Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Férias!




Merecidas, desejadas, quem as não precisa?

Saio em recesso matrimonial e retorno em um mês, se Deus quiser, desposado e renovado.

Pode ser que pinte uma ou outra postagem até lá, mas elas já ficam desde já rarefeitas e desprogramadas.

Que Dunga não acredite ter, um ano antes da Copa, o time perfeito montado.

Que o brasileiro classificado para as finais da Libertadores traga de volta a taça
ao país (meu palpite? Grêmio!)

Que o campeão da Copa do Brasil não abdique do Brasileiro, afinal Corinthians e Inter têm times muito bons para deixarem de desfilá-los nos gramados daqui.

E que o espírito de porco da nova gripe não nos pegue em Buenos Aires.

até breve!

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Ranking Olheiros - Segunda edição


Foram recordes de visitas, comentários, críticas, elogios, sugestões. Repercussão em sites, blogs, TV e rádios. O Ranking Olheiros do futebol de base brasileiro foi um sucesso em sua primeira edição. Mais do que cravar quem tinha a melhor base, nossa intenção foi cumprida: promover o debate sobre o trabalho de formação de garotos no país. Um mês depois, apresentamos a segunda edição, com cinco competições disputadas e três novos times aparecendo, graças aos desempenhos nos estaduais de base.

Houve mudanças no Top Ten: apesar do vexame da briga e expulsão do campeonato, o Corinthians chegou às quartas-de-final do Mundialito Sub-18, realizado na Espanha, e somou mais doze pontos, ultrapassando o Santos e conquistando o sexto lugar. O São Paulo, semifinalista, ganhou vinte pontos e se manteve na terceira colocação.

Quem saiu dos dez mais foi o Atlético-MG, após ser eliminado na primeira fase da Spax Cup. Com a realização da edição 2009 do torneio, os pontos acumulados com o bicampeonato em 2007 e 2008 tiveram seus pesos diminuídos, conforme os critérios do ranking. Assim, o Galo perdeu pontos e foi ultrapassado pelo América-MG.

Os maiores pontuadores da segunda edição vieram dos campeonatos estaduais de base, que já terminaram em quatro estados: Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe. O Vitória, campeão baiano, subiu duas posições e aparece em 15º. O Fluminense de Feira de Santana´, vice, também subiu duas e está em 29º. O Colo Colo, eliminado na semifinal, subiu 38 posições com os 20 pontos acumulados e aparece em 34º, enquanto o Vitória da Conquista, estreando no Ranking, está em 48º. Já o Bahia, fora das semifinais deste ano, despencou: perdeu 16,4 pontos e caiu da 16ª para a 30ª posição.

No Rio, duas caras novas: o Tigres, campeão com campanha surpreendente, somou 40 pontos e aparece em 32º lugar. E o Boavista, quarto lugar, também estreia, com 16 pontos na 65ª posição. O Vasco, vice-campeão, somou 28 pontos e subiu do 38º para o 25º lugar, enquanto o Madureira, terceiro colocado, ganhou 16 e foi da 30ª para a 21ª colocação.

Já em Pernambuco, o segundo título do Náutico em três anos garantiu ao Timbu mais 40 pontos e dez posições, assumindo o 16º posto. O Sport subiu um lugar (agora em 14º), graças ao vice-campeonato. O Santa Cruz se recuperou com a terceira colocação e deixa o 83º lugar, subindo para o 37º - a maior ascensão do período. Finalmente, o Porto de Caruaru comprovou o bom trabalho com o quarto lugar e se manteve na 19ª colocação geral. O estado tem agora três times no Top 20.

As outras modificações foram reflexo de desvalorização de pontuações anteriores, nos campeonatos terminados no último mês. Esta edição do ranking serve também para adequação e pequenas correções, como a confirmação do título potiguar pelo ABC em 2008. Vale lembrar que os times empatados em pontos aparecem todos na mesma colocação, relacionados em ordem alfabética.

Outra novidade são as setinhas que indicam quantas posições o time subiu ou desceu em relação à primeira edição, além da estrela para os novatos.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Rothulado


Poucas pessoas despertam tantas reações diferentes no mundo do futebol sem serem polêmicas ou explosivas como Celso Roth. O treinador é adorado por todas as torcidas, menos por aquela em cujo clube está trabalhando no momento, a ponto de ser motivo de chacota dos adversários toda vez que é anunciado em um novo time.

Títulos são obrigatórios para a (sobre)vida de qualquer técnico ou jogador, e Roth não os conquista desde 2000, quando venceu a Copa do Nordeste pelo Sport. Mas não há como negar que, nos últimos anos - especialmente com o advento dos pontos corridos -, ele tem acabado com o rótulo de treinador excessivamente defensivo que ainda insistem em lhe imputar.

Em 2004, fez excelente campanha com o Goiás de Paulo Baier e Alex Dias, terminando o Brasileirão na 6ª posição, a sete pontos da zona da Libertadores. No ano seguinte, assumiu o Botafogo em agosto e fez a melhor campanha do clube desde o título de 95, terminando em nono lugar.

Após as duas boas campanhas, foi demitido. Ficou um ano e quatro meses parado, até assumir o Vasco no lugar de Renato Gaúcho. No Brasileirão, levou o time carioca à liderança pela única vez em toda a história dos pontos corridos, na quinta rodada. Terminou o primeiro turno em quarto lugar (com um jogo a menos), na zona da Libertadores. Com a queda de produção no segundo turno, acabou demitido e o Vasco terminou o ano em 12º lugar.

No Grêmio, fez um trabalho ainda melhor e por pouco não foi campeão brasileiro, liderando o maior número de rodadas da temporada (deixou a ponta a seis jogos do fim) e levando um time desacreditado ao vice-campeonato. Neste ano, abriu mão do Estadual para traçar uma campanha sólida na Libertadores, mas acabou pagando caro pela escolha.

Agora, no Atlético, desenvolve o mesmo trabalho dos outros clubes: recuperou a auto-estima ferida após a goleada na final do Mineiro, immpôs um sistema de jogo de marcação sufocante e contra-ataques mortais. Quando sai na frente, dificilmente o Galo sofre a virada. Na sexta rodada, assume a liderança com o clube pela primeira vez desde que os pontos corridos foram introduzidos.

Falta a Roth encontrar a consistência adequada em todo o ano. A queda de produção de seus times no segundo turno é evidência histórica. Embora seja difícil conseguir fazer isso com o Atlético neste ano, também parecia improvável em 2008 com o Grêmio. Se conseguir, acabará de vez com o rótulo e provará que tem, sim, qualidade. Basta deixá-lo trabalhar.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Sinal vermelho...e verde


O futebol paranaense não vive um bom momento no Brasileirão. Seus dois representantes dividem a lanterna do campeonato após cinco rodadas, e a ameaça de um campeonato nacional sem times do estado pela primeira vez desde 1990, se ainda parece longe, ao menos está mais palpável do que em outros momentos.

Se goleadas em casa são um dos fatores que apontam um time candidato ao descenso, ambos já sofreram deste mal: o Coxa perdeu por 4 a 2 para o Santo André e 3 a 1 para o Goiás, times que não aparecem entre os favoritos em nenhuma lista. As derrotas do Atlético foram mais contundentes: 2 a 0 para o Vitória, 3 a 2 para o Náutico e a última, um 4 a 0 para o Atlético-MG que derrubou Geninho.

Curiosamente, se o Coritiba pode parecer mais frágil pela campanha no Estadual, é justamente o campeão paranaense Atlético o mais ameaçado. A escolha da Arena como sede da Copa obriga uma concentração total de investimentos na conclusão do estádio, e muitos times grandes de outros países passaram por isso (Saint Ettiene, na França, e Borussia Dortmund, Colônia e Kaiserslautern, na Alemanha, são exemplos).

Já no ano passado o Furacão soprou com ventos menos fortes e escapou na última rodada. Agora, foca ainda menos no time e tem lançado os garotos vice-campeões da Copa São Paulo para tentarem dar conta do recado.

Todos estes são ingredientes comuns a muitas receitas de insucesso ao longo dos últimos Brasileiros. Apenas a título de comparação, os únicos times que conseguiram se safar de começos tão ruins foram Palmeiras, em 2006, e Fluminense, em 2008. Nos dois casos, os times estavam concentrados em disputas continentais e recuperaram os pontos perdidos ao final da Libertadores.

Pode ser o caso do Coritiba, que tem bons nomes e só precisa de melhores ajustes. Mas não parece ser o caso do Atlético, que se cair, pode dar início a uma bola de neve com a queda das receitas, influenciando no andamento das obras.

No momento, o sinal está vermelho para os clubes paranaenses - até mesmo para aquele que sequer aceita esta cor em seu estádio.

Sábado, 6 de Junho de 2009

Eliminatórias

Austrália, Japão, Coreia do Sul, Holanda e Inglaterra devem ser as primeiras seleções a carimbarem o passaporte para a Copa de 2010, provavelmente neste final de semana. Com o retorno das Eliminatórias neste final de semana, dezenas de jogos movimentam os quatro cantos do Planeta Bola.

Saiba de tudo o que acontece rumo a Copa da África do Sul no
Febre Mundialista. Resultados, classificação, próximos jogos e notícias, além de posts especiais com a História das Copas, grandes craques e muito mais.

Confira!

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Caindo de pé


22min55s, segundo tempo. Carlos Alberto deixa o campo alegando cãibras, para a entrada de Enrico – que só foi visto em campo neste momento.

Nos dois minutos seguintes, o Corinthians faz, em três lances, mais do que o Vasco fez em toda a partida.

Fim de pressão vascaína? Nem um pouco. Como previsto, o empate no Maracanã foi melhor para o Vasco que uma possível vitória - o Corinthians aguardou e deu jogo, e se tivesse perdido iria para cima como um furacão e seria imparável.

Há tempos o Vasco não foi tão Vasco – jogando de igual para igual com os grandes, pressionando, se impondo –, e o Corinthians tão Corinthians – sofrido, com garra, luta e entrega.

Há tempos um jogo sem gols não significava tanto para os protagonistas e suas histórias.

Dorival errou, sim, ao sacar Pimpão e apostar em Edgar contra uma defesa entrosada nas bolas aéreas, e depois ao tirar Léo Lima para dar velocidade ao jogo com Fernandinho, corrigindo a substituição anterior.

O torcedor vascaíno pode reclamar de um pênalti não dado em Elton, que teve a camisa puxada no bololô da área.

Mas não pode reclamar do brio deste time, formado muito antes do que se imaginava, e que recuperou sua dignidade.

O Vasco deu o seu máximo hoje. No momento, não é o suficiente para bater o Corinthians.

Mas quantas equipes vão enfrentar o alvinegro paulista por duas vezes neste ano e não perder nenhuma?

O Gigante da Colina caiu de pé, por ora.

Mas nunca esteve tão perto de se reerguer – desta vez, definitivamente.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Brasileirão 2009: 10%


Passadas as quatro primeiras das 38 rodadas do Campeonato Brasileiro, é hora de voltarmos às nossas tradicionais análises pontuais da competição, destacando o que de melhor e pior aconteceu nessas rodadas iniciais que ninguém dá muita importância, mas que no final acabam fazendo falta.

Se a palavra que definiu as rodadas iniciais do BR'08 foi "sonolento", a deste ano pode ser "estranho". Afinal, por conta das fases agudas de Libertadores e Copa do Brasil, metade dos times começou o campeonato se lixando pra ele e deixando aquele ar de primeira segunda-feira depois das férias, quando nada é muito sério, nunca iremos nos lembrar e tudo pode ser deixado para depois.

Um número impressionante de empates deu a tônica na primeira quinzena: foram dez em vinte jogos, exatamente a metade. Ao final da segunda rodada, apenas oito times haviam conquistado uma vitória. Os resquícios deste começo no tranco são sentidos na parte de baixo da tabela: seis equipes ainda não venceram, contra quatro no ano passado, duas em 2006 e ZERO em 2007.

Pela primeira vez desde 2006, também, um time chega à nossa primeira análise com 100% de aproveitamento. Mesmo focado na Copa do Brasil, onde é favorito, o Inter venceu duas partidas fora de casa - uma delas contra o também favorito Corinthians - e desponta desde já como o time a ser batido. Os outros líderes (Vitória, Santos, Náutico e Atlético-MG) parecem o ser apenas por estarem focados apenas no Brasileirão. Vale lembrar, entretanto, que foi assim que o Grêmio, como quem não quer nada, disputou o título até o final.

A Série A ainda não engrenou também pelo fato de termos três times muito diferentes neste ano - Avaí e Santo André não disputam a primeira divisão desde a década de 70 e o Barueri é estreante -, o que deixa muita gente desnorteada sobre o verdadeiro nível do campeonato. Como podemos ver nos números, entretanto, a expectativa é de um campeonato bem equilibrado.

Como trata-se de um sprint inicial, pouco podemos analisar nos times, que vieram do embalo dos estaduais e ainda se voltam às copas, servindo este período, portanto, mais de base de comparação para nossa próxima análise do que qualquer outra coisa.

Algumas certezas, porém, parecem bastante claras: o Atlético-PR possui um time bastante limitado que, com as atenções voltadas para a Copa de 2014, correm sério risco de rebaixamento; da mesma forma, o Botafogo possui um elenco limitado e pode sofrer mais que o esperado; os caçulas Santo André e Barueri, por outro lado, se não são times de qualidade dificultam demais a vida dos peixes grandes e não vão apenas fazer figuração como se pensa.

Abaixo os números das quatro rodadas iniciais.

Destaques: campanha do Internacional, Pedrão, atacante do Barueri, que marca gol até sentado, e Felipe, bom atacante que comprova a vocação do Goiás para fazer artilheiros

Perebas: a defesa do Coritiba, que tomou sete gols em casa em dois jogos, e o destempero do Fluminense, que já teve três jogadores expulsos

4ª rodada

Melhor ataque
2009: Santos (11 gols)
2008: Cruzeiro (8)
2007: Botafogo (10)
2006: Cruzeiro, Ponte Preta e São Paulo (8)

Melhor defesa
2009: Internacional (1 gol)
2008: Cruzeiro (1)
2007: Corinthians e São Paulo (1)
2006: Santos (1)

Pior ataque
2009: Botafogo, Corinthians e Fluminense (3 gols)
2008: Fluminense (1)
2007: América-RN, Grêmio e São Paulo (3)
2006: Botafogo e Santa Cruz (1)

Pior defesa
2009: Coritiba (11 gols)
2008: Portuguesa (11)
2007: Cruzeiro (10)
2006: Palmeiras (13)

Gols e média
2009: 107 (2,67)
2008: 89 (2,22)
2007: 121 (3,02)
2006: 102 (2,55)

Artilheiros
2009: Marcelinho Paraíba (Coritiba) e Felipe (Goiás) - 4 gols
2008: Guilherme (Cruzeiro), Diogo (Portuguesa) e Kléber Pereira (Santos) - 3 gols
2007: Josiel (Paraná) - 5 gols
2006: Pedro Oldoni (Atlético-PR) e Wagner (Cruzeiro) - 4 gols

Números inéditos
Série de vitórias atual: Internacional (4)
Série invicta atual: Atlético-MG, Internacional, Náutico, Santos (4)
Série de derrotas atual: Atlético-PR (2)
Série sem vencer: Atlético-PR, Avaí, Barueri, Botafogo, Coritiba e Sport (4)

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

O jogo dos sete erros


Ninguém pode negar a Luxemburgo o status alcançado após tantas conquistas. Mas não há como discordar quando se diz que o técnico do Palmeiras já pareceu muito mais técnico do que agora. Luxemburgo tem sido tão manager quanto pode, e vem tomando decisões erradas há algum tempo. Ontem, errou de novo e prejudicou o time num jogo que poderia ser muito mais fácil.

Os sete erros de Luxemburgo no empate com o Nacional:

1. Esquema tático:
O Palmeiras não tem jogadores para o 3-5-2 que o treinador insiste em utilizar. Wendell, Armero, Fabinho Capixaba – nenhum deles é ala que aprofunda o jogo com a velocidade necessária para se utilizar esta formação. O time renderia muito mais com laterais mais plantados, subindo esporadicamente, Pierre à frente da zaga e Cleiton Xavier e Marquinhos dos lados, com Diego Souza aproximando e Keirrison com um companheiro. Ou ainda, com a volta de Edmilson, Diego Souza no meio, Cleiton Xavier e Marquinhos (ou Willians) abertos pelos lados.

2. Escalações equivocadas: Capixaba precisa de confiança para render o pouco que pode. Souza foi colocado na fogueira em Santiago, mas a pressão da torcida alviverde é pior que duas Bomboneras para um garoto que ainda não está no ritmo do restante da equipe.

3. Mudanças precoces: Não era o caso de pode trocar dois jogadores com menos de trinta minutos em um primeiro jogo de quartas-de-final. Luxemburgo se arriscou sem necessidade, podendo sofrer com expulsão ou contusão em partidas normalmente viris como são as contra uruguaios. Existe uma diferença entre arrojo e invencionice.

4. Obina: Por mais que a torcida gritasse seu nome, não era o caso de lançar o atacante tão cedo, e nessas circunstâncias. Obina não produz e força os chutões dos companheiros, procurando nele uma referência que nem Keirrison, nem mesmo o ex-flamenguista, são. Pareceu ter sido muito mais uma alteração psicológica, para mexer com a torcida. Uma aposta do tipo besta ou bestial.

5. Marquinhos: Por que não lançá-lo desde o início? O time o procurava a todo momento e, como já havia demonstrado, é a melhor opção para a ala direita ofensiva que Luxemburgo tanto precisa.

6. Padrão de jogo: O Palmeiras não possui jogadas ensaiadas, forma de jogo definida ou pontos fortes claros. O forte do São Paulo é a bola aérea. Do Inter, a troca de passes entre seu trio ofensivo. O Corinthians tem a velocidade de Dentinho e Jorge Henrique, a cobertura de Elias e Cristian e uma dupla de zaga eficiente. O Palmeiras continua sem ter nada: os gols saem em jogadas fortuitas, sem preparação, e as chances são atribuídas ao acaso ou a falhas do adversário.

7. Keirrison: Por que sacar seu principal atacante quando o adversário está retrancado e você vence por apenas um a zero? Por que colocar um volante e diminuir a já escassa criatividade da equipe?

Luxemburgo tem cada vez mais perguntas a equacionar, e suas respostas não têm sido boas. Mexe mal, escala errado e o time não evolui. Contratou mal, insiste em jogadores errados e não se incomoda em trabalhar a cabeça dos que precisam, como Keirrison.

O discurso do Nacional, de que o Verde era o pior dos brasileiros na Libertadores, acabou por se justificar.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Só faltam seis


A convocação para a Copa das Confederações é a mais importante que teremos até a definitiva, para a Copa, em aproximadamente um ano. Como a garantia da vaga é questão de tempo, os jogos finais das Eliminatórias e demais amistosos servirão apenas para preparação e para que Dunga tire suas últimas dúvidas, nas posições que restam.

O torneio na África do Sul pode servir para confirmar algumas coisas - como se o Brasil precisa mesmo de Ronaldinho ou não, e quem é de fato o lateral-esquerdo. Apenas uma campanha catastrófica tiraria alguns nomes já praticamente certos da lista de 23, da mesma forma que somente uma jornada de sonho garantiria nomes ainda incertos como garantidos.

É fato que ainda temos uma temporada inteira pela frente, mas é difícil discordar que Dunga já tenha hoje 17 dos 23 nomes fechados para a Copa. Basta ver o número de convocações de cada jogador e os chamados recentes para se traçar o panorama.

Com Júlio César e Doni garantidos, falta-nos um terceiro goleiro que seria naturalmente Diego Alves, mas Gomes apareceu de surpresa e pode furar a fila. A lateral-direita é a mais tranquila, com Maicon e Daniel Alves até com passaportes e número dos assentos reservados. Na zaga, qualquer coisa que não seja Lúcio, Juan, Alex e Luisão será surpresa.

O maior enigma está na lateral-esquerda. Pelo número de convocações, Kléber (12), Gilberto (11) e Marcelo (10) brigam por duas vagas. Mas como Gilberto não é chamado desde que foi relegado ao Tottenham, a impressão que se tem é que Kleber e Marcelo irão para a Copa - mas a verdade é que ninguém confia muito no jogador do Internacional. Se considerarmos que Kleber, mais vezes convocado, é o atual titular e nome provável, a lista cai para cinco vagas.

No meio, Gilberto Silva e Josué são escolhas naturais e titulares indiscutíveis. Felipe Melo tem apenas convocações recentes, mas está em alta com Dunga e parece ter sua cadeira reservada. Sobra uma posição para os volantes, que poderia ser de Lucas, Hernanes ou Ramires (vantagem para o são-paulino no histórico recente, mas para o ex-cruzeirense pela ida ao Benfica). Pode ser ainda que Anderson seja chamado e colocado nesta posição, abrindo uma vaga a mais para os meias.

Isto porque Kaká, Elano e Júlio Baptista estão confirmados. Diego tem 15 convocações e, agora na Juventus, poderia ser nome certo não fosse a resistência enorme que Dunga sempre teve com ele - ainda não foi chamado em 2009. Ronaldinho Gaúcho, quem diria, não tem presença garantida, embora seja difícil imaginar que, independente de sua forma física, ele fique de fora. Com isso, outros nomes ficam pouco cotados.

E finalmente, no ataque, Luís Fabiano, Pato e Robinho parecem estar confirmados. Abre-se aí a vaga mais concorrida: recentemente Adriano, agora Nilmar, e ainda Vágner Love, Rafel Sobis, Fred...sem esquecer de Ronaldo. Uma coisa é certa: gente boa vai ficar de fora.

Confira os jogadores garantidos, as posições que estão vagas e os números de convocações

Goleiros:
Júlio César e Doni (falta 1)
Laterais-direitos: Maicon e Daniel Alves
Laterais-esquerdos: Kléber e Marcelo os mais cotados (ainda faltam 2)
Zagueiros: Lúcio, Juan, Alex e Luisão
Volantes: Gilberto Silva, Josué e Felipe Melo (ainda não 100%) (1 ou 2)
Meias: Kaká, Elano e Júlio Baptista (1)
Atacantes: Luís Fabiano, Pato e Robinho (1)

Os mais convocados

Goleiros: Júlio César (17), Doni (12) e Hélton (5)
Laterais-direitos: Maicon (19), Daniel Alves (18) e Rafinha (3)
Laterais-esquerdos: Kleber (12), Gilberto (11) e Marcelo (10)
Zagueiros: Juan (16), Lúcio (15), Luisão (12), Alex (10) e Naldo (7)
Volantes: Gilberto Silva (19), Josué (16), Mineiro (9), Lucas, Dudu Cearense e Fernando (6)
Meias: Elano (20), Diego e Júlio Baptista (15), Kaká (14), Ronaldinho (13) e Anderson (9)
Atacantes: Robinho (22), Vagner Love (10), Pato e Luís Fabiano (9) e Rafael Sóbis (8)
*Agradecimentos ao amigo Dassler Marques.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Copa...do Brasil??


Luiz Adriano, Jadson e Naldo marcaram os gols da decisão da última Copa da Uefa da história. É a primeira vez que jogadores de um mesmo país que não os representados pelos finalistas (no caso, Alemanha e Ucrânia) monopolizam a tábua de escore.

O Shakhtar Donetsk foi campeão com méritos. Jogou melhor que o Bremen, soube aproveitar as falhas defensivas do adversário e as ausências importantes de Mertesacker e Diego.

Mas vale o mérito do misterioso e excêntrico Rinat Akhmetov, bilionário fã do futebol brasileiro que pagou caro até demais por jogadores apenas promissores como Fernandinho e Brandão - que saiu no início do ano. Investimento que se paga - ainda que não inteiramente - agora.

Têm sido normal as legiões brasileiras nos últimos campeões europeus, conforme a tabela abaixo, apenas dos últimos três anos, mostra. A diferença do Shakhtar para o Milan ou o Barcelona, que também tinham cinco dos nossos no elenco, é que no time ucraniano todos são titulares e jogaram a decisão.

Vendo por este ponto de vista, os gols de Jadson e Luiz Adriano não são mais tão dignos de comemoração.

Confira os brasileiros presentes nos últimos campeões europeus:

2008/09
Shakhtar Donetsk - 5 (Fernandinho, Jadson, Ilsinho, Luiz Adriano e Willian)

2007/08
Manchester United - UCL - 1 (Anderson)
Zenit St. Petersburg - Uefa - 0

2006/07
Milan - UCL - 5 (Dida, Cafu, Serginho, Kaká e Ricardo Oliveira)
Sevilla - Uefa - 4 (Daniel Alves, Adriano, Renato e Luís Fabiano)

2005/06
Barcelona - UCL - 5 (Belletti, Sylvinho, Thiago Motta, Edmilson e Ronaldinho Gaúcho) 
Sevilla - Uefa - 4 (Daniel Alves, Adriano, Renato e Luís Fabiano)