segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Por que não Bojan?*


* Publicado originalmente no Olheiros.

Clique aqui e confira a tabela completa do Mundial Sub-20. E não perca o segundo jogo do Brasil nesta quarta-feira, às 13h45, contra a República Tcheca. O Olheiros faz transmissão em tempo real: www.olheiros.net/artigo.aspx?id=1507

As ausências nesta edição do Mundial Sub-20 são muitas – o Olheiros já falou sobre isso e apresentou as principais. Se contarmos então a ausência da Argentina, podemos até afirmar que este é, talvez, o campeonato que mais se ressente da falta das estrelas de sua geração. A dispensa de uma delas, aliás, tem gerado discussão acima da média, pelo menos para o nível de importância com o qual estamos acostumados no Brasil.

Bojan Krkic foi dispensado da seleção espanhola devido a uma lesão. Entretanto, deverá ter condições de jogo, se não já neste final de semana, no máximo na terça-feira, quando o Barcelona recebe o Dínamo de Kiev pela segunda rodada da Liga dos Campeões. Tempo suficiente, portanto, para se recuperar e atuar nas duas partidas restantes desta fase de grupos do Mundial do Egito. Sendo assim, sua liberação foi contestada por muitos.

A questão é: como comparar a importância de cada jogador para seu clube? Quanto Bojan é mais fundamental para o Barcelona que o goleiro Asenjo e o lateral-esquerdo Dominguez, por exemplo, são para o Atlético de Madri? Os três são titulares em suas equipes, e mesmo assim os dois colchoneros estavam em campo nesta sexta -feirano Cairo. A queixa da imprensa espanhola é justamente essa: dois pesos e duas medidas prejudicam as chances da seleção no torneio.

Não há como negar que Bojan não fez falta na goleada por 8 a 0 sobre o fraquíssimo Tahiti na estreia. Nsue, Niguez, Kike e Mérida deram conta do recado muito bem e, a não ser que venham derrotas para Nigéria e Venezuela, a Espanha chegará tranquilamente ao menos às oitavas-de-final. Se parar antes da semifinal, será pouco para uma das categorias de base mais fortes da Europa nos últimos anos, e para uma geração que foi vice-campeã mundial sub-17 há dois anos, na Coreia do Sul.

É verdade que a raiz do problema foi mesmo a mudança do calendário pela Fifa, tirando o Mundial da costumeira data de julho por causa da concorrência com a Copa das Confederações e o forte calor que faz no Egito no meio do ano. Como essas competições de base não aparecem no calendário oficial da entidade, não há obrigação dos clubes em liberar os atletas. A briga acaba sendo maior no sub-20 que no sub-17 por se tratarem estes garotos, hoje, na maioria titulares em seus clubes.

É por isso que a Inglaterra terá apenas jogadores dos times B e não dos elencos principais, que o Brasil não tem nomes que atuam na Europa ou que a Alemanha entra em campo com um time mais para C do que para B. Mas na maioria dos casos, concessões poderiam ter sido feitas, afinal, o Mundial Sub-20 ainda é uma Copa do Mundo de jovens, repleto de jogos emocionantes (vide 2007) e grandes revelações como Figo, Maradona, Prosinecki e Messi.

A repercussão da ausência de Bojan será tão grande quanto o desempenho espanhol em gramados egípcios. Se o time for campeão, poderá se dizer que esta é uma geração excepcional, que sequer sentiu falta de seu principal nome. Qualquer outro resultado e a opinião será de que, na hora decisiva, faltou o toque especial da estrela da companhia. Difícil imaginar que, se tivesse ido, o meia-atacante teria feito tanta falta assim ao Barcelona. Que tivesse, então, desfilado sua habilidade mais uma vez pelos mundiais.

Primeiras impressões

Os dois primeiros dias de Mundial Sub-20 tiveram um pouco de tudo: goleadas, zebras, expulsões, jogos ótimos e outros fracos. O anfitrião Egito mostrou sua força e a fraqueza de Trinidad & Tobago, vencendo por 4 a 1, para alegria dos mais de 80 mil torcedores que lotaram o Estádio do Exército, em Alexandria. O destaque foi Hussam Arafat, com dois gols.

Na outra partida da chave, o Paraguai bateu muito, criou mais mas não saiu do zero com uma Itália enfraquecida pelos desfalques. Com um quarto integrante tão fraco como os trinitários, a tendência é que ambos juntem-se ao Egito e se classifiquem para a próxima fase.

Já pelo Grupo B a emoção foi maior. Nigéria e Venezuela fizeram um ótimo jogo e cheio de alternativas no Estádio Al Salam, no Cairo. Somente nos quinze minutos iniciais, foram duas excelentes chances para cada lado. Os venezuelanos surpreenderam e, num lance de bola parada, Yonathan Del Valle completou cruzamento de Peña para marcar o gol da vitória. Foi a estreia vinotinto em Mundiais, ao passo que a Nigéria, campeã sub-17 há dois anos, decepciona de novo – Lukman Haruna foi expulso no lance que originou o gol e, apesar das vinte finalizações, a equipe de Samson Siasia não conseguiu bater o excelente goleiro Rafael Romo.

E a primeira goleada de fato veio com a Espanha: 8 a 0 sobre o Tahiti, candidatíssimo a bater todos os recordes negativos dos Mundiais Sub-20. Foram dois gols de Aaron Niguez e dois de Emilio Nsue no primeiro tempo, e mais quatro no segundo, com Fran Mérida, Ander Herrera e Kike (duas vezes). Com os resultados, a Venezuela praticamente garante a classificação – é difícil imaginar que vá perder para o Tahiti – e coloca a pressão sobre os nigerianos, que fazem um jogo de vida ou morte contra a Espanha na segunda-feira.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mundial Sub-20


A categoria sub-20 vai perdendo espaço aos poucos, já que os principais nomes de cada geração já estão totalmente integrados aos clubes e dão as costas para as seleções de base.

Ainda assim, a cada dois anos o Mundial Sub-20 reúne diversos talentos numa verdadeira Copa do Mundo de jovens. Mais uma vez, o Olheiros sai na frente e apresenta a maior cobertura da competição

- Apresentação das 24 seleções, os destaques, pontos fortes e fracos

- Os 21 jogadores do Brasil, analisados por quem entende

- Tabela completa

- Retrospectiva dos Mundiais

- As zebras históricas

Acompanhe ainda, no domingo, a partir das 10h45, transmissão em tempo real da estreia brasileira.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Primeira rodada da Liga dos Campeões da Europa - parte 2

Vamos à apresentação das partidas desta quarta, com os resultados dos clubes no final de semana.

Grupo E
Liverpool x Debreceni
Lyon x Fiorentina

Com grande atuação de Benayoun, autor de três gols, o Liverpool goleou o caçula Burnley por 4 a 0 e chega empolgado para receber o campeão húngaro, que também venceu: 1 a 0 fora de casa sobre o Paksi FC. Na França, o não mais campeão Lyon recebe a Fiorentina após ambos ganharem em casa pelo placar mínimo - 1 a 0 sobre Lorient e Caglari, respectivamente.


Grupo F
Internazionale x Barcelona
Dínamo Kiev x Rubin Kazan

O grande jogo da rodada acontece em Milão, entre os campeões italiano e espanhol. O início de temporada de ambos é muito bom, e Parma e Getafe sentiram na pele - triunfos por 2 a 0, em casa para a Inter e fora para o Barça. Correndo totalmente por fora, o Dínamo de Kiev, que venceu o FC Metalist Kharkiv pela Copa da Ucrânia recebe o Rubin Kazan, que destroçou o Saturn por 5 a 1. Destaque para Bukharov e Ryazantsev, que marcaram dois gols cada.


Grupo G
Stuttgart x Rangers
Sevilla x Unirea Urziceni

O Stuttgart ressente a ausência de Mário Gomez, e recebe o Rangers para se reabilitar após a derrota para o empolgado Hamburgo por 3 a 1. O campeão escocês também tropeçou: empate sem gols fora de casa com o Motherwell. Já o Sevilla tem Luís Fabiano em grande fase. Após dois gols contra a Argentina em pleno estádio de Rosario, Fabuloso marcou mais dois na goleada por 4 a 1 sobre o Zaragoza. Pior para o campeão romeno, que venceu o FC Unirea Alba Iulia, vice-lanterna, apenas por 1 a 0.


Grupo H
Olympiacos x AZ Alkmaar
Standard Liege x Arsenal

Finalizando, o Arsenal viaja até a Bélgica após amargar mais uma derrota no campeonato inglês - e que derrota. Os 4 a 2 do Manchester City ainda não foram bem digeridos em Londres, e a hora da recuperação é agora. O Liège, por outro lado, chega empolgado após a boa apresentação na vitória por 3 a 0 sobre o KV Mechelen, com direito a dois gols de Carcela-González. O outro duelo é o único da primeira rodada em que os dois times não venceram: o Olympiacos, que empatou sem gols em casa com o FC Kavala, pega o AZ Alkmaar que perdeu para o ADO den Haag por 2 a 1.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Primeira rodada da Liga dos Campeões da Europa - parte 1


O mundo do futebol volta a girar nesta terça, com a primeira rodada da fase de grupos da Uefa Champions League. Veja como os 32 melhores times da Europa se saíram no final de semana nas ligas domésticas, e acompanhe a rodada completa.


Grupo A

Juventus x Bordeaux
Maccabi Haifa x Bayern Munique

A Juventus segue irresistível no campeonato italiano, somando três vitórias em três jogos. A vítima do final de semana foi a Lazio, em Roma: 2 a 0, gols de Cáceres e Trezeguet. Diego, que saiu machucado, não joga. O Bayern de Munique se recuperou do mau começo em grande estilo, goleando o Borussia Dortmund por 5 a 1 fora de casa. O Bordeaux segue na liderança do Francês com a vitória simples sobre o Grenoble e o Maccabi bateu o Hapoel Ramat-Gan por 3 a 1.

Grupo B

Wolfsburg x CSKA Moscou
Besiktas x Manchester United

O Wolfsburg começou mal a temporada de defesa do título alemão: perdeu a terceira seguida, desta vez em casa para o Bayer Leverkusen. Em um grande jogo, o Manchester United saiu atrás logo com um minuto mas virou o placar para cima do Tottenham, com direito a gol de Anderson. O CSKA fez 3 a 0 Krylya Sovetov, com dois gols de Guilherme, ex-Cruzeiro - mesmo placar da derrota do Besiktas para o Galatasaray num dos clássicos do campeonato turco.

Grupo C
FC Zürich x Real Madrid
Olympique Marseille x Milan

A estreia do Real Madrid só perde em expectativa nesta primeira rodada para o confronto entre Inter e Barça. Com gols de Guti, Granero e Cristiano Ronaldo, os merengues bateram o Espanyol com facilidade e pegam um Zürich que abriu mão do campeonato suíço para focar a UCL. Ainda assim, a grande vitória por 4 a 3 sobre o Grasshoppers mostra que o time está entrosado. O Marselha venceu o Le Mans fora de casa por 2 a 1 e segue na cola dos líderes, enquanto o Milan ainda não se encontrou na temporada e empatou sem gols, fora de casa, com o Livorno.

Grupo D

Chelsea x Porto
Atlético de Madrid x APOEL

O Chelsea está irresistível na Premier League - bateu o Stoke City de virada, fora de casa, e lidera isolado com 100% de aproveitamento. O Porto goleou o Leixões por 4 a 1 com um gol de Hulk, e tem uma campanha quase perfeita na Liga Sagres. Atlético de Madrid e APOEL, no entanto, vão mal. Os colchoneros empataram novamente, desta vez com o Racing Santander, e ainda não venceram na Liga; e os cipriotas não sairam do zero diante do AEP Paphos FC.

Confira nesta quarta os jogos dos grupos E, F, G e H.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Solução e confirmação


O baile que transformou a classificação argentina no mais dramático tango garantiu o Brasil na Copa, mas não foi tão importante para Dunga e a sequência da seleção quanto a vitória de ontem sobre o Chile no mais modesto estádio em que o Brasil já atuou em terras tupiniquins.

Sem cinco titulares, Dunga teve (intencionalmente ou não) algumas confirmações na partida de ontem:

- O 4-2-3-1 é, até segunda ordem, o esquema da seleção brasileira. Em vez de mudar a estrutura da equipe, como fez em outras oportunidades, Dunga abriu Nilmar na esquerda, colocou Daniel Alves na direita e deixou Adriano isolado. É a forma como a equipe tem jogado, e jogado bem, que é o mais importante.

- André Santos firmou-se como titular da lateral-esquerda. Isso é bom? Não se pode dizer ainda. Ele não tem tanta função tática como tinha no Corinthians, até porque fica mais preso para liberar o lado direito. Até e exatamente por isso, Fábio Aurélio deve sim ser testado.

- Daniel Alves e Maicon podem SIM jogar juntos. Ontem, atuaram das duas formas possíveis: primeiro, com D. Alves aberto pela direita, exatamente na função que Dunga busca o último titular: nem Elano, nem Ramires cravaram presença. Seria uma solução extraordinária para a escalação dos dois laterais. Ou ainda, com o jogador do Barcelona fazendo o lado esquerdo, como jogou nos minutos finais diante do Chile ou como tão bem entrou diante da África do Sul, na semifinal da Copa das Confederações.

- Miranda não barrou Juan, como boa parte da imprensa erroneamente falou. Miranda entrou pela direita, já que Luisão já joga pela esquerda. Juan, titularíssimo, não tem sua posição ameaçada se recuperar-se logo de contusão. Do contrário, o ex-cruzeirense pode assumir.

- Nilmar mostrou que merece vaga no time titular. Não pelos gols, mas pela movimentação e participação extremamente superior à de Robinho. Ele é veloz, oportunista e brigador. Só não tem a moral e a mídia que o ex-santista possui.

- Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves, Kaká e Robinho; Luís Fabíano. Se ninguém se machucar ou ter uma péssima temporada, deve ser essa a escalação brasileira na estreia da Copa. Mas Nilmar e Fábio Aurélio poderiam entrar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Portugal ou Alemanha - quem fica de fora da Copa?


Um dos grandes baratos da Copa do Mundo são os recordes, tabus, histórias e...superstições. Várias teorias tentam explicar a ordem dos eventos dos Mundiais, algumas com coincidências impressionantes, e todas, na maioria, muito curiosas.

Uma das mais famosas era a pirâmide dos campeões, que tinha como pico a Itália de 1982 - a partir daí, as Copas tinham o mesmo campeão andando uma edição para frente ou para trás (Argentina campeã em 1978 e 1986; Alemanha campeã em 1974 e 1990; Brasil campeão em 1970 e 1994). Havia até a exceção que comprovava a regra: em 1996 e 1998, edições opostas segundo a pirâmide, o campeão era o país da casa (Inglaterra e França). Mas a teoria ruiu em 2006, quando a regra mandaria o Brasil vencer novamente - e todos sabemos o que aconteceu.

A nova "maldição" que surge assombra portugueses e alemães, e tem se comprovado desde a Copa de 86: a cada edição, um dos perdedores da semifinal anterior sequer se classifica para a Copa.

No Mundial do México, a França de Platini foi eliminada pela Alemanha e sequer se classificou para a Copa de 90, ficando atrás de Iugoslávia e Escócia nas Eliminatórias.

Na Itália, a Inglaterra de Gascoigne perdeu a vaga na final apenas nos pênaltis, mas uma campanha ruim, que contou com derrotas para Holanda e Noruega, fez o time da rainha assistir a Copa de 94 pela telinha.

A Copa dos Estados Unidos teve Suécia e Bulgária como grandes surpresas. Os suecos deram trabalho para o Brasil duas vezes, mas falharam ao se classificar para a Copa da França num grupo que tinha Áustria e Escócia.

A maldição continou e a Holanda, que perdeu a decisão do terceiro lugar para a incrível Croácia, perdeu jogos-chave para Irlanda e Portugal e não participou da Copa de 2002.

Nosso último exemplo é a Turquia: após surpreender e chegar à semifinal no Oriente, perdeu a vaga na Copa da Alemanha numa turbulenta repescagem contra a Suíça.

Sendo assim, Alemanha e Portugal têm muito com o que se preocupar, afinal foram os perdedores da semifinal de 2006. Apesar dos alemães liderarem o Grupo 4 com certa tranquilidade, têm ainda um confronto direto com a Rússia em Moscou e, caso saiam derrotados, podem enterrar uma campanha sólida arriscando-se na repescagem.

Mas o perigo ronda mesmo a seleção portuguesa. Após amargar três empates sem gols em casa com Dinamarca, Albânia e Suécia, os lusitanos viram a Dinamarca se distanciar na liderança do Grupo 1 e têm, nesta quarta, o primeiro de uma série de três jogos decisivos. Para conseguirem chegar à repescagem, precisam vencer a Hungria duas vezes e Malta dentro de casa, além de torcer por pelo menos um tropeço dos suecos, que visitam hoje a fraquíssima Malta e jogam ainda contra dinamarqueses e albaneses.

Sem contar que, pela sequência, a ordem do eliminado se alterna: em uma Copa, é o terceiro lugar; em outra, o quarto. Se a tendência se confirmar, é a vez do quarto lugar em 2006. Exatamente Portugal, país do melhor jogador do mundo em 2008, candidatíssimo a próxima vítima da maldição da decisão do terceiro lugar.

Confira quem sucumbiu à maldição:

1990 - França (3º em 1986)
1994 - Inglaterra (4º em 1990)
1998 - Suécia (3º em 1994)
2002 - Holanda (4º em 1998)
2006 - Turquia (3º em 2002)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Brasileirão: 60%


Lá se foram mais quatro rodadas e é hora de nossa primeira análise do segundo turno, agora com muito mais facilidade, já que os jogos adiados foram realizados.

Os dois extremos da tabela no início do returno têm, até aqui, as melhores campanhas: Palmeiras e Sport conquistaram sete dos doze pontos disputados no período, um dos menores índices de nossas análises. Isto prova o equilíbrio em que se encontra o campeonato neste momento, em que elencos se reajustam após a janela de transferências e alguns "viram" de fase.

O problema do Sport é que a equipe vinha de onze jogos sem vitória (maior série do campeonato), e mesmo com sete pontos permanece na zona de rebaixamento, tendo subido apenas uma posição. O Palmeiras, por sua vez, venceu o confronto direto com o Inter numa demonstração de força, tendo agora um ponto de vantagem sobre o Colorado, segundo lugar.

Quem mais subiu posições no período foi o Grêmio, de 10º para 8º, o que mostra novamente o equilíbrio: dos vinte times, nove permaneceram na mesma colocação e muitos apenas trocaram de lugar, como Vitória e Flamengo, 11º e 12º. O Barueri caiu duas, e foi a pior evolução do início do segundo turno. Junto com o Abelhão, Fluminense, Botafogo e Vitória marcaram apenas dois pontos até aqui e têm as piores campanhas da volta.

O campeonato tem tido uma média de gols excelente: apenas a última rodada destoou, reduzindo para 2,89. Mas nas duas rodadas anteriores, foram no mínimo trinta gols e três jogos que terminaram em 3 a 3. O curioso é que a lista de artilheiros só aumenta e todos pararam nos onze gols: são quatro, e mais cinco com dez cada. Já é o menor número de gols marcados até a 23ª rodada desde 2006.

Enquanto Palmeiras, Internacional e São Paulo despontam como os times que realmente brigarão pelo títuilo, a última vaga na Libertadores fica em aberto. O Atlético-MG já começou a cair de produção, como muito se falava a respeito de Celso Roth, e o Goiás tropeçou em casa e foi goleado pelo Inter, mostrando estar um estágio abaixo. A principal aposta no momento é o Grêmio, que tem conseguido bons resultados dentro de casa mas ainda não conseguiu vencer a primeira fora. Com Jonas em grande fase, tem ótima chance ao reviver a Batalha dos Aflitos no próximo domingo.

Finalmente, a parte de baixo da tabela mostra um Fluminense com campanha pior que a do Santa Cruz em 2006 (17 contra 18 pontos), e melhor apenas que a do América-RN, que em 2007 tinha somado dez pontos. Com o Botafogo também na zona de rebaixamento, as chances de que ao menos um carioca caia são de 99% - e muito dificilmente o Flu escapará dessa vez. Em grande fase, o Sport respira, e o Náutico tem conseguido alguns bons resultados que ainda dão esperança. Quem vem mal é o Santo André, que levou uma virada nos minutos finais do Atlético-MG e foi facilmente dominado pelo Flamengo no Maracanã. É, desde já, sério candidato ao descenso.

Confira os números do início do segundo turno:

Destaques (rodadas 20 a 23): Retomada do Corinthians e boa fase de Jonas - quatro gols em quatro jogos.

Perebas: Defesa do Botafogo e o Atlético-MG de Celso Roth, que já começa a despencar na tabela.

23ª rodada

Melhor ataque
2009: Barueri (43 gols)
2008: Grêmio, Palmeiras (40)
2007: Cruzeiro (54)
2006: Grêmio, São Paulo (37)

Melhor defesa
2009: Palmeiras (20 gols)
2008: Grêmio (16)
2007: São Paulo (7)
2006: Santos, Internacional (22)

Pior ataque
2009: Fluminense (22 gols)
2008: Ipatinga (22)
2007: América-RN (18)
2006: Flamengo (21)

Pior defesa
2009: Náutico (42 gols)
2008: Portuguesa (47)
2007: América-RN (55)
2006: Ponte Preta (43)

Gols e média
2009: 656 (2,89)
2008: 617 (2,68)
2007: 649 (2,84)
2006: 605 (2,63)

Artilheiros
2009: Jonas (Grêmio), Marceliho Paraíba (Coritiba), Roger (Vitória) e Val Baiano (Barueri) - 11 gols
2008: Alex Mineiro (Palmeiras) e Kléber Pereira (Santos) - 15 gols
2007: Josiel (Paraná) - 15 gols
2006: Soares e Schwenck (Figueirense) e Souza (Goiás) - 10 gols

Números inéditos
Série de vitórias atual: Internacional (2)
Série invicta atual: Corinthians (5)
Série de derrotas atual: Avaí, Santo André (2)
Série sem vencer: Botafogo (7)

domingo, 6 de setembro de 2009

As zebras dos Mundiais Sub-20


República Tcheca, Chile e Áustria certamente não apareciam em nenhuma lista de favoritos antes do início do Mundial Sub-20 do Canadá, em 2007. Mas mundiais de seleções não são mundiais de seleções se não tiverem uma ou outra zebra. Quando se juntam estilos e jogadores tão diferentes em um torneio de tiro curto, a surpresa é quando não acontecem resultados como as eliminações de França e Argentina na Copa de 2002 ou ainda a incrível derrota italiana para a Coreia do Norte em 1966.

Em campeonatos limitados pela faixa etária, tal regra é elevada a maiores potências. Uma jornada inspirada, um mês de sorte ou até mesmo a certeza antecipada da vitória podem resultar – e normalmente resultam – em uma enxurrada de placares improváveis.

Por isso, antecipando uma nova série de decepções e alegrias nos gramados egípcios, Olheiros apresenta as dez maiores zebras da história dos Mundiais Sub-20: cinco campanhas surpreendentes e cinco jogos chocantes. Relaxe, leia e comemora a vitória de Davi sobre Golias em sua mais plena forma.

Confira a lista completa no
Olheiros.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Brasil x Argentina – números do clássico


O maior clássico mundial de seleções chega à sua edição 94, quando a Argentina de Maradona precisa vencer o Brasil de Dunga para não depender da repescagem. Confira alguns números do grande jogo deste sábado:

93 – O número de partidas realizadas entre as duas equipes. O equilíbrio é grande: o Brasil venceu 35, a Argentina 34 e houve 24 empates. No número de gols marcados, entretanto, os hermanos lideram: 149 a 145.

13 – O número de jogadores dos dois países convocados para este confronto que atuam na Europa pelos mesmos clubes: Lionel Messi e Daniel Alves (Barcelona); Tevez e Robinho (Manchester City); Fernando Gago e Kaká (Real Madrid); Javier Mascherano e Lucas (Liverpool). A Internazionale é a campeã: Lúcio, Júlio Cesar e Maicon são companheiros de Diego Milito e Javier Zanetti.

9 – O número de vezes que Maradona e Dunga se encontraram enquanto jogadores, sendo três pelas seleções e seis com seus clubes. O técnico argentino venceu seis, empatou uma e perdeu apenas duas.

8 – No sábado completa-se exatamente oito anos do primeiro jogo entre as duas seleções por uma Eliminatória de Copa. Na mesma data, em 2001, a equipe de Marcelo Bielsa bateu o time de um então questionado Luiz Felipe Scolari por 2 a 1. No mesmo dia, oito anos antes, em 1993, a Argentina sofreu a maior derrota em casa de sua história: 5 a 0 para a Colômbia, a única derrota da albiceleste em casa até hoje pelas Eliminatórias.

7 – O número somado de títulos da Copa do Mundo das duas equipes. O Brasil tem larga vantagem: cinco contra dois.

2 – Até aqui, foram dois jogos entre Argentina e Brasil na cidade de Rosario. O primeiro, na Copa America de 1975, com vitória brasileira por 1 a 0. Na outra, jogo de Copa do Mundo: 0 a 0 no Mundial de 78.

1 – Nos últimos doze anos, a Argentina jogou apenas uma partida fora do Monumental de Nuñez. Foi em 16 de novembro de 1997, no empate em 1 a 1 com a Colômbia em La Bombonera. Foi a estreia de Juan Roman Riquelme's pela seleção principal, treinada à época por Daniel Passarella.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ranking Olheiros das categorias de base - Setembro 2009


Quem possui a melhor categoria de base do Brasil? Desde o início de 2009, esta pergunta finalmente tem uma resposta. Em uma iniciativa pioneira, o Ranking Olheiros traçou um panorama dos principais campeonatos de base e quebrou paradigmas. Agora, apresenta sua terceira atualização, compilando os resultados de junho a agosto. Torneios importantes como Taça BH, Manchester United Premier Cup, Milk Cup e vários estaduais foram somados para sabermos quem tem feito o trabalho de casa nos últimos meses.

O maior pontuador do período foi o Atlético-MG, que com a conquista da Taça Belo Horizonte de Futebol Júnior, uma das três principais competições do calendário do ranking, somou 50 pontos e voltou ao Top 10, assumindo a sétima colocação. Com a participação ruim em 2009 e a desvalorização das pontuações anteriores, o Corinthians perdeu terreno e foi ultrapassado também pelo Santos, que pela primeira vez nos últimos três anos chegou às quartas-de-final.

Dos dez primeiros da edição anterior do Ranking, apenas o Corinthians não chegou ao menos às oitavas da Taça BH. O Inter, vice-campeão, ampliou sua liderança, já que Cruzeiro e São Paulo sequer alcançaram as semifinais. Ainda assim, esta atualização aumentou a vantagem dos quatro primeiros (Inter, Cruzeiro, São Paulo e Grêmio) para os demais, em um cenário que dificilmente mudará até o final do ano.

A Taça BH foi responsável também por um dos cinco novos clubes que aparecem nesta edição: o Valério-MG, exatamente do grupo corintiano, foi às oitavas e somou cinco pontos. Os outros estreantes do ranking são o CSA, campeão alagoano sub-18, o Ferroviário, vice-campeão cearense sub-18, e dois gaúchos: Cerâmica, vice-campeão júnior, e Garibaldi, semifinalista.

O fraco desempenho no estadual deste ano, aliás, fez o Grêmio perder terreno frente ao São Paulo, que brilhou novamente em gramados ingleses para conquistar o bicampeonato da Manchester United Premier Cup. Com isso, o tricolor diminuiu a distância para o Cruzeiro, que só não foi ultrapassado graças ao vice-campeonato no Sub-15 de Londrina – derrota para o bicho-papão Internacional, quase 100 pontos à frente.

Os clubes que mais subiram no período são dois dos maiores do país, que apareciam em colocações mais do que modestas: o Botafogo subiu 20 posições, chegando ao ainda ruim 66º posto, enquanto o Palmeiras subiu 19, parando no 71º lugar. A pontuação somada foi pequena (10 para o Bota e 5 para o Verdão, ambos na Taça BH), mas como os dois estavam muito abaixo na tabela, conseguiram subir bastante. Por outro lado, Caxias e CRB caíram 27 lugares, graças à desvalorização de suas campanhas nos estaduais passados, somada ao fato de que nenhum dos dois repetiu o desempenho em 2009.

Outros destaques: o Bahia voltou aos 25 melhores com os cinco pontos da Taça BH; o Fortaleza, campeão cearense, somou 30 pontos e chegou à 18ª colocação, seguido de perto pelo Juventude, que novamente parou nas semifinais do Gaúcho de Juniores, o suficiente para anotar mais 20 pontos.

As outras modificações foram reflexo de desvalorização de pontuações anteriores, nos campeonatos terminados nos últimos meses. Vale lembrar que os times empatados em pontos aparecem todos na mesma colocação, relacionados em ordem alfabética.

Como o Ranking será permanentemente atualizado, a cada competição terminada, fique de olho nas informações sobre os campeonatos, que você só encontra no Olheiros. O Campeonato Brasileiro Sub-20 e a conclusão da maioria dos estaduais estão próximos, fechando com chave de ouro as competições de base em 2009. Você torce para o seu time ser campeão, revelar novos craques e chegar – ou permanecer – no topo.

Confira o ranking completo em
http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=1439.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pela metade

Com a vitória do Bragantino sobre o ABC por 3 a 0 na noite do sábado (22), terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série B. Hora de analisar como foi a caminhada dos vinte clubes até a metade desta que é considerada, por quem já conhece e até mesmo por quem nunca caiu ou subiu, uma das jornadas mais difíceis do futebol nacional.

A compreensão da Segundona de 2009 é importante para saber qual o impacto causado pela participação do Corinthians no ano passado. De fato, a competição não desperta tanto a atenção, mesmo tendo um clube de massa como o Vasco. Mas, ainda assim, cada presença de um dos grandes faz com que a importância da Série B aumente consideravelmente, junto com sua dificuldade. Até por isso, a CBF mudou a Série C e criou a Série D, ajudando a conferir à segunda divisão um status inédito de torneio rentável e atrativo.

Confira uma análise completa do primeiro turno da Série B na
Trivela.

domingo, 30 de agosto de 2009

Retorno magiar*


* Publicado originalmente no Olheiros.

A Hungria é conhecida por Puskas, Kocsis, Czibor, Hidegkuti e...só. A impressão (não tão errada assim) que se tem é que o futebol magiar não passou de um one hit wonder, que teve seu único momento de brilho na Copa de 1954. Desde então, foram participações esporádicas e campanhas meramente figurativas, sendo que a última aconteceu há 23 anos, no México, sem passar da primeira fase.

Um ostracismo tão prolongado pode indicar que aqueles anos dourados foram realmente apenas uma fase. Mas se voltar ao patamar de outrora é quase impossível, ao menos voltar para o mapa do futebol parece ser um processo em andamento no futebol do país. Abordamos aqui no Olheiros, em nossas primeiras semanas, o estágio deplorável em que se encontrava a seleção nacional, vice-lanterna de seu grupo nas eliminatórias para a Euro 2008 e sem jogadores de destaque. A esperança depositava-se num futuro próximo, com os atletas da geração ’89 podendo mudar o panorama.

Quase dois anos depois, percebe-se uma clara evolução – e a campanha nas Eliminatórias para a Copa são o primeiro sinal disto. Vice-líder do Grupo 1 com 13 pontos em seis jogos, a Hungria tem na próxima semana dois jogos decisivos em casa que podem garanti-la ao menos na repescagem europeia. Ao receber Suécia e Portugal, o time do holandês Erwin Koeman terá de provar a força da melhor defesa deste qualificatório, que sofreu apenas dois gols até aqui.

Apesar de ser um grupo experiente, com quase a totalidade dos atletas já acima dos 25 anos e jogando fora do país, é em um jogador de 22 anos que se depositam as maiores esperanças de um futebol que lembre aquele dos magiares mágicos. Balázs Dzsudzsák, titular da meia-esquerda do PSV, é responsável pelas principais jogadas criativas da equipe que Koeman montou baseando-se em meias abertos, velocidade e muita movimentação – pilares do esquema de outro time histórico, da Holanda dos anos 70.

Dzsudzsák foi revelado pelo Debreceni, campeão nacional da temporada passada que passou pelo qualifying e chega agora à fase de grupos da Uefa Champions League, encerrando um jejum de treze anos da Hungria na principal competição de clubes da Europa. A agremiação foi a única do país a ter jogadores relacionados na última convocação da seleção, para as partidas da semana que vem: o experiente zagueiro Laszlo Bodnar e o veloz atacante Gergley Rudolf, destaque da campanha vitoriosa de 2008/09.

Depois de Dzsudzsák, a Locomotiva tem dois nomes promissores no meio-campo que podem render muito já pensando numa eventual participação no Mundial da África do Sul: o volante József Varga, de 21 anos, possui forte poder de marcação e foi o autor do primeiro gol na vitória sobre o Levski Sofia que confirmou a classificação para a fase de grupos da UCL. Seu companheiro Tamás Huszák, de 20 anos, é um meia habilidoso que, se bem trabalhado, pode muito bem assumir a função de camisa 10 cerebral que o futebol do país tanto necessita.

A classificação para a Copa torna-se essencial para a evolução húngara exatamente por poder permitir a jovens talentos, no momento em que eles mais precisam, a experiência necessária para crescerem. Afinal, após outro bom hiato, as seleções de base também começam a aparecer. No Europeu Sub-19 do ano passado, os meninos de Tibor Sisa não só chegaram à fase final como deixaram de bater a Itália na semi por muito pouco. Mesmo que a nova geração não tenha sido capaz de emular a temporada 1983/84, quando foi campeã da categoria, o desempenho em gramados tchecos serviu para confirmar que o grande destaque desta equipe, o atacante Krisztian Németh, é realmente a maior esperança magiar.

Destaque nos Europeus Sub-17, Németh passou pelo MTK, da capital Budapeste, com média de gols superior a uma por jogo. Observado pela ampla rede de observadores gerenciada por Rafa Benitez, chegou ao Liverpool ainda em 2007 junto com o goleiro Peter Gulacsi, emprestado ao Hereford United da League One na temporada passada. Com absurdo faro de gol, posicionamento, força física e até aptidão para assistências, Németh é considerado a principal promessa de Merseyside, o que não é pouco. Como já não tem mais idade para atuar pela equipe sub-19, acabou emprestado para o AEK, onde terá chance de mostrar serviço.

O tripé está formado: seleção com boas chances de classificação, clube disputando a Champions League e promessas de qualidade surgindo e se transferindo para grandes centros. Se a Hungria voltará a ser a potência de antes é muito difícil prever ou até mesmo acreditar, mas certamente será motivo de comemoração de for constatado num futuro próximo que os magiares retornaram ao cenário do futebol mundial – principalmente, se for graças aos seus novos talentos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A vitória de Platini


O sorriso estava estampado no rosto do presidente da UEFA, Michel Platini, ao final do sorteio dos grupos da Uefa Champions League 2009/10. Afinal, uma de suas principais bandeiras de campanha acabava de tornar-se realidade: o aumento do número de países representados nesta fase da UCL e, consequentemente, o de campeões, de fato, participando da Liga dos Campeões.

Afinal, esta edição será a que terá mais países diferentes na fase de grupos desde a última mudança no sistema de disputa, na temporada 2003/04, quando o mata-mata passou a substituir uma segunda fase de grupos nas oitavas-de-final. (confira lista no final do post)

Ao total, serão clubes de 18 países disputando até o final do ano vagas entre os dezesseis melhores do continente. Com isso, as mudanças profundas pelas quais passou nesta temporada o qualifying, a fase classificatória da UCL, mostram-se extremamente eficazes já em seu ano de estreia.

Ao contrário dos outros anos, quando campeões e não-campeões se enfrentavam sem distinção pelas vagas restantes nos grupos, a UEFA (seguindo idéia de Platini) separou o qualifying, divindido as dez vagas entre cinco para campeões nacionais e outras cinco para os restantes. É por isso que vemos, por exemplo, um time húngaro passar do classificatório pela primeira vez em treze anos. Países totalmente fora do eixo, como o Chipre, por exemplo, também vão ganhando espaço - é o segundo ano consecutivo que a pequena ilha ao sul da Turquia coloca um time nesta etapa.

É neste ponto que muitos criticam, afinal no ano passado já houve algumas zebras, como as participações de BATE, de Belarus, e do Anorthosis, do mesmo Chipre. O argumento é que times mais fracos participando facilitam a ocorrência de goleadas e que, assim, menos surpresas podem ocorrer. O círculo vicioso resultaria num efeito contrário ao proposto por Platini, de ampliação da diferença entre as principais forças e os centros periféricos ao invés de um equilíbrio das forças.

Muito simplista, entretanto, pensar desta forma. Afinal, os clubes que se classificam para a fase de grupos da Liga dos Campeões recebem premiações em dinheiro muito interessantes e, na maioria dos casos destes "pequenos" da Europa, valores bem acima do que estão acostumados. Assim, bastam algumas participações para, num futuro próximo, a equipe se reforçar, ganhar experiência e conseguir, aí sim, importunar os gigantes.

Existe sim o perigo, em ligas menores onde a concentração de taças com um mesmo campeão é muito grande, de um aumento do abismo entre este clube e os outros, mas é um risco que se deve correr. No geral, a idéia de Platini é ótima, mais do que bem-vinda e o melhor: tem tudo para dar certo.

Países representados na fase de grupos da UCL:

2009/10 - 18
2008/09 - 17
2007/08 - 15
2006/07 - 17
2005/06 - 15
2004/05 - 14
2003/04 - 16

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Igual, mas diferente

Publicado originalmente na coluna da Série B da Trivela.

Maior público do ano em todas as divisões, com mais de 70 mil pessoas em um único jogo. Melhor campanha da Série B ao final do primeiro turno, com onze vitórias, seis empates e duas derrotas. As frases acima poderiam descrever os anos sabáticos de Atlético-MG e Corinthians, mas aplicam-se a outro alvinegro dos grandes do futebol brasileiro. Após altos e baixos, o Vasco cumpre metade da caminhada na Segunda Divisão com a convicção de que estará de volta em 2010.

Foram 76.211 pagantes na goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga no sábado, primeiro jogo da campanha no Maracanã, em comemoração aos 111 anos do clube, completados um dia antes. Carlos Alberto foi o camisa 111, jogada do departamento de marketing que chamou a torcida, e ela compareceu. O time de Dorival Júnior prometeu e entregou, com uma atuação convincente e que mostra o momento diferente pelo qual passa o até então adormecido Gigante da Colina. Há pouco tempo, momentos como esse eram constantemente estragados, como a festa pelo gol mil de Romário adiada pelo Gama.

O que mais chama a atenção é o fato de boa parte da imprensa ter descoberto a campanha vascaína só agora, quando os números escancararam-se iguais aos do Corinthians do ano passado com as mesmas dezenove rodadas. Isto mostra que a “saga” de 2008 foi muito mais o comum exagero de tudo que cerca o time paulistano do que realmente uma jornada fantástica, por mais que o grande desempenho tenha ocorrido de fato no segundo turno, com quatorze vitórias, três empates e uma derrota. Para comparação, vale mesmo é lembrar do excelente primeiro turno do Grêmio na Série A passada, com dois pontos a mais.

Há mais coincidências que unem as duas equipes. Ambas perderam para o mesmo adversário – Bahia – e amargaram uma fase de baixa, acumulando empates. A diferença é que os tropeços corintianos foram mais espaçados, e concentrados no final do turno. Os cinco empates seguidos derrubaram o Vasco para a oitava posição e colocaram em dúvida a possibilidade do acesso. De fato, o Corinthians tinha um time muito melhor tecnicamente que este vascaíno, e possuía mais poder de fogo. Não à toa, ambos acumularam o mesmo saldo de gols (22), mas o Timão marcou 36 gols e sofreu mais (14 contra 11).

O Vasco é um time mais voluntarioso, que marca mais, especialmente com Amaral e Nilton, e que depende mais das jogadas dos laterais, Paulo Sérgio e Ramon – líderes de assistências da temporada, com nove e cinco, respectivamente. Se é em Carlos Alberto que a torcida encontra o papel do ídolo tão necessário no momento de superação, talvez o maior trunfo de Dorival Júnior tenha sido conseguir montar uma equipe competitiva sem depender do meia de cabelo dreadlock.

A queda de produção explica-se pela perda de alguns jogadores que formavam o time-base que fez ótima campanha no Estadual. As contusões de Tiago, Fernando, Titi, Jéferson e Rodrigo Pimpão demandaram uma alteração estrutural profunda e demorou até que o treinador encontrasse os substitutos, especialmente do meio para a frente, já que Fernando Prass, Vilson e Gian formaram a melhor defesa do campeonato.

Os jovens volantes Mateus e Souza devolveram a consistência perdida no meio-campo e Alex Teixeira, finalmente, fez jus ao título de promessa e firmou-se como titular, mudando até o estilo de jogo para o 4-3-2-1. Élton, agora isolado, também passou a render mais: é o artilheiro cruzmaltino na temporada com 19 gols e soma cinco assistências.

O Vasco pavimenta um caminho sólido de volta à primeira divisão, com uma campanha eficaz de atração de novos sócios que já conta com 33 mil adesões, patrocínio forte e pagamentos em dia. A aposta, na iminência da queda, de que o retorno seria breve, parecia mais um “querer crer” em Roberto Dinamite do que uma convicção, além de uma constatação dos anos anteriores, em que os grandes sempre voltaram. Agora, passadas as maresias, a nau parece muito mais próxima de um porto seguro ao final da jornada – e com perspectivas de voltar a ser tão importante quanto um dia já foi.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Semanário

Os textos da semana que passou, compilados para os amigos:

Na Trivela, o São Caetano surpreende e se candidata a uma vaga no G-4 ao final do primeiro turno da Série B.

No Olheiros, um especial sobre os gatos no futebol brasileiro: como surgem, os principais casos e a certeza de que a solução está longe do fim.

E ainda, como as expectativas exageradas por pais e treinadores podem acabar com a carreira de uma jovem promessa. Veja >>>

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O gato no futebol brasileiro


A oferta é tentadora, simples e aparentemente lícita. Por uma quantia pequena, de aproximadamente R$ 500 (que para a maioria das famílias às quais a proposta é feita, não é nada pequena e pode significar até mesmo um mês de salário), o empresário que acaba de se apresentar promete “ajeitar a documentação do menino” e colocá-lo em um clube grande. Tudo porque, segundo o engravatado olheiro com carregado sotaque da capital, o garoto “tem tudo para estourar, mas bem que podia ser uns dois anos mais novo”.

Confira, no Olheiros, um dossiê especial sobre o problema, e a constatação de que a solução ainda está muito longe.
Leia >>

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Brasileirão: 50%


Chegamos ao final do primeiro turno do campeonato brasileiro e, assim, é hora de mais uma análise dos números. Ainda que faltem três jogos a serem disputados - e eles podem mudar até o campeão simbólico da primeira metade, muito já se pode dizer sobre este campeonato.

A primeira impressão é a de que o nível está diferente do últimos anos: com 19 rodadas por acontecer, os blocos já parecem muito mais definidos, com as aspirações de cada time até o final do ano. Pode-se dizer, com menor margem de erro, que dificilmente o campeão não será São Paulo, Internacional ou Palmeiras. Isto porque, como já se percebe novamente, as equipes de Celso Roth largam muito bem, mas caem no decorrer do campeonato. Fica aberta, assim, uma vaga para a Libertadores, que tem como principal pretendente, hoje, o Goiás, mas que pode muito bem ser o Avaí, se mantiver a sequência. Grêmio e Cruzeiro, pelo que apresentaram até agora, estão um degrau abaixo.

O campeonato começou com uma quantidade incrível de empates - foram cinco em cada uma das duas primeiras rodadas. Com metade dos times envolvidos em Copa do Brasil ou Libertadores, o Internacional disparou com quatro vitórias seguidas, confirmando o bom início de temporada, e o Atlético-MG, eliminado cedo da Copa do Brasil, assumiu a ponta na sexta rodada, liderando por oito rodadas - o maior tempo de liderança do turno. Ao contrário dos anos anteriores, entretanto, o primeiro colocado nunca disparou de fato, e a maior diferença foi apenas de três pontos.

Desde o início do campeonato, os clubes paranaenses e pernambucanos agonizaram na zona de rebaixamento. Com a chegada de Antônio Lopes, o Atlético-PR surpreendentemente se distanciou, e o Coritiba, ainda que bastante irregular, subiu algumas posições. Já Náutico e Sport amargaram as piores sequências negativas do primeiro turno: o Timbu ficou 13 rodadas sem vencer e somou seis derrotas seguidas, enquanto o Leão já está há dez sem triunfar, com quatro derrotas consecutivas.

Quem se recuperou foi o Avaí, que chegou a ser o lanterna na 9ª e na 10ª rodadas e emendou cinco vitórias, estando há nove sem perder. A maior sequência de vitórias, entretanto, pertence a Goiás e São Paulo, que conseguiram seis - a do Tricolor, aliás, está ainda em curso. Já a maior invencibilidade foi do Barueri, que começou muito bem o campeonato mas caiu. O Abelhão não foi batido por dez rodadas seguidas.

Finalistas do Paulistão, Corinthians e Santos têm passado desapercebidos pelo campeonato. Com campanhas modestas, os alvinegros parecem ter pouco a almejar nesta temporada - especialmente o Timão, que perdeu peças importantes e já tem vaga garantida na Libertadores 2010. Com a chegada de Luxemburgo, espera-se que o Santos chegue a brigar pela competição continental, mas a inconsistência ofensiva do time é gritante. Quem rondou a zona de rebaixamento mas parece fadado à zona intermediária é o Botafogo, que se equivocou ao dispensar Ney Franco para trazer Estevam Soares, que chegou com uma proposta de jogo mais defensiva, baseada nos contra-ataques, mudando a filosofia do time nos últimos anos.

Destaques individuais

A briga pela artilharia mais uma vez ficou estagnada. Desde a 12ª rodada, o líder evoluiu apenas dois gols - Felipe (Goiás), Roger (Vitória) e Val Baiano (Barueri) tinham oito, e Adriano (Flamengo) termina o turno na frente, com dez. Diego Tardelli foi destaque do Galo e marcou nove, sendo convocado para a seleção brasileira.

Outros nomes que se sobressaíram foram Pedrão, artilheiro do Barueri negociado com o Oriente Médio; Fernandinho, meia de 23 anos também do time da Grande São Paulo, considerado a principal revelação até aqui; Willians, destaque defensivo por parte do Flamengo, graças ao maior número de bolas roubadas até aqui (89 contra 64 de Pierre); e Cleiton Xavier, líder nas assistências com 12, contra 7 de Júlio César, do Goiás.

Libertadores e rebaixamento

Em 2008, os quatro que estavam na zona da Libertadores se classificaram ao final do campeonato. Em 2007, apenas o São Paulo (saíram Botafogo, Cruzeiro e Vasco e entraram Santos, Flamengo e Fluminense - mas o Cruzeiro se classificou pelo fato do Flu ter sido campeão da Copa do Brasil). E em 2006, saiu o Paraná e entrou o Grêmio, mas o Paraná acabou na Libertadores porque o Inter, campeão continental, acabou em segundo.

Em 2008, dois que estavam na zona de rebaixamento caíram (Vasco - 17º, 19 pontos - e Ipatinga - 20º, 16). Em 2007, também (Juventude - 18º, 16 - e América-RN 20º, 10). E em 2006, também (Fortaleza - 19º, 20 - e Santa Cruz - 20º, 18).

Destaques (rodadas 17 a 19): Golaços de Marcelinho Paraíba, boa fase de Washington, sequência da arrancada do São Paulo e da série invicta do Avaí recuperação do Atlético-PR.

Perebas: Defesas de Náutico e Sport, desempenho do Fluminense, irregularidade do Flamengo.

19ª rodada

Melhor ataque
2009: Barueri (38 gols)
2008: São Paulo (33)
2007: Cruzeiro (40)
2006: Paraná (33)

Melhor defesa
2009: Palmeiras (17 gols)
2008: Grêmio (12)
2007: São Paulo (7)
2006: Santos (17)

Pior ataque
2009: Cruzeiro (18 gols)
2008: Atlético-PR (17)
2007: América-RN (16)
2006: Flamengo (16)

Pior defesa
2009: Náutico e Sport (37 gols)
2008: Portuguesa e Vasco (39)
2007: América-RN (42)
2006: Ponte Preta (39)

Gols e média
2009: 545 (2,91 em 187 jogos)
2008: 519 (2,73)
2007: 520 (2,81)
2006: 502 (2,64)

Artilheiros
2009: Adriano (Flamengo) - 10 gols
2008: Alex Mineiro (Palmeiras) e Kléber Pereira (Santos) - 11 gols
2007: Josiel (Paraná) - 12 gols
2006: Dodô (Botafogo) - 9 gols

Números inéditos
Série de vitórias atual: São Paulo (6)
Série invicta atual: Avaí (9)
Série de derrotas atual: Sport (4)
Série sem vencer: Sport (10)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Textos da semana

Convido os amigos a acompanharem as duas colunas semanais deste que vos bloga.

No Olheiros, uma análise do grupo do Brasil no Mundial Sub-17 mostra que os adversários são ideais para se crescer durante a competição. Leia >

Na Trivela, Ceará surpreende e, com salários em dia e time entrosado, mostra que pode ir longe na Série B. Leia >

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Brasileirão 2009: 40%


Passadas as férias, que não permitiram as análises da 8ª e da 12ª rodada, chegamos (com um pouco de atraso, é verdade) com um olhar mais aprofundado sobre o campeonato dada a aproximação do final do primeiro turno.

Como tem sido costume nos últimos campeonatos, a aproximação da virada do turno é o momento de maior instabilidade dos clubes: os líderes se alternam, equipes que começaram mal melhoram e o inverso também acontece. As rodadas seguidas, todas as quartas e domingos, testam a capacidade de reposição dos elencos e ajudam a definir quem vai brigar pelo quê na reta final. Sendo assim, qualquer análise feita neste momento pode parecer precipitada.

Dessa forma, não se pode dizer que o Palmeiras seja o principal candidato ao título, apesar de ter roubado a liderança que foi do Atlético-MG por oito rodadas. O Galo, apesar da boa fase de Tardelli, continua levantando suspeitas exatamente pelo trabalho recente de seu treinador, que todos os anos faz boas campanhas no primeiro turno, mas depois cai de produção. Com um elenco tão instável, é preciso tempo para ver as reais intenções do clube.

O Goiás, por sua vez, surpreende com jogadores experientes como Iarley e Ramalho, peças importantes do ano passado como os alas Vitor e Júlio César e ótimas aquisições, como o artilheiro Felipe, o ídolo Fernandão e até mesmo o renegado Léo Lima, que tem ido bem no meio-campo. Com Hélio dos Anjos, o alviverde é sim candidato forte a uma vaga na Libertadores.

Quem não para de subir é o São Paulo, que parece ter reencontrado o seu futebol forte pelo conjunto. São quatro vitórias em cinco rodadas e a ótima fase de Dagoberto, responsável pelos três gols que o time marcou nos dois últimos triunfos. O Avaí, após começar na lanterna, emendou cinco vitórias consecutivas e um empate fora de casa com o Corinthians para chegar à zona intermediária - difícil saber o que almeja o time de Silas, mas não parece que brigará contra o rebaixamento. O Corinthians, por sua vez, acusa o golpe das saídas de André Santos, Cristian e Douglas (principalmente do segundo, fundamental na marcação e coesão do meio-campo) e a ausência momentânea de Ronaldo.

O número de jogadores empatados na artilharia impressiona: são dois com 9 gols e mais cinco com 8, sendo que nenhum deles era apontado no início do campeonato como candidato à chuteira de ouro. Com o mercado aberto até o final do mês, poderemos ter mais perdas para os clubes. O número de gols marcados também é bom - o melhor dos últimos quatro anos -, lembrando que faltam dois jogos adiados a serem realizados.

Na parte de baixo da tabela, a situação mais preocupante é de fato a do Fluminense, que possui apenas em Darío Conca um jogador capaz de fazer algo diferente. Fernando Henrique não inspira confiança, a zaga falha e o time não cria e não finaliza - é o pior ataque. Fred, muito aquém do jogador que saiu do Cruzeiro, rendia pouquíssimo até se machucar. Outros indícios de que a queda é sim possível: Renato Gaúcho também fez o Vasco crescer na reta final, mas não evitou a queda. Valdir Espinosa também foi contratado para auxiliar o time cruzmaltino, e o resultado foi nulo. E, finalmente, o time tem muitos garotos que não podem decidir tudo sozinhos.

Finalmente, dois estados agonizam e devem ter, ao menos um cada um, clube rebaixados ao final do campeonato: Pernambuco tem no Sport apenas uma sombra do temido time do primeiro turno e, no Náutico, uma equipe que não parece capaz de se superar como fez nos dois anos anteriores; e o Paraná vê no Coritiba uma equipe carente dos nomes que revelou nos últimos anos e também dos desfalques, especialmente Ariel, além do Atlético que, concentrado com a preparação da Arena para a sede da Copa de 2014, retira investimentos do elenco para direcionar ao estádio. Se não cair este ano, eventualmente arcará com o preço - assim como fizeram Kaiserslautern, Nuremberg e Colônia na Alemanha, antes da Copa de 2006.

Confira abaixo os números acumulados ao final da 16ª rodada:

Destaques: Recuperação do São Paulo, séries positivas de Goiás e Avaí e boa fase de Dagoberto.

Perebas: Defesa do Náutico, ataque do Fluminense e o Cruzeiro, que não conseguiu se recuperar ainda da derrota na final da Libertadores.

16ª rodada

Melhor ataque
2009: Barueri (33 gols)
2008: Vasco (30)
2007: Botafogo (35)
2006: Paraná (30)

Melhor defesa
2009: Palmeiras (14 gols)
2008: Grêmio (12)
2007: São Paulo (7)
2006: Santos (14)

Pior ataque
2009: Fluminense (13 gols)
2008: Atlético-PR (15)
2007: América-RN e Grêmio (14)
2006: Fortaleza (10)

Pior defesa
2009: Náutico (34 gols)
2008: Portuguesa (32)
2007: América-RN (14)
2006: Ponte Preta (31)

Gols e média
2009: 453 (2,86)
2008: 434 (2,71)
2007: 445 (2,87)
2006: 411 (2,56)

Artilheiros
2009: Val Baiano (Baueri) e Diego Tardelli (Atlético-MG) - 9 gols
2008: Alex Mineiro (Palmeiras) e Kléber Pereira (Santos) - 10 gols
2007: Josiel (Paraná) - 12 gols
2006: Dodô (Botafogo) - 9 gols

Números inéditos
Série de vitórias atual: Goiás (5)
Série invicta atual: Botafogo, Flamengo, Goiás e São Paulo (5)
Série de derrotas atual: Barueri (3)
Série sem vencer: Náutico (13)

Conheça o avô de Diego Tardelli


Para ilustrar a excelente matéria do amigo Dassler Marques, fiz as fotos que a equipe do Terra transformou em galeria.

Confira o simpático senhor Nelson, barbeiro em plena atividade aos 75 anos, na cidade de Santa Bárbara d'Oeste.

A matéria: