terça-feira, 27 de abril de 2010

Craques das Copas - Michel Platini

Ele nunca ganhou a Copa do Mundo. Na verdade, esse é o único troféu que falta em sua estante, mas certamente isso não faz dele menos importante: sua habilidade apurada e frieza na cara do gol fizeram dele um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Platini começou a jogar bola no Joeuf, time pequeno de sua cidade natal. Com 18 anos, transferiu-se para o Nancy-Lorraine, maior time da região. Já na seleção, não conseguiu classificar seu país para a Copa de 74, mas alcançou o feito em 78, mesmo ano em que conqusitou seu primeiro título, a Copa da França - algo excepcional para seu clube, de porte médio. Na sua primeira participação em Copas, já aos 23 anos, sequer conseguiu fazer com que a França passasse da primeira fase. Mas vale lembrar que no grupo estavam a Argentina e a Itália e Platini ainda marcou um gol contra os futuros campeões do mundo. Naquela época, ele era uma gota de talento em um oceano de mediocridade. Mas ele daria a volta por cima.

Em 79, mudou-se para o Saint-Etienne, então o melhor clube francês. Lá, foi campeão francês em 81 e, após a Copa de 82, transferiu-se para o Juventus, da Itália. Mas falemos da Copa de 82. Foi uma Copa privilegiada, contando com craques como Zico, Maradona e, claro, Platini. Diferentemente de 82, a França tinha uma geração de ouro com Tigana, Giresse e Tresor, além do craque maior da companhia, o camisa 10. Platini liderou os "Le Bleus" até a semifinal contra a Alemanha, onde foi derrotada nos pênaltis após um sensacional empate por 3 a 3. Platini marcou um gol na semifinal e a França, abatida pela derrota, perdeu também a decisão do terceiro lugar para a forte Polônia de Lato.

Campeão da Copa da Itália em 83 e artilheiro do campeonato italiano três vezes seguidas (de 83 a 85), sua maior conquista foi em sua terra natal: a França conquistou brilhantemente a Eurocopa de 84 aproveitando-se do fator campo e de sua bela geração de jogadores. No mesmo ano, sua melhor temporada no futebol, ainda levou a Juventus ao título italiano e ao título da Copa dos Campeões. Platini chamaria, mais tarde, aquele time de "o melhor do mundo". Em 85, venceu a Copa da Europa (atual Copa da UEFA) e foi campeão italiano também em 86, ano da Copa do México, sua última participação em mundiais.

Mais uma vez, a França chegou às semifinais e, mais uma vez, enfrentou a Alemanha. Embora dessa vez o jogo não tenha ido para os pênaltis, o vencedor foi o mesmo. Os alemães eram uma pedra no sapato de Platini, que marcou dois gols naquela Copa. Desta vez, entretanto, conquistou o terceiro lugar contra a Bélgica, fechando o ciclo da geração de ouro do futebol francês, que só se classificaria novamente para uma Copa em 98, quando sediou o evento.

Platini encerrou sua carreira no ano seguinte na Juventus, após seguidas contusões, assumindo em 88 o comando da seleção francesa. Falhou em classificar o time para a Copa da Itália em 90, e após a irregular campanha na Eurocopa de 92, abandonou o comando dos 'bleus'. Participou ativamente do Comitê Organizador da Copa de 98 e foi presenteado, em sua terra natal, com o título mundial numa final dos sonhos contra o Brasil. Assim como ele havia presenteado a nação francesa com o título europeu 14 anos antes.

Nome: Michel Platini
Data de nascimento: 21/06/1955
Local: Joeuf, França

Carreira:

Em clubes:
1966 a 1972: AS Joeuf
1972 a 1979: AS Nancy-Lorraine
1979 a 1982: AS Saint-Etienne
1982 a 1987: Juventus

Na seleção:
41 gols em 72 jogos (49 como capitão) - recorde de gols com a camisa da seleção francesa.

Como treinador:
1988 - 1992: Seleção francesa (quando venceu todas as partidas válidas pelas eliminatórias da Eurocopa)

Títulos:
1978: Campeão da Copa da França
1981: Campeão francês
1983: Campeão da Copa da Itália
1983: Campeão da Copa da Europa (atual Copa da UEFA)
1984: Campeão italiano
1984: Campeão da Eurocopa de seleções
1984: Campeão da Copa dos Campeões europeus
1985: Campeão da Copa da Europa
3 vezes artilheiro do campeonato italiano: 1983 (16 gols), 1984 (20) e 1985 (18).

Um comentário:

Felipe Noronha disse...

Sempre fui mais fã do Platini do que do Zidane. Até 2006. O que ele fez contr o Brasil mudou completamente minha opinião...
Abraço!