gol da vitória em linda tabela.

Toró (FLA): Guerreiro, brigou pela bola e ainda foi ao ataque com objetividade.
Sandro Silva (PAL): Marcou o tempo todo e foi à frente, dando o passe para o primeiro gol.
Conca (FLU): Incansável, buscou o jogo e fez um belo gol de fora da área.
Diego Souza (PAL): Jogou mais perto do ataque e fez sua melhor partida pelo Verdão. Brigou, correu e foi recompensado com dois belos gols.

Iarley (GOI): O principal jogador do time. Marcou o primeiro gol em um momento complicado e levou muito perigo a partida toda.
Soares (GRE): Entrou no lugar de Perea, marcou um gol e deu a assistência para outro.

V. Luxemburgo (PAL): Avançou a marcação, colocou Martinez na cobertura pela esquerda e deixou Diego Souza na posição em que rende melhor.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Brasinternacional


Não há como negar a excelente fase de Nilmar, nem deixar de comemorar sua plena recuperação após duas contusões delicadíssimas que teriam feito muitos jamais voltarem - e que já fez Ronaldo deixar de ser Ronaldo.

Contudo, não há como não perceber a preferência de Dunga por jogadores vindos do Sul e, especialmente, do Inter. Renan, apesar de ter feito uma Olimpíada quase perfeita, era menos cotado que Diego Alves para ser titular da seleção que esteve em Pequim.

A insistência com Rafael Sobis, que há muito tempo não joga o que jogava no Inter - talvez, desde que tenha saído - já passou de teimosia para se tornar algo efetivamente irritante. Sobis não fez nada de produtivo durante todo o tempo em que foi convocado.

Pato, este sim, merecia uma atenção maior de Dunga. Parece, entretanto, que a preferência que ele tem pelo Inter encontra oposto no Milan: a maneira como trata Kaká, Ronaldinho e Pato só não é mais ríspida do que a postura que tem adotado perante a Globo - que aliás extrapolou, especialmente no jornal O Globo seguinte à derrota para a Argentina, na campanha pela queda do treinador.

Pode não ser nada, apenas uma preferência pela proximidade e vivência. Mas não custa nada perguntar o porquê. E nem desconfiar que esta é mais uma atitude de alguém que não tem capacidade para ser o técnico da seleção brasileira - mas também não tem culpa de ter sido o escolhido.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Opostos que não se atraem

Confira a íntegra na coluna Futebol Alpino, da Trivela.

Ao final da edição 2007/08 da Swiss Super League, duas campanhas chamaram a atenção – mais até do que a excelente performance do Young Boys, impulsionado pelas grandes atuações de Hakan Yakin: FC Aarau e FC Luzern, clubes bastante modestos, brigaram até as últimas rodadas por uma vaga nas copas européias e terminaram com números bem parecidos.

Pouco mais de três meses depois, a situação de ambos é bem diferente. Enquanto um perdeu vários jogadores graças à boa campanha, outro veio com um orçamento recorde para se consolidar entre as principais forças; enquanto um é vice-líder e único invicto passadas sete rodadas, outro amarga seis derrotas, um empate e o pior início de campeonato dos últimos vinte anos.

Agora responda: qual clube se encaixa em cada situação? O provável seria que aquele que investiu esteja na ponta, enquanto que o que perdeu peças importantes sofra as conseqüências. Mas, também na Suíça, onde normalmente reina o equilíbrio, o futebol prega das suas: ao mesmo tempo em que o Aarau, apesar das baixas, é a sensação do primeiro turno, o Luzern, que investiu pesado para os padrões do clube, pena na lanterna a cinco pontos do penúltimo colocado.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Seleções - 21ª e 22ª rodada

Peço desculpas pela ausência nos blogs dos amigos e até aqui mesmo - só tenho postado as seleções. Tentarei compensar nas próximas semanas.

21ª rodada

Edson (ATM): Foi decisivo ao defender pênalti cobrado por Iarley.

Carlinhos (FLU): Bem no apoio, cruzou na medida para o gol de cabeça de Washington.
Índio (INT): Firme na defesa e ainda fez dois gols de cabeça. Grande partida.
Fábio Luciano (FLA): Jogou com seriedade e não errou.
Juan (FLA): Responsável pelas duas jogadas que resultaram em gols do Flamengo.

Aírton (FLA): Grata surpresa, foi bem na cobertura e nos desarmes.
Túlio (BOT): Subindo demais de produção, bem na marcação e nas subidas ao ataque.
João Henrique (COT): Efetivo durante todo o jogo, foi premiado com o terceiro gol.
Alex (INT): Fez um golaço, apareceu em todo o campo e orientou o time.

Washington (FLU): Fez os três da vitória do Flu, dois de falta e um de cabeça. Um artilheiro nato.
Borges (SAP): Mostrou que está recuperado e foi fundamental na virada tricolor.

Cuca (FLU): Ousou na armação da equipe e foi recompensado com grande atuação de Washington.

22ª rodada

Victor (GRE) – Fez duas grandes defesas e salvou o time da derrota.

Rodrigo Heffner (COT) – Esperto no lance do primeiro gol, cruzou bem.
Rodrigo (SAP) – Apesar da desatenção da zaga, jogou sério e fez um gol para compensar as falhas.
Marcelo Batatais (VIT) – Fez um golaço de bicicleta que deu a vitória ao time.
Leandro (PAL) – Sempre bem no ataque, cruzou para dois gols.

Jean (SAP) – Vai se firmando aos poucos. Eficiente nos desarmes, cruzou para o gol de Rodrigo.
Serginho (ATM) – Objetivo, fez jogadas de efeito e marcou um golaço.
Carlos Alberto (BOT) – O melhor em campo no clássico. Buscou o jogo a todo momento.
Marlos (COT) – Veloz e habilidoso, deu muito trabalho à desatenta zaga são-paulina, além de mostrar oportunismo na cobrança de lateral.

Nilmar (INT) – Grande primeiro tempo, deu uma aula de determinação a qualquer atacante no lance do gol do Inter.
Kléber Pereira (SAN) – Mostrou que basta ser abastecido para marcar gols bonitos e importantes.

Tita (VAS) – Apesar de ser extremamente defensivo, conseguiu poupar Madson e ainda arrancar um empate contra um time bem melhor.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Seleção da 20ª rodada

Fábio (CRU): Duas defesas providenciais quando o Vitória pressionava, buscando o empate.

Leonardo Moura (FLA): Salvou o Flamengo na Vila, marcando os dois gols no empate.
Eduardo Luiz (VAS): O mais seguro da ainda atrapalhada zaga vascaína, subiu para marcar o terceiro gol e afundar o Inter.
Rever (GRE): Anulou o ataque são-paulino pelo seu lado do campo, sempre bem nas antecipações.
Nei (ATP): Sempre presente no ataque, quase marcou em três oportunidades.

Rafael Carioca (GRE): Muita garra, brigou lealmente pela bola e ganhou a maioria das divididas.
Túlio (BOT): O único volante de marcação jogando fora de casa, teve bastante trabalho e se saiu muito bem.
Ferreira (ATP): O principal armador da equipe, fez um gol e deu passe para outro.
Evandro (PAL): Movimentou-se bastante e fez um belo cruzamento para o gol de Alex Mineiro.

Pedro Oldoni (ATP): Desencantou e fez três na goleada sobre o Ipatinga.
Kleber Pereira (SAN): Mais uma vez, fez sua parte – faltou o resto do time ajudar.

Ney Franco (BOT): Montou um esquema diferente, com três jogadores ofensivos no meio, e foi recompensado com mais uma vitória e a chegada ao G-4.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Brasileirão - 50%


Chegamos ao final do primeiro turno do campeonato brasileiro, e é hora de uma análise mais aprofundada. Em 190 jogos, as redes balançaram 519 vezes (média de 2,73 gols por partida, a segunda desde o início dos pontos corridos - perde apenas para os 2,63 de 2006). Foram 119 de cabeça, 24 de falta, 61 de pênalti e 47 de fora da área. 75 cartões vermelhos foram mostrados, um a cada quatro jogos. Já o amarelo foi aplicado 1075 vezes, média de 5,6 por partida.

A média de público vem confirmando o crescimento e, com 15.538, fica atrás apenas dos 17.255 do ano passado (sempre desde 2003). Os mandantes têm ampla vantagem: 113 vitórias, contra 44 empates e apenas 33 vitórias dos visitantes.

Foram quatro líderes diferentes: o Náutico, apenas na segunda rodada; o Cruzeiro, na 3ª e na 4ª; o Flamengo, com dez, o maior número (1ª e 4ª a 13ª); e o Grêmio, campeão do turno, líder há seis rodadas. Por outro lado, o Fluminense foi quem mais esteve na zona de rebaixamento: dezoito rodadas (só não esteve na primeira). O Ipatinga ficou entre os quatro piores em 16 rodadas.

Em comparação com 2007, o campeonato está mais equilibrado, apesar de a campanha do Grêmio ser a melhor de um líder do turno desde 2003 - fez 41 pontos contra 40 do São Paulo no ano passado. Entretanto, a diferença de pontos do líder para o lanterna é de 25, contra 30 na última edição. Além disso, três pontos separam o Palmeiras, 3º lugar, do Botafogo, 8º - no ano passado, as mesmas colocações eram divididas por cinco pontos. Os pontos estão mais distribuídos entre os clubes, como mostra a zona de rebaixamento: o Ipatinga, lanterna, estaria em 18ª com os mesmos 16 pontos.

Os maiores destaques do início do campeonato foram Flamengo, Cruzeiro, Grêmio e Náutico, que brigaram pelas primeiras posições. Fluminense, São Paulo e Santos, disputando a Libertadores, começaram mal. A partir da 6ª rodada, o Vitória começou a subir e o Náutico a descer.

Empurrado pelo veterano Ramon e pela revelação Marquinhos, o time baiano venceu quatro partidas seguidas e despontou. Ao mesmo tempo, o Flamengo abria cinco pontos sobre o vice-líder Cruzeiro, graças principalmente ao grande futebol apresentado por Marcinho, Ibson e Juan. Ao mesmo tempo, o Santos não conseguia melhorar de produção apesar da chegada de Cuca, e o Fluminense sofria com a traumática perda da final da Libertadores em casa. O Sport, campeão da Copa do Brasil, parecia também perder o foco.

Com a venda de Marcinho, Renato Augusto e Souza, o Flamengo começou a cair vertiginosamente de produção. Enquanto isso, Palmeiras e São Paulo se estabilizavam na competição e o Grêmio, na 9ª rodada, perderia sua última partida no 1º turno. Após empates fora e vitórias em casa, o tricolor assumiu a liderança na 14ª rodada com uma impressionante goleada por 7 a 1 no Figueirense, em pleno Orlando Scarpelli. Quem também era goleado era o Atlético-MG, por 4 a 0 para o Botafogo, chegando à zona de rebaixamento e agravando a crise.

O Internacional, apontado por muitos como candidato ao título, permaneceu irregular todo o turno, alternando grandes vitórias como os 2 a 0 sobre o São Paulo com resultados muito ruins, como derrotas para o Ipatinga fora e o Santos em casa. Já o Coritiba, com a volta de Keirrison, foi quem mais subiu na reta final, ao lado do Botafogo, que após rondar as últimas posições com Geninho, melhorou absurdamente com a chegada de Ney Franco.

O Grêmio se consolidou na liderança, vencendo em casa e fora. Mesmo sem Ramires, na seleção olímpica, o Cruzeiro fez boas exibições graças a Fabrício, Wagner e Guilherme, e terminou o turno na segunda posição. O Palmeiras terminou em terceiro graças a melhor campanha dentro de casa e o São Paulo fechou o G4 com uma campanha consistente, apesar de alguns percalços.

Vitória, Coritiba e Botafogo terminam o turno em alta, ao contrário de Atlético-PR, que jamais superou a 10ª colocação, Portuguesa, com uma defesa muito frágil, e Náutico. O Goiás, que brigava para não cair, melhorou com a chegada de Hélio dos Anjos e o Figueirense, após a goleada em casa, diminuiu o ritmo. Quem terminou o turno mais fragilizado foi o Vasco, que apesar da goleada por 6 a 1 sobre o Atlético-MG, sofreu três goleadas seguidas fora de casa (5x2 para o Santos, 4x0 para o São Paulo e 5x0 para o Vitória), encerrando com a pior defesa e na zona do descenso - sem contar os inúmeros problemas internos.

Abaixo, números do primeiro turno, bem como a seleção do torneio até aqui.

Gols
2007 - 520 marcados (média de 2,81, com cinco jogos adiados por causa do Pan)
2008 - 519 (média de 2,73)

Artilheiros
2007 - Josiel (PAR): 12 gols
2008 - Alex Mineiro (PAL) e Kléber Pereira (SAN): 11 gols

Melhor ataque
2007 - Cruzeiro (40 gols)
2008 - São Paulo (33)

Melhor defesa
2007 - São Paulo (7)
2008 - Cruzeiro (12)

Pior ataque
2007 - América-RN (16)
2008 - Atlético-PR (17)

Pior defesa
2007 - América-RN (42)
2008 - Portuguesa e Vasco (39)

Seleção do primeiro turno

Victor (GRE): Remanescente da passagem de Vagner Mancini pelo Olímpico, atuou em todos os 19 jogos e só sofreu gol em nove deles, mantendo a média de 0,63 gol sofrido por partida.

Paulo Sérgio (GRE): Posição mais carente do campeonato. Entra por ter feito um bom número de assistências: cinco, além de um gol importante contra o Cruzeiro.

André Dias (SAP): Impressionante sua recuperação, ele que era considerado o zagueiro mais fraco do São Paulo. Com os problemas físicos de Miranda e a ausência de Alex Silva pela seleção, transformou-se em um líder.

Léo (GRE): Zagueiro-revelação do campeonato, merece a menção tanto quanto Rever e Pereira, seus companheiros de trio de zaga. Mas pelo potencial e pelas atuações firmes, é o escolhido.

Juan (FLA): Fundamental na primeira metade do turno, caiu de produção assim como o restante do time do Flamengo. Ainda assim, é o líder de assistências e o único jogador lúcido do Fla nas últimas partidas.

Fabrício (CRU): Subiu muito de produção na reta final do turno, fazendo gols importantes além da já antes presente liderança e eficiência na marcação, nos desarmes e nas coberturas.

Rafael Carioca (GRE): Outra grande revelação do Grêmio, faz ao lado de William Magrão uma jovem e competente dupla de volantes que sabem jogar muito bem, ao melhor estilo da moda atual. É o segredo do sucesso do Grêmio.

Marquinhos (VIT): O craque do primeiro turno. Desconhecido, atuou com maestria pela meia-esquerda do interessante esquema de Vagner Mancini. Sua habilidade e velocidade foram mortais aos adversários, além de ter marcado gols importantíssimos e dado seis assistências.

Wagner (CRU): Menos regular que Marquinhos, foi quando ele voltou a jogar bem que o Cruzeiro cresceu. Chamou a responsabilidade em jogos cruciais e tem abastecido Guilherme com lindas bolas, também marcando seus gols.

Nilmar (INT): Apesar da campanha irregular do Inter, aparece na vice-artilharia com dez gols. O mais importante, entretanto, é a entrega em todos os jogos, combinando velocidade, habilidade e garra e transformando-as em grandes atuações.

Alex Mineiro (PAL): Artilheiro ao lado de Kléber Pereira, foi bem mais consistente que o rival santista - além de ter marcado menos gols de pênalti. Talvez o melhor camisa nove de ofício do campeonato.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Seleção da 19ª rodada

Já atrasado, a última seleção do primeiro turno. Ainda esta semana, uma análise completa das primeiras 19 rodadas do Brasileirão.

Marcos (PAL): Sem culpa no gol, fez duas defesas dificílimas no primeiro tempo. Se dependesse só dele, o Palmeiras teria arrancado um empate.

Paulo Sérgio (GRE): Bem no apoio, participou de várias jogadas de perigo.
Rodrigo (SAP): Não cometeu o pênalti. Ainda assim, fez um golaço de falta para compensar.
Leonardo Silva (VIT): Não teve trabalho. Orientou a defesa e a saída para o meio.
Marcelo Cordeiro (VIT): Uma assistência, foi sempre perigoso no apoio.

Zé Luís (SAP): Foi mais um zagueiro, mas fechou bem o lado direito e fez um gol importante.
Jaílton (FLA): Tem atuado mais recuado, como zagueiro, mas fez o importante gol da vitória no fim do jogo.
Leandro Domingues (VIT): Entrou no segundo tempo e infernizou a já cansada defesa vascaína, marcando um gol.
Ramon (VIT): O maestro do time, comandando o ataque com sua experiência. Ainda fez um belo gol de oportunismo.

Keirrison (COT): Mais dois gols, já é o vice-artilheiro. Impressionante como evolui a cada rodada.
Reinaldo (GRE): Fez dois na goleada sobre o Atlético.

Celso Roth (GRE): Outra goleada fora de casa, graças principalmente à forma como monta a equipe.