quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ranking Olheiros - Julho/2010

Inter amplia vantagem, Cruzeiro assume segundo lugar e Corinthians sobe


O Internacional continua soberano na liderança; o Cruzeiro ultrapassou São Paulo e Grêmio e retomou a segunda colocação; o Corinthians, campeão mundial sub-18 na Espanha, subiu à sétima posição; Coritiba, campeão da Taça BH 2010, e Vitória, campeão da Copa Brasil Sub-15 de Londrina, são os novos integrantes do Top 10. Estas são as principais novidades da atualização de julho do Ranking Olheiros das categorias de base, que chega a sua segunda edição neste ano com 135 integrantes, a inclusão da Copa 2 de Julho e o maior levantamento realizado no Brasil sobre o desempenho dos clubes nos campeonatos de base do país.

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>> Veja todas as competições e os pontos distribuídos no Guia de competições de base

Após cinco meses de competições e muitos títulos em disputa, o Colorado rompeu a barreira dos 400 pontos, abriu mais de 150 de vantagem para o novo vice-líder Cruzeiro e tem sua ponta virtualmente intocável. Apesar de não ter ido tão longe na Taça BH (caiu nas quartas de final), o Inter conquistou o bicampeonato da Copa Brasil Sub-17, no Espírito Santo e teve acrescentados os pontos do título de 2008 e da semifinal do ano passado na Copa 2 de Julho, novidade no Ranking. No total, foram 42 pontos somados, subindo de 370 para 412 e aumentando de 107 para 159 a vantagem para o Cruzeiro, novo segundo colocado.

Movimentação intensa no Top 10

A Raposa retomou a vice-liderança das primeiras edições do Ranking impulsionada pela semifinal da Taça BH e o título da importante Dallas Cup, batendo times como Tottenham e Hoffenheim, ultrapassando o Grêmio. O que prejudicou o tricolor gaúcho foi a péssima participação na Taça BH: de semifinalista no ano passado, sequer passou da primeira fase e viu os pontos dos anos anteriores sofrerem depreciação. Nem mesmo o vice-campeonato na Copa Brasil Sub-15 de Votorantim ajudou, e o clube perdeu nove pontos no total.

A campanha cruzeirense foi prejudicial ao São Paulo, um dos times que mais perdeu pontos nesta atualização, apesar do vice-campeonato da Copa 2 de Julho. Com a depreciação dos resultados e a exclusão das pontuações conquistadas em 2007, já que o Ranking engloba um período de três anos, o Tricolor perdeu os pontos dos títulos da Dallas Cup e do Mundialito Sub-17 de 2007, resultando num recuo total de 41 pontos. Isso anima o Fluminense, que se aproximou um pouco mais graças aos vice-campeonatos estadual e da Copa Sub-15 de Londrina. Enquanto isso, o Atlético-MG manteve-se em sexto e o Santos desceu uma posição.

Quem tem muito que comemorar são as torcidas de Corinthians, Vitória e Coritiba. As três equipes conquistaram títulos importantes no período e alavancaram posições, entrando de vez no Top 10. Após o vexame de 2009, em que a eliminação terminou em briga, o Timãozinho faturou o Mundial Sub-18 na Espanha, derrotando o Chivas Guadalajara na final. O Vitória, por sua vez, subiu seis degraus e chegou ao nono lugar com o título da Copa Sub-15 de Londrinae a semifinal na Copa 2 de Julho. A escalada só não foi maior porque o Rubro-Negro perdeu a semifinal do Estadual, o que acabou com as chances do tricampeonato.

Finalmente, o Coritiba é a novidade no Top 10 após subir onze posições graças a maior pontuação acumulada do período: foram 50 pontos do surpreendente título da Taça BH e mais 15 por ter chegado à semifinal da Copa Brasil Sub-17. Um total de 65 pontos que quase dobraram a pontuação anterior do Coxa.

O de cima sobe, e o de baixo desce

Muitos jogos em disputa, muitas mudanças nas posições. Dos 129 integrantes do Ranking que estavam presentes na edição anterior, apenas 13 permaneceram no mesmo posto. Abaixo do Top 10, as trocas foram intensas: a simples perda de 3,5 pontos da Taça BH de 2007 fez o Figueirense cair para o 11º lugar, muito próximo do Atlético-PR, que galgou quatro postos graças ao vice-campeonato da Taça BH 2010 e a inclusão dos pontos da Copa 2 de Julho, onde foi vice em 2008 – foram 27,2 pontos somados no total.

O torcedor vascaíno que comemorou o título estadual de juniores após quase dez anos pode estar decepcionado. Como é possível o time receber 40 pontos por ser campeão e ainda cair três posições no Ranking, somando afinal apenas dez pontos a mais no geral? Simples: foram 40 pontos a mais, mas 10 a menos do Estadual de 2007, que saiu do Ranking; 8,4 a menos do Estadual do ano passado, que depreciaram; 7 a menos da Copa Sub-15 de Londrina de 2007, que também não fazem mais parte do cálculo; e os pontos depreciados da Taça BH, que de 7,5 passaram para 3,5. É só fazer as contas.

Devido à depreciação de pontuações anteriores e eliminação de pontuações de 2007, também caíram Goiás, América-MG, Palmeiras e Flamengo. Isso prova a necessidade de continuar alcançando bons resultados, sob a pena de ficar para trás no Ranking em uma faixa de pontuação muito próxima.

Por outro lado, os campeões estaduais recentes comemoram: o Bahia subiu dez posições e atingiu sua melhor marca até agora, com o 21º lugar e 75 pontos. O Atlético-GO subiu ainda mais – 13 – e aparece na 27ª colocação. Sport e Confiança-SE, apesar de terem sido campeões, sofreram com a desvalorização de seus estaduais, que explicamos logo abaixo.

Temos, ainda, seis estreantes: o Itabuna, vice-campeão baiano junior, já começou bem, com 28 pontos e a 44ª posição; Vitória-PE (52º, 21), Futebol Arte-GO, Guarani-PB (54º, 20 cada) e CRAC-GO (69º, 16) também se beneficiaram de boas campanhas nos estaduais para aparecerem pela primeira vez. E os mineiros do Uberlândia debutam no Ranking graças às quartas de final da Taça BH.

A Portuguesa foi o segundo time a subir mais no período: antes em 99º lugar, graças aos dez pontos das quartas de final da Copa São Paulo, a Lusa foi a maior beneficiada pela inclusão da Copa 2 de Julho no Ranking, recebendo 14,7 pontos pelo vice-campeonato do ano passado e subindo incríveis 58 postos, chegando à 41ª colocação.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A seleção do futebol brasileiro


Em instantes, Mano Menezes anunciará a primeira de, espera-se, muitas convocações à frente da seleção brasileira. Uma convocação bastante diferente das demais que deve protagonizar, pelo caráter repentino - ontem à noite, treinava o Corinthians contra o Guarani, quem sabe pensando, entre um ataque e outro, quem deveria chamar.

Diferente, também, pelo fato de só poder chamar jogadores que atuem no Brasil, e ainda sem contar com atletas de São Paulo e Inter, que renderiam, ao menos, três ou quatro nomes para a lista.

Até por isso, uma convocação de expectativa maior por ser a primeira do que por ser importante para o futuro. Mas que deverá demonstrar a linha que Mano pretende seguir, afinal se o mote é renovação, muito do que se deverá ver nos próximos quatro anos está aqui, ainda no Brasil.

Vale lembrar que, da primeira convocação feita por Dunga, para o amistoso contra a Noruega em agosto de 2006, nove atletas estiveram presentes na Copa da África do Sul: Gomes, Maicon, Lúcio, Juan, Gilberto, Elano, Gilberto Silva, Júlio Baptista e Robinho. São contextos diferentes, mas sempre vale a comparação.

Com um universo reduzido de opções, como será a primeira convocação de Mano?

Como seria a sua?

Abaixo, a minha seleção do futebol brasileiro.

Goleiros
Victor (Grêmio)
Fábio (Cruzeiro)

Laterais
Mariano (Fluminense)
Diego Renan (Cruzeiro)
Vitor (Palmeiras)
Dodô (Corinthians)

Zagueiros
Rafael Toloi (Goiás)
Chicão (Corinthians)
David (Flamengo)
Réver (Atlético-MG)

Meiocampistas
Elias (Corinthians)
Henrique (Cruzeiro)
Wesley (Santos)
Arouca (Santos)
Willians (Flamengo)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Bruno César (Corinthians)
Philippe Coutinho (Vasco/ Inter de Milão, poderia ser liberado por não ser esperada sua utilização no elenco principal da Inter, ao menos no começo da temporada)

Atacantes
Robinho (Santos)
Neymar (Santos)
Kleber (Palmeiras)
Diego Tardelli (Atlético-MG)

sábado, 24 de julho de 2010

Trampolim sem culpa

Genoa abre portas para garotos, mas precisará cumprir o que promete


Uma das transferências mais comentadas do futebol europeu na semana que passou foi a contratação de Sokratis Papastathopoulos pelo Milan. O zagueiro de 22 anos defendeu a Grécia na Copa do Mundo e encerrou sua segunda temporada pelo Genoa como titular absoluto, após ser revelado pelo AEK Atenas. Sokratis é o exemplo da política recente do primeiro grande clube italiano, campeão de seis das sete primeiras edições da Serie A, mas que bateu recentemente na terceira divisão.

>>> Apesar do dinheiro gasto, Milan desperdiça talentos da própria base
>>> Seleção Brasileira e São Paulo decidem Copa 2 de Julho Sub-17 no domingo

Desde o retorno, na temporada 2007/08, os azuis e vermelhos da capital da Ligúria têm alcançado relativo sucesso no Calcio, incomodando os bichos papões e até beliscando uma vaga na Liga Europa para a temporada que acabou de se encerrar. A aposta inicial foi em jogadores que surgiram com expectativa mas falharam em corresponder ao cartaz, e que buscavam um recomeço num time mediano. Deu certo, com Rubinho, Diego Milito, Thiago Motta, Palladino e Vanden Borre.

Após um campeonato relativamente decepcionante devido à série de lesões de seus principais jogadores, em que foram eliminados na fase de grupos da Liga Europa e terminaram a Serie A em nono, os rossoblu foram novamente ao mercado e já anunciaram três contratações: o zagueiro Andrea Ranocchia, 22, o volante Franco Zuculini e o atacante Mattia Destro, ambos de 19 anos.

Mas há mais semelhanças entre os três jogadores que a aparente preferência genovesa por jovens promessas. O Genoa é talvez, hoje, o clube de maior expressão na Itália que aceite fazer algo muito comum no futebol do país: receber hot prospects dos grandes, oferecer a eles oportunidades que não teriam por lá de jogar em nível competitivo e servir de trampolim para suas carreiras.

Destro, artilheiro azzurini nas eliminatórias do Europeu Sub-19 com oito gols, foi emprestado para a temporada pela Internazionale. Considerado o melhor italiano da geração /91, dificilmente teria chance de atuar em frequência desejável com o time de Benitez tentando defender a tríplice coroa.

Zuculini, revelado por um problemático Racing aos 17 anos, não conseguiu causar impacto no Hoffenheim e foi emprestado, após queda de braço com o Napoli. Ranocchia, por sua vez, foi adquirido em sistema de copropriedade com a Inter, um método muito comum na Europa, e atuará neste primeiro campeonato pelo time de Gian Piero Gasperini.

O problema é que os três chegaram por um motivo bem claro que pode, afinal, sequer se concretizar. Com a pressão por resultados melhores que os da temporada anterior, Gasperini não poderá falhar e pode acabar dando espaço para jogadores mais rodados. De início, Ranocchia terá de brigar por uma posição na zaga com Chico, defensor espanhol de 23 anos recém-chegado do Almería.

O curioso é que o italiano de 1,95m já era do Genoa: comprou metade de seus direitos junto ao Arezzo e emprestou-o ao Bari, campeão da Serie B 2008/09. Permaneceu emprestado, mas sofreu uma grave lesão no joelho em janeiro e não mais jogou. A Inter se interessou por ele e decidiu comprá-lo, em parceria com o Genoa, que aceitou, mediante sua permanência para a temporada e o empréstimo de Destro.

Para os nerazzurri, tudo bem, afinal são dois problemas resolvidos de uma vez só. Contudo, Destro não terá tanta facilidade assim para se firmar na primeira equipe, ao menos se Gasperini insistir no 3-4-3 que utiliza no últimos anos. Como finalizador, Destro ou teria de se adaptar aos flancos (e para isso ainda teria que brigar com os titularíssimos Palacio e Sculli), ou então travaria uma briga desleal com Luca Toni, maior contratação genovesa desta janela e que chega para vestir a nove sem se falar mais nisso.

Da mesma forma, Zuculini tem em Marco Rossi (capitão do time) e Milanetto grande concorrência para a “volância” da equipe, e terá que provar novamente seu valor. São disputas duras para quem está precisando de apoio e oportunidade de se firmar – espaço que teriam, talvez, em clubes menores. Assim, assumindo sem culpa a posição de mero trampolim para jovens promessas, o Genoa pode muito bem acertar como fez em 2008/09, mas pode também frear o desenvolvimento de garotos de futuro, bem como prejudicar o desempenho do próprio time.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fichas técnicas da Copa 2010

Um download muito útil para quem trabalha com estatísticas ou mesmo para quem quer guardar mais informações da Copa de 2010: as fichas técnicas de todas as 64 partidas do Mundial, com escalações táticas, substituições, cartões, resumo do jogo, descrição dos gols e comentários sobre os destaques de cada time.

Elaborado durante toda a Copa, ótimo para visualização rápida. Um trabalho que compartilho com os amigos e leitores do blog.

Abaixo, uma prévia (clique para salvar):


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Retrospectiva da Copa - Finais


Uma Copa que dividiu opiniões chegou a seu fim ainda sob polêmica: foi um bom Mundial? Os maiores craques, ou ao menos os que mais prometiam - Messi, Rooney, Kaká, Cristiano Ronaldo, Drogba - falharam, mas outros jogadores de muita qualidade, mas sem tanto holofote, como Forlán, David Villa, Schweinsteiger e Sneijder deram o tom.

Foi a segunda pior média de gols da história das Copas - 2,27, com 147 em 64 jogos, pouco acima dos 2,21 da Copa de 90. A média de gols, aliás, tem caído Copa a Copa, após um ligeiro aumento na Copa de 98, a primeira com 32 seleções (na França foram 171 gols, dando boa média de 2,67).

Curiosamente, o equilibrio que marcou esta edição fez dela a segunda com o maior número de artilheiros: foram quatro, ficando atrás apenas de 1962, no Chile, quando foram seis os marcadores máximos, com quatro gols cada. Mais curioso ainda é que os artilheiros - Forlán, Müller, David Villa e Sneijder - saíram cada um de um dos semifinalistas da competição e marcaram cinco gols cada.

Ao fim, a ordem estabelecida nas partidas finais, mais que confirmar a clarividência do polvo Paul - que acertou as vitórias de Alemanha e Espanha -, estabeleceu a verdadeira ordem da qualidade das equipes que chegaram à semifinal, ainda que alguns possam argumentar, até com certa razão, que o melhor futebol da Copa foi, assim como em 2006, da Alemanha.

Uma Copa diferente, assim como foi a de 2002, na Ásia, que só será plenamente compreendida após passado algum tempo e verificado, nas grandes competições, o que dela resultou.

Uruguai 2x3 Alemanha

Dizem que disputar decisão de terceiro lugar é como dançar com a irmã: procura-se evitar ao máximo e não tem a menor graça. Mas o Uruguai estava motivado a finalizar com vitória uma campanha memorável, ao passo que a Alemanha, ainda sem acreditar na derrota para a Espanha, escalou vários reservas.

Como foi característica das duas equipes, e principalmente sem tanto peso da responsabilidade de vencer, o jogo muito movimentado, com as duas equipes criando várias chances de gol. Mesmo desfalcada, a Alemanha conseguiu impor o ritmo no primeiro tempo, e a chuva forte diminuiu o ímpeto das equipes perto do intervalo. O Uruguai voltou melhor, mas Forlán caiu de produção e, em duas falhas do goleiro Muslera, a Alemanha chegou à vitória. Klose, machucado, não jogou e acabou ficando a um gol do recorde de Ronaldo.

A partida serviu, ainda, para Forlan marcar seu quinto gol, igualando-se na artilharia, naquele que acabou sendo considerado o gol mais bonito da Copa: em grande jogada pela direita, Arévalo cruza e Forlan, na risca da grande área, acerta um belo voleio de direita.

Holanda 0x1 Espanha

Era uma final de Copa, mas que tinha um favorito definido: a Espanha. Uma seleção que perdera apenas duas vezes nos últimos quatro anos perderia de novo, e justamente no momento mais decisivo de sua história? A pergunta começou a ser respondida logo nos primeiros toques, quando a Roja manteve seu estilo de posse de bola e a Holanda tentou parar o jogo com faltas na intermediária. O primeiro tempo foi de pouca emoção e muitas faltas.

Na segunda etapa, a Espanha ousou mais e a Holanda conseguiu algumas chances no contra-ataque, mas os holandeses acabaram pagando pela violência, com Heitiga expulso na prorrogação. Após o vermelho, a Holanda sentiu o cansaço e se fechou, e a Espanha, que dominou e buscou a vitória o tempo todo, foi coroada com o gol a quatro minutos do fim, marcado por Iniesta, que se destacou durante toda a campanha por jogar, mesmo fora de suas condições físicas ideais, em um nível muito acima de outros.

Foi, acima de tudo, uma vitória do futebol. Porque a Espanha mostrou que é possível, sim, jogar bonito e vencer uma Copa do Mundo. Por mais que tenha sido o campeão com pior ataque da história (oito gols em sete jogos), os espanhóis mostraram que aprenderam muito bem a lição justamente com os holandeses, que forjaram o estilo de jogo do Barcelona, base da seleção campeã, e com os brasileiros: o toque de bola envolvente e incansável, buscando na jogada individual o espaço para o gol.

E que venha 2014. Muitas dúvidas ainda pairam no ar sobre a Copa que está mais próxima do que se imagina, mas certamente será outro momento marcante da história do esporte mais popular do planeta.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Retrospectiva da Copa - Semifinais

Um gigante renascido, um eterno proponente ao estrelato buscando afirmação, um colosso em jornada inspirada e uma favorita querendo provar seu valor. Foi desta forma que Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha chegaram às semifinais da Copa de 2010, derrubando muitos prognósticos que apontavam Brasil, Argentina e Inglaterra como principais favoritos. E por falar em favoritos, com a eliminação da Argentina de Maradona e do Paraguai de Larissa Riquelme, quem se tornou a personagem da Copa foi o polvo Paul, acertando todas as previsões dos jogos alemães - para o infortúnio dos torcedores, já que ele previu vitória espanhola na semifinal.

Uruguai 2x3 Holanda

Duas equipes que, a não ser para seus torcedores - e até mesmo para poucos deles, no caso uruguaio -, tinham poucas chances de aspirar uma semifinal. Uruguai e Holanda poderiam se dar por satisfeitos, mas a uma vitória de uma final de Copa, fizeram uma partida muito equilibrada no início, até que Van Bronckhorst abriu o placar em um chutaço de fora da área.

A defesa uruguaia batia cabeça, ao passo que Robben e Kuyt trocavam de lado, buscando confundir a marcação. Com vantagem no placar, a Holanda recuou e marcava o Uruguai à distância, até que Forlan arriscou um chutaço de fora para empatar. No segundo tempo, a Holanda voltou a dominar e encontrou espaços para marcar dois gols na sequência. Quando o jogo já parecia decidido, o Uruguai diminuiu nos acréscimos e a partida terminou com muito drama, mas com uma vitória merecida.

Alemanha 0x1 Espanha

O furioso ataque alemão versus a pragmática troca de bola espanhola. As equipes até pareciam de camisas trocadas: o domínio era total da Espanha durante todo o jogo, com mais posse de bola e mais volume ofensivo. Os espanhóis sufocaram os alemães no campo adversário, e a Alemanha sentiu muito a falta de Müller, e não conseguiu sair para o ataque.

No segundo tempo, a pressão se intensificou e o gol que havia se desenhado na primeira etapa foi concretizado: escanteio de Iniesta e Puyol subiu mais que a zaga para marcar. A Alemanha bem que tentou, mas parou na marcação de um time que tinha, a cada dia, mais cara de campeão.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Jabulani - a bola mais famosa de todos os tempos


A Jabulani já parou de rolas em gramados sul-africanos. Ela atrapalhou a vida de muitos goleiros, foi criticada por quase todos os jogadores e ficou mais famosa que muitos deles, e já deixa saudades. Ela já é, de fato, a bola mais famosa da história - a única a entrar para a eternidade conhecida por seu nome. Não é uma bola, é A bola, a JABULANI.

Em 2014, a Adidas, fabricante da pelota, fará outro modelo para a Copa do Brasil - que pode até se chamar SAMBA, por que não? Em 1978, a bola da Copa da Argentina foi a Tango, e eles venceram. Mas em breve, Jabulani virará até um apelido que se incorporará ao vocabulário do futebol. Uma bola inalcançável, um chute indefensável, uma falha imperdoável - tudo isto será JABULANI.

Nós já vimos muito bem o que a Jabulani faz e do que ela é capaz. Mas, afinal, o que faz da Jabulani esta bola com personalidade própria? Como se faz, afinal, uma Jabulani?

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Nomeada no idioma Bantu isiZulu, com o significado de "celebrar" o modelo apresenta design com inspiração sul-africana e tecnologia radicalmente nova. O recém-desenvolvido perfil “Grip’n’Groove” oferece uma bola que permite um vôo excepcionalmente estável e perfeita aderência em todas as condições climáticas.

Composta por apenas oito gomos em 3-D, soldados termicamente, que pela primeira vez foram moldados esfericamente, a bola é perfeitamente redonda e mais precisa do que nunca - ao menos é o que a Adidas diz. Os círculos do perfil Grip’n’Groove ao redor de toda a bola produzem uma perfeita forma aerodinâmica.

As ranhuras integradas proporcionam características de vôo inigualável, tornando a bola mais estável e mais precisa. "A inovadora característica de performance foi confirmada em testes de informação e comparação global da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, em inúmeros controles de túnel de vento e no laboratório de futebol da adidas em Scheinfeld, Alemanha", afirma a fabricante.

Para a produção de uma bola, são utilizados gomos 3D em EVA, uma câmara laranja com válvula, materiais de poléster, algodão e TPU, além das tintas, cola e compostos de látex.

No total, são 34 processos, divididos em cinco etapas: a primeira corresponde à armação, algo como a fabricação do "chassi" da Jabulani. A tela é mecanizada através de estiramento, laminação com látex e secagem. Os painéis são cortados automaticamente e a armação é costurada e virada, antes da introdução da câmara. Há então a pesagem de controle, cobertura de látex adesivo na armação e secagem da armação em canal quente.

Separadamente, os gomos 3D em EVA são preparados. São quatro tripés e quatro triângulos, cortados no molde, limpos e colados.

Em outro processo, o TPU, que é a película transparente que reveste a bola, conferindo-lhe características aerodinâmicas e de impermeabilidade únicas, é cortado e recebe as impressões do logo da Copa, das cores e do desenho da bola. Há então o recorte no formato dos gomos e a colagem de alta frequência em vácuo com os painéis de EVA, que dão o visual externo da bola.

O encaixe final da bola é feito parte manualmente, parte em máquinas. Funcionários pegam as metades formadas pelos painéis de EVA+TPU e colocam em máquinas-molde, junto com a parte interna da bola, que contém a armação e a câmara.

A máquina então faz a soldagem térmica dos moldes com pressão de ar, e as bolas estão prontas. Elas ficam ainda armazenadas em um túnel por 24 horas para esfriamento, antes de serem inspecionadas para conferência de peso, circunferência, pressão, inspeção visual de colagem, textura, ranhuras e gráficos. As dimensões finais da Jabulani são de 69 cm de circunferência e 440 gramas de peso.


Veja no vídeo abaixo como funciona todo o processo:

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Retrospectiva da Copa - Quartas de final

A Copa do Mundo "pegou no breu" nas quartas de final e protagonizou quatro jogos emocionantes, históricos e dignos dos melhores de todos os Mundiais. A virada holandesa sobre o Brasil, a goleda alemã sobre a Argentina, a dramática classificação uruguaia nos pênaltis e a sofrida vitória espanhola sobre o Paraguai dificilmente sairão da memória dos torcedores, assim como a festa protagonizada pelos africanos nas arquibancadas.

Foram dez gols marcados em quatro jogos, uma média de 2,5 por partida que, se não parece excepcional, é bem melhor que a verificada na mesma fase em outras Copas, quando os jogos tornam-se mais equilibrados e com menos gols: em 2006, foram 6 e em 2002, 5. Apenas uma partida foi para a prorrogação, e terminou na disputa de pênaltis. Os artilheiros da etapa foram Sneijder, da Holanda, e Klose, da Alemanha, com dois gols cada - o alemão, com os gols, chegou à marca de 14 na história das Copas, igualando o compatriota Gerd Müller e ficando a um do recorde de Ronaldo. Relembre os jogos:

Holanda 2x1 Brasil

Um primeiro tempo quase perfeito da seleção brasileira tornou-se pesadelo. Marcando a Holanda com eficiência, trocando passes e criando várias jogadas, o time de Dunga abriu o placar logo aos dez minutos e poderia ter aberto vantagem, em grandes jogadas coletivas que terminaram em finalizações de Kaká e Maicon, para ótimas defesas de Stekelenburg. Contudo, o time não resolveu o jogo e, em um lance fortuito em falha na saída de Júlio César, a Holanda empatou e o gol foi sentido pelos brasileiros, que não se encontraram mais em campo.

Os holandeses viraram em lance ensaiado de bola parada e, sem cabeça, Felipe Melo acabou expulso. O Brasil não teve poder de reação e acabou novamente eliminado nas quartas de final, demonstrando exatamente o que tanto se comentou: falta de opções no banco e destempero de Felipe Melo.

Uruguai 1 (4)x(2) 1 Gana

Um jogo épico, equilibrado no primeiro tempo e mais aberto no segundo. O Uruguai atacou mais durante o tempo normal, especialmente com Forlan e Suarez, mas foi Gana quem abriu o placar, em finalização perfeita de Muntari, do meio da rua, que contou com os traiçoeiros desvios da Jabulani. O Uruguai empatou logo na volta do intervalo, em pancada de falta de Forlán.

Gana foi melhor na prorrogação, demonstrando melhor preparo físico, e partiu para o ataque. No último lance da prorrogação, Suarez colocou a mão na bola e foi expulso, cometendo o pênalti que serviria para sacramentar a primeira seleção africana nas semifinais. Entretanto, Gyan desperdiçou, levando a decisão para os pênaltis. Aí brilhou a estrela de Muslera, que defendeu duas cobranças e devolveu o Uruguai a uma semifinal após 40 anos.

Argentina 0x4 Alemanha

A Alemanha continuou fazendo história ao golear mais um de seus rivais de peso: marcou logo no início com Müller e controlou o jogo durante todo o primeiro tempo. Aos poucos, a Argentina passou a dominar e pressionou no final da primeira etapa e no início da segunda, mas sem conseguir finalizar com perigo.

Mostrando a mesma força que teve no jogo contra a Inglaterra, a Alemanha ampliou quando era pior e, a partir de então, os argentinos se entregaram em campo. Novo show de contra-ataque, velocidade e habilidade do melhor time da Copa até o momento, com Klose marcando duas vezes.

Paraguai 0x1 Espanha

Para quem esperava um massacre espanhol, o Paraguai surpreendeu durante todo o tempo, com marcação no campo adversário e não deixando o toque de bola da Roja fluir. Aos poucos, o time espanhol passou a dominar o jogo, mas o Paraguai deveria ter saído na frente, com gol legal de Valdez mal anulado. O árbitro trapalhão marcou um pênalti para cada lado, mas ambos foram desperdiçados, por Cardozo e Xabi Alonso. Fonalente, o gol saiu numa típica jogada espanhola de toque rápido e finalização na área, e o Paraguai tentou, teve chances, mas pecou na finalização.

domingo, 18 de julho de 2010

Campeões. E agora?

Vasco precisa de sabedoria para aproveitar da melhor forma geração promissora que surge


Após um jejum de nove anos (o maior do clube desde a década de 70), o Vasco sagrou-se no último final de semana campeão carioca de Juniores com uma vitória de 2 a 0 sobre o Fluminense. Mais do que atestar a qualidade de nomes em ascensão como Jonathan, autor do golaço que abriu o caminho da vitória, o título cruzmaltino chega em excelente hora, tanto para apaziguar a falta de conquistas na Colina como também para oferecer uma alternativa ao delicado momento do time profissional, que luta para escapar da zona de rebaixamento.

>>> Fique de Olho: conheça mais sobre Jonathan

A campanha foi irrepreensível: 22 vitórias, três empates e cinco derrotas, com 77 gols marcados e 41 sofridos – números suficientes para garantir o título com larga vantagem caso o campeonato fosse disputado em pontos corridos. No total, o técnico Gaúcho utilizou 44 atletas, sendo que a metade deles foi campeão da Taça Otávio Pinto Guimarães (a popular OPG) em 2009, e 12 foram alçados do Juvenil com sucesso. O trabalho de garimpagem também foi intenso, com 16 atletas se juntando ao elenco em 2009 e mais seis neste ano: Genílson, Nilson (que já atuou pelo profissional), Diogo Rangel, Alan Junior, Elivélton (recentemente convocado para a seleção sub-19) e Daniel Fernandes.

Essa contratação em massa, aliás, é novidade em São Januário, e reflexo direto do trabalho de Rodrigo Cateano. “Esse foi um trabalho de resgate, e até é uma metodologia que nós utilizamos no Grêmio”, afirmou o diretor executivo em entrevista após o título. De fato, a campanha ruim na Copa São Paulo, que fez com que muitos torcedores esperassem menos do que deveriam deste elenco, serviu para aparar algumas arestas: alguns garotos foram dispensados e outros contratados após se destacarem na competição por outros clubes, prática antes rara no Vasco.

Tais caras novas foram enxertadas ao que sobrou da equipe vice-campeã em 2009, formando uma geração que atrai muita atenção por quem vive o dia-a-dia vascaíno. O departamento amador aumentou a rede de parceiros e observadores, ampliando a área de atuação e captação de novos talentos. A ideia, agora, é não esperar o atleta se destacar em clubes menores com 16 ou 17 anos, e sim buscá-lo antes, para participar mais ativamente – e por mais tempo – do processo de formação.

Com isso, foi possível conferir maior qualidade geral ao grupo: 16 jogadores marcaram pelo menos um gol (o artilheiro foi Lipe, com 20 em 22 partidas, atrás apenas de Renato, do Olaria, com 25); 17 participaram da campanha na Taça BH; e 16 terão idade para disputar a Copa São Paulo 2011.

Entretanto, o elenco conta com 14 garotos nascidos em 1990, que estourarão a idade de júnior no ano que vem e, no Vasco ou não, serão profissionais. Os principais, o lateral esquerdo Carlinhos, o atacante Lipe, o goleiro Cestaro, o lateral direito Max e o volante Rômulo. Enquanto Carlinhos e Rômulo estrearam no time de cima no empate sem gols com o Goiás no meio de semana, Cestaro, Max e Lipe já treinaram com os profissionais em diversas oportunidades desde o início do ano – além de Jonathan, apresentado à torcida na Copa São Paulo, mas que já havia sido campeão do OPG e, agora, é efetivamente parte do elenco do Brasileirão.

Eles foram os primeiros jogadores da base vascaína a serem lançados nesta temporada, muito mais até por desfalques de lesão do que por reais oportunidades concedidas. PC Gusmão, que também acaba de estrear no comando do time, já declarou que não considera este o momento ideal para lançar os garotos. “O importante é equilibrar, mesclar juventude e experiência. É em cima disso que estamos trabalhando com estes jovens, trazendo a responsabilidade para lançá-los. Não é a hora ideal, mas se fez necessário. Temos algumas contusões, alguns jogadores que não podem atuar”, disse antes do confronto com o Goiás, deixando claro que tentará evitar ao máximo depender dos meninos para resolver algum jogo.

E PC está certo. Na última vez que foi campeão estadual sub-20, em 2001, o Vasco passava por um momento complicado, de transição da época de vacas gordas para a realidade financeira em que se afunda até hoje. Com isso, garotos como Botti, Léo Macaé, Ely Thadeu e Siston foram lançados na fogueira, mesmo sem que todos tivessem a bagagem e a qualidade necessárias para segurar o rojão. Daquela leva, os que tiveram melhor sorte foram Léo Lima e Ricardo Bóvio, o que mostra que nem sempre um time campeão na base forma apenas jogadores excelentes – pode ser, apenas, reflexo de um bom conjunto formado por atletas medianos, como acontece muitas vezes nos profissionais, com clubes pequenos.

De qualquer forma, a base vascaína já rendeu ótimos frutos nos últimos anos, como Alex Teixeira, Alan Kardec, Philippe Coutinho e Souza, todos com participação importante no time de cima e que foram vendidos por bons valores, modificando a antiga aposta na quantidade para primar pela qualidade. E é isto que se espera novamente, para que o trabalho realizado e o título conquistado não tenham sido em vão, pois qualidade esses meninos já demonstraram ter.

* Agradecimento especial ao amigo Annibal Canizio, do Blog de Base.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Retrospectiva da Copa - Oitavas de final

Após uma primeira fase que começou decepcionante e foi ganhando em emoção e qualidade, as oitavas de final da Copa do Mundo fizeram o torcedor se esquecer do barulho das vuvuzelas, do frio e da baixa média de gols, com jogos mais movimentados e característicos do mata-mata. Foram 22 gols em oito jogos, com média de 2,75 por partida; apenas um 0 a 0, duas prorrogações e uma disputa de pênaltis, além de um encontro épico que entrou para a história dos Mundiais.

Uruguai 2x1 Coreia do Sul

Em uma chuvosa Port Elizabeth, Uruguai e Coreia do Sul fizeram uma partida interessante e bastante movimentada. O Uruguai abriu o placar logo no início e se fechou, apostando nos contra-ataques puxados por Forlán. A Coreia do Sul atacava principalmente pelo lado esquerdo, com Park Ji-Sung. No segundo tempo, a pressão se intensificou e os coreanos empataram. Os gols saíram em falhas das defesas, mas logo o time uruguaio mostrou ter mais técnica e resolveu o jogo, em lindo drible e conclusão de Luís Suárez.

Estados Unidos 1x2 Gana

Era considerado um duelo parelho: os Estados Unidos, com um futebol dos mais descompromissados e ofensivos da Copa, e Gana com uma proposta tática sólida e muita força física. Os africanos aproveitaram um erro na saída de bola para marcar logo no início e controlaram a primeira etapa, tendo mais posse de bola e chegando pelos lados. Com Donovan bem marcado, os Estados Unidos pouco ameaçaram o gol de Kingson na primeira etapa. Após o intervalo, o time americano voltou adiantando a marcação e dominou por todo o segundo tempo, empatando em gol de pênalti. Na prorrogação, Gana marcou novamente logo no início, de novo com a defesa desprotegida, e o jogo voltou a ser de ataque americano e defesa e contra-ataque ganês. De qualquer forma, os estadunidenses foram uma das equipes mais interessantes do torneio, com ótimas possibilidades de crescimento.

Alemanha 4x1 Inglaterra

Um jogo inesquecível, para muitos o melhor da Copa. A Alemanha teve mais fluência, talento e velocidade no meio-campo, fazendo dois a zero em 32 minutos. A Inglaterra melhorou no final do primeiro tempo e diminuiu, até que veio o lance fatídico: Lampard chutou, a bola bateu no travessão e entrou, mas nem o árbitro Jorge Larrionda nem o auxiliar viram, e a Alemanha vingou 66. Müller brilhou com dois gols e apesar de a Inglaterra merecer o empate no gol não validado, os alemães mostraram mais habilidade no segundo tempo e mataram a partida em contra-ataques de manual.

Argentina 3x1 México

A Argentina venceu o México sem novamente contar com graned atuação de Messi, por mais que ele quase tenha feito um golaço. Tevez foi mais importante, marcando um gol em que estava impedido. O jogo foi equlibrado, com ligeiro domínio mexicano, até a Argentina abrir o placar. A partir de então, o domínio foi todo argentino, e apesar das falhas demonstradas pela defesa, os mexicanos não souberam aproveitar. Messi, novamente muito marcado, apareceu menos do que se esperava. Com os 3 a 0, o jogo caiu de ritmo.

Holanda 2x1 Eslováquia

A Holanda seguia sua campanha de 100% de aproveitamento com outra vitória tranquila, sem passar sustos: foi um jogo mais disputado no meio-campo, com a Holanda chamando a Eslováquia para seu campo e apostando nos contra-ataques, exatamente a arma adversária. Robben abriu o placar logo aos 18 em um lindo lançamento de Sneijder, marcando com sua jogada característica: o corte para a perna esquerda e o chute forte. Dominando a posse de bola após o gol, os holandeses controlaram o jogo e não foram ameaçados. Sneijder ainda ampliou a poucos minutos do fim e Vittek descontou de pênalti nos acréscimos, para assumir a co-artilharia da Copa.

Brasil 3x0 Chile

O maior freguês da história recente da seleção brasileira foi novamente cordial e não ofereceu resistência ao time de Dunga, que goleou o Chile em uma oitava de final da mesma forma que fizera em 1998. Ao contrário do time ofensivo dos outros jogos, Marcelo Bielsa plantou uma eficiente marcação chilena até o primeiro gol, e o Brasil tinha dificuldades para tocar a bola. Após os dois gols, marcados em sequência, a atuação defensiva do Brasil garantiu a vitória e o placar foi ampliado em contra-ataque.

Paraguai 0 (5)x(3) 0 Japão

A partida que ninguém esperava ver em solo sul-africano foi muito equilibrada e estudada no primeiro tempo, com o Paraguai tendo mais posse de bola mas produzindo pouco, e o Japão chegando na velocidade e nas bolas paradas, com mais perigo. Bem marcado, Honda não apareceu tanto quanto nos outros jogos. No segundo tempo, a partida ficou mais brigada e foram poucas as chances reais, tendência que se manteve na prorrogação. Na disputa de pênaltis, o Paraguai converteu as cinco e o Japão errou uma com Komano, que chutou no travessão.

Espanha 1x0 Portugal

O encontro ibérico teve um primeiro tempo de pressão espanhola, com muito toque e posse de bola, e Portugal atuando fechado apostando nos contra-ataques. Na segunda etapa, Portugal se fechou mais ainda e a Espanha melhorou com a troca de Fernando Torres por Llorente, até que finalmente veio o gol de David Villa, em linda troca de passes. Portugal não soube sair para o ataque e Cristiano Ronaldo viu-se sozinho na armação, e mesmo na frente no placar, foram da Espanha as melhores chances até o final.