
A Holanda demonstrou mais uma vez nesta terça-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, muito da eficiência apresentada durante toda sua campanha na Copa do Mundo para bater um aguerrido Uruguai por 3 a 2 e garantir sua volta a uma decisão após 32 anos. Dominando a partida com paciente toque de bola no campo adversário, marcando com inteligência na saída de bola e procurando espaços na desfalcada zaga uruguaia, a equipe de Bert Van Marwijk manteve os 100% de aproveitamento e se credencia, independentemente do adversário, a um título que seria inédito para o futebol laranja.
O futebol holandês, se criticado por não ser tão ofensivo e plástico quanto de outras Copas, acaba com mais esta exibição demonstrando ter aprendido com os dois maiores campeões mundiais como jogar uma competição como esta: eficiência tática e defensiva das melhores equipes italianas e controle de jogo com posse de bola no melhor estilo brasileiro.
Primeiro tempo
A partida começou muito equilibrada, disputada intensamente no meio-campo. Sem Suárez, suspenso pela mão que manteve o Uruguai vivo na Copa, o técnico Oscar Tabarez adiantou Forlán e Cavani para formar a dupla de ataque e formou uma linha de quatro jogadores de maior poder de marcação no meio, cabendo principalmente a Álvaro Pereira, pela esquerda, a responsabilidade de fazer a ligação entre defesa e ataque. Cavani chegou a receber lançamento em profundidade com ótima condição, mas o auxiliar assinalou incorretamente impedimento.
A Holanda, por sua vez, tocava a bola no campo adversário e contava com a insegura atuação de Cáceres, que entrou para compor a lateral esquerda, e a desentrosada dupla de zaga formada por Victorino e Godin. Robben e Kuyt invertiam posições, confundindo ainda mais a defesa adversária, e em uma troca de passes na intermediária, Van Bronckhorst soltou uma bomba de fora da área, que ainda bateu na trave e entrou no ângulo esquerdo de Muslera, abrindo o placar - foi o quarto gol de fora da área da Holanda, o time que mais marcou desta forma no Mundial.

Segundo tempo
Buscando retomar a vantagem, Van Marwijk substituiu no intervalo o volante De Zeeuw - que havia levado uma pancada na boca - por Van der Vaart, e a Holanda voltou a ter mais posse de bola. Contudo, era o Uruguai quem levava mais perigo, adiantando a marcação e roubando bolas no campo de defesa holandês, quase virando o jogo em uma bobeada de Boulahrouz.

Três minutos depois, o Uruguai ainda acusava o golpe e caiu de vez: Kuyt recebeu bola na ponta esquerda e cruzou na área para Robben, sozinho, subir para cabecear. A bola ainda bateu caprichosamente na trave direita antes de entrar. Mostrando a garra de sempre e que nunca se pode desistir, o Uruguai ainda diminuiu nos acréscimos e pressionou nos minutos finais, mas a defesa holandesa conseguiu se segurar e garantiu a vitória.
06/07/10 - Green Point (Semifinal)
Rashvan Irmatov (UZB)
Uruguai
Muslera; Maxi Pereira, Victorino, Godin e Cáceres; Diego Perez, Arévalo, Gargano e Álvaro Pereira (Loco Abreu, 33'ST); Cavani e Forlan (Fernandez, 39'ST)
Holanda
Stekelenburg; Boulahrouz, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel e de Zeeuw (Van der Vaart, int) ; Robben (Elia, 44'ST), Sneijder e Kuyt; Van Persie
Gols: Van Bronckhorst (H) aos 18min e Forlán (U) aos 41min do PT; Sneijder (H) aos 25min, Robben (H) aos 28min e Maxi Pereira (U) aos 47min do ST.
Amarelos: Maxi Pereira e Cáceres (U); Boulahrouz, Sneijder e Van Bommel (H).
Nenhum comentário:
Postar um comentário